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| :: JORNAL ASSINAP - JULHO
E AGOSTO / 08 - pág. 09 |
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| Soldado
parente de Coronel atrapalha ocorrência policial |
Um caso tão inusitado quanto inacreditável para o meio
militar. O soldado Pierre, na época dos fatos, fora de serviço
causou embaraço em ocorrência policial, prejudicando
um associado.
Em outubro de 2002, o associado da ASSINAP Luiz Henrique Vieira -
cabo PM - estava de serviço na Rádio Patrulha setor
A, junto com o motorista soldado PM Azevedo.
Durante a noite, foram solicitados, via rádio, para ir ao “Motel
Hobby”, em auxílio ao sargento Souto que havia detido
dois indivíduos.
Na ocasião, apreenderam um revólver e certa quantia
em dinheiro, a fim de levar à delegacia.
Inesperadamente, surge sozinho o CB Pierre no local, de chinelos,
calça de moletom, na viatura da 2ª DPJM, criando animosidades
entre os policiais que lá se encontravam.
Os policiais em serviço estranharam a “atuação”
do CB Pierre, que queria interferir na ocorrência.
Inconformado, o CB Pierre confeccionou uma parte denunciando caluniosamente
o policial, gerando processo criminal.
Segundo o advogado da ASSINAP Iran Ramos, que assistiu o associado,
“é importante destacar que, conforme depoimento do Chefe
da 2ª DPJM, Coronel Ronaldo, o soldado Pierre é seu parente”.
O processo foi decidido com a absolvição unanimidade
do associado cabo PM Vieira, fundamentada por não haver prova
da existência do fato.
“No entanto, o CB Pierre poderá ser noticiado pelo crime
de denunciação caluniosa”.
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| Carga
de trabalho
Leia e-mail enviado por policial do 13º BPM à ASSINAP
“Venho efetuar esta denúncia pois não aguento mais.
Policiais do 13º BPM estão sendo obrigados a trabalhar nas
segundas e quartas-feira até às 16h de serviço.
O policial entra no serviço às 18h e só sai no
dia seguinte às 10h pois os colegas que entram às 6h são
obrigados a fazer educação fisica até as 9h. Enquanto
os colegas são obrigados a jogar bola ou qualquer outra coisa,
os outros ficam na VTR sem café da manha e com a cara suja sem
ao menos escovar os dentes até às 10h.
Outra denúncia: o mesmo comandante está colocando na rua
policiais sozinhos, ou seja, se um colega passar mal ou faltar, o outro
é obrigado a assumir a VTR e ficar a noite toda sozinho baseado
em algum lugar do centro, pois temos que fazer visibilidade a qualquer
custo. Um grande abraço, de um sócio e policial cansado.
Não me identifiquei por receio”. |
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| Associado
ganha direito de voltar às fileiras do CBM |
| Depois de 3 anos de espera,
William Jorge Vilas Boas pode finalmente respirar aliviado. Saiu a sentença
transitada em julgado do Tribunal de Justiça o absolvendo. O
Júri, por maioria de votos, afirmou que não foi o réu
o autor de homicídio ao qual foi acusado, como também
considerou improcedente a pretensão punitiva do estado em ter
excluído o mesmo do Corpo de Bombeiros.
O julgamento teve como base o artigo 386 (CPP), que versa sobre a inexistência
de autoria.
William foi reformado em 1994 como 3º sargento BM, após
acidente de serviço. Em 2005, foi excluído da corporação
acusado de homícidio.
“Fui perseguido, fiquei sem salário, sem remédios
por algo que não fiz”, diz o bombeiro, que toma seis remédios
controlados.
Segundo o departamento jurídico da ASSINAP, houve outras irregularidades
no processo de exclusão do bombeiro. “Segundo a súmula
56, do STF, o militar reformado não está sujeito à
punição disciplinar. Outro ponto é que se o fato
é de natureza criminal, em tese, não poderia ser apreciado
pelo âmbito administrativo”, explica o departamento.
A ASSINAP vai lutar para que ele volte a perceber seus vencimentos como
também receber os atrasados.
“Essa vitória foi muito importante para mim. Quero continuar
lutando por todos os meus direitos. A ASSINAP esteve sempre ao meu lado”,
diz William. |
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| Bombeiros
de Nilópolis |
| Manifesto de agradecimento |
Nós, Jorge Alberto Bastos dos
Santos (2º Tenente CBMN/RJ); Eronides Lago Costa (Subtenente CBMN/RJ);
Ataulpho Lisboa (2º Ten. CBMN/RJ); David dos Santos Guido (2º
ten. BM); Miguel Gustavo de Jesus Carvalho (2º Ten.CBMN/RJ); Marilena
Rodrigues Suhett (1º ten. CBMN/RJ), Luiza Helena Monte França
(2º sargento CBMN/RJ); Ligia Palheiros de Freitas (2º sargento
CBMN/RJ); Marino de Amorim (subten. CBMN/RJ); Jacir Abreu de Araújo
(3º sargento CBMN/RJ) e Celso Pacheco do Nascimento (2º ten.
CBMN/RJ), declaramos que servimos sob o comando do Cel. Guaraná
Washington Bittencourt, no Corpo de Bombeiros Voluntários do
Estado do Rio de Janeiro, em Olinda, posteriormente absorvido pelo Corpo
de Bombeiros de Nilópolis (RJ), no período da Ditadura
Militar e conseqüente Interventora Federal no Município
de Nilópolis. Tendo sido discriminados juntamente como outros
companheiros de profissão, e termos nossas patentes cassadas
e, em seguida, sermos impossibilitados de prosseguir em nosso trabalho
na citada Corporação.
Sofremos ato de exceção e perseguição por
motivação exclusivamente política, praticada pelos
militares que se instalaram no município. Dessa forma, todos
seremos beneficiados pelo art.8º da ADCT c/c com o 19 da ADCT,
amparados pela Lei Federal nº 10559/02.
Aproveitamos o ensejo para em nome de todos os remanescentes e integrantes
do Corpo de Bombeiros Municipal de Nilópolis, agradecer ao presidente
da valorosa entidade ASSINAP, bem como ao seu departamento jurídico,
incluindo todos os seus funcionários que não medem esforços
para o bom andamento dos processos administrativos que tramitam no Dept.
Jurídico da CBMERJ.
Agradecemos ao deputado estadual Paulo Ramos, pela aprovação
de seu projeto, transformando na Lei 4532 de 4 de maio de 2005, que
determinou a incorporação ao Corpo de Bombeiros do estado
do Rio de janeiro de todos os bombeiros municipais.
Vimos também agradecer aos coronéis já anistiados
pela Lei 10559/02, que regulamentou o art.8º ADCT, coronéis
Pedro Alves Pereira, Luiz Fernando Magalhães, Epaminondas Sales,
Wilson Antunes, Ronaldo Alvarez, Jose Nunes, Manoel da Silva Costa Filho
e Manoel Antonio Bittencourt comandante geral do Corpo de Bombeiros
de Nilópolis e do capitão Ney Henrique de Andrade, que
muito trabalhou na defesa dos direitos de todos os bombeiros napolitanos
na época da repressão. |
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