O auxílio-moradia pago a oficiais da Polícia Militar
do Estado do Rio de Janeiro ganhou as manchetes dos jornais em março.
A polêmica surgiu quando a imprensa divulgou que o coronel
Antônio Carlos Suarez David, chefe do Estado-Maior da PM, posto
equivalente ao de subcomandante-geral, apesar de morar em uma casa
cedida pela corporação, também recebia o benefício
no valor de R$ 943,13. Normalmente, o auxílio é oferecido
a oficiais que servem em batalhões do interior. Porém,
diferente disso, o coronel David está lotado no Quartel-General,
no Centro do Rio.
Assinap critica oficial
Ao tomar conhecimento das denúncias, o presidente da Associação
dos Ativos e Inativos da Polícia Militar e dos Bombeiros (Assinap),
Miguel Cordeiro, criticou a postura do oficial. “A associação
entende que o valor recebido indevidamente deve ser devolvido aos
cofres do estado e o oficial, punido pela corporação”.
Falta de exemplo
"É indesculpável e inadmissível que quem
deveria dar o exemplo para sua tropa faça o contrário",
frisou Miguel Cordeiro. O secretário de Segurança Pública,
José Mariano Beltrame, depois de ter tomado conhecimento do
abuso, anunciou em audiência pública, na Comissão
de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do
Rio de Janeiro (Alerj), que PMs residentes em imóveis da corporação
teriam o auxílio-moradia cortado imediatamente.
Naquele mesmo dia, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP)
informou que já havia encaminhado o caso ao Ministério
Público, que vai apurar as denúncias. Assim como ele,
Miguel Cordeiro também vai cobrar das autoridades uma solução
para o caso.