:: JORNAL ASSINAP - JULHO E AGOSTO / 08 - pág. 08
 
Na Ronda
Oficiais gerenciando firmas

Boa parte dos oficias do CBMERJ, supõe-se também na PMERJ, estão se beneficiando de suas elevadas patentes não para servir à população, mas sim para administrar firmas, comércios e congêneres.
A atitude desobedece o que aduz o decreto-lei nº 667, que veda ao pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo, fazer parte de firmas comerciais, de empresas industriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerados.

Militares na plenária

É também proibido a integrantes das Polícias Militares o comparecimento fardado, exceto em serviço, em manifestações de caráter político-partidário. Mas, quantas vezes estes são obrigados a participarem de festas na ALERJ e outros atos de caráter político, para que seus Comandantes galguem benesses políticas, ainda mais em ano eleitoral?

Florestal continua à míngua

Está passando dos limites a falta de operacionalidade do Batalhão Florestal. Policiais do próprio batalhão denunciam que no Norte do Estado continua a exploração de recursos minerais e florestais sem nenhum controle, em plena luz do dia. Segundo os policiais, o Batalhão Florestal não é profissional e o Comando costuma transferir sumariamente para outros Batalhões homens com cursos específicos na área ambiental. Além disso, continua o martírio de alguns DPOs da Florestal que estão sem viaturas para trabalhar.

Insistindo no erro

A Polícia Militar continua escalando Subtenentes na função de Oficial de Dia, cobrando-lhes responsabilidades que não são inerentes a sua graduação. Fora isso também vemos em Unidades Operacionais a Guarda do Quartel formada com número reduzido de componentes, até mesmo com apenas um sentinela escalado nas 24 horas de serviço, com aquiescência dos Comandos das Unidades. Com isso fica evidente o risco a que os quartéis estão expostos, como roubo de armamento e a integridade dos policiais.

Armas

Interessante o que vem acontecendo na PM do Rio de Janeiro. Os policiais compram suas pistolas calibre 40, demoram uma eternidade para recebê-las. Mas se, em algum evento usarem a arma, mesmo que para salvar outra vida, sua pistola fica apreendida.

Arrego

Vergonhosa a naturalidade com que os policiais admitem a existência do “arrego”. Jornalistas conhecidos nossos estiveram presentes em uma das ocupações da PM nas favelas do Rio e ouviram dos próprios policiais a confissão que recebiam dinheiro do tráfico, que era destinado aos comandantes das unidades (!)
Muitas vezes os policiais ficam impedidos de realizarem suas buscas e revistas, por ordem ou planejamento de seus Comandos que os obriga a aturar o deboche de bandidos armados sem nada poder fazer.
Desse jeito, a gente começa a crer que o baixo salário dos policiais é proposital, pois é um incentivo à corrupção. Assim, o PM não atrapalha o lucrativo negócio de seus Comandantes. Muita mordomia e nenhuma punição parece ser o que leva os oficiais superiores da PMERJ a trair a própria nação PM. Alguma semelhança com o filme “Tropa de Elite”?

TRIBUNA LIVRE
Como avalia o treinamento que recebeu para ser policial?

1 - O treinamento é improdutivo, pois sempre é seguido de uma avaliação com fins punitivos. Não há munição e armamento para que o treinamento seja mais intensivo, o que nos obriga a contar com a sorte
10/6/2008 às 16:16

2- Ao contrário do ensinamento ministrado aos oficiais,que fazem extensões em universidades e no exterior,entretanto, nada podem por em prática,ficam,à merçê, de gabinetes e procedimentos apuratórios,praças só flandú e extras.
9/6/2008 às 18:06

3 - Estou na PMERJ há 25 anos, deste tempo há 12 anos como subtenente. Não vislumbrei nenhuma qualidade no ensino profissional ministrado pela Corporação e, o que hoje sei se deve ao meu esforço em cursos, faculdade e autodidata. Para a Corporação não é interessante qualificar seu profissional, tornando-o um componente facilmente manipulável e submisso.
7/6/2008 às 17:19

4 - eu só dei 5 tiros de 38, preciso falar mais alguma coisa?
7/6/2008 às 06:26

5 - Recrutamento na PMERJ: é mais que provado que não ensina o necessário para o policial por em prática, se aprende é na prática mesmo. Aliás, o que seria do CFAP sem os recrutas para o flandu?
6/6/2008 às 12:18:03

6 - Tudo que aprendi na vida policial foi no dia-a-dia da rua e ninguém na escola me ensinou e muito menos este oficiais que vão à televisão falar mal do praça. Mostrar a teoria e fácil mas a prática é totalmente diferente. É fácil colocar a carga de erros no policial, mas difícil assumir erro do governo que não dá condições de trabalho e muito menos curso decente de polícia. É tudo feito para inglês ver.
13/7/2008 às 15:54

7 - Péssimo, não somente para me tornar como para permanecer policial com ensinamentos arcaicos, poucas instruções e muita Ordem Unida. Também muito serviço extra não remunerado principalmente no Maracanã, onde o cursando é punido por estar melhorando de graduação, deixando de ter instrução para aumentar o efetivo e a arrecadação de quem lucra com estes "serviços extras-públicos-privados”.
9/7/2008 às 10:10:25

Como combater as milícias?

1 - o problema não é combater as milícias e sim combater o tráfico de drogas estamos perdendo o foco, pois milicianos não vendem drogas, vendem segurança. Melhorem os salários e regularize as horas extras.
13/6/2008 às 11:07

2 - Sei até que estamos ganhando mal, mas salário não é pretexto para ilícitos. Tanta coisa para fazer, ao invés de milícia. Vejamos o ex do policial rodoviário na Bahia que ganhava R$9.000,00 e foi pego.
9/6/2008 às 17:52

3 - É muito simples, é só pagar melhores salários a policiais e bombeiros que eles param com as milícias.
9/6/2008 às 09:12

4 - Com a evidência de que as milícias são formadas na maioria por policiais, o combate se deve dar assim como nas comunidades carentes, pelo social. Os jovens de comunidades carentes, sem meios de desenvolvimento social pelo abandono do Estado, vêem no tráfico uma grande opção de ascensão, pelo menos em seu meio. Com os policiais não é diferente, com o abandono e a indiferença com que o Estado os trata, buscam alternativas que lhes garanta sustento "digno" para sua família. Portanto o melhor meio de combate às milícias é a valorização do policial.
7/6/2008 às 17:12

Quais são as maiores deficiências em sua unidade?

1- Em minha Unidade, por não ser operacional, não vejo deficiências, a não ser no que toca a fardamento e atualização profissional.
7/6/2008 às 17:07

2 - Como o estado quer qualidade, todas obras públicas são mal conservadas,as manutenções não dão ibope,disse todas, só fazem algo quando não tem mais jeito.
6/6/2008 às 12:23

3 - Falta tudo. Os banheiros são imundos, os carros são velhos e a cozinha do refeitório tem os ralos entupidos...
4/6/2008 às 13:20:36