Mais um ano chegando
ao fim. Vale um curto balanço sobre nossas conquistas. Apesar
dos percalços, conseguimos implantar a GEAT para nossos associados
antigos, como decorrência de uma ação coletiva que
impetramos há mais de quatro anos. Reintegramos dezenas de policiais
e bombeiros que foram excluídos de suas corporações
injustamente. Várias pensionistas tiveram correção
nos valores que recebem. Os novos associados, para receber a GEAT, precisam
ter um pouco mais de paciência. A ação está
na Justiça e nada podemos fazer por enquanto, senão aguardar.
Nosso Corpo Jurídico continua trabalhando para garantir direitos
que são constantemente negados ao militar e sua família.
Mas há muito por fazer, sabemos disso.
Tanto policiais como bombeiros precisam de salário melhor, treinamento
eficiente, condições dignas de trabalho e, principalmente,
comandantes engajados com o bem-estar da tropa e compromissados com
a sociedade.
O desânimo é geral. Policiais são pisoteados pelo
estado e condenados pela população. Quem mais sofre com
esse preconceito são os praças porque esses são
a ponta operacional da PM e estão sempre expostos nas ruas. O
pior é que essa realidade é antiga e ninguém faz
nada.
Mas a ASSINAP continuará sendo combativa, não vai esmorecer.
No segundo semestre de 2008, os deputados abriram as discussões
para reformulação do Estatuto da PM. A medida, se levar
em consideração as sugestões das entidades representativas,
pode ser um clarão de esperança para a categoria. Caso
contrário, será apenas isca para incautos. Estamos atentos
e participando dos debates. Nosso desejo é acreditar que criaremos,
de fato, um documento moderno, que atenda às necessidades da
sociedade, da corporação e dos que nela deixam sua força
de trabalho.
Para que o debate seja construtivo, é importante que as reuniões
agendadas pela comissão sejam cumpridas e não desmarcadas
de última hora ou começarem com mais de uma hora de atraso.
Fica aqui a crítica. Todos os envolvidos nessa discussão,
sejam deputados, policiais ou presidentes de associações
precisam respeitar os horários e compromissos uns dos outros.
Revisar o estatuto da PMERJ é assunto de extrema importância
e urgência. A PM não pode mais viver enclausurada em regras
ultrapassadas que só prejudicam e desanimam os que servem a Instituição.
Mesmo após tantos atropelos e debates inócuos ocorridos
no início do ano - ainda durante o Comando de Cel. Ubiratan -
sobre este tema e outros, queremos crer que desta vez será diferente.
Aproveito para desejar a todos um feliz Natal, cheio de alegria, esperança,
fartura e fraternidade, e um ano novo de prosperidade, justiça,
amizade e paz.
Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP