:: JORNAL ASSINAP - NOVEMBRO E DEZEMBRO / 08 - pág. 02
 
EDITORIAL
Pelo bem-estar da tropa
Mais um ano chegando ao fim. Vale um curto balanço sobre nossas conquistas. Apesar dos percalços, conseguimos implantar a GEAT para nossos associados antigos, como decorrência de uma ação coletiva que impetramos há mais de quatro anos. Reintegramos dezenas de policiais e bombeiros que foram excluídos de suas corporações injustamente. Várias pensionistas tiveram correção nos valores que recebem. Os novos associados, para receber a GEAT, precisam ter um pouco mais de paciência. A ação está na Justiça e nada podemos fazer por enquanto, senão aguardar. Nosso Corpo Jurídico continua trabalhando para garantir direitos que são constantemente negados ao militar e sua família.

Mas há muito por fazer, sabemos disso.

Tanto policiais como bombeiros precisam de salário melhor, treinamento eficiente, condições dignas de trabalho e, principalmente, comandantes engajados com o bem-estar da tropa e compromissados com a sociedade.

O desânimo é geral. Policiais são pisoteados pelo estado e condenados pela população. Quem mais sofre com esse preconceito são os praças porque esses são a ponta operacional da PM e estão sempre expostos nas ruas. O pior é que essa realidade é antiga e ninguém faz nada.

Mas a ASSINAP continuará sendo combativa, não vai esmorecer.

No segundo semestre de 2008, os deputados abriram as discussões para reformulação do Estatuto da PM. A medida, se levar em consideração as sugestões das entidades representativas, pode ser um clarão de esperança para a categoria. Caso contrário, será apenas isca para incautos. Estamos atentos e participando dos debates. Nosso desejo é acreditar que criaremos, de fato, um documento moderno, que atenda às necessidades da sociedade, da corporação e dos que nela deixam sua força de trabalho.

Para que o debate seja construtivo, é importante que as reuniões agendadas pela comissão sejam cumpridas e não desmarcadas de última hora ou começarem com mais de uma hora de atraso. Fica aqui a crítica. Todos os envolvidos nessa discussão, sejam deputados, policiais ou presidentes de associações precisam respeitar os horários e compromissos uns dos outros.

Revisar o estatuto da PMERJ é assunto de extrema importância e urgência. A PM não pode mais viver enclausurada em regras ultrapassadas que só prejudicam e desanimam os que servem a Instituição.

Mesmo após tantos atropelos e debates inócuos ocorridos no início do ano - ainda durante o Comando de Cel. Ubiratan - sobre este tema e outros, queremos crer que desta vez será diferente.

Aproveito para desejar a todos um feliz Natal, cheio de alegria, esperança, fartura e fraternidade, e um ano novo de prosperidade, justiça, amizade e paz.

Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP

 
Coluna Texto Livre
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O que me impede de ser feliz? A minha formação, o meu nível social, a minha estrutura familiar? Será a falta de religião, a falta ou excesso de cultura, o meu poder econômico, a falta de dinheiro, o meu poder de relacionamento, o prazer de ser e estar ou estar e ser?

Já fizeram reflexão? Já se auto-avaliaram, verificando se você está envolvido com o meio ou quanto você se doou esperando apenas o bem estar de alguém ou de algo que é comum a todos?

Certo dia, recebi a visita de uma colega de trabalho na minha sala, que na frente de todos fez o seguinte desabafo: “Estive esta semana no hospital para visitar o meu pai, o estado dele era terminal, e hoje recebi a notícia de que ele falecera. Naquele dia tive a oportunidade de pedir perdão e perdoá-lo e não o fiz, por pura intransigência de ambos, não cedi, somente conversei sobre amenidades do dia a dia, sobre a sua saúde, me deu uma vontade enorme de abraçá-lo e beijá-lo e dizer, pai eu te amo”. Essa pessoa demonstrou profundo arrependimento quando em lágrimas fez aquele desabafo emocionado.

O que nos incomoda tanto na vida? O orgulho, a pressa, o sentimento contido, o reaprender a amar, o temor de doar e o de não receber? Não saber dizer não ou sim no momento propício. Porque não amar a todos indistintamente?

Precisamos nos desvencilhar das máscaras, dos disfarces e carapuças, deixarmos a emoção fluir, aprendermos a gastar um pouco do nosso tempo para pelo menos ouvir o outro, cuidar melhor da nossa família, competir menos e respeitar a diferenças.

Pensem.

Dilson Modesto Vasconcelos de Andrade
Administrador de Empresas e PM Reformado