:: JORNAL ASSINAP -março / 08 - pág. 08
 
ASSINAP negocia com governo melhorias para PM e BM
O presidente da ASSINAP, Miguel Cordeiro, participou de encontros com os secretários de Segurança Pública, José Beltrame - e Chefe da Casa Civil, Régis Fischner, para negociar junto ao governo formas de melhorar a segurança pública e das condições de trabalho de policiais e bombeiros.

Uma lista com seis itens principais foram apresentadas primeiramente ao secretário Beltrame no dia 12 de fevereiro e, três dias depois, as mesmas sugestões foram expostas ao Chefe da Casa Civil.

As sugestões eleitas como prioritárias pelas associações de classe foram:

- Aumento salarial;
-Enxugamento da máquina burocrática e diminuição dos graus hierárquicos;
- Definição de carga horária;
- Extinção do rancho;
-Revisão dos regulamentos disciplinares; e
-Redução do tempo máximo nas corporações para 30 anos, independente da graduação ou patente que estiver.

De acordo com Cordeiro, as reuniões foram positivas e podem dar resultados em breve, principalmente em relação aos pleitos que não geram ônus ao estado.

“Os dois secretários foram receptivos às sugestões, mas preferiram não se comprometer em relação a aumento salarial, apesar de concordarem que o militar estadual ganha pouco”, disse Cordeiro.

O secretário Beltrame informou que o governo irá apresentar um pacote de medidas para a PM e BM e que irá pessoalmente analisar o Plano Diretor da PM.

“Claro que o salário é importante, mas isso não cabe só a mim decidir. Acredito que há outras formas de resgatar a auto-estima do militar que não dependem só de dinheiro. Vou pedir o Plano Diretor da PM que os senhores me informaram que já está pronto para avaliar”, afirmou Beltrame, que se mostrou disposto a formar grupos de debates com a participação das associações.

“É muito difícil mudar uma entidade com quase 200 anos, mas vamos deixar nossa marca. Sempre defendi a PM. Só quero que falem comigo olhando no olho”, disse.

O secretário Chefe da Casa Civil disse que a segurança é prioridade do governo, mas não sinalizou com reajuste. “O primeiro ano foi de aperto fiscal. Fizemos um trabalho forte para equilibrar o orçamento. Mesmo assim, conseguimos dar 4% para a saúde, educação e segurança, onde está a grande massa de servidores. Ainda é cedo para definir quando poderemos dar novo reajuste”, informou.

Fischner se interessou em analisar o anteprojeto de regulamento disciplinar elaborado pelas associações.

“Todas as pautas são muito justas. Estamos sensíveis. Vamos estudá-las. Gostaria que me apresentassem a proposta de revisão dos regulamentos.

Se for o caso, encaminharemos”, disse.