O curso de formação
de policiais vem passando por reformulações profundas.
Novas disciplinas estão sendo acrescentadas e o tempo de treinamento
será cumprido à risca. São cinco meses no CFAP
e um mês de estágio em algum batalhão.
Em visita na Unidade, o presidente da ASSINAP, Miguel Cordeiro, conversou
com o Comandante do CFAP, Tenente Coronel Josiel Havani dos Santos,
e pode comprovar que estão acontecendo mudanças para melhor.
Em 2008, Miguel chegou a criticar na imprensa o Centro pelas graves
falhas no treinamento de tiro, pois muitos soldados e cabos comentavam
na Associação que quase não treinaram com armas
durante sua formação. O Tenente-Coronel Havani assumiu
o comando em julho de 2009, mas já se percebe alterações
significativas no plano de treinamento.
Hoje em dia, um recruta realiza, no mínimo, 300 tiros com armas
diferenciadas (metralhadoras, fuzis, calibre 38 e 12, etc). Os tiros
não são dados apenas com o recruta parado, mas simulando
situações em movimento.
- Na maioria das vezes, o policial necessita atirar em situações
de movimento. Dar tiros estando parado é a exceção.
É um treinamento mais voltado para atiradores de elite. Então,
é fundamental que o novo policial saiba entender como se comporta
uma arma quando ele está em movimento e com pouco tempo para
decidir o que fazer ensina o Comandante.
As classes de abordagem também foram modificadas, passando a
ter 140 horas-aula, sendo 70 horas na sala e 70 horas na cidadela cenográfica
inaugurada em agosto. Na parte teórica, os policiais recebem
aulas de direito penal, militar e administrativo, telecomunicações
e notas de instrução.
Outro problema recorrente, que era o fornecimento de uniformes também
foi sanado. Por falta de uniformes, anteriormente os recrutas treinavam
de calça jeans e camisa branca próprias.
Coronel já morou no CFAP
Vindo do interior do estado, o hoje tenente-coronel Havani chegou
a morar durante sete anos no CFAP quando lá serviu no início
da carreira, portanto conhece bem Unidade.
- Tenho um carinho especial por esse lugar. Iniciei minha vida militar
aqui comenta.
Sua história de vida, de certa maneira, continua se repetindo
em outros jovens que chegam ao CFAP.
- Eu conheço bem as carências dos recrutas e procuro
administrar de forma mais humana, na tentativa de resolver e ajudar,
não apenas com base em punições. Procuramos ter
o bom senso, desde que o bom senso não comprometa a PM nem
o Comando.