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Em muito breve, as assessorias
jurídicas das corporações militares do estado serão
impedidas de funcionar nos moldes atuais.
A ASSINAP notificou em Vara de Fazenda Pública a Procuradora
Geral da PGE, Dra. Lúcia Léa, alertando para o fato de
que as assessorias existentes na Polícia Militar como no Corpo
de Bombeiros militares do estado são compostas por oficiais ou
por advogados contratados, ferindo a Constituição Federal
e o Estatuto da Advocacia.
A Associação requereu que as referidas assessorias funcionem
tão-só por procuradores de estado, conforme artigo 132
da C.F. e Ação Direta de Inconstitucionalidade 881/ES,
relator ministro Celso de Mello, proposta pelo Conselho Federal da OAB
(Ordem dos Advogados do Brasil).
A juíza Alessandra Cristina Tufvesson deferiu o requerimento
da ASSINAP em sua totalidade e notificou a Procuradora Geral da PGE,
para que tomasse providências em relação ao funcionamento
das assessorias jurídicas do Corpo de Bombeiros e da Polícia
Militar. Segundo a Lei Federal 8.906/94 (Estatuto da Advocacia), ainda
que os oficiais sejam bacharéis de direito, são impedidos
totalmente para a atividade advocatícia exatamente por serem
militares e exercerem atividade policial em geral.
“As assessorias jurídicas das corporações
militares do estado funcionam de forma ilegal e seus membros deveriam
responder, em tese, pelos crimes de prevaricação, abuso
de autoridade, improbidade administrativa e outros de caráter
militar”, salienta o presidente da ASSINAP, Miguel Cordeiro.
De acordo com o advogado da ASSINAP, Domingos Sávio, “todos
os procedimentos administrativos em que constem pareceres jurídicos
destas assessorias - formadas por oficiais ou advogados contratados
- são nulos, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal”.
Em razão disto, a ASSINAP já está tomando as providências
jurídicas para paralisar o funcionamento das assessorias mencionadas. |
| O Corpo de Bombeiros resolveu
inovar no autoritarismo e impõe leis até para civis. Conforme
publicado no Boletim Subsedec/CBMERJ Nº 175, folhas 6417 e 6418,
de 21 de setembro de 2007, o comando do CBMERJ decidiu hierarquizar
civis do SAMU como se militares fossem e ameaçam os militares
de punição, caso os civis não cumpram e/ou aceitem
tal despautério.
O Comando demonstra total desconhecimento das normas, regulamentos e
leis pela Chefia do Estado Maior Geral, pois não tem o poder
de assemelhar civis a graduações ou postos militares.
“Querem a volta da época dos vassalos e escravos. Não
precisa ser gênio para desconfiar que isto é inconstitucional”,
diz Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP.
A ASSINAP vai tomar as medidas judiciais cabíveis para o caso. |
| Escola Superior de Comando
de Bombeiros - EsCBM - vem adiantando a carga horária do curso
para oficiais.
As aulas de 13 disciplinas que não foram dadas desde abril, estão
sendo ministradas a todo vapor.
Militares sem habilitação nas disciplinas foram recrutados
e o cronograma foi alterado completamente. Mas a pressa para terminar
o curso pode ter motivações turísticas. Os militares
precisam adquirir a carga horária do curso para justificar a
viagem, em tese de estudos, para Europa, prevista para novembro deste
ano. Claro que tudo pago pelo estado.
As informações foram repassadas por um integrante do Corpo
de Bombeiro, que preferiu não se identificar temendo represálias.
Pode ser este o maior objetivo de todo o Curso Superior de Comando.
Provavelmente, por motivos óbvios, a liberação
da viagem deve ser publicada em boletim reservado.
“Parece que os Bombeiros optaram por seguir o exemplo da Polícia
Militar e Polícia Civil, que enviaram no ano passado dezenas
de seus agentes, às custas do estado, para uma viagem de “estudos”
aos EUA e Canadá. Foram mais de meio milhão pelos ares,
para pagamento de passagens e diárias, sem nenhum resultado prático
para a sociedade”, diz Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP. |