O presidente da ASSINAP, Miguel Cordeiro,
participou de encontros com os secretários de Segurança
Pública, José Beltrame - e Chefe da Casa Civil, Régis
Fischner, para negociar junto ao governo formas de melhorar a segurança
pública e das condições de trabalho de policiais
e bombeiros.
Uma lista com seis itens principais foram apresentadas primeiramente
ao secretário Beltrame no dia 12 de fevereiro e, três dias
depois, as mesmas sugestões foram expostas ao Chefe da Casa Civil.
As sugestões eleitas como prioritárias pelas associações
de classe foram:
- Aumento salarial;
-Enxugamento da máquina burocrática e diminuição
dos graus hierárquicos;
- Definição de carga horária;
- Extinção do rancho;
-Revisão dos regulamentos disciplinares; e
-Redução do tempo máximo nas corporações
para 30 anos, independente da graduação ou patente que
estiver.
De acordo com Cordeiro, as reuniões foram positivas e podem dar
resultados em breve, principalmente em relação aos pleitos
que não geram ônus ao estado.
“Os dois secretários foram receptivos às sugestões,
mas preferiram não se comprometer em relação a
aumento salarial, apesar de concordarem que o militar estadual ganha
pouco”, disse Cordeiro.
O secretário Beltrame informou que o governo irá apresentar
um pacote de medidas para a PM e BM e que irá pessoalmente analisar
o Plano Diretor da PM.
“Claro que o salário é importante, mas isso não
cabe só a mim decidir. Acredito que há outras formas de
resgatar a auto-estima do militar que não dependem só
de dinheiro. Vou pedir o Plano Diretor da PM que os senhores me informaram
que já está pronto para avaliar”, afirmou Beltrame,
que se mostrou disposto a formar grupos de debates com a participação
das associações.
“É muito difícil mudar uma entidade com quase 200
anos, mas vamos deixar nossa marca. Sempre defendi a PM. Só quero
que falem comigo olhando no olho”, disse.
O secretário Chefe da Casa Civil disse que a segurança
é prioridade do governo, mas não sinalizou com reajuste.
“O primeiro ano foi de aperto fiscal. Fizemos um trabalho forte
para equilibrar o orçamento. Mesmo assim, conseguimos dar 4%
para a saúde, educação e segurança, onde
está a grande massa de servidores. Ainda é cedo para definir
quando poderemos dar novo reajuste”, informou.
Fischner se interessou em analisar o anteprojeto de regulamento disciplinar
elaborado pelas associações.
“Todas as pautas são muito justas. Estamos sensíveis.
Vamos estudá-las. Gostaria que me apresentassem a proposta de
revisão dos regulamentos.
Se for o caso, encaminharemos”, disse.