| PROJETO 200
ANOS ( 22 ) O TRINÔMIO POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA
- UM APADRINHADO VÍTIMA DA POLÍTICA DE INSEGURANÇA
PÚBLICA
Caros Leitores, nunca é demais lembrar que a correta e a completa
compreensão dos nossos objetivos, necessita da leitura dos nossos
artigos em ordem cronologia.
Avançando no terreno!
A interferência política na gestão da Segurança
Pública tem sido o nosso assunto central e não poderia
ser de outra forma, pois consideramos este o nosso maior problema, maior
que a própria corrupção, a qual está com
os dias contados no nosso Brasil, conforme decisão presidencial.
O jornal “O GLOBO” noticiou neste dia 4 de novembro de 2006:
- LULA: BRASIL PRECISA DE UM MUTIRÃO ANTICORRUPÇÃO.
Problema resolvido.
Os políticos têm tanta certeza da impunidade que conseguem
realizar ações completamente contraditórias, no
terreno “minado” da Segurança Pública.
O nosso Estado do Rio de Janeiro foi recentemente dividido no concernente
aos Comandos Intermediários da Polícia Militar.
O Comando de Policiamento da Capital - CPC foi dividido em dois, denominados
1º e 2º CPC; enquanto o 2º Comando de Policiamento do
Interior – 2º CPI, também foi dividido em dois, ocasionado
o surgimento do 3º CPI.
Atualmente, os nossos Comandos Intermediários são 1º
e 2º CPC; 1º, 2º e 3º CPI; Comando de Policiamento
da Baixada – CPB; Comando de Policiamento de Trânsito –
CPTRAN; Comando de Policiamento em Áreas Especiais – CPAE
e Comando de Policiamento de Unidades Especiais – CMDO UOPE.
Cada Comandante Intermediário recebe uma gratificação
denominada DG, pouco mais de R$ 2.700,00.
O 2º CPC, apesar de criado, não foi até agora implantado,
considerando que há uma resistência política muito
grande contra a divisão do poder.
Todavia, o 3º CPI, criado simultaneamente, funciona a pleno vapor
e por que da diferença?
Simples, a área operacional do 3º CPI é o Município
de Campos – feudo do Casal GAROTINHO, área do 8º BPM,
Comandado pelo indicado político do Casal, o Coronel MÁRIO,
que agora acumula o Comando do 3º CPI e do 8º BPM.
Pronto, bastou criar uma nova denominação e mais um “apadrinhado”
feliz, ganhando um DG.
Enquanto isto, o 2º CPC não vinga, mas isto é outra
briga política.
Infelizmente, nem todo “apadrinhado” dá sorte o tempo
todo.
No dia 02 de novembro de 2006, o Tenente Coronel Médico Alberto
Alves BORGES foi mais uma vítima dos constantes assaltos no Bairro
da Tijuca, tendo seu veículo roubado.
Ele é ginecologista e médico pessoal da Exma. Governadora
Rosinha GAROTINHO.
O Tenente Coronel Médico BORGES, por mera coincidência,
teve uma carreira meteórica na Polícia Militar, recebendo
sempre o “kit básico” dos “apadrinhados”,
que já comentamos.
Graças a Deus, ele nada sofreu.
O veículo do Oficial Médico?
Um Toyota Corolla!
E como diz o ditado popular “não dá para ganhar
sempre”.
O bairro da Tijuca é um dos locais onde a política de
segurança do “tiro, porrada e bomba” tem funcionado
a todo vapor, parece que a população não anda muito
satisfeita.
PROJETO 200 ANOS ( 21 ) A POLÍCIA MILITAR LTDA - A PRIVATIZAÇÃO
DA SEGURANÇA PÚBLICA - OS NOVOS SECRETÁRIO, CHEFE
DA PC E CMT GERAL
A Polícia Militar presta um serviço público à
Sociedade conforme a sua missão constitucional de manter a ordem
pública e realizar o policiamento ostensivo.
A ostensividade presente nas nossas viaturas e nas nossas fardas deve
produzir nas ruas do Rio de Janeiro um efeito preventivo, evitando a
eclosão do crime, pelo menos nos locais policiados efetivamente.
A submissão da Polícia Militar a vontade dos políticos
criou uma “EMPRESA PRIVADA” dentro da INSTITUIÇÃO
PÚBLICA.
Caros Leitores, o recorrente tema dos Policiais Militares que não
trabalham na Polícia Militar, precisa ser abordado, outra vez.
Nos últimos anos, diante da perda gratuita de Policiais Militares
para outros órgãos, como para a Secretaria Estadual de
Administração Penitenciária - SEAP, para onde foram
mais de 1.500 Policiais Militares, surgiu uma idéia brilhante.
Formalizar “convênios” com outros órgãos,
recebendo dinheiro como pagamento pelos Policiais Militares desviados
das ruas, para serviços privados.
A idéia brilhante foi logo posta em ação.
Convênio com o Banco Central - BACEN.
Convênio com o Tribunal de Justiça - TJ.
Convênio com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
- EBCT.
Convênio com o Ministério Público - MP.
Convênio Deus sabe lá com quem mais!
Cada Policial Militar cedido resulta em um pagamento da ordem de R$
300,00.
O dia que a SEAP celebrar um “convênio” com a Polícia
Militar, pagará R$ 450.000,00.
Por enquanto, com a SEAP é no 0800.
Ninguém duvida que para o Banco Central seja infinitamente mais
barato pagar á Polícia Militar do que contratar uma Empresa
de Segurança Privada para realizar as escoltas de valores.
A SEGURANÇA PRIVADA É CARA, BARATA É A SEGURANÇA
PÚBLICA TRANSFORMADA EM PRIVADA.
Desculpe-nos, o trocadilho foi culposo.
Qual Empresa de Segurança Privada empenharia um agente para receber
R$ 300,00 mensais?
O mesmo raciocínio vale para o Tribunal de Justiça, que
inclusive tem uma Guarda própria nos Fóruns, mas prefere
pagar à Polícia Militar do que aumentar o seu efetivo,
isto ficaria muito caro.
A EBCT e o MP também preferem pagar pela cessão dos Policiais
Militares.
A lamentar que nós – Cidadãos Fluminenses –
não podemos celebrar tais acordos.
Imaginem a nossa rua policiada ao custo de R$ 300,00 por Policial Militar,
ficaria mais barato que pagar as “pacatas” milícias
armadas que nos cercam cada dia mais.
E os nossos Condomínios, como ficariam mais seguros.
Caros Leitores, a privatização da Segurança Pública
é mais uma das mazelas conseqüentes da submissão
política da Polícia Militar.
O Policial Militar que não está na sua rua, cidadão
fluminense, está realizando segurança privada por aí.
E voltando à SEAP.
Os jornais dão como certa a nomeação do Dr. ASTÉRIO
PEREIRA – Promotor de Justiça – como Secretário
de Segurança Pública, inclusive já trataram de
legalizar o processo.
Historicamente, o arcabouço jurídico foi criado pelos
Poderosos para controlar o Povo e o Brasil não é a exceção.
A própria interpretação das Leis guarda uma relação
direta com a classe social do acusado e com a vontade política
reinante.
O nosso caso, por exemplo, descobertos seremos crucificados, ninguém
lembrará da grandeza dos nossos objetivos, os poderosos esquecerão
por completo a liberdade de expressão e cairão de paus
e pedras sobre nós, alegando que a norma constitucional condena
o anonimato.
As acusações serão as mais variadas, passando pela
calúnia, injúria, difamação e existirão
aqueles que nos taxarão de traidores e citarão que se
estivéssemos em tempo de guerra, seríamos executados,
em nome da Pátria Amada, Salve, Salve.
E como aqui deste lado do monitor, ninguém quer ser Tiradentes,
mártir já basta um, ficamos nos textos apócrifos.
Lembramos porém que o conceito de traição é
muito subjetivo, talvez os traidores da Polícia Militar não
sejamos nós.
E voltando a legalização do processo.
O Dr. ASTÉRIO PEREIRA demitiu-se da Polícia Militar!
Não é mais Tenente Coronel Inativo da gloriosa Polícia
Militar.
Por mais incrível que pareça, ele abriu mão de
um salário vitalício mensal de cerca de R$ 10.000,00.
Agindo assim, ele levará o seu tempo de serviço na Polícia
Militar para o Ministério Público, podendo se aposentar
naquela nobre Instituição, ficando livre para exercer
a função de Secretário de Segurança.
Financeiramente, não deve compensar trocar uma gratificação
de 4 anos, por um salário vitalício, porém ele
deve ter os seus motivos.
E como os jornais já vinham anunciando isto há algum tempo,
fazendo uma ilação, lamentamos pela gloriosa Polícia
Civil, considerando que jornais citam o Delegado PAULO PASSOS como sendo
o provável Chefe da Polícia Civil do Governo SÉRGIO
CABRAL.
Só falta anunciarem o Coronel BELTRÃO como novo Comandante
Geral da Polícia Militar.
Governador, Governador, cuidado com os seus assessores.
PROJETO 200 ANOS ( 20 ) A FALTA DE EFETIVO, A INSEGURANÇA
PÚBLICA E GRATIFICAÇÕES DE R$ 4.000,00 MENSAIS.
Caros Leitores, temos tratado insistentemente do tema “Policiais
Militares que não trabalham na Polícia Militar”
e precisamos dissecar um pouco mais o assunto para que todos possam
entender a real dimensão do problema, bem como, as suas conseqüências.
Em artigos anteriores explicamos os efeitos operacionais decorrentes
da cessão de cerca de 5.000 Policiais Militares, que passam a
não trabalhar na Instituição.
Em primeiro lugar não acreditamos que o número seja tão
grande, mesmo envolvendo todos os Policiais Militares cedidos “de
boca”, ou seja, que estão cedidos extra oficialmente, os
denominados “FANTASMAS”.
Preciso ou não, o certo é que o número alcança
milhares de Policiais Militares.
Vamos tratar do problema na ponta da linha.
Uma guarnição de Rádio Patrulha é composta
por dois Policiai Militares e considerando a escala de 12 horas de serviço
por 24 horas de folga, seguida de outras 12 horas de serviço
por 48 horas (idêntico à escala de 24 horas de serviço
por 72 horas de folga), cada Batalhão da Polícia Militar
necessita de 8 Policiais Militares para colocar uma guarnição
de Rádio Patrulha, 24 horas nos bairros de sua área operacional.
E considerando que do efetivo total de um Batalhão cerca de 15%
do efetivo está de licença médica e 12% está
de férias, mensalmente, diminuímos dos 5.000 Policiais
Militares 30%, arredondando para cima.
Portanto, dos 5.000 Policiais Militares sobrariam 3.500 e dividindo
por 8, constatamos que deixamos de colocar nas ruas do Rio de Janeiro,
437 guarnições de Rádio Patrulha, que percorreriam
durante as 24 horas as nossas ruas, as nossas praças e com a
sua ostensividade, nos proporcionariam segurança.
E como a Polícia Militar tem 39 Batalhões de Polícia
Militar, dividindo as 437 guarnições de Rádio Patrulha,
cada Batalhão disporia de mais 11 Rádio patrulhas 24 horas,
diariamente.
Cidadão Fluminense, isto é um absurdo!
E usando o mesmo raciocínio, considerando que uma guarnição
de PATAMO (“Camburão”) é composta por 4 Policiais
Militares e a escala é a mesma da Rádio Patrulha, constatamos
que poderíamos colocar nas ruas 218 guarnições
de PATAMO, 5 guarnições por Batalhão, durante as
24 horas, todo dia.
Diante da gravidade do problema chegamos a sugerir em artigo anterior
que fossem selecionados de cada turma do Curso de Formação
de Soldados e de cada turma do Curso de Formação de Oficiais,
um percentual para não trabalhar na Polícia Militar.
Uma sugestão jocosa, porém econômica, como já
demonstramos.
Apenas para tratar de algumas cessões oficiais, vamos avançar
em três outras instituições:
1. Ministério Público – Foi criado no Ministério
Público o Grupo de Apoio aos Promotores - GAP, composto por cerca
de 200 Policiais Militares, espalhados nas diferentes promotorias do
Estado do Rio de Janeiro.
A primeira vista a integração é produtiva, pois
uma das reclamações da sociedade é que os Promotores
deveriam atuar diretamente na investigação dos crimes,
como ocorre nos filmes norte-americanos, com enorme sucesso.
Porém, a Polícia Militar exerce a Polícia Judiciária
Militar, própria dos crimes militares e a Polícia Civil,
exerce a Polícia Judiciária, própria dos crimes
não militares, de onde se conclui que o GAP deveria ser composto
por Policiais Civis e não, Policiais Militares, excetuando-se
o GAP que apoiaria a Auditoria de Justiça Militar.
E antes que os tolos digam que nós estamos enfraquecendo a Polícia
Militar, cedendo espaço à Polícia Civil, lembramos
a nossa missão constitucional, o policiamento ostensivo.
O Povo Fluminense nos quer nas ruas!
E 200 Policiais Militares é o efetivo pronto do 5º BPM!
2. Secretaria Estadual de Administração Penitenciária
– A cessão dos 1.500 já foi plenamente criticada
nos artigos anteriores, sobretudo a motivação alegada
para a cessão, entretanto não poderíamos deixar
de destacar que 1.500 Policiais Militares representam 187 guarnições
de Rádio patrulha ou 93 guarnições de PATAMO, nas
ruas do nosso Rio de Janeiro, 24 horas, todo dia.
3. Polícia Civil – A gloriosa instituição
também recebe mais de 200 Policiais Militares, tendo como paradoxo
o fato de que nenhum Policial Civil é cedido à Polícia
Militar.
Qual será o motivo desta cessão em via de mão única?
O que nos causa maior surpresa é o fato dos Policiais Militares
serem preferencialmente empregados nas Delegacias Especializadas, inclusive
na tão famosa CORE, a similar do nosso BOPE.
Existem Delegacias Especializadas da Polícia Civil que mais parecem
Batalhões da Polícia Militar, tamanho o efetivo de Policiais
Militares empregados.
Enquanto isto, o cidadão fluminense foge para os shoppings ou
se enjaula em seus lares.
Indo em frente!
Uma outra conseqüência do fato de 5.000 Policiais Militares
não trabalharem na Polícia Militar são os nossos
baixos salários, aliás como também já tratamos.
Isto mesmo, cada Policial Militar fora da Polícia Militar, significa
um salário menor para os que continuam na Polícia Militar.
A explicação é muito simples!
O Governo do Estado ao avaliar a possibilidade de conceder um aumento
a qualquer categoria do funcionalismo público estadual, tem como
parâmetro básico o impacto do aumento na folha de pagamento,
considerando o orçamento disponível.
O efetivo ativo da Polícia Militar é de aproximadamente
39.000 Policiais Militares, aos quais se somam os milhares de Inativos.
Apenas para facilitar, analisemos um aumento de R$ 100,00 – como
se fosse um abono, igual para todos – a serem pagos apenas aos
Ativos.
O impacto na folha seria de R$ 3.900.000,00.
Caso os 5.000 Policiais Militares que estão fora fossem pagos
pelas Instituições onde prestam serviço, o impacto
na folha de pagamento da Polícia Militar para a concessão
do aumento – abono - anterior diminuiria em R$ 500.000,00, mensalmente
e R$ 6.000.000,00 anuais.
O aumento teria mais chance de se concretizar.
E imaginem o que significa R$ 100,00 para um Soldado PM que ganha R$
700,00 mensais.
Uma terceira conseqüência é a sobrecarga de serviço
para os que ficam na Polícia Militar e para exemplificar, vamos
voltar aos Majores cedidos às diversas Instituições.
Como tratamos em artigos anteriores, dos quase 300 Majores da Polícia
Militar, cerca de 100 não trabalham na Corporação.
E o que faz um Major funcionalmente?
Comanda Grupamentos, como o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios;
Subcomanda Batalhões da Polícia Militar e exerce funções
de Estado Maior de Batalhões (P/1 – Pessoal, P/3 –
Operações e Instrução e P/4 – Logística).
Portanto, 100 Majores, comporiam o Estado Maior de mais de 30 Batalhões,
onde atualmente, Tenentes exercem tais funções.
E operacionalmente o que faz um Major?
Comanda Operações Policiais Militares e realiza supervisões
de alto escalão.
No terreno da Polícia Judiciária Militar, um Major pode
ser encarregado por Inquéritos Policiais Militares, Sindicâncias,
Averiguações e ainda, compor o colegiado dos Processos
Administrativos Disciplinares.
E por incrível que possa parecer, os 100 Majores que estão
fora da Polícia Militar, nada fazem funcionalmente na Instituição,
não concorrem a qualquer escala de serviço, não
se arriscam, não são encarregados de qualquer apuração,
porém, ganham gratificações – algumas superiores
a gratificação de Comandantes de Batalhões –
e ainda por cima, muitos são promovidos politicamente na frente
daqueles que continuam trabalhando na PM, mesmo sobrecarregados, arriscando
a vida e ganhando menos.
Por exemplo, existem Majores fora da Polícia Militar ganhando
gratificação superior a R$ 4.000,00 mensais!
Isto é uma afronta contra os que continuam fiéis à
Corporação.
Exmo. Governador eleito do Estado do Rio de Janeiro, Senador SÉRGIO
CABRAL, traga de volta para a Polícia Militar todos que oneram
a nossa folha de pagamento, sobrecarregam as nossas atribuições,
ganham mais do que nós e nada produzem para a gloriosa e heróica
Polícia Militar.
O cidadão fluminense que o elegeu, exige esta postura e nós,
Policiais Militares que trabalhamos na Polícia Militar, cobraremos
constantemente nas linhas deste blog, a sua ação.
E pode ter certeza, não deixaremos mais nenhum apadrinhado que
vive fora dos nossos quartéis ser promovido por merecimento na
frente daqueles que cumprem o seu juramento de servir e proteger à
Sociedade Fluminense, mesmo com o risco da sua própria vida.
No momento que for público no Boletim Reservado da Polícia
Militar o Quadro de Acesso por Merecimento, ato contínuo, comentaremos
as relações para promoção por merecimento
aos Postos de Major, Tenente Coronel e Coronel.
Desistam de indicar apadrinhados, dignos membros do Executivo, Legislativo
e Judiciário.
A Polícia Militar vai dizer quem merece ser promovido!
A Polícia Militar começou a gerir o seu futuro, basta!
PROJETO 200 ANOS ( 19 ) - O COMANDO GERAL DA PMERJ
Caros Leitores, o nosso artigo PROJETO 200 ANOS ( 17 ) – O NOSSO
AGRADECIMENTO, O EMBRIÃO E O SUMIDO, recebeu três comentários
e resolvemos destacar dois:
Anônimo disse...
Sinceramente, não reconheço qualquer heroismo no atual
"Cmt Geral" da PMERJ.Se a situação chegou ao
ponto atual, em muito, foi por sua omissão e apego às
facilidades do cargo (casa, carros, assessores, medalhas, títulos,
etc).Como pode um "homem de bem" agir de tal forma?E o que
dizer de seu segundo em comando, que verdadeiramente maltrata os que
estão em baixo.A propósito, quem escolheu o Cel Claudecir
e o Cel Almeida para integrarem a viagem de "estudos"? Não
foi o Cel Hudson?E quem determina ou aceita as freqüentes interrupções
de férias da tropa?Quem autoriza que centenas de militares estejam
à disposição "de boca"?Quem faz "par"
com Itagiba e Wagner Montes?Quem se calou quando a PM recebeu apenas
17% de reajuste, quando ele mesmo disse que acreditava em algo em torno
de 40%?Quem TÊM SE CALADO?
November 04, 2006
Anônimo disse...
O "Cmt Geral" não é vítima, mas sim algoz
das atrocidades de que tem sido vítima a PMERJ.A propósito,
é verdade que também tem interesses pessoais em segurança
privada?Quais mecanismos o conduziram ao Comando Geral? Foi por mérito
pessoal?Qual sua experiência profissional?Quem o indicou para
o cargo?Ele não trabalhava na Inspetoria de Polícia, sob
o jugo do Cel J. Carlos? E agora, sob o jugo de quem "comanda"?
Inicialmente esclarecemos que para inserir um comentário, basta
clicar no COMMENTS, situado na parte inferior do artigo e digitar o
comentário, você poderá se identificar ou não.
Devemos deixar claro que não poderemos abordar todos os comentários
feitos, pois não faríamos outra coisa e temos muito que
avançar.
Porém, por dever de lealdade, temos que discutir comentários
que demonstrem que não fomos hábeis o suficiente para
expressar a opinião do grupo, levando leitores a interpretações
diversas do nosso objetivo.
Os dois comentários demonstram que precisamos melhorar muito
o nosso texto, pois nem de longe tivemos a intenção de
defender o nosso Comandante Geral, Coronel HUDSON de Aguiar Miranda.
Tal defesa é impossível, pois como mandatário maior
da nossa heróica Instituição, caberia a ele o primeiro
e mais forte grito de revolta contra a manipulação política
da amada Polícia Militar.
A omissão é indefensável e não seríamos
tolos de seguir neste caminho.
O que temos procurado demonstrar é que o Coronel HUDSON não
tem o apoio necessário por parte dos Coronéis da Polícia
Militar.
Ele está praticamente só, raros Coronéis se levantam
contra a dominação política e certamente, caso
o Coronel HUDSON se insurja será exonerado, existem vários
querendo aquela cadeira.
O nosso efetivo não tinha, pois passará a ter, pelo menos
os nossos leitores, o conhecimento necessário da extensão
da dominação política.
Caros Leitores, o TRINÔMIO POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA
é uma organização mafiosa, que faz a cooptação
inclusive de membros do Judiciário e do Ministério Público.
