:: JORNAL ASSINAP - julho 2010 - pág. 05
 
Uma viagem às origens da Polícia Militar

Museu da PM completa 37 anos em julho

Criado em 1911 com a inauguração da Sala D’armas, o Museu da Polícia Militar do Estado está novinho em folha e pronto para ser descoberto. No início, a Sala D’Arma era destinada a ser um Centro de Adestramento de Oficiais e Praças, no manuseio das espadas. Hoje, o Museu tem um rico acervo de armas, uniformes, equipamentos, fotos, armaduras, medalhas, painéis e cerca de cinco mil objetos e documentos. Todo material vem sendo recuperado e conservado. As armaduras expostas no Museu enfeitavam os Castelos de Lisboa e foram trazidas por D. João.

À frente do Museu desde 2006, a major Analiny Caroprese vem implantando novos projetos e cuidando para que a memória militar do estado do Rio de Janeiro seja preservada. Para revitalizar o espaço e atrair o público, foi preciso promover internamente um processo de valorização da história da corporação e por em prática um projeto de inclusão sócio-cultural.

Projeto para crianças
- Acreditando que visitar museus pode se tornar um hábito se começado na infância, a direção criou o projeto “Brincando no Museu”, que une a visita a atividades educativas. As crianças vestem fardas, assistem a um teatro de fantoches, com bonecos igualmente fardados, participam de um jogo de estratégia e de oficinas de pintura. Escolas públicas e particulares podem agendar visitas.

- Queremos passar uma boa imagem da PM para as crianças. Procuramos contar a história da Corporação de forma lúdica, para desmistificar a figura do policial. No teatrinho, por exemplo, são abordadas as suas atribuições, o que a sociedade tem que cobrar dele e os diferentes serviços executados pela PM - explica Caroprese.

O presidente da ASSINAP, Miguel Cordeiro, recomenda a visita.

- Todos os diretores de escola deveriam agendar visitas de seus alunos ao Museu da PM, para conhecer os feitos históricos da Corporação, diz.

Memória e inclusão social - O Museu contribui para a inclusão social, a valorização da história da PMERJ como patrimônio cultural de todos e ainda para reavivar no Policial sua tradição e identidade, preservando a memória da Instituição nos seus 200 anos de existência. A coleção do Museu PMERJ remete a Corporação a um olhar crítico sobre sua trajetória, abrindo alternativas para construção de uma instituição melhor.

Os visitantes podem conferir documentos e a artilharia da Guerra do Paraguai, como o canhão La Hitte, além da evolução de equipamentos de comunicação, como a Caixa de Socorros Policiais, usada na década de 1910 para agilizar o atendimento à população. Há ainda a coleção de seis armaduras completas - única no Brasil e recentemente restaurada - trazida por D. João para ornamentar sua então residência na Quinta da Boa Vista.

Interessante é a história do cachorro Brutus, mascote do 31º Corpo de Voluntários na Guerra contra o Paraguai. Ele entrou escondido no trem que iria para a guerra, chegou a ser ferido no combate, mas se recuperou. Porém, ao retornar ao Brasil, não teve melhor sorte: foi vítima da maldade humana e morreu envenenado nas imediações do Batalhão. O amor dos soldados pelo cachorro fiel era tão grande que resolveram se cotizar para prestar uma homenagem póstuma, empalhando o animal.

Réplicas de uniformes históricos da Divisão Militar da Guarda Real da Polícia, do Regimento Policial da capital federal e de fardas usadas atualmente pelos batalhões no policiamento ostensivo e em instrução também estão em exposição no museu. Uma das raridades do acervo é uma série exclusiva de quadros do pintor Washington Rodrigues, que retratam as indumentárias usadas pela corporação de 1858 a 1920.

Outro atrativo são os quadros que reproduzem as fachadas de prédios históricos: o Batalhão de Choque, o 3º Batalhão, no Méier, o Quartel General, na Rua Evaristo da Veiga, o 6º Batalhão, na Tijuca, e o 5º Batalhão, na Saúde. O museu também conta com uma biblioteca, aberta a estudantes, pesquisadores e professores que se interessam não só pela Polícia Militar, mas pela história da arte e dos museus. Mais de 1300 livros estão acessíveis e outros títulos serão disponibilizados ao público.

Serviço
Rua Marquês de Pombal, nº128 Cidade Nova Rio de Janeiro RJ.
CEP: 20.230.240 Tel.:(21) 2332-6668 / 2242-4059
E-mail: museu_pmerj@policiamilitar.rj.gov.br; museu@administrativo.pmerj.org
Dias e horários de atendimento: Aberto a visitação de 3ª a 6ª feira, das 09h00 às 16h00 - Entrada franca