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| :: JORNAL
ASSINAP - junho / julho 2009 - pág. 07 |
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| OPINIÃO
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MIGUEL CORDEIRO |
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NOVO ESTATUTO DA PMERJ? Muito está sendo
apregoado na imprensa em geral, baseado nas manifestações
de Deputados da ALERJ, com relação ao Projeto de novo
Estatuto dos Policiais Militares. Ao que parece, os comentários
soam tão-só como tentativas de autopromoção;
afinal, 2010 é ano eleitoral!
>A Comissão formada para discutir e elaborar tal Projeto, está
mais preocupada em não desa-gradar o Governo do Estado, do que
resolver os problemas que afetam a categoria. A prova do alegado está
na composição da Comissão, pois falta representação
de todos os Círculos da Corporação. Mais uma vez,
os praças são esquecidos, pois para o Governo estadual,
sinônimo de militar é OFICIAL SUPERIOR, os demais... Continuamos
na época da escravidão, pois os policiais militares ainda
recebem ADESTRAMENTO e RAÇÃO.
Com relação ao Projeto em si, alguns barbarismos jurídicos
já foram objetos de menção na imprensa, a saber:
Contratação de PM temporários – é
inconstitucional, pois a CF só admite contratação
por concurso público, além do que, por se tratar de função
especialíssima, é totalmente ilegal a concessão
de PODER DE POLÍCIA para contratados temporários.
Atribuição de privilégios nos concursos de admissão
na PMERJ, daqueles egressos das Forças Armadas – também
inconstitucional tal medida, pois não admite à CF tratamento
desigual e dis-criminatório. Concursos Públicos não
podem criar distinção ou preferência entre os candidatos.
Invasão de Competência Legislativa da UNIÃO sobre
as garantias dos militares dos Estados Federados – muitas matérias
“discutidas” (sic) pela Comissão, por dizerem respeito
às garantias individuais dos policiais militares, são
de competência privativa da UNIÃO, através do Con-gresso
Nacional. Os Estados não podem legislar concorrente ou supletivamente.
Tais dispo-sições da C. Fed. (artigo 22, XXI e parágrafo
único) já foram reconhecidas auto-aplicáveis, quando
do julgamento de ADI no STF – decisão com efeitos “VINCULANTE”
E “ERGA OMNES”.
Evidente que tais pontos põem em xeque a falta de competência
e de legalidade da Comissão, bem como geram dúvidas quanto
ao real objetivo de funcionamento da mesma, pois ao invés de
produzirem uma REAL REFORMULAÇÃO DO MILITARISMO ESTADUAL,
COM UMA VERDADEIRA CONSTITUCIONALIZAÇÃO DA PMERJ, estão
preocupados com autopromoção e bajulismo político,
e, com as eleições chegando, disfarçam-se com manifestações
repletas de “boas intenções” para iludir incautos.
Diante de tantas necedades jurídicas na elaboração
do Projeto e de pérolas lançadas na mídia, há
de ser perguntado: Será que os Deputados Membros da Comissão
estão dispostos a devolver os jetons recebidos das sessões
para discutir sexo dos anjos? A quem querem iludir? |
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Perícia privilegiada |
| A Secretaria
Estadual de Saúde instalou um setor de perícias na sede
da Procuradoria Geral do Estado (PGE), exclusivamente para os servidores
desse órgão. Será que a PGE ficará inerte
da falta de autonomia e de isenção dos peritos ali lotados,
tal como ocorre na PMERJ e no CBMERJ? Como fica o Código de Ética
Médica que proíbe médico que atua em Medicina do
Trabalho, fazer perícia de funcionários da empresa para
a qual trabalha? |
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Outras mudanças no estatuto |
| Outras idéias
estão no relatório final de mudanças no estatudo
da PM, além da criação de trabalho temporário
para policiais militares. Outro tema que está sendo discutido
é a atualização da carteira funcional do policial
militar no momento da aposentadoria, quando é automaticamente
promovido. A comissão responsável pelo trabalho também
está analisando a redução no interstício
(intervalo de promoção) para que os soldados se tornem
cabos. Nesse caso, o período passaria de 15 para dez anos. Depois
de votado na Alerj, as possíveis mudanças serão
enviadas ao Poder Executivo. |
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Um projeto que vai mudar de vez a Segurança
Pública |
| Um projeto
para mudar radicalmente a Segurança Pública do País
foi elaborado pela Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas
da PM e Bombeiros (Assinap) e depende de você, associado, para
que não fique apenas no papel e entre em vigor.