Façam uma pesquisa e vejam a votação de DOMINGOS
BRAZÃO e “Coronel” JAIRO na zona oeste, senhores
feudais da região.
Busquem a votação nas zonas eleitorais onde existem as
“pacatas” milícias armadas, nunca combatidas pelos
Comandantes indicados pelos políticos.
Caros Leitores, lutar contra esta máfia é tarefa para
o grande grupo de homens e mulheres de bem da Polícia Militar.
Isolado, o Comandante Geral é presa fácil.
Identificamos no nosso Comandante uma busca por fazer o melhor possível,
dentro dos limites impostos pela Política.
Não precisamos sair das nossas linhas anteriores, o caso do Tenente
Coronel XAVIER, atual Comandante do 32º BPM é referencial
da dominação.
XAVIER estava há anos fora da Polícia Militar, lotado
na Diretoria Geral de Pessoal, aguardando a sua transferência
para a inatividade.
XAVIER nunca tinha Comandado nada!
E para permitir a promoção do amigo pessoal do casal GAROTINHO,
Tenente Coronel Alexandre, lotado no Tribunal de Contas do Estado, XAVIER
é reconduzido à ativa, depois de anos afastado e ganha
um Comando de Batalhão.
Como explicar decisões de um absurdo completo.
Como anular um processo?
Como entregar um Comando a um Oficial tanto tempo afastado, quando tantos
Tenentes Coronéis não tiveram qualquer oportunidade de
Comandar?
Caros Leitores, o quadro de dominação é gravíssimo.
O Tenente Coronel ALEXANDRE ultrapassou mais de 120 Tenentes Coronéis,
isto era impensável, constituindo a certeza da submissão
da Instituição.
Vivenciamos a dominação total das Instituições
Policiais.
Membros do Legislativo investigados pela Polícia Federal tem
livre trânsito na Segurança Pública Estadual.
A própria formação do nosso grupo, como uma resistência
efetiva aos futuros desmandos políticos é uma prova da
situação atual.
Não tenham dúvida que iniciamos a reversão do processo,
nós (o grupo) e vocês, Caros Leitores.
Não tenham dúvidas que a médio prazo, o grupo vai
“dar a cara para bater”, usando o ditado popular.
Tudo a seu tempo.
Primeiro, vamos nos unir, nós (o grupo) e vocês, vamos
nos defender, vamos ficar fortes e vamos fortalecer a heróica
e bicentenária Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
E vamos fazer isto ordeiramente, disciplinadamente, usando como instrumento
a força da internet.
Uma força que não pode ser controlada, nem pela máfia
política, pois se conseguirem tirar o blog do ar, outros iguais
surgirão minutos depois.
O que não podemos ser é levianos, usar o espaço
para a apologia de mentiras ou para execrações que nada
de produtivo resultarão.
Pela nossa honra pessoal, pela nossa pátria, pelos nossos filhos
e pelo nosso Deus!
E quanto às omissões do Comandante Geral, isto é
fato, portanto, indefensável.
Deixando o nosso questionamento final, desta vez, um convite a pesquisa.
Quantos Coronéis e Tenentes Coronéis – Comandantes,
Chefe e Diretores - acompanharam o Comandante Geral quando foi a Secretaria
de Segurança Pública tratar do nosso último “aumento”
com o Governo Estadual?
PROJETO 200 ANOS ( 18 ) - O JORNAL DO BRASIL E O JORNALISTA
GUSTAVO DE ALMEIDA.
Só existe DEMOCRACIA onde exista uma IMPRENSA LIVRE E SOBERANA.
A nossa indignação contra qualquer forma de controle da
LIBERDADE DE IMPRENSA por parte do Governo Federal, maqueada de que
forma for.
Indo em frente!
A luta do Jornal do Brasil no período da ditadura militar é
de domínio público e todos nós brasileiros devemos
reverenciar o JB, bem como, todos àqueles jornalistas brasileiros
que lutaram pela democracia, pagando alguns o maior preço possível.
Hoje, o Jornal do Brasil, luta para sobreviver nesta batalha desigual
com organizações mais fortes da mídia, muda seu
layot, fica mais acessível, tenta sobreviver.
A nossa luta começou a algum tempo e foi no Jornal do Brasil
que encontramos a mesma coragem que nos motiva, cada dia mais, para
salvar a nossa bicentenária Polícia Militar.
O Jornal do Brasil é mais jovem que a heróica Polícia
Militar, fundado em 1891, como estampa em sua primeira página,
porém com a jovialidade dos seus 115 anos, permanece um espaço
democrático, uma bandeira de luta.
A nossa homenagem ao Jornal do Brasil e em especial, ao jornalista GUSTAVO
DE ALMEIDA que acreditou em nós, aliou-se a nossa coragem e transformou-se
em mais um vencedor, transcrevendo a sua matéria publicada hoje,
dia 3 de novembro de 2006, na Coluna 24 Horas, na página 6, do
Caderno A:
RIO – SEGURANÇA FERVE.
O Secretário DE Administração Penitenciária,
Astério Pereira dos Santos, se fortalece para ocupar a pasta
de Segurança Pública. Precisa, contudo, superar a agitação
em diversos gabinetes da Assembléia Legislativa e nos corredores
do QG da PM provocada pelo apócrifo http://projeto200anos.blogspot.com/.
Ali estão postadas histórias de influência de deputados
narradas por oficiais que dizem integrar o "Projeto 200 Anos"
da PM. Há comandantes que querem tirar o blog do ar. A área
vai ferver.
Parabéns e muito obrigado.
Aos nossos leitores de primeira hora, lembramos que Astério Pereira
dos Santos é Tenente Coronel Inativo da PMERJ e Promotor de Justiça,
tendo se notabilizado por convencer o casal GAROTINHO a desviar de função
centenas de Policiais Militares para "tomar conta de presos",
no lugar de agentes penitenciários, por serem mais baratos, não
fazerem greve e não cobrarem hora extra.
Caros Leitores, não se preocupem, caso o nosso blog seja retirado
do ar, em 10 minutos, colocamos outro no ar, com todos estes artigos
e os próximos.
O blog é apócrifo por necessidade, caso contrário
o "TERROR DA REVOLUÇÃO FRANCESA" seria uma pequena
chacina, considerando o número de cabeças que rolariam.
E ninguém quer perder a cabeça, por enquanto!
PROJETO 200 ANOS ( 17 ) O NOSSO AGRADECIMENTO, O EMBRIÃO
E O SUMIDO.
Ontem, o nosso grupo se reuniu e a tônica da reunião foi
a acolhida que o nosso Projeto 200 Anos recebeu no seio da nossa heróica
e gloriosa Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e na Sociedade
Brasileira.
Sim, o nosso blog percorre a internet e alcança todo o país.
O nosso blog já foi visitado por mais de 2.000 internautas e
devemos esclarecer que o contador, situado na parte inferior da página,
só começou a funcionar corretamente no dia 29 de outubro
de 2006.
Temos recebido comentários de vários Estados Brasileiros,
homens e mulheres de bem indignados com o trinômio POLÍTICA,
CRIME E POLÍCIA.
Portanto, devemos agradecer a todos que tem se unido a nós nesta
luta institucional para reverter o quadro de calamidade que foi transformada
a segurança pública, após a invasão das
instituições policiais pela "banda da podre"
da política fluminense.
Resolvemos pegar emprestada uma expressão usada pela mídia
para definir uma parte da Polícia Militar e da Polícia
Civil, envolvida em crimes e com a criminalidade.
Óbvio, existem homens e mulheres de bem que são membros
do legislativo fluminense, os quais merecem o nosso total respeito e
apoio, porém lá, a "banda podre" também
é muito grande e pior, tem uma força fantástica,
a ponto de postular a Presidência da ALERJ.
Na verdade, as instituições policiais do Rio de Janeiro
não têm uma "banda podre", elas possuem nos seus
efetivos, homens e mulheres de bem, que são os Policiais Militares
e Civis, entretanto as instituições públicas não
tem como impedir que criminosos invadam os seus quadros e só
lhes resta lutar de forma reativa para expurgá-los, assim que
mostram a sua face criminosa.
A honrabilidade do Comandante Geral da PMERJ, Coronel PM HUDSON de Aguiar
Miranda é incontestável e dela devem se orgulhar todos
os seus amigos e familiares.
Praticamente sozinho, o nosso Comandante Geral tem feito o possível.
O Comandante Geral tem lutado contra os que usam a Polícia Militar
com todos os meios disponíveis, enfrentando interesses políticos
dos mais diversos partidos e a prova inconteste de suas ações
está materializada nos discursos de apoio as ações
de controle interno e nos seus esforços na área correcional
da Polícia Militar, que duplicou no seu Comando.
Infelizmente, os esforços estão centralizados nesta área
da Polícia Militar, tendo em vista que ao escolher cercar-se
de Coronéis da sua turma para assessorá-lo diretamente
– o que é comum na Instituição - no primeiro
escalão, nunca contou com o apoio deles nesta luta, faltou coragem,
faltou competência a estes assessores, que talvez tenham consumido
os seus esforços na manutenção do status quo e
sonhando com funções mais relevantes, com melhores gratificações.
Talvez sonhando com a função de Chefe do Gabinete Militar
do Governo Sérgio Cabral, já que o "candidato"
prometeu revitalizar o Gabinete Militar que GAROTINHO reduziu a Coordenadoria
Militar do Gabinete Civil.
GAROTINHO, atendendo a uma idéia brilhante do então, Tenente
Coronel ALEXANDRE, seu amigo particular, tomou até mesmo fisicamente
o Gabinete Militar, expulsando o Coronel MOREIRA, seu outro amigo particular.
Possivelmente, coisas do ciúme!
E o Coronel MOREIRA, como de costume, abaixou a cabeça e seguiu
em frente.
Ao nosso Comandante o nosso preito de gratidão pelo esforço
e pelas conquistas que alcançou, porém o nosso lamento
pelo fato que tão poucos tenham se ombreado com ele.
De volta a reunião.
A sensação de dever cumprido estava estampada em cada
um de nós, o Projeto 200 Anos é uma realidade, hoje, faz
parte da história da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
O nosso grande objetivo tinha sido alcançado, provamos a todos
os homens e mulheres de bem da Polícia Militar, sobretudo aos
que ainda não se juntaram a nós, que ainda é possível
reverter o quadro.
Os comentários ouvidos pelos integrantes, nos respectivos quartéis,
falavam das verdades transcritas nos artigos.
O blog "PROJETO 200 ANOS" é um fórum democrático
que permite a todos os homens e mulheres de bem a manifestação
de repúdio contra aqueles que usam a nossa bicentenária
instituição para fins criminosos.
O nosso blog, nosso no sentido mais amplo, nosso (grupo) e de cada um
de vocês, irá descortinar as entranhas da Polícia
Militar, cada pátio, cada corredor, cada seção,
cada quartel, cada gabinete, cada viatura, cada operação.
Nós estamos em todos os lugares e estaremos sempre, eis a fórmula
da mudança:
Um fórum aberto, verdadeiro e que combaterá todas as ilegalidades.
Fiéis a tal destinação, em breve, iremos "moderar
os comentários no blog" e o que significa tal moderação,
que continuaremos a receber todos os comentários, porém
só publicaremos os que tragam denúncias que possam ser
comprovadas e publicaremos normalmente os comentários de apoio
e de crítica.
Aliás, desde já, solicitamos ao Ministério Público
Estadual, inclusive o Ministério Público da Auditoria
Militar; a Ouvidoria de Polícia; a Inspetoria Geral de Polícia
e a Corregedoria Geral Unificada, que atribuam aos nossos artigos contendo
denúncias, no mínimo, o mesmo tratamento dado aos famosos
e anônimos "Disque Denúncias", considerando que
nos nossos artigos não existirão nunca os "Disque
Vinganças", próprios daquele serviço.
Por exemplo, vamos investigar:
1. A situação do Deputado Estadual "Coronel"
JAIRO, ainda estar no serviço ativo da Polícia Militar;
2. O retorno à ativa do Tenente Coronel XAVIER, que além
de renascer, ganhou um Comando de Batalhão após ficar
anos no limbo, de onde não devia ter saído; e
3. O "desvio de função" dos milhares de Policiais
Militares que saíram e ainda saem diariamente dos nossos quartéis.Os
Policiais Militares, mais de 1.500, que estão cuidando de presos,
pelo fato de ganharem menos, não faltarem e não realizarem
greves.Um crime contra a Sociedade Fluminense, escondida atrás
de grades e se refugiando em shoppings, quando ousa cruzar os limites
entre o "lar" e a "rua".
Melhor que alcançarmos o nosso grande objetivo foi saber que
outras instituições públicas já ensaiam
blogs semelhantes, isto foi sensacional, emocionante.
Caros Leitores, imagem um blog dos homens e mulheres de bem da Polícia
Civil, gloriosa e heróica como a Polícia Militar.
Imaginem a exposição da famosa "Caixinha dos Delegados",
da citação do "Homem da Mala" de cada distrital.
Imaginem "um raio X" das Delegacias Especializadas.
E os X-9, como continuarão atuando.
Imaginem um blog de cada hospital, de cada escola, de cada serviço
público, controlando cada compra, cada contratação.
Um blog em cada vara criminal, em cada vara cível, em cada promotoria,
etc.
Desculpe-nos a pretensão, será que criamos o embrião
que vai mudar todas as instituições públicas do
país.
O controle interno promovendo o controle externo do Executivo, do Judiciário
e do Legislativo.
Sonhar com um blog de cada Partido Político talvez não
passe de um delírio, uma mera ilusão.
Caros Leitores, mãos a obra, o Brasil nos espera, nossos filhos
nos agaurdam, a eles o nosso compromisso de um país digno, próspero
e orgulhoso do seu povo.
Imaginem, cada um de nós, no conforto e na "segurança"
dos nossos lares, fazendo parte da IMENSA PASSEATA CÍVICA, quer
percorrerá todo o nosso Brasil e sem o inconveniente da "exploração
política", típica das caminhadas pela paz e dos abraços
na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Vamos iniciar a colocação de "links" no nosso
blog e vamos inserir todos os blogs criados por outras instituições,
surgirá a grande REDE NACIONAL, com a proteção
de Deus, que mudará este Brasil de 500 anos.
O nosso blog pode ser inserido em qualquer blog, em qualquer site.
E finalizando, um artigo de um dos Oficiais Superiores, que mesmo não
fazendo inicialmente parte do Projeto 200 Anos, engajou-se por inteiro,
sendo um dos Majores que resolveu permanecer na Polícia Militar,
lutando para reverter o quadro, ao contrário dos 100 Majores
que optaram pela subserviência política.
O que parece ser ainda mais cruel é que os Majores que permanecem
nas Unidades da PM, além de serem preteridos pela promoção
de oficiais que estão fora, são assoberbados com procedimentos
apuratórios, escala de serviço que os coloca, juntamente
com um único homem, realizando "supervisão",
de 2300 às 0500 h, em Unidades estranhas as suas e em terreno,
por vezes, totalmente desconhecido (salvo se encontram algum outro Major
disposto a tirar o serviço, o que tem se verificado com grande
freqüência e pouca rotatividade em relação
aos substitutos - soa curiosa a motivação).É fato
ainda que além dos percalços mencionados, os Majores que
permanecem nas Unidades da PM são obrigados, durante feriados,
a permanecerem nas Unidades, realizando funções próprias
dos Oficiais de Dia.A desvalorização dos que permanecem
é flagrante e franca, promovendo verdadeiro incentivo à
busca de funções externas.
Autorizados, divulgamos que o comentário é
do Major WANDERBY, da Escola Superior de Polícia.
O seu blog é http://wanderbymedeiros.blogspot.com.
A Escola Superior de Polícia Militar – ESPM - é
organização de apoio de ensino onde são realizados
o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, que habilita aos Capitães
a serem promovidos à Major e o Curso Superior de Polícia,
que habilita aos Majores e aos Tenentes Coronéis a serem promovidos
à Coronel.
E por falar em ESPM, ansiosos aguardamos os ensinamentos que estão
recebendo os Oficiais Superiores e Delegados que foram aprender POLÍCIA
no Canadá e nos Estados Unidos, ao custo de R$ 600.000,00 aos
cofres públicos.
O Coronel ALMEIDA – Chefe do Gabinete do Comandante Geral –
deverá ser o melhor instrutor, pois viajou dois anos seguidos
para o exterior chefiando delegações da ESPM.
Aguardamos, ansiosos!
E como de costume, deixamos uma indagação:
O que tem feito na Polícia Militar, nos últimos dois anos,
o Coronel BELTRÃO?
PROJETO 200 ANOS ( 16 ) O BUMBO E QUEM SOMOS NÓS.
Caros Leitores, a pergunta que deve estar sendo feita com mais freqüência
no Palácio Guanabara, na Assembléia Legislativa do Estado
do Rio de Janeiro, na Secretaria de Segurança Pública,
na Polícia Civil e acima de tudo, na Polícia Militar é
quem somos nós?
Quem são os autores dos artigos inseridos no blog – Projeto
200 Anos?
E não podemos deixar tantas pessoas sem resposta.
E para que todos, civis e militares, possam entender a nossa resposta,
convidamos os nossos Caros Leitores a uma breve incursão nas
instituições militares.
As instituições militares têm como base a hierarquia
e a disciplina, fundamentais para o seu funcionamento considerando a
estrutura hierarquizada e a necessidade do cumprimento de ordens.
Nada melhor para representar a organização militar do
que a ordem unida, os desfiles militares, tão aplaudidos nas
nossas datas comemorativas.
Aquele grupo de homens e mulheres em marcha, um atrás do outro,
um ao lado do outro, todos marchando no mesmo compasso, seguindo os
comandos com precisão, garbosamente em fardas impecáveis
e com bandeiras desfraldadas.
A organização demonstrando treinamento, precisão,
fascina.
E ordem unida é a primeira matéria que aprendemos quando
ingressamos em uma carreira militar, marchar é preciso!
Treinamos exaustivamente até atingirmos aquele modelo organizacional,
composto de homens e mulheres, em movimento harmônico, dentro
de um retângulo imaginário.
O deslocamento em marcha tem incontáveis regras, como a cobertura,
o alinhamento e o fato de que todos devem tocar simultaneamente com
o pé direito no solo, no exato momento que o “bumbo”
ecoa na banda de música.
Cobertura, alinhamento e bumbo no pé direito, eis a essência.
No momento em que ingressamos na Polícia Militar do Estado do
Rio de Janeiro, como aprovados no concurso para o Curso de Formação
de Soldados ou para o Curso de Formação de Oficiais, logo
aprendemos ordem unida e ao longo do curso aprendemos legislação,
técnicas policiais militares, sociologia, psicologia e tantas
outras matérias.
Somos forjados a ter como parâmetro a lei e como missão
servir e proteger o cidadão.
E agora podemos começar a nos revelar.
Todos os Policiais Militares formados, praças e oficiais, iniciam
a sua carreira com estes referenciais – cumprir a lei, servir
e proteger o cidadão e marchar sempre com o bumbo no pé
direito.
O bumbo no pé direito simboliza a correção.
Porém, quando os formandos se espalham pelas unidades da corporação,
percebem que nem todos marcham com o bumbo no pé direito, muitos
preferem marchar com o bumbo no pé esquerdo.
Os que optam por este descompasso, não cumprem as leis, praticam
em crimes, associam-se com o criminalidade, vitimizando o cidadão
que deveriam proteger e servir.
A entrada da política nos nossos quartéis deu mais força
aos descompassados, que passaram a bater o pé com mais vontade
no solo, atraindo incautos para o mesmo descompasso.
A política foi ganhando cada vez mais espaço e logo nos
quartéis da Polícia Militar o número de descompassados
ultrapassou aqueles que insistem em cumprir as leis, servir e proteger
o cidadão.
O bumbo no pé esquerdo passou a “parecer o certo”,
cada vez atraindo mais policiais militares para o descompasso, para
o crime.
A ordem unida desandou, desandou a Polícia Militar.
Hoje, quando desfilamos pelas ruas, os aplausos são raros, restritos
aos nossos familiares e não poderia ser diferente, a Polícia
Militar passou a marchar muito mal.
E quem somos nós?
Somos parte daqueles que insistem em continuar com o bumbo no pé
direito.
A nossa diferença é que resolvemos bater o pé com
mais força no solo, buscando que todos os que cumprem as leis,
servem e protegem o cidadão, façam o mesmo.
E assim, a médio prazo, começaremos a evitar que os recém
formados entrem no descompasso e também atrair de volta os poucos
recuperáveis, aqueles que ainda podem voltar a marchar com o
pé direito no bumbo.
Entretanto, só a longo prazo, poderemos sonhar com uma situação
ideal, quando os descompassados forem minoria e possamos comandar para
eles a plenos pulmões:
- fora de forma!
- fora da heróica e bicentenária, Polícia Militar!
Os aplausos do cidadão voltarão.
Pronto, podemos ser identificados facilmente.
Somos os homens e as mulheres de bem de cada quartel da polícia
militar, que insistimos em rachar o solo com o bumbo no pé direito!
Quem não nos conhece na polícia militar?
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças
não moram na Barra, no Recreio, em Angra ou em Icaraí.
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças
não circulam com Pajeros, Mitsubishis, Rangers, Passats, Hondas
ou Toyotas do ano.
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças
não viajam costumeiramente pelo Brasil e pelo Exterior.
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças
não são “empresários”.
Nós, só sabemos marchar com o pé direito no bumbo.
Uma única investigação séria, por parte
do Comandante Geral da Polícia Militar, para conhecer o modo
de vida de cada Comandante da Instituição, logo deixará
claro, quem somos nós, os que marcham com o pé direito
no bumbo e por exclusão, os que marcham com o pé esquerdo
no bumbo.
Identificados, os dois grupos, só faltará decidir quem
está errado, quem deve obedecer ao comando de FORA DE FORA!
E rogamos à Deus que a Política não interfira na
decisão.
PROJETO 200 ANOS ( 15 ) O NOVO GOVERNADOR E OS NOSSOS OBJETIVOS
PRIMORDIAIS
Excelentissimo governador eleito, senhor Sérgio Cabral, será
uma honra tê-lo como leitor.
Vossa Excelência acaba de ser eleito governador do estado mais
importante da nossa federação, milhões de fluminenses
optaram pelo senhor.
Os Policiais Militares esperam muito de vossa excelência, tendo
em vista que a segurança pública foi o principal tema
da campanha, como não poderia deixar de ser, diante do quadro
caótico das instituições policiais e da insegurança
com a qual somos obrigados a conviver, dentro dos nossos lares e nas
ruas desta cidade “de natureza tão” maravilhosa.
Uma campanha desenvolvida pela mídia, principalmente pelos jornais
“O Dia”, “O Globo’ e seu filho menor, o jornal
“Extra”, expuseram uma polícia militar totalmente
desestruturada.
Viaturas aos pedaços, cabines abandonadas, fardas remendadas,
culetes vencidos e falta completa de equipamentos.
E não falaram dos salários miseráveis que recebemos.
O que lamentamos, pois melhores salários são imprescindíveis
para promover a mínima cidadania do policial militar.
E não falaram dos quartéis, inclusive os DPO e PPC caindo
aos pedaços, onde não existe nem mesmo um sanitário
para ser usado pelos policiais militares de serviço.
Talvez os jornalistas tenham visitado apenas o Batalhão de Polícia
de Choque ou o Hospital da Polícia Militar de Niterói,
onde o luxo destoa da pobreza institucional, acabaram tendo uma falsa
impressão.
O quadro representado pela mídia é verdadeiro, a penúria
é total, condenamos apenas o oportunismo da matéria, já
que a penúria atravessou todo o governo rosinha garotinho.
Sabemos que a penúria da polícia militar não é
novidade para vossa excelência que promoveu e participou de várias
reuniões com oficiais e praças da instituição
e tem na sua equipe de apoio, vários oficiais e praças
da polícia militar.
Portanto, Vossa Excelência nunca poderá alegar desconhecimento.
Vossa Excelência, perdeu a cômoda desculpa, ao demonstrar
nos debates que conhecia também a polícia militar, chegando
a citar o número de batalhões da instituição,
conhecimento numérico que cá entre nós, não
é tão importante assim para um governador, venhamos e
convenhamos.
Entretanto, melhor assim, a desculpa do desconhecimento se perde por
completo.
No alvorecer de 2007, o ano do pan no rj, a responsabilidade pelos salários
indignos, pelas viaturas quebradas, pelos quartéis caindo aos
pedaços, pelos culetes vencidos, pelas cabines abandonadas e
até pela falta de sanitários é sua, vossa excelência.
Todo dia os policiais militares e quem sabe a sociedade fluminense,
cobrarão de vossa excelência, as melhorias.
A segurança pública é dever do estado e responsabilidade
de todos, diz o texto constitucional.
Cada um de nós, policiais militares autênticos, estamos
prontos para colaborar com vossa excelência, já que os
que marcham com o bumbo no pé esquerdo querem que o status quo
permaneça.
E para facilitar encerramos este artigo transcrevendo parte do nosso
segundo artigo, postado em 2 de outubro do corrente ano.
PROJETO 200 ANOS ( 2 ) - OBJETIVOS PRIMORDIAIS
O Governador eleito para a gestão 2007 – 2010, que vivenciará
a grande festa do Bicentenário da Polícia Militar deve
estar compromissado com estes objetivos, caso contrário, os homens
e mulheres que integram a instituição, não estarão
compromissados com o Governador eleito.
O nosso maior problema, a principal causa da nossa degradação
trata-se da interferência política, regulando todas as
nossas atividades, entretanto cabe destacar que a Polícia Militar
é uma instituição pública e permanente,
faz parte do Estado, não faz parte do Governo, portanto, devemos
nos desvincular por completo e de imediato da política.
Em conseqüência, cobrar de quem tem competência e responsabilidade,
o Governador do Estado do Rio de Janeiro, as condições
ideais para que possamos desenvolver com qualidade a nossa missão
constitucional, o policiamento ostensivo.
Assim sendo, deve o Governador desenvolver as ações necessárias
no sentido de que os recursos sejam destinados à aquisição
e à manutenção de nossos quartéis, viaturas,
armamento, munição e equipamentos; permitindo o adequado
funcionamento das áreas operacional, de logística, de
finanças, de saúde, de ensino e instrução,
correcional, de inteligência e de assistência social ao
Policial Militar.
O nosso maior patrimônio, o herói social, o Policial Militar
deve ter direito à cidadania, caso contrário nunca poderá
servir e proteger os outros cidadãos, portanto, cabe ao Governador
do Estado oferecer ao Policial Militar um salário digno, tendo
como parâmetro o maior salário pago a Policiais Militares
no âmbito nacional.
Autonomia institucional para escolha do nosso Comandante Geral, o que
será feito pelos Coronéis da Ativa da PM, com a conseqüente
autonomia do Comandante Geral para escolha de todos os Comandantes,
Chefes e Diretores das Organizações Policiais Militares,
impedindo qualquer indicação política.
Autonomia institucional para selecionar os Oficiais e os Praças
a serem promovidos, impedindo qualquer interferência política.
Autonomia institucional para gestão de todo processo de recrutamento
e seleção para realização de concursos públicos
para admissão ao Curso de Formação de Oficiais
e ao Curso de Formação de Soldados, evitando-se inclusões
políticas, populistas, demagógicas e desnecessárias
que aumentam o efetivo e comprometem o serviço policial militar.
Ao invés de realizar concursos “politiqueiros”, deve
o Governador promover o imediato retorno dos milhares de Policiais Militares
da Ativa que estão desviados de função, o que constitui
uma imoralidade administrativa, quando são retirados das ruas
do Rio de Janeiro, para trabalharem em funções diversas,
como por exemplo, servirem a membros do legislativo, custodiarem presos
porque "custam mais barato" que contratar agentes penitenciários
ou exercerem função na não menos gloriosa Polícia
Civil do Estado do Rio de Janeiro, onde existem centenas de Policiais
Militares, enquanto nenhum Policial Civil atua na Polícia Militar.
Obviamente, a instituição possui milhares de Oficiais
e Praças Inativos que poderão ser contratados pelos poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário para realizarem as funções
atualmente desenvolvidas pelos Policiais Militares da Ativa, desviados
de função.
O Policial Militar desgastado pelo trabalho realizado no “bico”
no dia anterior; o salário aviltante; as fardas rotas; o armamento
inadequado; as filas nos nossos hospitais e clínicas; as viaturas
e os quartéis caindo aos pedaços são problemas
que devem ser solucionados pelo Governador, a ele toda responsabilidade,
voluntário que foi para o exercício da função,
alcançada após investimento de milhões e milhões
de reais na sua campanha.
E por favor, Vossa Excelência, visite os nossos
outros artigos, por exemplo, o Projeto 200 Anos ( 10 ), onde tratamos
da lista tríplice, quem sabe Vossa Excelência convença
os Coronéis da Polícia Militar a apresentarem uma lista
tríplice elaborada por eles, quem sabe.
Cory Edwards alterou a conhecida estória da “Chapeuzinho
Vermelho”, criando o “Deu a louca no Chapeuzinho”,
quem sabe Vossa Excelência muda a história da Polícia
Militar.
PROJETO 200 ANOS ( 14 ) - POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA
- A CAIXA DE PANDORA E UMA NOVA FORMAÇÃO PROFISSIONAL.
Caros Leitores, a caça às bruxas vai começar.
O nosso blog se espalha, penetra em cada quartel, em cada seção,
em cada monitor e quem sabe, em muitos lares deste nosso Brasil continental.
E nós somos as bruxas!
O Projeto 200 Anos só prosperará com a cumplicidade de
cada Policial Militar, de Coronéis e Soldados, que lutam por
uma Polícia Militar digna e competente.
O trinômio CRIME, POLÍTICA E POLÍCIA abriu a “Caixa
de Pandora”, liberando todos os males que destroem as instituições
policiais no Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista que as mazelas
da Polícia Militar são as mesmas mazelas da Polícia
Civil, o envolvimento dos seus integrantes com a criminalidade é
problema comum das instituições.
Porém, como na mitologia grega, restou a esperança!
Esperança que o Projeto 200 Anos quer multiplicar com o seu apoio.
A reversão do quadro atual é improvável e quase
impossível, entretanto nada é impossível para os
heróis.
O jornal “O DIA” reforçou a nossa esperança
quando publicou no dia 31 de outubro de 2006, uma matéria sob
o título “POLICIAIS SOB SUSPEITA”, tratando do envolvimento
de Policiais Civis, Delegados e Agentes, com as máfias dos “caça-níqueis”
e do “combustível adulterado”.
A investigação é da Polícia Federal.
E no dia 1 de novembro de 2006, “O DIA” estampa na sua primeira
página “INVESTIGAÇÃO LIGA FIGURÕES
DA POLÍCIA À MÁFIA DO CAÇA-NÍQUEl”.
Nas páginas internas o novo julgamento do Ex-Policial Militar,
Ex-Chefe da Polícia, o Delegado ALVARO LINS vai ser julgado novamente
a respeito do fato de seu nome ter aparecido na lista de propinas pagas
pelo banqueiro do “jogo dos bichos”, CASTOR DE ANDRADE,
a Policiais Militares e a Policiais Civis, além de a várias
“autoridades”.
O Delegado com uma campanha bilionária foi eleito Deputado Federal
com mais de 100.000 mil votos, com o apoio de Delegados da Polícia
Civil e de Comandantes da Polícia Militar.
Sem dúvida, chegará o momento que a Polícia Federal
montará o quebra-cabeça, apenas uma questão de
tempo.
Marchando de volta aos nossos quartéis.
O jornal “EXTRA”, no dia 30 de outubro de 2006, noticia
“OFICIAIS DA PM TAMBÉM SÃO CEDIDOS”, tratando
da movimentação de 2 Majores e 7 Sargentos para o Tribunal
Regional do Trabalho.
Um êxodo infindável, parece que os nossos cursos de formação
e de aperfeiçoamento são direcionados para o mercado externo,
fora da Polícia Militar.
Os Majores WALTER TRIGUEIRO DE OLIVEIRA e MILTON LUIZ FERNANDES DOS
SANTOS irão aplicar os ensinamentos do Curso de Formação
de Oficiais e do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais no Tribunal
Regional do Trabalho, que deve ter como missão a realização
do policiamento ostensivo preventivo nas ruas do nosso Estado do Rio
de Janeiro.
O posto de Major é o preferido do “mercado externo”,
pois dos pouco mais de 300 Majores na ativa da Polícia Militar,
quase 100 estão fora da Polícia Militar, um terço
do efetivo!
Os tribunais estão repletos de Majores, que dividem cadeiras
e lotam corredores.
Caros Leitores, embora não pareça, os Majores são
essenciais na estrutura organizacional da Polícia Militar.
Deveriam ser Majores os Subcomandantes dos Batalhões, os Chefes
da Seção de Pessoal (P/1), os Chefes do Planejamento Operacional
e da Instrução (P/3) e os Chefes da Logística (P/4)
de cada Batalhão.
Deveriam, foram formados para tal, o investimento público foi
enorme em cada um deles, entretanto parecem não ter compromisso
institucional, parecem oportunistas, na busca de uma gratificação
e na cômoda posição de “ficar fora da PM”,
longe das ruas, longe dos riscos, longe da árdua vida de Policial
Militar.
Os baixos salários, as péssimas condições
de trabalho, o risco de não voltar para casa, tudo fica para
trás.
Quantos condenarão os 2 Majores e os 7 Sargentos?
Nos tempos atuais ficar fora da Polícia Militar passou a ser
um facilitador para promoção ao posto superior, os exemplos
estão nos nossos artigos anteriores, pouparemos a todos desta
repetição.
Dizem que são 5.000 Policiais Militares fora da Polícia
Militar e se isto for verdade precisamos repensar todo o nosso ensino
e instrução, quem sabe já separando de cada turma
do Curso de Formação de Soldados e de cada turma do Curso
de Formação de Oficiais, um percentual, talvez, cerca
de 15% de cada turma, destinado a trabalhar fora da Polícia Militar.
O Estado do Rio de Janeiro economizaria muito, considerando que os escolhidos
não precisariam ter aulas de vários assuntos, inclusive
a dispendiosa instrução de armamento e tiro, que não
teria sentido para aqueles que escolhessem ou fossem escolhidos para
não trabalhar na Polícia Militar e em contrapartida, tais
instruções poderiam ser ministradas em maior número
para os outros.
Tudo uma questão de reestruturação da grade curricular.
Todos ficariam melhor atendidos, os Juízes, os Promotores, os
Deputados, os Vereadores e o próprio cidadão fluminense,
considerando que os que escolhessem trabalhar na Polícia Militar
seriam melhor formados.
E vamos ficando por aqui, em cada quartel, em cada seção,
em cada corredor, trabalhando por uma Polícia Militar honrada
e competente.
Enquanto isto na ALERJ, JORGE PICCIANI (PMDB) investigado por crime
contra a ordem financeira e DOMINGOS BRAZÃO (PMDB), investigado
por sonegação fiscal e adulteração de combustíveis,
disputam a presidência da casa, pobre ALERJ.
PROJETO 200 ANOS ( 13 ) - CRIME, POLÍCIA E POLÍTICA
- RESUMO E A CIRANDA DOS COMANDANTES
Caros Leitores, o nosso blog ganha espaço na amada Polícia
Militar e avança pela internet, com a velocidade da coragem e
com a força da honra.
A “Ciranda dos Comandantes” é o nosso tema principal,
mas antes vamos de forma sucinta destacar os principais temas dos nossos
artigos anteriores.
No Projeto 200 Anos ( 1 ) abordamos os últimos trinta anos da
política estadual de segurança pública, na visão
policial militar e explicamos como o jugo militar foi substituído
pelo jugo político, muito mais forte e devastador.
A autonomia da Polícia Militar foi tratada no Projeto 200 Anos
( 2 ), no qual destacamos que a Instituição é parte
integrante do Estado do Rio de Janeiro e não do Governo em exercício.
As promoções políticas são o principal tema
do Projeto 200 Anos ( 3 ) quando mencionamos as promoções
de apadrinhados políticos nos Governos do casal GAROTINHO e de
BENEDITA DA SILVA, com destaque para as promoções ao Posto
de Coronel, realizadas no dia 21 de agosto de 2006, tendo sido citadas
ainda as “agregações fantasmas” que resultaram
em um Inquérito Civil. Os problemas decorrentes da fusão
dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro também são
tratados e continuaram no Projeto 200 Anos ( 4 ), sem dúvida
o mais técnico dos artigos.
Nele explicamos como o retorno irregular à Ativa do Tenente Coronel
Xavier, atual Comandante do 32º BPM, permitiu que a Governadora
Rosinha GAROTINHO promovesse no dia 21 de agosto de 2006, o seu apadrinhado
preferido, o Tenente Coronel ALEXANDRE, humilhando toda uma Corporação.
O Projeto 200 Anos ( 5 ) enumera várias promoções
políticas de apadrinhados, tratando do “kit apadrinhado”,
composto de viatura, motorista, segurança, celular e gratificações.
No artigo são citados alguns dos próximos “apadrinhados
políticos” a serem promovidos em 25 de dezembro de 2006,
além de ressaltar o desrespeito da Governadora Rosinha GAROTINHO
com a Polícia Militar e a não realização
da Solenidade de Cumprimento aos Oficiais Promovidos.
As exonerações políticas dos Comandantes do 36º
BPM, Tenente Coronel GELESI e do 39º BPM, Tenente Coronel JOSIAS
são o mote do Projeto 200 ANOS ( 6 ), sendo comentada a disputa
política de poder na Baixada Fluminense. Iniciamos a abordagem
da influência política dos Deputados Estaduais DOMINGOS
BRAZÃO e “Coronel” JAIRO.
No Projeto 200 Anos ( 7 ) é explicado passo a passo a dominação
política da gloriosa Polícia Militar, iniciando na indicação
política do Comandante do Batalhão, nas ações
e nas omissões dos Comandantes indicados e a expansão
dos crimes nas áreas operacionais, partindo da Zona Oeste e caminhando
para o Centro e a Zona Sul. Uma simbiose macabra no trinômio POLÍTICA,
CRIMES E POLÍCIA.
A ação maléfica de parte da mídia é
descrita no Projeto 200 Anos ( 8 ), manipulada pelo articulador e porta
voz político conhecido como “LUIZINHO”. A nomeação
política do Tenente Coronel CARLOU para o Comando do 36º
BPM, a força política do Tenente Coronel VILAÇA
e o “Cinturão da Zona Sul” também são
abordados.
A mídia é novamente abordada no Projeto 200 Anos ( 9 ),
citamos a forma de enaltecer ou destruir Comandantes e candidatos à
função de Comandante Geral, bem como, comentamos o fato
de Deputados Estaduais confirmarem a influência dos políticos
na Polícia Militar e o antológico discurso do Deputado
PAULO RAMOS.
Fatos que facilmente podem ser comprovados são mencionados no
Projeto 200 Anos ( 10 ), onde destacamos o fato absurdo do Deputado
Estadual “Coronel” JAIRO ser ainda um Oficial da Ativa da
PMERJ e ainda, destacamos a sua lei que cria a “promoção
na cédula de identidade”. Destacamos uma estratégia
oportunista de revelar na mídia a penúria da Instituição,
penúria que percorreu todo o Governo Rosinha GAROTINHO e só
agora exposto publicamente. Ousamos e diante da omissão dos Coronéis
da Polícia Militar indicamos uma “Lista Tríplice”
a ser avaliada pelo futuro Governador.
“LUIZINHO” volta a ser protagonista no Projeto 200 Anos
( 11 ), quando a sua influência na gestão do Policiamento
de Trânsito executado pela Polícia Militar é citada
de forma detalhada, destacando a expansão do BPTran, sob a égide
do Tenente Coronel ALFAIA, indicado por “LUIZINHO”. A estratégia
de apresentar na mídia a pior Polícia Militar possível
volta a ser tratada, com vistas às verbas do Pan 2007 e a possível
ruptura do “Cinturão da Zona Sul” são citadas
no artigo.
E o nosso artigo anterior, o Projeto 200 Anos ( 12 ) no qual tratamos
dos milhares de Policiais Militares que não trabalham como Policiais
Militares, porém recebem salários destinados a Policiais
Militares. O custo da Secretaria Estadual de Administração
Penitenciária para a Secretaria de Segurança Pública
e a opinião do possível Secretário de Segurança
– Promotor e Tenente Coronel Inativo ASTÉRIO PEREIRA -,
sobre as vantagens de se usar Policiais Militares ao invés de
Agentes Penitenciários para a guarda presos.
Feita a síntese, ordinário, marche!
No curso da formação do nosso grupo, ao longo de intermináveis
reuniões, além da discussão dos temas a serem abordados
nesta luta contra a dominação política, resolvemos
realizar “pesquisas” no seio das nossas amizades, a respeito
de alguns itens que trataríamos nos artigos e para os quais a
opinião do cidadão fluminense seria fundamental.
As pesquisas nada metodológicas guardaram a informalidade das
conversas do dia a dia, porém os resultados foram muito significativos.
Um dos temas tratados foi qual seria a motivação para
a exoneração de um Comandante de Batalhão, com
a premissa que tal Comandante fosse exonerado por critérios técnicos
e pelo Comandante Geral.
Traduzidos em linguagem castrense, os motivos mais citados foram a ocorrência
de um problema na área operacional sob sua responsabilidade;
a incapacidade administrativa no exercício do Comando do Batalhão;
a prática de crime e em menor escala, a ascensão funcional
para uma função superior.
O grupo considerou a visão do cidadão entrevistado de
uma lógica linear.
Caros Leitores, talvez vocês citassem as mesmas motivações,
entretanto se pensassem deste modo e vivessem nos nossos quartéis,
ficariam atônitos com a realidade das exonerações.
Vamos exemplificar!
Qual a explicação técnica para o fato do Coronel
NOGUEIRA ter sido exonerado do Comando do 19º BPM e ato contínuo,
nomeado Comandante do 14º BPM, enquanto o Tenente Coronel VILAÇA,
Comandante do 14º BPM era exonerado e ato contínuo, nomeado
Comandante do 19º BPM ?
Não sendo para atender interesses políticos, que critério
teria motivado este troca troca?
E tal movimentação inexplicável aconteceu mais
algumas vezes!
O Tenente Coronel HAUBRICHS foi exonerado do Comando do 27º BPM
e nomeado Comandante do 30º BPM, enquanto o Tenente Coronel AURÉLIO
foi exonerado do Comando do 30º BPM e nomeado Comandante do 27º
BPM.
Os Tenentes Coronéis MENEZES e ROGÉRIO LIRA viveram um
novo troca troca, envolvendo os Comandos do BPTur e do 7º BPM.
Os nossos entrevistados devem estar totalmente perdidos e ficariam mais
perdidos se soubessem que na concretização da troca, como
um dos Comandantes tem que passar primeiro o Comando, o outro fica por
horas, Comandando dois Batalhões.
Um outro aspecto relevante nesta “ciranda” é o fato
que alguns Comandantes realizam uma verdadeira peregrinação
por Batalhões, sendo exonerado de um e de imediato nomeado em
outro, mesmo com a ocorrência de problemas na sua área
operacional.
O Coronel MURILO, atual Comandante do 9º BPM, viveu essa peregrinação,
saindo do 3º BPM para o 6º BPM e deste para o 9º BPM,
sempre após problemas operacionais.
