Trapalhada do Comando
Cel. Hudson ofereceu escolta, rejeitada
pelo setor turístico; ASSINAP notificou o Comandante por medida
inconstitucional
O Comandante Geral da PM, Cel Hudson Aguiar, ofereceu escolta para
grandes grupos de turistas que vêm ao Rio. Só que a oferta,
além de comprometer a imagem da cidade ainda fere a constituição.
O “esquema” de segurança criado pelo Comandante
foi motivado pelo assassinato do turista português André
Costa Ramos Bordalo, na Praia de Copacabana.
“A idéia do Comandante não resolve nada. Além
do mais, isto é desvio de função do policial,
que deve estar nas ruas cuidando da população. Quem
deve fazer escolta para grupos turísticos é segurança
privada”, explica Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP.
De tão absurda, a oferta não foi sequer aceita pela
Associação de Turismo Receptivo Internacional. O Presidente
da Associação de Turismo, Roberto Dutra, disse que o
serviço assusta os turistas e não combate as causas
da violência.
“Queremos que o Governo defina uma política voltada para
o turismo. Isto é como dar antitérmico para quem está
com febre. Só tira a febre, não cura a doença”,
afirmou Dutra.
O Chefe do Estado-Maior da PM, Coronel Claudecir Ribeiro, disse que
iria empregar um efetivo de 232 homens na orla do Leme ao Recreio.
Miguel Cordeiro, desconfia desse aumento de efetivo.
“Eles não vão aumentar o número de policiais.
Para isso, é preciso fazer concurso. Vão é aumentar
a carga de trabalho do PM. Agora, em vez de trabalhar 24 horas e folgar
48 horas, vão ter que fazer extra na segunda folga. Ou então
vão acabar aumentando efetivo numa área, desfalcando
outras. É a velha história do cobertor curto”,
diz Miguel.
Há também rumores que o Cel Claudecir embala o desejo
de vir a ser o futuro Comandante Geral. Ui!