:: JORNAL ASSINAP - NOVEMBRO 2009 - pág. 07
 
OPINIÃO
Américo José
PM reformado

associado da ASSINAP
Entre o bem e o mal
A violência está aí instalada. O crime organizado mais organizado que nunca. Culpar somente as autoridades é banalizar o problema. A sociedade, da qual fazem parte os usuários de drogas, é responsável também pelas mortes nos confrontos com marginais. São os usuários que financiam toda essa parafernália que enluta milhares de famílias. São também os serviços clandestinos, comandados pelos traficantes que capitalizam e equipam com armar modernas essa organizações criminosas. Armas de onde partirão o tiro que irá entristecer a família de um policial ou de um membro dessa mesma sociedade que contribuiu para isso.

O fato do usuário achar que está fumando maconha “de brincadeira”, “pra relaxar” ou cheirar cocaína “pra ficar mais corajoso”, se convencendo que não está fazendo mal a ninguém é pura ilusão. Ele está alimentando diretamente a rede do mal. Depois de viciado fará de tudo para consegueir a droga. Os pais de hoje em dia, muitas vezes, não acompanham as atitudes dos filhos, quando estes saem à noite.

Mas existe um momento de decisão entre o bem e o mal, em que se deve fazer a seguinte pergunta diante da droga: Isto vai resolver o meu problema, a minha dor?

Com certeza, a resposta será não. Do lado do bem só existe um estimulante que revigora, que cura o corpo e alma: Deus, através de uma substância maravilhosa chamada fé.

A Revista Época de março de 2009 colocou em sua capa o título “A fé que faz bem à saúde”. Esse título vai de encontro a outros estudos que demonstram o poder da fé em Deus na cura de doenças. A Revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” publicou estudo do respeitado Jordan Grafman, chefe do Departamento de Neurociência Cognitiva do Instituto de Distúrbios Neurológicos e Derrame. O trabalho comprova que a crença em Deus é determinante no comportamento social do homem. As pessoas são mais saudáveis por não recorrerem a vícios como alcool e drogas.
 
Família: início e fim
Preocupo-me com a falta de sensibilidade, com o senso de pudor social, com a idiossincrasia de vertentes associadas ao modus vivendi da sociedade que tudo quer e nada faz. Sempre “não fui eu”, “não é comigo”, “pode ser pra depois”, o defeito é dos outros, depois teremos dias melhores. Outrora, quando a sociedade detinha a informação através da fala, do som, dos gestos, de conceitos, exemplos e as conquistas pessoais, onde a supremacia da existência do ser era a maior dádiva da vida, valores individuais valiam de forma objetiva sobre as de valor subjetivo. Eu conhecia pessoalmente os valores individuais, chamava meu vizinho pelo nome.

Hoje, prevalece o subjetivo: fios, ondas, cabo. A informação viaja em nano segundos, sabe-se já o que se fala agora, não importa se no Japão, na França, nos Estados Unidos ou no Brasil. O teste de ambivalência é de somenos importância. Viajo, vejo, descubro, vivo, estou e sobejo mais em casa do que se estiver no telefone ou nas estradas procurando ou falando com amigos pessoalmente.

Vejo que os bons resultados obtidos, de todas as formas imagináveis possíveis, como o resgate social, profissional, cultural, econômico, claro com as raríssimas exceções, vieram daqueles que obtiveram, em tempo real, uma boa formação familiar. Perseverança, altruísmo, faz com que pessoas façam de forma a essência do florescer, os dogmas do porvir.

Amanhã, quero que aqueles arraigados pelo dissabor, renegados e abnegados, irrequietos, apedrejados, sonegados, famintos pelo conhecimento, vivam a esperança de que algo de melhor vai acontecer. Amará pela esperança daquilo que me fará melhor.

Circunda-nos avalanche de informações desconectadas e complexas que nos afligem e impingem ações que divergem, arrepiam, confundem, infundem, criam e formam opiniões.

Nos anos 70, infundiram nas nossas mentes que Gerson era o proeminente ícone de todos os brasileiros ativos quando o Brasil venceu a copa do mundo. As pessoas instituíram a lei de Gerson: “quero levar vantagem em tudo”.

Os valores individuais perderam-se no tempo, nas divagações, nas intempéries, nos arroubos, o homem perdeu-se, diluiu no tempo e no espaço, misturou-se.

A corrupção tem, hoje, conotação de que os que a usam são os maiorais, os melhores (the Best). Aqueles que nos representam destituíram-se de valores. Degradando-se, esqueceram que bem maior - dignidade, esperança, pundonor, amor ao próximo - só constrói. Hoje, desacredito da justiça, do poder executivo e do legislativo. Incrédulo, quero um país melhor, forte e coeso. Mas eles, sem amor e pundonor, destruíram a minha esperança. A descrença me faz, às vezes, agir igual, tirar vantagem. Penso nos meus filhos e netos, volto atrás, quero que tudo mude.

A esperança é maior. Amo o Brasil.

Dilson Modesto Vasconcelos de Andrade - Administrador de Empresas PM Ref; associado da Assinap: dilson_modesto@hotmail.com
 
Comunicado da ASSINAP sobre denúncias sem provas
Muitos policiais e bombeiros costumam nos enviar denúncias sem as devidas provas. A ASSINAP luta por melhores condições de trabalho para todos, mas não irá publicar, em nenhuma hipótese, denúncias sem comprovação.

Preservamos o anonimato do denunciante, mas não podemos nos responsabilizar por acusações sem o mínimo de respaldo, para evitar problemas jurídicos para a Associação.

As provas podem ser fotos, Cds, gravações, cópias de documentos, desde que obtidos por meio lícitos.