A ASSINAP promoveu no dia 4 de março um ato público,
em frente à Alerj (Assembléia Legilativa do Rio) para
protestar por melhores condições de trabalho e reposição
salarial para a categoria.
Numa tarde ensolarada e com grande fluxo de pessoas, o presidente
da ASSINAP, Miguel Cordeiro, acha que a manifestação
surtiu o efeito de chamar a atenção da população
em relação ao que acontece dentro da Polícia
Militar e do Corpo de Bombeiros.
“Muita gente não sabe que o soldo de um soldado é
a vergonha de R$ 255. Queremos apenas que o governador pague aos servidores
da segurança pública o mesmo valor que ele próprio
estipulou como piso regional das empregadas domésticas, porteiros
e zeladores, que é de R$ 470,34. São todas profissões
dignas, assim como a de policial e bombeiro”, desafaba Cordeiro.
O militar estadual do estado do Rio possui o pior salário do
país. Cordeiro aproveitou a ocasião e comparou a remuneração
dos profissionais de segurança do Distrito Federal.
“Para se ter uma idéia de como estamos no pior dos mundos,
a PM do Distrito Federal recebeu reajuste de14,2%, assim um soldado
que recebia R$ 3.616 vai passar a receber R$ 4.129”, revelou.
A ASSINAP entregou ao líder de governo na Alerj, deputado Paulo
Melo, uma pauta de reivindicações com 27 itens. Além
da reposição, o movimento solicita definição
de carga horária, adicional de risco de vida ou insalubridade,
vale-transporte, revisão do regulamento disciplinar, plano
de carreir, adicional noturno e hora extra remunerada.
Ofício da ASSINAP vira PEC na Alerj
O Deputado estadual Paulo Ramos, que também é militar
reformado, prestou apoio à manifestação.
“Precisamos unir a categoria em torno de uma mesma proposta.
O descaso é total. Como pode o governo obrigar a iniciativa
privada a pagar determinado salário a seus funcionários,
se o próprio governo não cumpre a determinação?”,
questionou.
Dias antes, a ASSINAP havia enviado ofício ao parlamentar pedindo
que o soldo do soldado não fosse inferior ao piso mínimo
regional. O parlamentar informou que enviou uma PEC (Proposta de Emenda
Constitucional) alterando o inciso I do art. 92, onde irá vigorar
a seguinte redação: “o soldo do soldado da Polícia
Militar e do Corpo de Bombeiros Militar não poderá ser
inferior ao salário mínimo fixado em Lei Estadual para
empregados integrados na categoria II”.
Leia ofício da ASSINAP e proposta do deputado Paulo Ramos no
site: