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- Nota da ASSINAP sobre o atropelamento do jovem Rafael
 
A morte absurda e lamentável do jovem músico Rafael Mascarenhas e os fatos ainda não esclarecidos que se sucederam após a tragédia trouxeram a lume pontos falhos diversos que também mostram a face de nossa sociedade.
Primeiramente, temos o Governador que se satisfaz meramente em ofender os policiais chamando de “bandidos ao quadrado”, sem se comprometer em dar melhorias para a categoria. Maus funcionários e maus policiais nada mais são do que o retrato da cultura de suas empresas. O mal está na Corporação que representam e nos patrões que a conduzem.

De nada adianta para a Corporação o governador, para atender a opinião pública, apenas se valer de bravatas, sem tirar seus comandados da situação de precariedade em que vivem.

O fato também confirma o velho ditado de que a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. Caso seja comprovado, tanto o subornado como quem suborna são culpados. Mas observamos que o atropelador, que nem socorro prestou ao jovem Rafael e também agiu rapidamente para tentar apagar os sinais do acidente no veículo, é tratado quase como vítima. É ético não prestar socorro e subornar policiais (caso seja comprovado) para sair ileso de um atropelamento num túnel fechado para a passagem de veículos?

O governador ou qualquer bom gestor tem que incentivar e valorizar seus funcionários e não se valoriza funcionários apenas com o condão da opressão e da humilhação. Outros casos vão acontecer até que o poder executivo do estado do Rio de Janeiro atente para a questão salarial e dos direitos básicos dos policiais.

A ASSINAP, nestes termos, quer a retratação pública do governador pelas ofensas aos policiais militares.

Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP

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