Não ficou um único dia sem Comandar
Ele também tem outra característica marcante, a sua capacidade
de produzir Comandantes, os atuais Comandantes do 29º BPM –
Coronel ROMEU, do 31º BPM – Tenente Coronel MOUZINHO e do
16º BPM – Tenente Coronel NEPOMUCENO, por exemplo, foram
seus Subcomandantes.
A primeira vista parece uma expansão de domínio ou não?
O peregrino que há mais tempo percorre os caminhos políticos
tortuosos é o Tenente Coronel VILAÇA, que da área
de influência dos Deputados Estaduais DOMINGOS BRAZÃO e
“Coronel” JAIRO, já comandou o 2º BPM, o 14º
BPM, o 31º BPM e atualmente, o 19º BPM.
Aliás, na mesma área de influência política
já transitaram ou transitam, o Tenente Coronel MOUZINHO, atual
Comandante do 31º BPM; o Coronel TEIXEIRA, atual Comandante do
3º BPM; o Tenente Coronel CARLOU, atual Comandante do 36º
BPM; o Tenente Coronel ROGÉRIO LIRA, atual Comandante do 7º
BPM; o Tenente Coronel SOARES, atual Comandante do 4º BPM; o Tenente
Coronel CESAR LIMA, atual Comandante do 18º BPM; o Tenente Coronel
MOURA, Comandante do 33º BPM; o Tenente Coronel QUEMENTO, atual
Comandante do 2º BPM e seu ex-subcomandante, o Tenente Coronel
LUIGGI, que Comanda o BPTur, e vamos ficar por aqui, por enquanto.
A primeira vista parece a formação de uma rede ou não?
Caros Leitores, deixamos um questionamento, quais seriam os verdadeiros
critérios para as nomeações e as exonerações
de Comandantes de Batalhões?
Interesses políticos, esta é a nossa resposta.
Caso contrário, como poderemos entender a seguinte movimentação
de Comandantes:
O Coronel NOGUEIRA, Comandante do 16º BPM é exonerado e
para o seu lugar é nomeado o Tenente Coronel NEPOMUCENO, Subcomandante
do 9º BPM. Simultaneamente, o Coronel NOGUEIRA é nomeado
para Comandar o 19º BPM, substituindo o Coronel CONY, que foi exonerado
e ao mesmo tempo nomeado Comandante do RCECS, no lugar do Tenente Coronel
SOARES, que foi exonerado e nomeado Comandante do 4º BPM, e vamos
parar por aqui, por enquanto, novamente.
Tecnicamente, não seria muito mais simples nomear o Tenente Coronel
NEPOMUCENO como Comandante do 4º BPM?
A primeira vista parece uma “arrumação política”
ou não?
A “Ciranda dos Comandantes” acaba deixando todos nós
tontos!
PROJETO 200 ANOS ( 12 ) - OS SALÁRIOS TORPES, OS POLICIAIS
MILITARES QUE NÃO TRABALHAM NA POLÍCIA MILITAR e A RESPOSTA
DO POVO.
Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que
foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio
de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
Uma pausa nos nossos temas principais e a “Ciranda dos Comandantes”
fica para o próximo artigo.
A apuração terminou em todo Brasil e as pesquisas se confirmaram
com a vitória do Senador Sérgio Cabral, eleito Governador
do Estado do Rio de Janeiro.
Nos próximos quatro anos conviveremos ainda com o Casal GAROTINHO,
representado pelo Vice Governador Eleito, Sr. Luiz Fernando de Souza,
conhecido por “PEZÃO”.
O apoio do casal GAROTINHO a SÉRGIO CABRAL fica claro na apuração
dos votos em Campos, reduto do casal, onde CABRAL ficou com mais de
73% dos votos válidos.
O Governador eleito começa a montar o seu Secretariado e as coisas
começam muito mal na área da Segurança Pública,
caso se concretize o contido na matéria publicada neste domingo
– 29 de outubro de 2006 – no Jornal do Brasil, com o título
“OS NOTAVÉIS DE SÉRGIO CABRAL”.
A matéria destaca o Secretário Estadual de Administração
Penitenciária, o Promotor e Tenente Coronel Inativo da PMERJ,
Dr. ASTÉRIO Pereira, como um dos nomes fortes para a pasta da
Segurança Pública.
Na mesma edição, o Jornal do Brasil noticia também
“OS FIÉIS ESCUDEIROS DE DENISE”, a candidata derrotada,
que também tinha interesse no Dr. ASTÉRIO.
Uma unanimidade!
Neste mesmo dia 29 de outubro de 2006, o jornal “EXTRA”
publica matéria com o título “PM EMPRESTA DOIS MIL
HOMENS”, ratificando que o acaso não existe.
Realmente, uma matéria desqualifica a outra.
A mídia tem propalado que existem milhares de Policiais Militares
fora da Polícia Militar, o que é a mais pura verdade,
considerando que só a Secretaria Estadual de Administração
Penitenciária consome, o termo está apropriado, consome
mais de 1.500 Policiais Militares.
E o que fazem estes 1.500 Oficiais e Praças?
Guardam presos, isto mesmo, atuam como Agentes Penitenciários.
E por que o Estado do Rio de Janeiro não contrata Agentes Penitenciários
para guardar os presos, mantendo os 1.500 Oficiais e Praças em
claro “DESVIO DE FUNÇÃO”?
De acordo com o contido no Ofício assinado pelo Dr. ASTÉRIO
e encaminhado à Governadora Rosinha GAROTINHO, os Policiais Militares
ganham menos, não faltam, não cobram horas extras e não
fazem greves, portanto é melhor desviá-los de função
que contratar Agentes Penitenciários.
Esqueceu-se o Dr. ASTÉRIO, esqueceu-se a Governadora Rosinha
GAROTINHO, que o Policial Militar tem a sua missão prevista na
Constituição Federal, no parágrafo 5º, do
artigo 144:
§ 5º Às polícias militares
cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem
pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições
definidas em lei, incumbe a execução de atividades de
defesa civil.
Portanto, os 1.500 Oficiais e Praças que foram
afastados irregularmente das ruas do nosso Estado do Rio de Janeiro
para atuarem como Agentes Penitenciários, devem voltar imediatamente
para as suas funções de polícia ostensiva e preservação
da ordem pública.
A falta de efetivo é comum a todas as Unidades Operacionais da
Polícia Militar e o desvio de função penaliza o
cidadão.
Aliás, penaliza muito mais os outros Policiais Militares que
trabalham como Policiais Militares, que arriscam e perdem a vida por
um salário aviltante de R$ 700,00 mensais.
Apenas para especularmos sobre o que se gasta com estes Policiais Militares
que não trabalham, pelo menos não trabalham como Policiais
Militares, consideremos que os 1.500 Policiais Militares sejam todos
Soldados – o que não são e com vencimentos de R$
700,00 mensais, o Estado do Rio de Janeiro gastaria com eles R$ 1.050.000,00
mensais.
E de que parte do orçamento saem estes R$ 1.050.000,00?
Óbvio, da verba destinada ao pagamento dos salários da
Polícia Militar.
Conforme o dito popular, quanto maior o número de divisões
do bolo, menor a fatia que cabe a cada um.
Os 1.500 Oficiais e Praças trabalham na Secretaria de Estado
de Administração Penitenciária e quem paga a conta
é a Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Um modo perfeito para permitir que os Agentes Penitenciários
ganhem mais que os Policiais Militares e olha que eles fazem greve,
faltam e cobram horas extras.
Em conseqüência, podemos imaginar que com o Dr. ASTÉRIO
Pereira como Secretário de Segurança Pública, os
desvios de função irão continuar, embora já
existam Policiais Militares ajuizando ações por desvio
de função e quem sabe o Poder Judiciário possa
resolver o problema.
Talvez assim os chamados “CONVÊNIOS” sejam revistos
e a Sociedade Fluminense tenha de volta às ruas do Rio de Janeiro,
os Oficiais e Praças que participam dos diferentes “CONVÊNIOS”
celebrados pela Polícia Militar.
Certo que existem “CONVÊNIOS” que repassam verbas
pelo uso (desvio de função) dos Policiais Militares, verbas
que a Polícia Militar usa em suas despesas, mas que não
chegam nem perto de R$ 700,00 mensais, por Policial Militar desviado
de função.
A quem diga no Quartel General que somando os Oficiais e Praças
que estão fora da Polícia Militar, oficial e oficiosamente
(“de boca”), o número de desviados da Polícia
Militar atingiria 5.000 Policiais Militares.
E voltando a matemática simplista, considerando todos Soldados
– o que não são e com vencimentos mensais de R$
700,00, o Estado do Rio de Janeiro gastaria mensalmente R$ 3.500.000,00.
Caros Leitores, quando afirmamos que o rompimento com a política
é a única alternativa para salvar a Polícia Militar,
falávamos sobre a mais cristalina realidade.
O Estado do Rio de janeiro faz concursos para a Polícia Militar
e depois de formados, Oficiais e Praças são desviados
de função, indo exercer as mais variadas funções,
menos a constitucional.
No terreno do imaginário, caso fosse possível que todo
o “efetivo” desviado fosse pago por quem o utiliza, saindo
da “conta da PM”, os outros Policiais Militares, os que
trabalham na Polícia Militar, cerca de 34.000, poderiam receber
mensalmente uma gratificação de R$ 103,00, que poderíamos
chamar jocosamente de “gratificação de fidelidade
constitucional”, o que significaria um aumento de 15% para cada
Soldado.
Por mais incrível que pareça, caros leitores, vivemos
um verdadeiro paradoxo.
O novo Governador acena com a contratação de milhares
de novos Policiais Militares, enquanto milhares de Policiais Militares
estão fora da Polícia Militar.
Não seria uma tarefa muito mais simples promover que cada órgão
que utiliza Policiais Militares, em desvio de função,
contratasse funcionários para substituir os Policiais Militares?
Nós, Policiais Militares, precisamos dizer não aos “CONVÊNIOS”,
não aos “CONCURSOS DESNECESSÁRIOS”, que só
diminuem os nossos parcos vencimentos.
E pensar que PICIANNI, DOMINGOS BRAZÃO e PAULO MELO disputam
a Presidência da Assembléia Legislativa, pobre ALERJ.
O Povo Fluminense, mais uma vez, disse não aos políticos
fluminenses, somando-se as abstenções (17,35%), os votos
em branco (1,76%) e os votos nulos (8,00), nada menos que 2.952.522
eleitores disseram não a SERGIO CABRAL e a DENISE FROSSARD, um
total de 27,11% do eleitorado.
CABRAL foi eleito com 68% dos votos válidos, na verdade 49,56%
do eleitorado, ou seja, ele não foi eleito pela maioria dos fluminenses.
Cidadão Fluminense una-se a nós, vamos afastar a política
dos quartéis, caso contrário, a penúria atual da
Polícia Militar significará apenas uma pequena parte do
futuro sombrio que nos aguarda, cada vez mais enjaulados em nossas casas,
rezando pela volta dos nossos entes queridos, que transitam em ruas
sem policiamento, enquanto os Policiais Militares estão no Ministério
Público, nos Tribunais, na Secretaria Estadual de Administração
Penitenciária, na segurança e na campanha de Deputados
e de Vereadores, sabe-se lá Deus onde mais.
Lugar de Policial Militar é na Polícia Militar!
PROJETO 200 ANOS ( 11 ) - POLÍCIA, CRIME E POLÍCIA
- OS ESPANTALHOS E A VIAGEM
Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que
foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio
de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
Iniciando uma nova fase estamos aceitando comentários e sugestões
oriundas de todos os leitores.
Indo em frente.
E continua a campanha dos jornais “EXTRA” e “O GLOBO”
traçando um perfil de penúria total da Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro, mostrando deficiências em
todas as áreas.
Surgem as viaturas autoimóveis, ainda apelidadas de “espantalhos”.
O nosso leitor já sabe que, embora a penúria seja uma
verdade e como tão, incontestável, o fato das matérias
surgirem assim ao final do Governo Rosinha GAROTINHO tem um objetivo
claro, mostrar uma Polícia Militar literalmente destruída
para a obtenção de verbas no próximo Governo, no
caso o continuísta Sérgio Cabral, tendo como coadjuvante
o Pan-americano de 2007.
Sim, o continuísta Sérgio Cabral, que tem como Vice Governador
o principal aliado do casal GAROTINHO, que atende por “PEZÃO”.
Interessante que nos últimos dois dias buscaram o golpe derradeiro,
o mais visível, as viaturas imóveis, colocadas apenas
para dar visibilidade.
No dia 27 de outubro de 2006, “O GLOBO” estampa na primeira
página:
? ISTO É UM CARRO DA POLÍCIA DO RIO DE
JANEIRO – Parado na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa,
a Veraneio da PM é um “autoimóvel”: não
sai do lugar porque está com a ignição quebrada.
Além da falta de vidros, tem jornal no lugar do GPS. Levantamento
feito pelo GLOBO na Zona Sul mostrou mais veículos no mesmo estado.
A matéria continua na página 18.
Hoje, “O GLOBO” trás na primeira página:
?PM RETIRA AUTOIMÓVEIS DAS RUAS DA ZONA SUL.
A matéria continua nas páginas 23 e 43.
O “EXTRA” segue o mesmo caminho e não vamos nos alongar,
apenas gostaríamos que os nossos leitores tivessem conhecimento
da estratégia utilizada e que a penúria é real,
porém remonta a muito tempo, sendo mais um fruto da escravidão
política a qual vem sendo submetida a gloriosa Polícia
Militar.
Ao longo do Governo do casal GAROTINHO manter as viaturas nunca foi
uma preocupação, isto não aparece politicamente,
sendo semelhante a obras na rede de esgoto, que causam grande transtorno
na superfície da rua e depois de concluídas, ninguém
vê.
O casal preferiu promover os comboios em desfile das novas viaturas
adquiridas para a Polícia Militar e para a Polícia Civil,
que percorriam a cidade com luzes piscando e sirenes a todo vapor, mostrando
a todos os investimentos em segurança pública.
Nunca é demais lembrar que a maioria destas viaturas foi comprada
com verbas federais.
Um outro aspecto que não pode passar desapercebido trata-se do
fato de que nenhuma comparação foi feita pelo “O
GLOBO” ou pelo “EXTRA” sobre a penúria da Polícia
Militar e o fato de Oficiais e Delegados irem viajar para o exterior,
Estados Unidos e Canadá, uma viagem que custou aos cofres públicos
mais de R$ 600.000,00.
Imaginem quantas viaturas poderiam ser conservadas com tal verba?
Talvez não tenham tratado do fato para não valorizar as
matérias que o “JORNAL DO BRASIL” tem produzido a
respeito da viagem.
E por falar em “JORNAL DO BRASIL”, extraímos do blog
do jornalista GUSTAVO DE ALMEIDA, publicado no JBOnline no dia 20 de
outubro de 2006, sob o título “AUTONOMIA PARA OS AZÚIS”,
o seguinte texto:
“A democracia é a gestão de conflitos,
é certo. E por isto mesmo a autonomia da Polícia Militar
é urgente, para que a instituição tenha corpo de
bicentenária mas jamais cabeça e coração
de quem tem quatro anos de mandato. Por isto tudo, vai aqui meu aplauso
ao comandante-geral da PM, que, segundo soube, é plenamente a
favor da (re) criação da Secretaria da Polícia
Militar”.
A autonomia da Polícia Militar é a nossa
luta, queremos ser senhores do nosso destino, queremos “uma cabeça
e um coração” de uma instituição bicentenária.
Grilhões políticos, nunca mais.
E seguindo nossas denúncias para revertermos o quadro caótico,
um estratagema em pleno andamento.
No sétimo artigo, “AS NOMEAÇÕES POLÍTICAS
DOS COMANDANTES”, tratamos de um dos estratagemas políticos
para implementar os seus objetivos criminosos, no caso específico
a dominação dos transportes alternativos, inclusive os
clandestinos.
O porta voz dos políticos, que atende por “LUIZINHO”
é o grande articulador e vamos tratar do plano passo a passo.
O primeiro passo foi convencer o nosso digno Comandante Geral que deveria
dar uma oportunidade ao Tenente Coronel Jorge Luiz ALFAIA dos Reis no
Comando de uma Unidade Operacional, sendo que na época ALFAIA
era o Subdiretor da Diretoria Geral de Assuntos Logísticos, auxiliar
direto do Coronel SAMUEL Dias Dionísio, amigo de LUIZINHO.
O Comandante Geral atende a proposta e nomeia ALFAIA como Comandante
do Batalhão de Trânsito, substituindo o Tenente Coronel
EDUARDO, empossado a pouco tempo.
O exonerado recebe como prêmio de consolação o Comando
do Batalhão de Policiamento Florestal e de Meio Ambiente.
Conta a lenda que EDUARDO não teria se adequado a alguns acordos.
O segundo passo foi convencer ao Comandante Geral que o policiamento
de trânsito era um foco de corrupção em todas as
áreas e principalmente no Centro da Cidade, uma tarefa que LUIZINHO
cumpriu com maestria e o nosso Comandante Geral acabou com o policiamento
de trânsito em todos os Batalhões do Centro do Rio de Janeiro
e determinou a diminuição dos efetivos de trânsito
em todos os Batalhões.
Dominado o Centro da Cidade, começa a expansão.
O terceiro passo já se iniciou com a inauguração
dos núcleos do BPTran nas área do 4º
e 6º BPM, o domínio vai se ampliando e continuará.
E fiel aos acordos políticos, cada conquista resulta em uma solenidade,
em uma festa!
O quarto passo fica para 25 de dezembro de 2006, quando o Tenente Coronel
Alfaia será promovido ao último posto – Coronel
PM – e quem sabe no próximo governo será o novo
Comandante do Comando de Policiamento de Trânsito, tendo sob suas
ordens o BPTran e o BPRv.
E assim a Polícia Militar vai sendo dominada politicamente.
Não poderíamos encerrar o artigo sem deixar uma indagação!
As viaturas da Polícia Militar estão depauperadas há
muito tempo em todos os Batalhões, sendo assim por qual motivo
a reportagem do jornal “O GLOBO” foi fotografar as viaturas
da área do 23º BPM?
Talvez, a semelhança do Tenente Coronel EDUARDO, no BPTran, o
Tenente Coronel MILLAN, Comandante do 23º BPM, não esteja
aceitando algum acordo político.
Será que o cinturão Zona Oeste e Zona Sul está
se enfraquecendo?
Com a palavra os Tenentes Coronéis MOUZINHO, Comandante do 31º
BPM (Recreio) e MILLAN, Comandante do 23º BPM (Leblon).
PROJETO 200 ANOS ( 10 ) - POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA
- O COMANDANTE GERAL - A LISTA TRÍPLICE.
Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que
foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio
de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
A nossa primeira série de artigos se encera neste artigo, quando
trataremos da sucessão do Coronel Hudson Aguiar de Miranda, nosso
Comandante Geral, um homem que dentro dos limites que lhe foram impostos
pela política, conseguiu realizações notáveis
no exercício da mais alta função institucional,
todos devemos reconhecer.
Porém antes de tratarmos do tema mais relevante da série,
voltemos ao tema do uso político da mídia.
No artigo anterior citamos exemplos positivos e exemplos negativos da
ação da mídia, respectivamente, de um lado a imprensa
livre e do outro a imprensa manietada, talvez financiada, por interesses
políticos dos mais escusos.
E tendo o jornal “Extra” como um verdadeiro abre alas, considerando
que as matérias tratadas a seguir, replicam no grande “O
Globo”, segue o estratagema político.
Os ataques continuam na primeira página, sob o título:
?“PM CORTA ATÉ TELEFONES EM QUARTÈIS
– SÓ COMANDANTES TÊM AUTORIZAÇÃO PARA
FAZER LIGAÇÕES E UASR A INTERNET”.
E na página onze, assinada pelo jornalista Marcos
Nunes (jnunes@extra.inf.br) e ilustrada por uma fotografia de um Policial
Militar segurando um coturno rasgado, continuam em ação:
?“PMs NÃO PODEM MAIS TELEFONAR –
SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA CONFIRMA QUE, POR ECONOMIA,
RESTRINGIU LIGAÇÕES DENTRO DOS BATALHÕES”.
As informações financeiras restritas
continuam a alimentar uma estratégia que parece ter como objetivo
mostrar uma Polícia Militar no fundo do poço, tanto administrativa,
quanto operacionalmente.
Talvez para justificar um início de novo governo e de novo comando
repletos de dificuldades a serem vencidas.
Certo apenas que o conteúdo das matérias retrata a mais
pura verdade, sendo o exemplo perfeito para demonstrar o poder deletério
da influência política na condução da nossa
amada Polícia Militar.
O tempo dirá aonde o grupo quer chegar e nós tornaremos
toda a estratégia transparente.
E o jornal “Extra” segue na sua missão de ajudar
o trinômio POLÍTICA, CRIME E POLÍTICA, na matéria
assinada pelo jornalista Antero Gomes (agomes@extra.inf.br), inserida
na página 18:
? REIVINDICAÇÃO ANTIGA – PM CADASTRARÁ
20 MIL INATIVOS NO ESTADO – POLICIAIS RECEBERÃO NOVAS CARTEIRAS
DE IDENTIDADE COM ALTERAÇÃO DE POSTO.
A sensacional matéria trata da não menos
sensacional Lei nº 4.848, sancionada pela Exma Governadora Rosinha
GAROTINHO, sendo de autoria do Deputado Estadual “Coronel”
JAIRO.
Além do custo e do trabalho para a confecção de
novas cédulas de identidade a nova lei gerou a publicação
contida no Boletim da PM nº 193, do dia 20 de outubro de 2006,
na qual o Comandante Geral determina que a Diretoria de Inativos e Pensionistas
faça o cadastramento dos 20 mil inativos.