Entre as alterações propostas, que vão para análise
no Congresso Nacional, há uma sugerindo que os guardas municipais
sejam subordinados a delegados municipais.
Essas autoridades, por sua vez, passariam a ter competência de
polícia judiciária, para apuração de crimes
de menorpotencialidade. Assim, esses casos seriam julgados pelos Juizados
Especiais Comuns Estaduais.
Preservação da ordem
As polícias Militar e Civil ficariam com a incumbência
de preservar a ordem pública e, além disso, concentrar
a polícia judiciária e apurar infrações
penais. Sendo assim, a lei complementar estadual poderia unificar as
polícias conforme a realidade do estado federado. Com essas alterações,
a lei vai disciplinar a organização e o funcionamento
dos órgãos que compõem a Segurança Pública.
Diferente das mudanças efetivas na estrutura da Polícia
Militar, o Corpo de Bombeiros continuaria subordinado ao Governo do
Estado. Outra novidade proposta pela Assinap é a criação
de um órgão de polícia técnica desvinculado
da Polícia Civil.
Pequenos delitos
Com todas essas propostas sugeridas pela nossa associação,
as polícias Militar e Civil ficariam concentradas na investigação
de crimes graves. Dessa maneira, ocorrências como brigas de vizinhos
e colisões no trânsito, por exemplo, seriam conduzidas
exclusivamente pela Guarda Municipal.
A íntegra de nossa sugestão de PEC poderá ser acessada
através do nosso site: www.assinap.com.br e também estará
disponível na página 8 desta edição. |
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Tecnologia poderá ajudar PM |
| O Observatório
de Análise Criminal reúne informações do
telefone de emergência da Polícia Militar e das ocorrências
das delegacias da cidade, até meia hora depois de a vítima
ter registrado uma ocorrência. Essa novidade, prermite que a PM
organize sua estratégia de combate ao crime com base nesses dados
fornecidos, graças ao avanço da tecnologia. Na verdade,
essa inovação trata-se de um programa de computador que
permite acesso as ocorrências feitas nas delegacias. Dessa maneira,
se um carro for roubado em determinada área do Rio de Janeiro,
e a vítima registrar uma ocorrência, a PM poderá
chegar a tempo aos criminosos.
O equipamento já está sendo instalado pelo Instituto de
Segurança Pública (ISP) e pela Secretaria de Segurança
Pública (Seseg) nas unidades da PM, desde o início deste
ano, mas ainda não há previsão de quando todos
os programas de computador estarão instalados. Toda essa inovação
tecnológica começou com a estrutura de segurança
usada nos jogos do Pan, mas foram colocadas em prática apenas
esse ano.
Um dos complicadores para algumas unidades da PM, é que o sistema
que está sendo instalado, em alguns casos, não poderá
ser útil já que determinadas regiões são
corespondentes às delegacias que ainda não viraram legais,
ou seja, não estão informatizadas.
Quem "paga o pato" , em casos como esse, são os batalhões
dessas áreas que não poderão acessar o sistema
das delegacias ultrapassadas. Entre os batalhões que já
estão usufruindo do sistema estão o 1º BPM (Estácio),
2º BPM (Botafogo), 3º BPM (Méier), 4º BPM (São
Cristóvão), 5º BPM (Praça da Harmonia), 6º
BPM (Tijuca), 9º BPM (Rocha Miranda), 13º BPM (Praça
Tiradentes), 16º BPM (Olaria), 18º BPM (Jacarepaguá),
22º BPM (Maré) e 39º BPM (Belford Roxo). |
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