E no que consiste a maravilhosa lei?
Ele garante que ao passar para a inatividade o PM, como recebe o soldo
de um posto/graduação acima, tenha este posto/graduação
inserido na cédula de identidade.
Na prática, um Capitão PM passa para a inatividade recebendo
o soldo de Major e agora, além do soldo do posto superior, terá
o posto de Major registrado na nova cédula de identidade.
Venhamos e convenhamos, depois das promoções por bravura,
depois das promoções por bravura moral e depois da promoção
do Tenente Coronel Alexandre, sabe-se lá Deus por que motivo,
só faltava esta, uma promoção de cédula
de identidade.
Tratando-se de promoção política o nosso Executivo
sanciona sem pestanejar!
Caros Leitores, não pensem que a lei não tem um objetivo
maior do que o citado, talvez o grande objetivo seja corrigir um erro
político, considerando que o Deputado Estadual “Coronel”
JAIRO, na verdade deveria denominar-se Deputado Estadual Tenente Coronel
JAIRO, seu posto atual.
A nova cédula de identidade o promoverá e o erro será
sanado, isto se ele resolver passar para a inatividade.
Sim, porque por mais incrível que possa parecer, apesar de ter
sido eleito em 2002 Deputado Estadual e reeleito neste ano, o Deputado
Estadual “Coronel” JAIRO ainda é um Oficial da Ativa
da Polícia Militar, quando a lei determina que deveria ter sido
transferido para a reserva remunerada ex officio.
Na condição de Oficial da Ativa, o Deputado Estadual “Coronel
JAIRO” comete o crime de receber como Oficial da Ativa, inclusive
1/3 de férias e o 13º salário, além dos seus
vencimentos como parlamentar.
Um dia o Ministério Público vai descobrir esta verdade
e muita gente vai ter que dar explicações no Poder Judiciário.
Cumprir legislação não é uma qualidade do
ilustre parlamentar que deveria ter sido transferido para a inatividade
ex officio antes mesmo de ter sido eleito, quando deixou de figurar
por três vezes no Quadro de Acesso para promoção.
Afinal, para que servem os Quadros de Acesso, a Governadora Rosinha
GAROTINHO os ignora sempre que deseja.
Afastando-nos das tristes linhas anteriores, tratemos da lista tríplice.
O grupo ao relacionar como um dos objetivos primordiais o Comando próprio,
que na verdade nunca tivemos, teve a preocupação de traçar
parâmetros que deveriam nortear a escolha dos futuros mandatários
da gloriosa Polícia Militar.
Ratificamos que a missão de apresentar uma lista tríplice
ao novo Governador é dos atuais Coronéis da PMERJ, porém
como não acreditamos que eles consigam solucionar as flagrantes
divisões do grupo e apresentar os escolhidos pela Polícia
Militar, não resta-nos outra alternativa para enfrentar o julgo
político.
Listamos os seguintes parâmetros como sendo os mais relevantes:
- Honestidade comprovada ao longo da carreira.
- Padrão de vida compatível com o salário de Coronel
PM.
- Competência demonstrada no exercício da função
atual e nas funções anteriores como Oficial Superior.
- Dedicação efetiva à Instituição,
descartando-se de imediato os Coronéis Empresários.
- Comprometimento com a modernização administrativa na
gestão dos recursos humanos e materiais.
- Comprometimento com uma nova doutrina de emprego operacional, consubstanciada
na defesa do cidadão, apartando-se da “política
operacional” do tiro, porrada e bomba.
Submetendo os Coronéis da Polícia Militar
ao filtro formado por estes parâmetros básicos ficamos
com um grupo bem reduzido, porém existe mais um parâmetro
que praticamente restringe ao mínimo da proposta, a vontade de
ser o próximo Comandante Geral.
Por mais absurdo que possa parecer, o quadro institucional é
tão caótico que alguns Coronéis não aceitariam
assumir a função no início do próximo ano.
Caros Leitores, Policiais Militares, para sua apreciação
e sua crítica, a nossa lista em ordem alfabética, para
os cargos de Comandante Geral, Chefe do Estado Maior e Chefe do Gabinete
Militar:
Coronel Antonio Carlos Suarez DAVID – Comandante do Comando de
Policiamento da Capital.
Coronel Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira – Diretor Geral de
Finanças.
Coronel UBIRATAN de Oliveira Ângelo – Diretor de Ensino
e Instrução.
Infelizmente não pudemos submeter os escolhidos ao último
parâmetro, o comprometimento integral com o Comando próprio,
sem qualquer interferência política, considerando que isto
não pode ser avaliado, em razão da condição
atual de candidatos que buscam apoios políticos para as suas
pretensões, tendo em vista as “regras sucessórias”
em vigor.
Iniciando uma nova série de artigos trataremos da “Ciranda
dos Comandantes” de Batalhão, mais um componente do trinômio
POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA.
Nunca tão poucos, comandaram tantos Batalhões, por tanto
tempo.
PROJETO 200 ANOS ( 9 ) - CRIME, POLITICA E POLÍCIA -
A PARTICIPAÇÃO DA MÍDIA E O PRÓXIMO COMANDANTE
GERAL
Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que
foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio
de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
Iniciamos o penúltimo artigo da nossa fase inicial, certos de
que conseguimos transmitir a todos a necessidade da Polícia Militar
romper com o julgo político que nos domina desde o período
pós abertura política, concluiremos o assunto promoções
políticas trazendo exemplos práticos da ação
da mídia, ações negativas e positivas.
Rompendo marcha e seguindo em frente.
A impunidade cega!
Os grandes acordos que cercam os problemas na área de Segurança
Pública emprestam falsamente uma sensação de blindagem,
fazendo com que os envolvidos se considerem inalcançáveis
pela justiça dos homens.
O nosso artigo anterior tratou da coluna “Extra, Extra”,
assinada pela jornalista Berenice Seara, como uma das ferramentas utilizadas
para promover ou denegrir um Comandante de Batalhão, conforme
os interesses do grupo político dominante.
Eis que os incautos, na tentativa de promover o atual Comandante do
19º BPM, publicam no dia 23 de outubro de 2006:
?CORONEL SURFISTA – O Comandante do 19º
BPM (Copacabana), Romão Vilaça, depois de anos sem encarar
uma onda, voltou a ser surfista. Comprou um pranchão para acompanhar
o filho, de 16 anos.
Uma notícia sensacional, sem dúvida uma
demonstração clara dos recursos utilizados pelo grupo
para colocar em evidência quem os interessa, por mais simplória
que seja a citação.
Uma clara perda da noção do ridículo.
Pena que o Tenente Coronel VILAÇA não se destacou no combate
às máfias do transporte alternativo e dos caça-níqueis
no período que comandou o 14º BPM, problema que só
aumentou.
O Tenente Coronel VILAÇA é pródigo nas estratégias
de marketing pessoal, talvez fruto do seu aprendizado como dono de empresas
de segurança, das quais surge apenas como sócio cotista,
uma prática comum entre os Comandantes Empresários.
As empresas sempre estão no nome das mães, dos irmãos,
das esposas, dos cunhados, etc, evitando-se assim que os reais proprietários,
Oficiais PM, pratiquem crime militar.
Mas voltando ao marketing, VILAÇA ao completar um ano de Comando
no 14º BPM editou uma revista comemorativa, impressa sabe Deus
onde, mostrando as suas qualidades e seus feitos, nenhum deles contrários
aos interesses mafiosos, claro.
Berenice Seara enaltece VILAÇA e ataca MOUZINHO, Comandante do
31º BPM, noticiando por dois dias seguidos problemas no estacionamento
de veículos na unidade, inclusive informando que vários
Oficiais estacionam veículos no interior do 31º BPM, mesmo
com o IPVA atrasado, enquanto os Praças são proibidos
de usar o estacionamento interno em razão do atraso no imposto,
terminando por um veículo ser roubado.
Quem será que eles desejam colocar no Comando do 31º BPM?
Que acordo o Tenente Coronel MOUZINHO teria rompido?
A coluna nos dias 22 e 23 de outubro trás matérias sobre
a falta de verbas na Polícia Militar com os títulos:”A
PENÚRIA DA POLÍCIA MILITAR” e “E A PENÚRIA
DA PM CONTINUA”.
As matérias trazem detalhes de conhecimento restrito e fica a
pergunta, quem alimenta Berenice Seara?
Não satisfeitos, a matéria é replicada no dia 24
de outubro de 2006, alcançando a primeira página do “Extra”,
sob o título: “PM, SEM DINHEIRO, DESLIGA RADAR DE PATRULHAS
E RACHA GASOLINA”.
Assinada pelos repórteres Marcelo Dias e Marco Antônio
Martins, a matéria enche a página catorze com mais detalhes,
expondo as entranhas da Polícia Militar e do atual Governo Estadual.
E qual seria a motivação daqueles que alimentam a jornalista?
A sucessão no Comando da PMERJ pode ser a resposta, tendo em
vista que no mesmo dia 23 de outubro de 2006, a coluna “Extra,
Extra” noticia:
? FAÇAM SUAS APOSTAS – E na disputa pela
sucessão do comandante-geral da Polícia Militar, Hudson
Aguiar, subiu, nos últimos dias, a cotação do chefe
do Estado Maior da PM, Claudeci Ribeiro, e do Comandante do Policiamento
da Capital (CPC), Soarez David. Mas ainda corre por fora, com apoio
de um dos deputados mais votados na última eleição,
o ex-chefe da Assessoria Jurídica Cristiano Queiroz.
A primeira vista, caros leitores, a notícia
pode ser interpretada como o enaltecimento dos três citados, porém
na verdade os três estão sendo “fritados”,
como se diz na gíria popular.
O Coronel DAVID, Comandante do CPC, deve estar incomodando muita gente,
considerando que foi “fritado” pela segunda vez.
Na primeira vez, o Coronel DAVID foi fritado na “turma bem relacionada
dos 29 mil”, juntamente com o Coronel SAMUEL (DGAL), o Coronel
UBIRATAN (DEI) e o Coronel PAÚL (Corregedoria), pela mesma Berenice
Seara.
Quem seria o Comandante Geral ideal para Berenice Seara?
Vamos aguardar as próximas matérias.
Por sorte, a mídia fluminense está muito além das
Berenices e das Mônicas e nas últimas semanas um repórter
tem se destacado, defendendo os reais anseios da nossa amada Polícia
Militar, lutando contra a cruel interferência política
que destrói a Polícia Militar.
O repórter do Jornal do Brasil, Gustavo de Almeida, que nas suas
colunas no jornal e no seu blog do JBONLINE, tem sido incansável
nas denúncias contra a escravidão política da instituição.
No dia 24 de outubro de 2006, sob o título:
?“SEGURANÇA – DEPUTADOS REVELAM
BASTIDORES DO RELACIONAMENTO COM OFICIAIS – POLÍTICOS CONFIRMAM
INFLUÊNCIA SOBRE COMANDOS DE BATALHÕES.
O artigo trás declarações do Deputado
Estadual PAULO RAMOS (PDT), que é Major Reformado da PMERJ e
do Deputado Estadual JAIR BOLSONARO (PP), Capitão Inativo do
Exército Brasileiro.
PAULO RAMOS cita parte do seu antológico discurso na tribuna
da ALERJ quando tratou da promoção do Tenente Coronel
ALEXANDRE: “ O Governo resolveu elevar ao posto mais alto da carreira
na Polícia Militar um Tenente Coronel que já havia sido
promovido neste mesmo governo, de Major a Tenente Coronel. (...) Chegou
ao posto mais alto enquanto quase todos os integrantes de sua turma
ainda estão no posto de Major, inclusive o primeiro da turma
(...)”.
A íntegra do discurso do dia 29 de agosto de 2006 está
disponível no site da ALERJ.
JAIR BOLSONARO, afirmou: “Em fim de governo, é comum vermos
oficiais da Polícia Militar procurando deputados, para garantir
este ou aquele comando. Os deputados ou vereadores indicam, mas isto
tem um preço:um vereador sempre vai ter uma área na qual
não se pode entrar, e aí o tráfico de drogas predomina.
Vale lembrar o episódio em que o então Secretário
de Esportes Chiquinho da mangueira foi acusado pelo Tenente Coronel
Erir Ribeiro de ter pedido para não fazer operações
na favela. Não foi um caso isolado”, concluiu o parlamentar.
Um dia o Ministério Público ainda vai
se interessar pelo trinômio CRIME, POLÍTICA E POLÍCIA.
No domingo, dia 22 de outubro de 2006, Gustavo de Almeida publica uma
grande matéria, com os títulos:
? “BASTIDORES – PROMOÇÕES
AO POSTO MAIS ALTO DA CORPORAÇÃO EVIDENCIAM INFLUÊNCIAS
EXTERNAS – A POLÍTICA QUE INVADE A POLÍCIA”.
?“BASTIDORES – COMANDANTE DA PM MOSTRA
HABILIDADE PARA CONCILIAR OS CONFLITOS POLÍTICOS – A FARDA
QUE RESISTE ÀS PRESSÕES POLÍTICAS”.
O nosso Comandante Geral, pressionado, teria declarado que “Pedidos
(de políticos) são inúmeros. Mas é importante
acima de tudo ter compromisso com a nossa corporação”.
Além do jornalista Gustavo de Almeida, a jornalista
Vera Araújo, do jornal “O GLOBO”, recentemente também
publicou várias matérias sobre as promoções
políticas e o jornalista Leandro Mazzini, do “Jornal do
Brasil”, publicou matéria no dia 29 de setembro de 2006,
sob o título:
?ELEIÇÕES – GAROTINHO É
ACUSADO DE DEMITIR DO GOVERNO APADRINHADOS DE DESAFETOS POLÍTICOS
– EXONERAÇÕES NO JOGO ELEITORAL.
Leandro Mazzini noticiou a exoneração
do Tenente Coronel JOSIAS, então Comandante do 39º BPM,
pelo fato de ter desagradado ao candidato do Garotinho, Geraldo Pudim.
A candidata ao Governo do Estado do Rio de Janeiro Denise Frossard em
discursos e debates denunciou várias vezes a interferência
política na Polícia Militar.
Frossard será derrotada no próximo dia 29 de outubro de
2006, segundo todas as pesquisas, de forma esmagadora e Sérgio
Cabral será o novo Governador.
E quem será o novo Comandante Geral da Polícia Militar?
E quem indicará o novo Comandante Geral?
Fiéis aos nossos ideais podemos garantir ao povo fluminense que
o novo Comandante Geral será indicado pela Polícia Militar,
conforme será tratado no nosso próximo artigo.
Nunca mais um Comandante Geral da bicentenária, heróica
e honrada Polícia Militar será indicado por um político.
Desistam Wagner Montes, Marcelo Itagiba, Álvaro Lins, Coronel
Jairo, Domingos Brazão e correligionários.
PROJETO 200 ANOS ( 8 ) – CRIME, POLÍTICA E POLÍCIA
– A PARTICIPAÇÃO DA MÍDIA.
Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que
foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio
de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
No artigo anterior iniciamos uma abordagem mais detalhada a respeito
da dominação política que tem sido submetida a
nossa amada Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, um dos
fatores, sem dúvida o principal, que nos conduziu a insegurança
nossa de cada dia e lugar.
O Jornal “Extra”, filhote menos abastado do Jornal “O
Globo”, publicou a seguinte matéria no dia 15 de outubro
de 2006, na Coluna assinada pela jornalista “BERENICE SEARA”,
que tem como título “Extra, Extra!”.
A matéria em si, um pequeno artigo inserido na coluna, nos brinda
textualmente com o seguinte comentário:
“Renovação na PM”
?Na PM, de certo só que o comandante, Hudson de Aguiar, não
é candidato a permanecer no cargo. Pelo perfil, deve ir para
a Inspetoria Geral Unificada.
?Um grupo de majores já esteve com o Coronel Jairo, e deve procurar
outros deputados, para pedir que o novo comandante represente a renovação
– e que faça a reforma administrativa da PM.
Erros a parte, considerando que não existe a Inspetoria Geral
Unificada, existindo na verdade a Inspetoria Geral de Polícia,
da estrutura da Secretaria de Segurança e a Corregedoria Geral
Unificada, da estrutura da Secretaria de Direitos Humanos, o breve e
simplório artigo representa claramente a dominação
política exercida sobre a bicentenária PMERJ.
Uma breve análise revela um paradoxo ou uma dissimulação,
considerando que o atual Comandante Geral – Coronel Hudson de
Aguiar Miranda – tem feito todos os acordos políticos possíveis
para permanecer no cargo, ciceroneado principalmente pelo seu Chefe
de Gabinete – Coronel Vanderlei Pereira de ALMEIDA, isto sem falar
nas articulações políticas do ex-Comandante Geral
Coronel Reformado WILTON Soares Ribeiro – Subsecretário
Operacional da SSP/RJ.
Os acordos políticos são materializados principalmente
nas nomeações políticas dos Comandantes de Unidades
Operacionais, sempre atendendo indicações políticas,
para os fins já tratados no nosso artigo anterior.
A segunda parte do artigo trata de uma reunião de Majores com
o Deputado Estadual reeleito “Coronel JAIRO”, com o objetivo
de promover uma “renovação na PM”.
O leitor despercebido, desconhecedor dos assuntos da caserna, não
identificará a gravidade destas poucas linhas.
A hierarquia e a disciplinar militar são as bases das Instituições
Militares, como as Forças Armadas, a Polícia Militar e
o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Um simples arranhão nestas bases estruturais repercute por toda
instituição.
A escala hierárquica compreende, em nível ascendente,
os soldados, os cabos, os 3º sargentos, os 2º sargentos, os
1º sargentos, os subtenentes, os aspirantes à oficial, os
2º tenentes, os 1º tenentes, os capitães, os majores,
os tenentes coronéis e finalmente, os coronéis.
Noticiar que Majores estão tratando da “nomeação
do próximo Comandante Geral” – cargo privativo de
Coronel - interagindo com um Deputado Estadual, fere de morte a hierarquia
e a disciplina.
E os nossos Coronéis permanecem calados!
Escraviza a bicentenária e heróica Polícia Militar
à política, política feita por políticos
que a cada dia chafurdam mais e mais no mar de lama que se transformou
o Palácio Guanabara e a Assembléia Legislativa do Estado
do Rio de Janeiro.
E a colunista vai além, ainda na coluna do dia 15 de outubro
de 2006, tratando da sucessão na Secretaria de Segurança
Pública, no artigo “Secretário linha-dura”
e da sucessão na Polícia Civil, no artigo “Confiança
na Civil”.
Em artigo anterior, a jornalista BERENICE SEARA, trata do poder que
terá o Deputado Estadual WAGNER MONTES na Polícia Militar,
reforçando a dominação política da Instituição.
Os artigos citados nos enchem de vergonha e a nossa indignação
nos fornece mais energia para a luta que estamos empreendendo, portanto,
a seguir trataremos de um ponto específico que alimenta o trinômio
POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA.
O papel da mídia.
A jornalista BERENICE SEARA, assina diariamente no jornal “Extra”
a coluna “Extra, Extra!”, uma coluna que vive de fofocas,
ou seja, de pequenos artigos sem qualquer compromisso com a verdade,
que têm como finalidade única enaltecer ou denegrir pessoas
ou instituições, segundo interesses políticos.
O jornal “O Dia” até bem pouco tempo tinha uma coluna
estruturada da mesma forma e com os mesmos objetivos, coluna assinada
pela jornalista MÔNICA RAMOS.
No trinômio POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA, as duas jornalistas
prestam um inestimável serviço a um “Assessor Parlamentar”,
freqüentador assíduo do Quartel General da Polícia
Militar e do Gabinete do Comandante Geral, que atende por “LUIZINHO”.
Fisicamente simplório, passaria despercebido, o que para ele
seria ideal, considerando que vive de tráfico de influência,
caso não cometesse o erro de acreditar na impunidade eterna.
“LUIZINHO” se tornou tão freqüente no gabinete
do Comandante Geral que apesar de sua pouca estatura, passou a ser conhecido
de todos, bem como passou a ser de domínio público as
suas motivações.
Ele é o grande articulador político, o grande elo de ligação
entre a ALERJ e o Comando da Polícia Militar.
Tendo aos seus serviços alguns jornalistas, ele consegue matérias
para enaltecer ou destruir quem quer que seja, de acordo com os seus
interesses.
Ajudando um político, planta matérias contra os seus adversários.
Querendo nomear um Comandante, planta matérias contra o detentor
da função.
Uma “bola dentro” aqui, uma “bola fora” ali,
ele vai alcançando os seus objetivos.
Vivendo, inclusive muito bem, da troca de favores políticos,
“Luizinho” interage com o Comandante Geral para o atendimento
dos pedidos da política reinante.
Porta voz do Deputado Estadual “Coronel” JAIRO e do Deputado
DOMINGOS BRAZÃO junto ao Comando da Polícia Militar, foi
a espada que derrubou muitos Comandantes e nomeou aqueles que interessavam
politicamente, como por exemplo, a nomeação do Tenente
Coronel Miguel de Almeida CARLOU para o Comando do 36º Batalhão
de Polícia Militar, antes da eleição, para atender
a pedido do Deputado Estadual “Coronel” JAIRO, oriundo da
Zona Oeste e amigo pessoal de CARLOU, a quem já tinha nomeado
para comandar o 14º Batalhão de Polícia Militar.
Talvez no futuro próximo, Pádua, tenha tantas máquinas
caça-níqueis, tanto transporte alternativo clandestino,
quanto Bangu, Realengo, Senador Câmara, etc.
O atual Comandante Geral da Polícia Militar – Coronel HUDSON
de Aguiar Miranda – nunca poderá ser acusado de participar
de qualquer irregularidade com a finalidade de obter dinheiro de origem
criminosa, isto nunca, defenderemos a honra do nosso Comandante Geral
contra acusações vis de tal natureza, porém não
podemos ignorar que o nosso Comandante foi coptado e dominado pelo Assessor
Parlamentar, através da vaidade.
O aparecimento diário em jornais, a notoriedade decorrente, cegaram
o homem honrado e temente à Deus.
A nomeação de CARLOU é o maior exemplo.
O Tenente Coronel Miguel de Almeida CARLOU foi exonerado do 14º
BPM apenas no momento que se tornou impossível a sua permanência,
diante das mortes constantes nas disputas territoriais da criminalidade
na área de atuação sob sua responsabilidade e diante
do envolvimento quase que total dos seus Oficiais e Praças com
a criminalidade.
O novo comando dado ao CARLOU violentou a todos os verdadeiros Policiais
Militares.
Obviamente, quando CARLOU foi exonerado do 14º BPM, um novo aliado
do Deputado “Coronel” JAIRO foi nomeado em seu lugar, o
Tenente Coronel Romão Roberto de Melo VILLAÇA, para que
os acordos fossem mantidos.
VILLAÇA saía do Comando do 2º BPM – Botafogo
e seguia para a Zona Oeste, deixando em seu lugar outro amigo de JAIRO,
o Tenente Coronel Ricardo QUEMENTO Lobasso.
E o que fez VILLAÇA para reverter o quadro no 14º BPM, nada.
A única providência foi transferir alguns Oficiais e Praças
que seriam ligados à criminalidade, apenas uma cortina de fumaça.
E tudo ficou igual no comando do 14º BPM.
O Tenente Coronel VILLAÇA só saiu do 14º BPM quando
recebeu uma nova missão, fortalecer e expandir a rede de influência
dos amigos deputados.
Saiu do 14º BPM – Bangu e foi para o comando do 19º
BPM – Copacabana, para formar o cinturão da Zona Sul, isto
antes da eleição, juntando-se a QUEMENTO (2º BPM)
e ao Tenente Coronel Carlos Eduardo MILLAN Guimarães, Comandante
do 23º BPM.
E para fechar a Zona Sul, o Tenente Coronel LUIGGI Felipe Guimarães
Gatto, Subcomandante do QUEMENTO, assumiu o Comando do BPTur, substituindo
o Tenente Coronel Ronaldo Antônio de MENEZES, um estranho no ninho.
MENEZES foi parar na Baixada Fluminense, no Comando do 21º BPM.
Pronto, a Zona Sul é deles!
Cidadãos, talvez um dia a Polícia Federal faça
uma visita a Zona Sul, quando o efetivo da Polícia Militar sofrerá
sérias baixas.
Todavia, isto só deve ocorrer quando na Segurança Pública
Estadual não existir participação ou interferência
de Policiais Federais.
PROJETO 200 ANOS ( 7 ) POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA
- AS NOMEAÇÕES POLÍTICAS DOS COMANDANTES
O cidadão fluminense nestes dias caóticos, quando a insegurança
passou a ser companheira de todas as horas e de todos os lugares, precisa
conhecer uma das causas mais importantes para o total descontrole das
atividades criminosas no nosso Estado do Rio de Janeiro.
Sim, descontrole das atividades criminosas, sabedores que somos da impossibilidade
de se viver em uma sociedade sem crimes, sobretudo em um país
sem qualquer preocupação com educação, como
promover a cidadania do seu povo.
Em primeiro lugar precisamos definir o que é um Batalhão
da Polícia Militar e por que os políticos têm tanto
interesse em nomear o seu Comandante.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para cumprir a
sua missão constitucional – o policiamento ostensivo –
divide o território fluminense em áreas operacionais,
cada uma delas sob responsabilidade de um Batalhão.
Nos dias atuais o Estado está dividido em 40 (quarenta) áreas
operacionais, correspondendo a 39 (trinta e nove) Batalhões e
a área afeta ao RCECS - Regimento de Cavalaria – que realiza
o policiamento ostensivo em parte da Zona Oeste.
Divisão idêntica ocorre na Polícia Civil, quando
o Estado é divido em circunscrições relacionadas
a cada Delegacia Policial.
O interesse político em nomear é exercido também
nas Delegacias de Polícia, a motivação é
idêntica.
No nosso Estado, os responsáveis pela segurança pública,
criaram as Áreas Integradas de Segurança Pública,
fundindo áreas operacionais e circunscrições.
Em regra, um Batalhão de Polícia Militar é composto
por menos de 400 (quatrocentos) homens e mulheres, sendo que destes,
entre 15 (quinze) e 20 (vinte) são Oficiais, incluindo o Comandante.
Matematicamente, buscando um ideal de fidelidade, poderíamos
imaginar que um político – um deputado estadual, por exemplo
– indicando um Comandante de Batalhão e este por sua vez,
colocando apenas Policiais Militares de sua confiança no efetivo,
tal político poderia conseguir os 500 (quinhentos) votos dos
Policiais Militares e os votos dos dependentes dos Policiais Militares.
Portanto, no terreno do imaginário ideal, um Comandante indicado
significaria cerca de 2000 (dois mil) votos.
Obviamente, isto não ocorre, não existe tal fidelidade,
quanto mais no momento solitário da votação.
O que ocorre na realidade é que o político consegue um
número muito maior de votos e passaremos a explicar o processo.
O Comandante Geral, também escolhido politicamente, recebe a
indicação de um político ligado ao Governo do Estado
e cumpre a indicação, nomeando o “felizardo”.
O Coronel ou o Tenente Coronel indicado – amigo do político
ou cúmplice, como preferirem ao final do artigo – carrega
para o Batalhão todos os seus Oficiais e Praças de “confiança”.
Tal movimentação é facilmente comprovada nos dias
seguintes à nomeação, mesmo antes da posse, com
as movimentações publicadas no Boletim da PM.
O Comandante – homem de confiança do político –
monta um grupo de confiança para “dominar politicamente
a sua área operacional”.
Uma área operacional é composta por vários bairros,
isto no Município do Rio de Janeiro, no chamado Grande Rio e
no Município de Niterói, enquanto no interior do Estado,
uma área operacional é composta por alguns Municípios.
Eis os destinatários dos objetivos políticos, os cidadãos
que residem nestas áreas operacionais.
Alguns Batalhões possuem como clientes uma população
de centenas de milhares de cidadãos.
Uma rápida passagem nas zonas eleitorais inseridas nas áreas
operacionais nos levaria a concluir sobre a importância de dominar
“politicamente” a área de um Batalhão.
E como o político consegue dominar “politicamente”
uma área?
As ações desenvolvidas pelo Comando do Batalhão
para alcançar o pretendido domínio são realizadas
através da integração Batalhão x Comunidade,
ações “aparentemente limpas”, considerando
que ninguém condenaria a aproximação da Polícia
com o Cidadão, aliás, tônica do tão decantado
Policiamento Comunitário.
O Batalhão é transformado em um foco de atração
para a Comunidade.
Promove os mais variados eventos festivos internos:
- Melhores do mês, melhores do ano, aniversariantes do mês,
aniversário do Batalhão, aniversários de Comandos,
sempre com a presença do político, que distribui prêmios
e diplomas.
- Distribuição de medalhas, hoje, praticamente todas as
Unidades Operacionais possuem as suas medalhas próprias do Batalhão.
Isto sem falar, na farta distribuição das diversas medalhas
oferecidas pela Força Expedicionária Brasileira, compradas
pelos Comandantes por cerca de R$ 80,00 (oitenta reais), já incluindo
o diploma e distribuídas à vontade do Comandante ou do
Político “reinante”.
- Inaugurações de Destacamentos de Policiamento Ostensivo
e de Postos de Policiamento Comunitário, ambos normalmente em
comunidades carentes. Apesar da maioria não se tratar de inaugurações
e sim, reinaugurações, após algumas obras, via
de regra, pintura de paredes.
- Inaugurações de instalações novas nos
Batalhões ou inauguração de obras, como ocorreu
recentemente no batalhão de Polícia de Choque, Comandado
pelo Coronel ROMILTON de Souza Correa, sendo a Unidade Operacional que
tem o melhor Rancho da PM e as piores viaturas, o que deve deixar o
cidadão fluminense muito feliz.
- Alguns meses atrás, no Comando do Tenente Coronel Rocha Barros,
foi inaugurado no 5º BPM um banheiro.
- Realização dos mais variados cursos, tais como, o de
defesa pessoal que está ocorrendo no 14º BPM, que resultou
em uma entrevista na Rede Globo, dada pelo próprio Comandante
– Coronel Celso Lacerda NOGUEIRA – ex-Comandante do 19º
BPM. A área operacional do 14º BPM é o local onde
proliferaram a máfia dos caça-níqueis e do transporte
alternativo clandestino, gerando dezenas de mortes, isto no Comando
do Tenente Coronel Miguel de Almeida CARLOU – atual Comandante
do 36º BPM e depois, no Comando do Tenente Coronel Romão
Roberto de Mello VILLAÇA, atual Comandante do 19º BPM, Oficial
que Comanda Unidades Operacionais a mais tempo na PMERJ.
Leitores, guardem esta “dança nos Comandos”, isto
é fundamental para entender a dimensão do problema “nomeações
políticas” e também a motivação das
“exonerações políticas”, algumas já
tratadas no artigo anterior.
Em todos estes eventos comparecem representantes das comunidades da
área operacional; representantes de Organizações
Não Governamentais; Delegados; Juízes; Promotores; Secretário
de Segurança; Chefe da Polícia Civil, Comandantes, Chefes
e Diretores da PM; Chefe do Estado Maior Geral; Chefe do Gabinete do
Comandante Geral; a Mídia e logicamente, o político ou
os políticos interessados.
Os Batalhões se transformaram em “palanques políticos”.
As suas áreas operacionais se transformaram em “currais
eleitorais”.
Um palanque que rende milhares de votos!
Ganham todos os interessados, perde o povo fluminense.
E este é o mal menor.
O grande mal, o mal que contribui diretamente para a nossa insegurança
de todo dia e de todos os lugares, trata-se do nosso trinômio
POLÍTICA, POLÍCIA E CRIME.
Uma breve análise - a qual não precisa ser feita por nenhum
policiólogo eventual ou de carreira, nem mesmo, por um dos nossos
muitos Oficiais autores de livros sobre segurança pública
– revela que as principais atividades criminosas com “alguma
organização”, que se desenvolvem nas áreas
operacionais dos Batalhões são as seguintes, em ordem
meramente alfabética:
- Caça-níqueis.
- Jogo dos bichos.
- Milícias armadas.
- Roubo e furto de veículos.
- Roubo de cargas, incluindo combustíveis.
- Tráfico de drogas.
- Transporte Alternativo Clandestino.
A gravidade do assunto que passaremos a tratar trás consigo um
incômodo muito grande para cada um de nós que amamos a
Polícia Militar, que consideramos herói todo Policial
Militar e que ao longo da carreira nos mostramos incapazes – apesar
dos nossos esforços individuais – de lutar contra a dominação
do crime na Instituição.
A publicação do blog, o contido em cada artigo, nada mais
é do que o último recurso para que a luta não seja
perdida de todo.
O quadro atual de envolvimento institucional com o crime não
será revertido em curto, nem em médio prazo, precisaremos
de muitos anos.
Vamos tratar do assunto de forma compartimentada para facilitar o entendimento
e para permitir que o cidadão fluminense se indigne e reaja,
ordeiramente, contribuindo para o início da reversão do
quadro.
A internet será nossa ferramenta, a mídia nossa aliada
e a coragem a nossa motivação.
A relação de crimes contém atividades criminosas
que o cidadão fluminense conhece há décadas, como
o “aparentemente pacífico” jogo dos bichos; o violentíssimo
tráfico de drogas e os não menos violentos, roubos de
veículos e de cargas.
Entretanto, na relação foram inseridos crimes que são
bem mais recentes e que crescem vertiginosamente.
A denominada “máfia dos caça-níqueis”;
a denominada “máfia dos transportes alternativos”
e as “milícias armadas”.
As duas primeiras arrecadam milhões de reais e as “milícias
armadas” em breve alcançaram a mesma arrecadação.
Cada máquina “caça-níquel” rende semanalmente
milhares de reais e as máquinas são centenas de milhares
pelo nosso Estado.
O resto é matemática.
Cada van clandestina, cada kombi clandestina, rende semanalmente milhares
de reais e elas são dezenas de milhares circulando pelo nosso
Estado.
O resto é matemática.
As “milícias armadas” cobram uma taxa pequena de
segurança de cada casa – dez, quinze reais - e taxa maior
de cada comércio – cinqüenta, cem reais - de sua área
de atuação. O que já proporcionaria uma arrecadação
fabulosa, porém tal arrecadação é “engordada”
com a exploração dos serviços de venda de gás,
moto táxi e gatonet, dentre outros.
Mais uma vez, o resto é matemática.
O envolvimento de Policiais Militares, Policiais Civis, Bombeiros Militares,
Agentes Penitenciários, Policiais Federais e os “ex”
destas categorias profissionais, faz parte do nosso noticiário
diário, da violência nossa de todo dia e superlotam os
órgãos correcionais das Instituições de
apurações.
E como crescem estas atividades criminosas, com as nomeações
políticas de Comandantes de Batalhões.
Onde surgiram tais atividades criminosas, que crescem a cada hora e
se espalham com uma “virulência” inacreditável?
Na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Quem não lembra das reportagens sobre a “polícia
mineira” da Comunidade do Rio das Pedras, moradores que tinham
expulsado os traficantes?
A presença de autoridades e moradores da zona sul nos bailes
e nos restaurantes da localidade, onde a segurança permitia que
os carros ficassem abertos?
Quem não lembra das reportagens sobre a falta de transporte na
Zona Oeste, o descaso dos Empresários dos Transportes Coletivos
e a existência de “kombis” – carinhosamente
chamadas de “cabritinhos” - que atendiam a população
sofrida.
E as reportagens sobre os “bingos” e suas “maquininhas”
que nem mesmo os Excelentíssimos Desembargadores conseguem decidir
se são ou não jogos de azar.
Os políticos da região “meteram a mão”
nestas atividades criminosas, usaram a força legal do Estado,
através dos “seus” Comandantes e usaram as forças
“ilegais” formadas pelos profissionais de segurança
já citados.
Muito dinheiro, muitas mortes e ainda, muitos votos.
A situação só será solucionada quando o
Comandante Geral for escolhido pela Instituição e todos
os Comandantes, Chefes e Diretores forem escolhidos pelo Comando da
Corporação.
O nosso objetivo é começar a reverter o quadro e não
fazer uma “caça às bruxas”, denegrindo a todos
de forma irresponsável, portanto vamos centrar na interferência
política nos Comandos da Zona Oeste.
A dominação política das instituições
da área da segurança pública não é
exclusiva dos Deputados Estaduais BRAZÃO e CORONEL JAIRO, devemos
destacar que PICCIANI, NOEL DE CARVALHO, PAULO MELLO e outros também
tem o seu quinhão, o seu pedaço no loteamento.
Porém, voltemos aos nossos atores principais, os reeleitos Deputados
Estaduais DOMINGOS BRAZÃO e CORONEL JAIRO, ambos já investigados
pela Polícia Federal, como o noticiado pelo jornal “O Globo”,
no dia 1 de outubro do corrente ano.
BRAZÃO e JAIRO indicaram ao longo do tempo, vários Comandantes
de Batalhão, fortalecendo as suas bases políticas e permitindo
a proliferação das atividades criminosas.
Hoje, além de toda Zona Oeste, eles estão em franco processo
de expansão, sendo os responsáveis pelas nomeações
dos Comandantes do 2º BPM (Botafogo), 19º BPM (Copacabana),
23º BPM (Leblon), BPTur (Pontos Turísticos), formando um
cinturão na Zona Sul que se interliga com a Zona Oeste pela orla
marítima; com os Comandos do 18º BPM (Jacarepaguá)
e 31º BPM (Barra e Recreio) até a base inicial na Zona Oeste,
com os Comandos do RCECS (Campo Grande), 14º BPM (Bangu) e 27º
BPM (Santa Cruz).
A expansão continua pelo Centro, onde sabidamente os Comandos
do 1º BPM (Estácio), 13º BPM (Praça Tiradentes)
e o BPTran (Centro) também pertencem ao grupo.
Aliás, todo o Policiamento de Trânsito está com
o grupo, pois além do BPTran, os Comandos do BPVE (Vias Especiais
– Av. Brasil e Linha Amarela) e do BPRv (Rodovias e Linha Vermelha),
foram indicados pelos políticos.
Em conseqüência, os leitores podem concluir que os transportes
alternativos clandestinos ligados a BRAZÃO e JAIRO podem circular
livremente, com adesivos identificadores e diferenciadores, pela Linha
Amarela, Linha Vermelha, Av. Brasil e Centro da Cidade, sem serem incomodados
pelo Policiamento de Trânsito.
Imaginem, caros leitores, a quantidade de votos obtida apenas dos eleitores
que vivem do transporte alternativo clandestino.
Os leitores devem ainda lembrar que o Comandante Geral, também
escolhido politicamente, recentemente determinou a diminuição
dos efetivos destinados ao Policiamento de Trânsito nos Batalhões
e especificamente, no Centro, proibiu, só quem faz policiamento
de trânsito é o BPTran.
Os braços mais distantes do grupo são o 7º BPM (São
Gonçalo) e o 36º BPM (Santo Antônio de Pádua).
O esquema é muito grande e muito bem montado.
O esquema é tão forte que os Comandantes formaram uma
grande irmandade, convivem fora do ambiente de trabalho, viajam juntos
com os familiares, tudo mais facilitado ainda por muitos serem contemporâneos
no Curso de Formação de Oficiais e até mesmo da
mesma turma.
Quem são estes Comandantes?
Isto fica para um próximo artigo.
PROJETO 200 ANOS ( 6 ) - POLÍTICA, POLÍCIA E CRIME
- NOMEAÇÕES E EXONERAÇÕES POLÍTICAS.
No dia 30 de setembro de 2006, dia anterior ao pleito eleitoral, o jornal
“O Globo” estampou na primeira página a manchete:
“Políticos processados se candidatam – Os candidatos
do Rio que são investigados por algum crime”.
Ilustravam a matéria fotos de dezenas de candidatos, dentre eles,
o candidato a deputado estadual DOMINGOS BRAZÃO e o candidato
a deputado estadual CORONEL JAIRO, ambos do PMDB, os dois constando
como investigados pela Polícia Federal.
Lembramos que o PMDB é o mesmo partido do casal ROSINHA –
GAROTINHO e do candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, senador
SÉRGIO CABRAL.
Os candidatos a reeleição DOMINGOS BRAZÃO e CORONEL
JAIRO foram reeleitos, com dezenas de milhares de votos.
Os dois reeleitos são alguns dos atores principais do trinômio
POLÍTICA, POLÍCIA e CRIME, guardem estes nomes.
Em prosseguimento aos temas propostos passaremos a uma nova fase dos
nossos esclarecimentos à Sociedade Fluminense, certos de que
já fornecemos subsídios suficientes para que os nossos
leitores compreendam a importância das promoções
políticas na nossa amada Polícia Militar, principalmente
as promoções aos dois últimos postos da escala
hierárquica – Coronel e Tenente Coronel.
A quase totalidade das Organizações Policiais Militares
é comandada por Coronéis ou por Tenentes Coronéis,
nunca esquecendo que para ser Comandante Geral da Polícia Militar
o único requisito obrigatório é ser Coronel PM
da ativa.
A nova fase será centrada nos acordos políticos para a
nomeação de Comandantes de Unidades Operacionais e do
próprio Comandante Geral.
A competência para nomeação e exoneração
dos Comandantes, Chefes e Diretores é do Comandante Geral da
Polícia Militar, Coronel HUDSON de Aguiar Miranda, enquanto a
competência para nomear e exonerar o Comandante Geral é
do Governador do Estado.
Antes de explicarmos como funcionam os acordos políticos para
nomear Comandantes e a importância dos acordos para a instalação
e a manutenção do trinômio POLÍTICA, POLÍCIA
e CRIME, iremos no sentido oposto, trataremos de exonerações
recentes para que possamos dar início ao tema com fatos que possam
ser comprovados de imediato por todos.
O Comandante do 39º BPM (Belford Roxo) – Tenente Coronel
JOSIAS Antonio de Souza - foi exonerado no mês de setembro pelo
Comandante Geral, sendo substituído pelo Subcomandante do 3º
BPM – Tenente Coronel Hugo FREIRE de Vasconcellos Filho, um dos
Oficiais promovidos pela Governadora BENEDITA por bravura moral!
Qual foi o motivo da exoneração?
Um desempenho insuficiente no exercício do comando?
A ocorrência de um fato grave na área do 39º BPM,
com grande repercussão na mídia?
Não!
O Tenente Coronel JOSIAS foi nomeado para comandar o 39º BPM, indicado
politicamente pelo “grande xerife” da Baixada Fluminense
– Coronel PM Reformado Francisco D’AMBRÓSIO”
– uma lenda viva de poder político na região e atualmente
exercendo a função de Secretário Municipal de Segurança
do Município de Belford Roxo, além da gestão das
suas inúmeras seguranças na região.
Em plena campanha eleitoral, o candidato a deputado federal PUDIM, realiza
um comício no Município de Belford Roxo e não recebe
o apoio do Prefeito, desandando o comício do “Deputado
do GAROTINHO”.
Em conseqüência, pelo fútil motivo da vingança,
resolve GAROTINHO enfraquecer D’AMBRÓSIO e o Prefeito,
determinando a exoneração do Comandante e do Delegado
de Belford Roxo, ordens cumpridas de imediato pelo Comandante Geral
e pelo Chefe da Polícia Civil.
A escolha do Tenente Coronel FREIRE será tratada em nova postagem.
Fato semelhante aconteceu no Município de Santo Antônio
de Pádua, envolvendo o Comandante do 36º BPM – Tenente
Coronel GELESI Ribeiro da Silva - e o Delegado do Município.
No início do segundo semestre, uma guarnição do
36º BPM prende em flagrante um cidadão por porte ilegal
de arma, conduzindo o mesmo até a Delegacia para que fosse feito
o Auto de Prisão em Flagrante (Crime Inafiançável).
Na Delegacia Policial inicia-se uma negociação, o preso
era parente do Prefeito de Santo Antônio de Pádua.
Ouvido o Delegado sobre a possibilidade da liberação do
preso, este responde que não podia fazê-lo, a não
ser que a guarnição do 39º BPM retirasse a ocorrência
apresentada.
Ouvido o Comandante do 39º BPM a respeito do fato, a resposta foi
incisiva, a ocorrência permanece na Delegacia Policial, a decisão
é do Delegado.
E quem conhece o Tenente Coronel GELESI sabe que ele nunca aceitaria
tal negociação.
Resultado, ambos exonerados!
E quem conhece o Tenente Coronel GELESI sabe que ele nunca aceitaria
calado tal exoneração, sobretudo com uma motivação
criminosa.
Inacreditavelmente, GELESI ficou calado.
E qual seria o motivo?
O fato é que dias depois da exoneração ele foi
chamado ao Quartel General para uma conversa com o Chefe do Estado Maior
e o Comandante Geral.
E, surpreendentemente, no dia 21 de agosto de 2006, mesmo sendo o 14º
colocado no Quadro de Acesso por Merecimento para concorrer as 4 vagas
para Coronel, ele é um dos quatro promovidos.
O dito popular ensina que “o silêncio vale ouro”,
neste caso, “o silêncio valeu mais uma gemada”.
Interessante que GELESI foi promovido por merecimento mesmo após
ter sido exonerado e não tendo recebido qualquer outra função,
ou seja, foi promovido quando estava na “geladeira”, como
é chamada a Diretoria Geral de Pessoal.
O novo Comandante nomeado para o lugar do Tenente Coronel GELESI foi
o Tenente Coronel Miguel de Almeida CARLOU, amigo pessoal dos deputados
estaduais CORONEL JAIRO e DOMINGOS BRAZÃO.
O mesmo CARLOU que tinha sido exonerado do Comando do 14º BPM diante
da proliferação dos crimes ligados à máfia
dos caça-níqueis e a máfia dos transportes alternativos
clandestinos, diante das incontáveis denúncias de envolvimento
do Comandante, Oficiais e Praças do 14º BPM, muitos destes
últimos presos no Batalhão Especial Prisional da Polícia
Militar – o BEP.
A nomeação do CARLOU é o nosso ponto de partida
para o próximo artigo, quando começaremos a esclarecer
como o crescimento dos crimes relativos ao tráfico de drogas,
jogo dos bichos, caça-níqueis, transporte alternativo
clandestino e milícias armadas está diretamente ligado
à nomeação de Comandantes de Unidades Operacionais
indicados por políticos.
Os deputados – atores principais – CORONEL JAIRO e DOMINGOS
BRAZÃO nos conduzirão nesta triste caminhada, da zona
oeste para a zona sul do Município do Rio de Janeiro, para Niterói
e para Santo Antônio de Pádua.
A propósito, o Tenente Coronel JOSIAS também ficou calado,
será que o seu silêncio também valerá uma
“gemada”, no dia 25 de dezembro de 2006.
PROJETO 200 ANOS ( 5 ) – POLÍTICA, POLÍCIA
E PROMOÇÕES – MAIS APADRINHADOS E MAIS FRAUDES.
Avançando na nossa luta por uma Polícia Militar digna
e competente, servindo e protegendo o cidadão, voltamos a tratar
do apadrinhamento político na promoção pelo critério
do merecimento dos Oficiais Superiores (Major, Tenente Coronel e Coronel).
A manobra que permitiu a promoção do Tenente Coronel ALEXANDRE
Carvalho Costa, amigo pessoal, quase parente, do casal GAROTINHO, já
foi devidamente esclarecida no artigo anterior. Entretanto, o “pseudo”
Coronel não foi o único “apadrinhado político”
promovido no dia 21 de abril de 2006, como também não
foi o primeiro “apadrinhado político” promovido pelo
casal GAROTINHO e nem será o último, no dia 25 de dezembro
de 2006, outros apadrinhados serão promovidos.
No dia 21 de agosto de 2006, o Tenente Coronel Adilson Theodoro SOARES
também foi promovido a Coronel. Oficial da Turma de Aspirantes
– concludentes do Curso de Formação de Oficiais
– do ano de 1981. O “escolhido politicamente ultrapassou
Aspirantes dos anos de 1974, 1975, 1976, 1977 e 1978, dezenas de Tenentes
Coronéis, inclusive vários Comandantes de Unidades Operacionais
da Polícia Militar.
Comandantes que diuturnamente enfrentam a criminalidade violenta que
assola o nosso Estado do Rio de Janeiro.
E qual a função do “apadrinhado” SOARES?
Uma função de gabinete. Ele serve há anos no Palácio
Guanabara, ganhando uma gratificação excelente, tendo
celular, motorista e viatura à disposição, não
entrando em uma viatura operacional da Polícia Militar, nem mesmo
como “solicitante”, como brincam os Oficiais quando tratam
dos “apadrinhados políticos”.
O poderoso ALEXANDRE goza dos mesmos benefícios.
Quais serão as qualidades profissionais e pessoais que levaram
a Governadora ROSINHA escolhê-los em detrimento de tantos Comandantes,
muito mais antigos?
Com a palavra Vossa Excelência.
O casal GAROTINHO também exerceu a sua influência nas promoções
dos Majores ao posto de Tenente Coronel, no dia 21 de agosto de 2006.
Um outro amigo do casal GAROTINHO foi beneficiado.
O Major NÉLIO Monteiro Campos – segurança pessoal
de Vossa Excelência – foi o beneficiado, mais um palaciano.
No caso do NÉLIO, a manobra foi a criação de uma
vaga extra (além das previstas) através da agregação
de um Coronel da PM, o que gerou mais uma vaga para Coronel e por conseqüência
mais uma vaga para Tenente Coronel.
A agregação foi oportuna politicamente, porém dentro
da legalidade, o que deve ser destacado, considerando que GAROTINHO
e BENEDITA já tinham promovido “apadrinhados” com
“agregações fantasmas”, isto nos anos de 2001
e 2002.
Tais promoções serão assunto para o próximo
artigo.
O “apadrinhado” NÉLIO foi promovido em uma vaga decorrente
da agregação do Coronel HÉLIO LUIZ Azevedo Neves,
que está à disposição da Prefeitura de Niterói
há anos, sendo oportunamente agregado no último dia possível
para gerar vaga para a promoção de 21 de agosto de 2006,
tendo a agregação sido publicada no Boletim Reservado
da PM do dia 18 de agosto de 2006.
Tal agregação foi legal, oportuna e imoral.
Sem esta vaga o “apadrinhado” NÉLIO não tinha
como ser promovido.
Conta a lenda que esta vaga beneficiou também o primeiro colocado
no Quadro de Acesso por Merecimento – QAM - para as promoções
à Coronel, o Tenente Coronel Mauro Gonçalves TEIXEIRA,
Comandante do 3º BPM.
Dizem que as três vagas existentes para Coronel seriam destinadas
apenas aos “apadrinhados” políticos da Governadora
ROSINHA, o ALEXANDRE, o SOARES e o Tenente Coronel GELESI Ribeiro Vieira,
que estava na Diretoria Geral de Pessoal, não exercendo função,
quando foi promovido.
A lenda conta que só graças a armação para
promover o NÉLIO, teria sobrado uma vaga para a Polícia
Militar e foi promovido o primeiro colocado do QAM.
A que ponto chegou a interferência política nas promoções
da Polícia Militar!
Recuperar a nossa amada Polícia Militar, obrigatoriamente –
precisa passar pela ruptura com os políticos.
A promoção do Tenente Coronel GELESI será tratada
quando entrarmos diretamente na escolha política dos Comandantes
de Unidades Operacionais, no tema POLÍTICA, POLÍCIA E
CRIME.
O primeiro “apadrinhado” político promovido foi o
Tenente Coronel Mauro MOREIRA, atual Coordenador Militar do Gabinete
Civil do Governado do Estado do Rio de Janeiro.
Ele foi promovido em 21 de agosto de 2003, quando a Polícia Militar
o colocou no 4º lugar no QAM e ele foi promovido na única
vaga existente para Coronel, ultrapassando dezenas de Tenentes Coronéis
mais antigos.
MOREIRA e ALEXANDRE nunca Comandaram qualquer Unidade Operacional da
PMERJ.
E qual o motivo da promoção do “apadrinhado”
MOREIRA?
Simples, MOREIRA há anos exerce a função de servidor
pessoal do casal GAROTINHO, sendo mais conhecido como “cabo eleitoral”.
A gratificação recebida pelo “apadrinhado”
MOREIRA é maior que a recebida pelo Comandante Geral da PM, o
Coronel HUDSON de Aguiar Miranda.
Inclusive, Vossa Excelência é pródiga em promover
aqueles que a servem.
O ginecologista pessoal de Vossa Excelência, o Tenente Coronel
Médico ALBERTO, obstetra, teve uma carreira meteórica
no Quadro de Saúde e quem sabe seja promovido no dia 25 de dezembro
de 2006, ao último posto.
A Governadora ROSINHA promoveu outros “apadrinhados” ao
posto de Coronel.
No dia 21 de abril de 2005 promoveu o Tenente Coronel CÉSAR Rubens
Monteiro de Carvalho, que servia e serve na Secretaria Estadual de Administração
Penitenciária.
CÉSAR era o 19º colocado no QAM e foi promovido quando só
existiam nove vagas!
No dia 25 de dezembro de 2005, Vossa Excelência começou
a perder os limites e promoveu o Tenente Coronel LEONARDO Passos Moreira,
o Tenente Coronel Jorge Ferreira FOGAÇA e o Tenente Coronel Gilmar
Martins PACHECO.
Os três nunca Comandaram uma Unidade Operacional da Polícia
Militar, aliás, nem mesmo chegaram a ser Subcomandantes.
Mais uma vez, Vossa Excelência preteriu inúmeros Comandantes
de Unidades Operacionais.
O Tenente Coronel PACHECO serviu anos fora da PM, na área da
saúde e hoje é Subdiretor Administrativo do Hospital Central
da Polícia Militar, talvez para aproveitar o conhecimento adquirido
fora da PM.
O Tenente Coronel FOGAÇA, outro useiro e vezeiro em servir fora
da Polícia Militar, ex-palaciano e com uma vida dedicada ao DETRAN,
onde exerce a função de Corregedor.
O Tenente Coronel LEONARDO praticamente nunca usou a farda da Polícia
Militar nos seus trinta anos de serviço, servindo sempre fora
da Polícia Militar.
Filho de Coronel da PMERJ, Coronel LEONAN, sempre foi beneficiado nas
promoções e fez fortuna só com as gratificações
recebidas, aliás, os três sempre receberam excelentes gratificações.
A lenda conta que o Tenente Coronel LEONARDO se refere à farda
da Polícia Militar como “camisa de força”.
Conta a lenda que a Governadora ROSINHA GAROTINHO obrigou ao nosso Comandante
Geral a colocar os três - LEONARDO, FOGAÇA e PACHECO -
dentro do número de vagas disponíveis, depois do escândalo
que foi a promoção do 19º colocado, na data anterior
- O Tenente Coronel CESAR.
Ordens dadas, ordens cumpridas, todos os "apadrinhados" promovidos!
O “apadrinhado” político normalmente recebe o “kit
básico do apadrinhado” composto de viatura, motorista,
segurança, celular e gratificações!
E pior, são promovidos na frente dos outros, temos ou não
que expurgar a política da nossa Instituição?
Não poderíamos encerrar o presente artigo sem anunciar,
com mais de dois meses de antecedência, os próximos “apadrinhados”
políticos que serão promovidos ao posto de Coronel, pela
Excelentíssima Governadora ROSINHA GAROTINHO.
Dentre os Tenentes Coronéis a serem promovidos estarão
o Tenente Coronel MURILO Martins Magalhães e o Tenente Coronel
Francisco Costa MATIAS de Carvalho.
“Apadrinhados” políticos de carteirinha, ambos há
anos fora da Polícia Militar, nunca comandaram uma Unidade Operacional
e recebendo o gratificante “kit básico” e apenas
esperando a próxima data de promoção 25 de dezembro
de 2006.
As novas insígnias já foram compradas!
MURILO é o “palaciano” típico.
Abre e fecha portas de forma magnífica.
MATIAS seguiu a mesma carreira do LEONARDO, estando há anos no
Tribunal de Justiça, praticamente nunca usou a nossa farda.
O povo fluminense precisa conhecer as indignidades que são praticadas
pelos políticas na heróica Polícia Militar.
A interferência política é tão grande nas
promoções que até mesmo os Oficiais dignos e competentes
precisam de uma "mãozinha", caso contrário só
os "apadrinhados", por pior que sejam, são promovidos.
O desrespeito dos políticos com uma Instituição
bicentenária.
A promoção por merecimento deve resultar na promoção
daqueles que a Polícia Militar considera melhor preparados para
o posto superior e não os escolhidos por critérios políticos.
A vergonha da Instituição é tão grande que
nem mesmo a tradicional cerimônia de cumprimento aos novos promovidos
tem sido realizada pelo Comandante Geral no Quartel General da PM.
O Jornal do Brasil, na sua primeira edição do dia 25 de
setembro de 2006, noticiou o cancelamento da cerimônia, na Coluna
24 horas, em artigo do Gustavo de Almeida.
A cerimônia perdeu a finalidade.
Quem cumprimentaria ALEXANDRE e SOARES?
Quem cumprimentará MURILO e MATIAS?
PROJETO 200 ANOS ( 4 ) – POLÍTICA, POLÍCIA
E FRAUDES – O PODEROSO ALEXANDRE
Em 1975 ocorreu a malfadada fusão dos antigos Estados da Guanabara
e do Rio de Janeiro, criando o novo Estado do Rio de Janeiro e como
já tratamos, a fusão das duas Polícias Militares
trouxe graves problemas para a nova instituição que se
formava, sendo um dos maiores as futuras promoções de
Oficiais, considerando que a falta de vagas passou a ser regra.
Os Oficiais mais antigos contam que as turmas de Oficiais formadas na
Escola de Formação de Oficiais, atual Academia de Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro, no final da década de 70
sofreram para serem promovidos aos primeiros postos (2º Tenente,
1º Tenente e Capitão).
Estes Oficiais só foram promovidos à Capitão, no
final da década de 80, através da denominada “Lei
dos 10 anos”, que permite ao Oficial ser promovido à Capitão,
mesmo não existindo vagas, ficando na condição
de excedente, após alcançar dez anos de sua declaração
de Aspirante.
Os Oficiais destas turmas do final da década de 70, hoje são
Tenentes Coronéis e Coronéis.
Na década de 90, a situação se reverteu e os Oficiais
formados naquela época passarão a ter vagas para promoção,
tendo carreiras mais rápidas, inclusive com reduções
de interstício para aproveitar as vagas existentes. Temos turmas
que apenas seis anos após ter ingressado na Polícia Militar
já eram Capitães da Polícia Militar, graças
a duas reduções de interstício.
Ao leigo em temas militares, informamos que interstício é
o tempo mínimo que o Oficial precisa permanecer no posto que
ocupa para ser promovido ao posto seguinte. Cumprido o interstício
o Oficial ingressa no Quadro de Acesso por Antiguidade (QAA).
Ainda esclarecendo ao leitor leigo informamos que a carreira dos Oficiais
passa por seis postos.
Ao concluir o Curso de Formação de Oficiais, o futuro
Oficial é declarado Aspirante à Oficial, sendo promovido
após seis meses, ao primeiro posto da Corporação,
2º Tenente, desde que exista vaga disponível. A existência
da vaga é imprescindível para que possa acontecer a promoção
– a única exceção é a Lei dos 10 anos.
Os próximos postos são 1º Tenente e Capitão,
sendo que nestes três postos o único critério para
promoção é a Antiguidade (tempo de serviço).
Aos dois postos seguintes, Major e Tenente Coronel, os Oficiais concorrem
pelo critério de Antiguidade e pelo critério de Merecimento,
quando ocorre uma avaliação qualitativa dos Oficiais,
avaliação que os escalona no Quadro de Acesso por Merecimento
(QAM), que difere do escalonamento do QAA.
No caso da promoção ao último posto – Coronel
PM – o critério da Antiguidade não existe mais e
os Tenentes Coronéis só podem ser promovidos à
Coronel pelo critério do Merecimento.
Para ser promovido a Coronel, o Oficial precisa permanecer no mínimo
três anos (interstício) como Tenente Coronel, dentre outros
requisitos, fundamental para que possamos entender como foi armada a
promoção do “pseudo” Coronel ALEXANDRE, um
dos protagonistas principais dos nossos artigos.
Após a fusão a Polícia Militar do estado do Rio
de Janeiro passou a ter basicamente três Quadros de Oficiais da
PM (QOPM).
- O Q-I (Permanente), composto pelos Oficiais que se formaram a partir
de 1975.
- O Q-II, composto por Oficiais da extinta Guanabara.
- O Q-III, composto por Oficiais do extinto Rio de Janeiro.
Nos anos seguintes várias Leis especiais regularam
as promoções permitindo que as promoções
fossem se regularizando – não trataremos destas Leis para
não criar confusão, vamos apenas aos pontos principais.
No começo os Oficiais do Q-I só podiam
ser promovidos através de vagas decorrentes dos outros dois quadros
– em extinção, o que impedia que Oficiais do Q-I,
por exemplo, do ano de 1975 – primeira turma da fusão,
ultrapassassem os Oficiais do Q-II e Q-III, nas promoções
por merecimento.
A referida ultrapassagem é conhecida por “cangalha”.
Um Oficial só passa outro de turma de um ano anterior através
do critério de Merecimento – quando ocorre uma avaliação
qualitativa - no critério de Antiguidade segue-se a ordem de
saída do Curso de Formação de Oficiais, como já
tratamos.
As “cangalhas” se limitavam a ultrapassagens de uma ou duas
turmas, sendo raro que um Oficial ultrapassasse várias turmas,
o que só ocorria raramente, em armações para beneficiar
“apadrinhados”.
A avaliação qualitativa para promoções por
Merecimento possui três componentes básicos (notas) que
são somadas e divididas por três, gerando uma média
aritmética que posiciona o Oficial integrante do QAM, independente
da turma. Portanto, um Oficial de uma turma posterior pode ficar na
frente de Oficiais de turmas anteriores.
Uma nota é a nota da Comissão de Promoções
de Oficiais (nota máxima – 6,0); a outra a média
dos conceitos do Oficial no posto atual (emitidos a cada semestre) atribuídas
pelo Comando de sua unidade (nota máxima – 6,0) e a última,
os pontos circunstanciais (sem nota máxima, porque trata-se da
soma de pontos obtidos pelo tempo de serviço, elogios operacionais,
médias finais em cursos, algumas medalhas, por ser instrutor,
etc – sendo que punições disciplinares diminuem
a nota).
Em 2001, no Governo GAROTINHO, surgiu a Lei que permitiu a ocorrência
de “cangalhas” de várias turmas, a Lei Estadual nº
3.667, de 05 de outubro de 2001.
A Lei determina que todos os Oficiais sejam reunidos em um único
Quadro, no qual ingressam após cumprir o interstício,
ou seja, o Q-I, o Q-II e o Q-III foram fundidos para elaboração
do QAM.
A Lei também determina que o Oficial que completa o interstício
em uma das 3 datas previstas para promoção por merecimento,
ingresse no QAM.
As promoções ocorrem anualmente, existindo vagas, nos
dias 21 de abril, 21 de agosto e 24 de dezembro.
O “pseudo” Coronel ALEXANDRE – ninguém o considera
Coronel – cumpriu o interstício exatamente no dia 21 de
agosto de 2006, pois tinha sido promovido a Tenente Coronel pelo Garotinho,
no dia 21 de agosto de 2003, já beneficiado por tal legislação.
Portanto, legalmente o “pseudo” Coronel podia estar no QAM
no dia 21 de abril de 2006, concorrendo as promoções por
merecimento.
E, novamente, seria beneficiado pelo Casal Garotinho, agora pela Governadora
ROSINHA e bastava chegar o dia 21 de agosto de 2006 para que fosse promovido.
Porém, a Lei nº 3.667 só tem validade
enquanto existirem na ativa Oficiais oriundos do Q-II (GB) e do Q-III
(RJ) – dado fundamental para entender a “fraude montada”.
No ano de 2002, surge nova legislação
para promoção, a denominada “Lei dos 32 anos”
que permite ao Tenente Coronel que tenha 32 anos ou mais de serviço,
desde que integrante do QAM, requerer a sua promoção ao
Posto de Coronel, sendo promovido e passando para a inatividade de imediato.
Tal Lei fez com que Tenentes Coronéis do Q-I, Q-II e Q-III –
que não tinham perspectiva de ser promovido a Coronel –
requererem-se a promoção, esvaziando o Q-II e o Q-III
- os quadros em extinção.
Tal situação acabou criando um risco de acabar com os
efeitos perversos da Lei nº 3.667, porque inexistindo Oficiais
do Q-II e Q-III, voltava a situação anterior.
E qual era tal situação anterior?
Só ingressavam nos Quadros de Acesso 1/3 do número de
Tenentes Coronéis previstos para o quadro – no caso atual
– 1/3 de 149, resultado em um QAM composto apenas pelos Tenentes
Coronéis mais antigos, os que tem mais tempo de promoção
à Tenente Coronel, impedindo que um Oficial que apenas completou
o interstício integrasse o Quadro.
Nestas condições, o Tenente Coronel ALEXANDRE estaria
fora do QAM e demoraria alguns anos para integrar o QAM para promoção
a Coronel e o casal ROSINHA – GAROTINHO já estaria banido
da política, o que todos esperamos para breve (2007).
Adeus promoção.
O Q-II só possuía um Oficial, o Tenente Coronel Lourenço
Martins Pacheco (Aspirante de 1974), porém ele requereu a “Lei
dos 32 anos” e foi promovido, extinguindo o Q-II (GB).
O Q-III só possuía um Oficial, o Tenente Coronel Miguel
Mendonça Pinheiro (Aspirante de 1971) e ele declarou que iria
requerer a mesma “Lei dos 32 anos” este ano para candidatar-se
a Vice Governador pelo Partido PSDC, o que aconteceu.
Assim, extinguir-se-ia o Q-III(RJ) e acabavam as chances do “pseudo”
Coronel.
Aí começa a grande armação.
Existia um Oficial do Q-III (RJ) que tinha solicitado
transferência para a inatividade no ano de 2002, o Tenente Coronel
Xavier - atual Comandante do 32º BPM - porém a sua inatividade
não era assinada pela Governadora, hoje sabemos que propositalmente,
ele era o “às na manga”.
No momento que o Tenente Coronel Mendonça decidiu que iria requerer
a “Lei dos 32 anos” e deu ciência a todos, entra em
cena o Dr. Marcelo Itagiba – então Secretário de
Segurança da Rosinha e atual candidato eleito à Deputado
Federal.
O que fez o “Dr. Itagiba”, a mando do casal, o que infelizmente
não se conseguirá provar, entrou em ação
e obrigou ao Comandante Geral, Cel Hudson a reverter o processo de inatividade
e voltar com o Tenente Coronel Xavier para a ativa, antes que o Tenente
Coronel Mendonça requeresse os 32 anos.
Isto era impossível, tanto que apesar do Tenente Coronel Xavier
ser da mesma turma do Cmt Geral, do Chefe do EMG – Coronel Claudecir,
do Cmt do Cmdo UOPE – Coronel Camilo, do Cmt do CPTRAN –
Coronel Almir, do Cmt do 1º CPI – Coronel Marques, do Cmt
do 2º CPI – Coronel Furtado e outros “treme-terras”,
não tinha sido permitido por eles o Xavier voltar nem mesmo para
requerer a “Lei dos 32 anos”, quando seria promovido a Coronel
e passaria para a inatividade, pois quando solicitou a inatividade ele
ficaria na reserva como Tenente Coronel.
O que fizeram então?
O casal queria promover o Tenente Coronel ALEXANDRE
e isto seria impossível, pois existia modo de criar uma nova
lei, sem caracterizar mais ainda o modo fraudulento.
Surgiu uma solução intra-muros, o processo
de inatividade sumiu, dizem uns, arrumaram um “vício”
(erro processual), dizem outros, sendo certo que o Tenente Coronel Xavier
volta a ativa - “Fênix” - anos depois de recorrer
a inatividade, causando surpresa a todos, embora o motivo da fraude
fosse claro.
Quando o Tenente Coronel Mendonça requereu a “Lei dos 32
Anos”, o Tenente Coronel Xavier já estava na ativa e o
Tenente Coronel ALEXANDRE garantido.
O Tenente Coronel Xavier não goza de um “bom conceito”
entre os Oficiais, para não entrarmos em detalhes sórdidos
e surge para O Comandante Geral um grande problema, o Tenente Coronel
Xavier exigiu uma recompensa, um Comando de Batalhão, para participar
da armação, caso contrário não teria qualquer
“vantagem”.
Mas como nomear um Oficial “mal conceituado” como Comandante?
Ordens são ordens!
E o digno Cel Hudson teve que violentar-se e arrumar um Comando.
O Tenente Coronel Xavier assumiu o Comando do 32º BPM, no interior
do Estado, para ficar quieto e escondido.
Infelizmente, não conseguiu ficar nem quieto e nem escondido,
as “vantagens” que o Tenente Coronel Xavier tem conseguido
no Comando do 32º BPM são tão flagrantes que ele
já caminha rapidamente para a desgraça.
O Tenente Coronel Xavier montou inclusive um Comitê Eleitoral
para o Dr. Itagiba no município e deve ter “contribuído”
para a sua eleição.
Farsa montada, assim, o Tenente Coronel ALEXANDRE foi promovido a Coronel
por vontade do casal GAROTINHO, por ação do ação
de bastidores do Dr. Itagiba, com a conivência do Comando da Corporação
e com a cumplicidade do Tenente Coronel Xavier, para indignação
de todos.
Lembramos que o “pseudo” Coronel é Aspirante do ano
de 1987; ultrapassou (“cangalhou”) Oficiais com mais de
treze anos a sua frente na Corporação; mais de uma centena,
inclusive o próprio Tenente Coronel Xavier (Aspirante do ano
de 1974), sendo que este “não está nem aí”,
aliás o único.
O “pseudo” Coronel ultrapassou todos os Tenentes Coronéis
que comandam unidades da Polícia Militar, simplesmente, todos,
muitos deles Aspirantes do final da década de setenta.
O casal GAROTINHO promoveu ALEXANDRE aos dois últimos postos
da carreira em apenas três anos.
Quais serão as qualidades profissionais ou “pessoais”
que possui ALEXANDRE?
Talvez encontremos a resposta no discurso do candidato eleito, Deputado
Paulo Ramos, proferido na ALERJ, no dia 29 de agosto de 2006, dias após
à promoção fraudulenta.
O discurso está à disposição no site da
ALERJ.
PROJETO 200 ANOS ( 3 ) - POLÍTICA, POLÍCIA E O
COMANDANTE GERAL
A crise enfrentada pela nossa amada Polícia Militar do Estado
do Rio de Janeiro teM como principal causa a nefasta interferência
política, a qual teve o seu recrudescimento no período
da reabertura política, na década de oitenta, quando paulatinamente
a política foi entrando pela porta dos fundos dos nossos quartéis
e a dignidade foi saindo pelo portão das armas.
Entretanto, os antigos contam que a interferência política
sempre existiu, porém de forma pontual, sobretudo nas promoções
por merecimento dos Oficiais Superiores e foi após a fusão
dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, isto no ano de 1975, que
a política começou a ganhar força dentro dos quartéis,
uma herança que a nova Polícia Militar recebeu da antiga
Polícia Militar do Rio de Janeiro, que tinha enraizada na instituição
a prática de "politicagem" de toda ordem.
As causas de tal prática não conhecemos plenamente, talvez
as características geográficas do antigo Estado do Rio
de Janeiro, com municípios distantes, verdadeiros feudos políticos,
somando-se a diferença entre o desenvolvimento social e ecônomico
dquele antigo Estado, comparado ao antigo Estado da Guanabara, possam
ser as justificativas para uma Polícia Militar tão relacional
com o poder político e dele tão dependente.
A Polícia Militar do antigo Estado da Guanabara não era
insensível aos políticos, muito pelo contrário,
porém esta relação não contituía
uma postura institucional, era de pessoas ou de grupos, sendo diferente
do que ocorria na extinta e gloriosa Polícia Militar do Rio de
Janeiro.
Os Policiais Militares integrantes da antiga Polícia Militar
do Rio de Janeiro – os denominados "treme-terras" –
sempre buscavam uma proximidade com os políticos, o Prefeito
do Município, os Vereadores e os Deputados da sua região
eram cortejados na busca de uma troca mútua de favores.
As estórias relacionadas a tais acordos políticos são
inúmeras e não teria qualquer sentido a exposição
das mazelas do passado, o que nos importa é o futuro, considerando
que o presente já está comprometido.
Um único exemplo que poderíamos citar trata-se do fato
de ser comum naquela gloriosa instituição, Oficiais da
mesma turma, ocuparem os mais diferentes postos na escala hierárquica,
em razão das promoções políticas.
Por incrível que pareça, trinta anos depois, o casal Garotinho
conseguiu repetir tal situação surreal, considerando que
com a promoção no dia 21 de agosto de 2006, ao posto de
Coronel PM do amigo pessoal do casal, Alexandre Carvalho Costa, Aspirante
do ano de 1987, com vinte e um anos de serviço, ultrapassando
mais de uma centena de Oficiais e todos os Comandantes da Polícia
Militar, voltamos ao passado.
Hoje, a Turma de Aspirantes do ano de 1987 possui Majores, Tenentes
Coronéis e um Coronel, ratificando a herança política
maldita.
É conveniente lembrar, neste Brasil de esquecidos, que o casal
Garotinho é oriundo do Município de Campos, situado no
interior do Estado do Rio de Janeiro.
O "escolhido" ultrapassou Oficiais de treze turmas, muitos
com mais de trinta anos de serviço.
Porém as promoções políticas do casal serão
um assunto futuro e tais promoções não são
exclusividade de Garotinho e Rosinha, no final do ano de 2002, no governo
"tampão" do PT, a Governadora Benedita da Silva também
fez suas travessuras políticas na promoção de Coronéis
da bicentenária Polícia Militar.
No caso do Governo Benedita foram feitas agregações "fictícias"
de Coronéis para gerar vagas objetivando promover todos os Tenentes
Coronéis Ligados ao ético Partido dos Trabalhadores.
Os agregados nunca foram apresentados aos órgãos onde
teriam sido agregados, continuaram a exercer as suas funções,
ou seja, a agregação foi feita apenas no papel.
Uma ilegalidade flagrante que resultou em um Inquérito Civil,
cuja decisão ninguém sabe, ninguém viu.
A agregação "fictícia" não foi
uma invenção de Benedita, Garotinho já tinha usado
tal prática em 2001, tudo sendo apurado no Inquérito Civil.
Indo em frente, toda e qualquer promoção pelo critério
político é condenável, todavia quando a promoção
política é destinada ao Posto de Coronel, o mal ganha
uma dimensão muito maior, pelo simples fato de que qualquer Coronel
PM da ativa pode exercer a função de Comandante Geral
da Corporação, basta que o Governador o nomeie.
O "pseudo" Coronel PM Alexandre Carvalho Costa poderá
ser o próximo Comandante Geral da Polícia Militar do Estado
do Rio de Janeiro, no quadriênio 2007 – 2010, caso no Estado
ocorra um continuísmo político.
Apocalíptico, porém possível.
Em conseqüência, preliminarmente, nós precisamos estabelecer
dois campos de batalha, duas batalhas que precisam ser combatidas simultaneamente.
A primeira batalha para lutar contra as promoções políticas
e a segunda para lutar contra o absurdo da escolha do Comandante Geral
ser feita pelo Governador do Estado, sem ouvir a instituição.
Uma geração inteira se passou – trinta anos –
após a fusão, a fase de transição está
mais do que ultrapassada, chegou o momento da Polícia Militar
do Estado do Rio de Janeiro assumir os seus destinos.
Os antigos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro são passado
e com eles, as suas Polícias Militares, os "azulões"
e os "treme-terras", que repousem com as suas tradições
e os seus feitos heróicos, inclusive na histórica Guerra
do Paraguai.
A nossa primeira luta é para impedir que o Governador escolha
os Oficiais a serem promovidos pelo critério de merecimento,
conforme a sua vontade, usando critérios pessoais ou políticos,
se contrapondo aos critérios técnicos adotados pela Corporação,
quando da constituição dos Quadros de Acesso por Merecimento,
elaborado pela Comissão de Promoção de Oficiais
da Polícia Militar.
A batalha tem dia marcado, 25 de dezembro de 2006, próxima data
de promoção de Oficiais.
A Comissão de Promoções de Oficiais é legalmente
composta pelo Coronel PM Comandante Geral, pelo Coronel PM Chefe do
Estado Maior Geral, pelo Coronel PM Diretor Geral do Pessoal, pelo Coronel
PM Diretor Geral de Saúde e por mais três Coronéis
PM, escolhidos pelo Comandante Geral.
O Oficial é avaliado também por todos os seus Comandantes
anteriores, antes de passar pelo crivo da comissão, que o avaliam
inclusive no aspecto de possuir ou não condições
de ser promovido ao posto superior.
A avaliação final ainda é decidida considerando
uma outra avaliação prévia, constituída
pelos pontos positivos e negativos amealhados pelo Oficial, ao longo
da carreira, conforme a legislação de promoções,
em face das funções de comando exercidas, dos elogios,
do desempenho intelectual nos cursos, dos trabalhos técnicos
profissionais e das punições recebidas, estas tiram pontos.
A nota final da Comissão de Promoções de Oficiais,
portanto, constitui uma análise técnica e detalhada, quando
é avaliada toda a carreira do Oficial.
O ordenamento por merecimento da Polícia Militar deve ser respeitado
no momento das promoções, desrespeitá-lo apenas
com fundamentada e comprovada motivação.
A nossa luta busca Impedir, por exemplo, o desrespeito praticado pela
atual Governadora Rosinha Garotinho, afrontando toda uma instituição,
quando resolveu, sem qualquer motivação fundamentada,
promover ao invés dos quatro primeiros Tenentes Coronéis
colocados no Quadro de Acesso por Merecimento ao posto de Coronel, promoveu
o 1º colocado – Mauro Gonçalves Teixeira; o 14º
colocado – Tenente Coronel Gelesi Ribeiro da Silva; o 38º
colocado – Tenente Coronel Adilson Teodoro Soares e o 39º
colocado – Alexandre Carvalho Costa.
A Polícia Militar foi desonrada.
E por que se calaram os Coronéis da Polícia Militar?
A resposta é óbvia, a expectativa de ser um "apadrinhado
político", quem sabe até mesmo com o Comando Geral,
ou com uma função na Inspetoria Geral de Polícia,
na Corregedoria Geral Unificada, na Ouvidoria de Polícia, etc.
No que diz respeito ao Comando Geral, lutaremos pelo Comando próprio,
independente da política, política que tem nos escravizado.
Basta!
Promoções políticas, nunca mais!
Comandantes de Organizações Policiais Militares escolhidos
por políticos, nunca mais!
Comandante Geral escolhido por critérios políticos, nunca
mais!
Insubordinação jamais!
Alcançaremos os nossos objetivos do modo mais democrático
possível, considerando que traremos ao conhecimento da Sociedade
Fluminense, através da mídia, os anseios da nossa amada
Polícia Militar.
A cada data de promoção – 21 de abril; 21 de agosto
e 25 de dezembro – informaremos os Oficiais que a Polícia
Militar deseja ver promovidos aos postos superiores, de acordo com as
vagas existentes.
Eleito o novo Governador do Estado do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro
de 2006, anunciaremos uma lista tríplice, da qual o futuro Governador
escolherá o novo Comandante Geral, sendo que os preteridos ocuparão
as funções de Chefe do Estado Maior e Chefe do Gabinete
do Comando Geral.
Tal decisão é necessária considerando que os atuais
Coronéis não têm condições ou coragem
para se reunirem e escolherem uma lista tríplice a ser encaminhada
ao Governo do Estado.
Este dia ainda está por chegar, mas chegará!
Qualquer promoção de Oficiais, qualquer Comandante Geral
nomeado, em desacordo com as indicações, será em
desfavor da instituição, uma escolha que desagradará
a Polícia Militar e caberá ao novo Governador toda a responsabilidade,
por decidir de forma contrária aos interesses institucionais.
A nossa representatividade está baseada na dignidade de nossas
carreiras, na força do nosso grupo, numeroso em quantidade e
qualitativamente selecionado com rigor.
O grupo não surgiu da noite para o dia, vem sendo construído
durante anos, ao longo de nossas carreiras.
O grupo não é fruto de revanchismos, muito pelo contrário,
pois queremos construir um futuro institucional digno, entendemos que
temos culpa também nos erros do passado, passado que deve ser
enterrado.
A decisão do grupo de enfrentar os problemas institucionais buscando
o apoio da mídia e por via de conseqüência, o apoio
da Sociedade Fluminense, constitui a única alternativa viável
e factível.
A interação com a mídia já começou,
como trataremos oportunamente.
A Sociedade Fluminense merece e precisa de uma Polícia Militar
melhor, mais digna, mais competente, servindo e protegendo o cidadão.
Eis o começo.
A Polícia Militar precisa dirigir os seus destinos, reescrever
o seu futuro e só alcançará tais objetivos, rompendo
por completo com os políticos que tanto mal tem feito as nossas
instituições policiais, ao nosso Estado e ao nosso País.
Políticos que tem destruído ano após ano, todos
os serviços públicos no Estado do Rio de Janeiro.
O caos provocado por eles não se instalou apenas na nossa amada
Polícia Militar, instalou-se em toda área de Segurança
Pública, na área da Saúde e na área da Educação.
Eis o começo do processo que eliminará dos nossos quartéis
o trinômio CRIME, POLÍTICA e POLÍCIA.
PROJETO 200 ANOS ( 2 ) - OBJETIVOS PRIMORDIAIS
No dia 13 de maio de 2009, a gloriosa, heróica e amada Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro completará duzentos anos
de criação.
Dois séculos se passaram daquele dia 13 de maio de 1809, período
no qual foi escrita com dedicação, honra e destemor, por
homens e mulheres que escolheram a Polícia Militar para amar
e servir, a estória de uma instituição pública
formada por autênticos heróis sociais, que diuturnamente
oferecem a sua vida em defesa do cidadão fluminense.
No transcurso do nosso 196º aniversário, constatamos que
muitos dos nossos heróis se desonraram, transformando-se em vilões
sociais, carrascos da sociedade que juraram defender.
A vergonha não veio de um dia para o outro, a desonra foi construída
pouco a pouco, principalmente, no período posterior à
abertura democrática vivenciada no país.
A política invadiu nossos quartéis, aprisionou a nossa
honra e nos faz marchar segundo a sua vontade para o caos.
O alimento da política é a “simbiose corrupta”
que se instalou no Estado do Rio de Janeiro, onde políticos e
criminosos dividem os lucros e destroem todas as instituições
públicas que conseguem infectar, com uma virulência mortal,
a corrupção.
O Executivo, o Legislativo e o Judiciário agonizam nesta infecção
generalizada que se instalou.
O caos total instalado tinha que gerar uma contrapartida dos homens
de bem, os heróis sociais, homens e mulheres que amam a Polícia
Militar.
Hoje, organizados, fortes após anos de preparação,
os heróis sociais lançam o “Projeto 200 Anos”,
iniciando uma verdadeira luta heróica para tentar reverter o
quadro atual, que nos levará a extinção institucional.
O símbolo maior da Oficialidade, a espada, sairá simbolicamente
dos armários em defesa da instituição bicentenária,
pela nossa honra, pela nossa pátria e pelo nosso Deus!
Mentiríamos se afirmássemos que a idéia de formar
um grupo para defender a nossa amada Polícai Militar, interagindo
com a mídia no intuito de informar à Sociedade Fluminense
e alcançar mais do que o seu apoio , a sua cumplicidade, para
a reversão do quadro de comprometimento atual da nossa Corporação.
Nós pegamos emprestada uma idéia antiga de velhos companheiros
de jornmada Policial Militar.
Uma idéia que surgiu na década de noventa e que infelizmente
não se concretizou, pois o grupo não conseguiu se estruturar
corretamente e a idéia tinha morrido no nascedouro.
Revivemos e aprimoramos a idéia, considerada por nós a
última alternativa.
Em respeito aos idealizadores da idéia, não incorporamos
o nome do grupo, nem o seu lema, incorporamos apenas os seus ideais.
O nosso agradecimento aqueles que sonharam com uma Polícia Militar
servindo e protegendo a Sociedade Fluminense, nós realizamos
o sonho.
Assim nasceu o Projeto 200 Anos, com idealismo e destemor!
O projeto tem objetivos primordiais, inegociáveis, que servirão
de sustentáculo para que possamos reconstruir a Polícia
Militar para servir e proteger o cidadão fluminense.
O Governador eleito para a gestão 2007 – 2010, que vivenciará
a grande festa do Bicentenário da Polícia Militar deve
estar compromissado com estes objetivos, caso contrário, os homens
e mulheres que integram a instituição, não estarão
compromissados com o Governador eleito.
O nosso maior problema, a principal causa da nossa degradação
trata-se da interferência política, regulando todas as
nossas atividades, entretanto cabe destacar que a Polícia Militar
é uma instituição pública e permanente,
faz parte do Estado, não faz parte do Governo, portanto, devemos
nos desvincular por completo e de imediato da política.
Em conseqüência, cobrar de quem tem competência e responsabilidade,
o Governador do Estado do Rio de Janeiro, as condições
ideais para que possamos desenvolver com qualidade a nossa missão
constitucional, o policiamento ostensivo.
Assim sendo, deve o Governador desenvolver as ações necessárias
no sentido de que os recursos sejam destinados à aquisição
e à manutenção de nossos quartéis, viaturas,
armamento, munição e equipamentos; permitindo o adequado
funcionamento das áreas operacional, de logística, de
finanças, de saúde, de ensino e instrução,
correcional, de inteligência e de assistência social ao
Policial Militar.
O nosso maior patrimônio, o herói social, o Policial Militar
deve ter direito à cidadania, caso contrário nunca poderá
servir e proteger os outros cidadãos, portanto, cabe ao Governador
do Estado oferecer ao Policial Militar um salário digno, tendo
como parâmetro o maior salário pago a Policiais Militares
no âmbito nacional.
Autonomia institucional para escolha do nosso Comandante Geral, o que
será feito pelos Coronéis da Ativa da PM, com a conseqüente
autonomia do Comandante Geral para escolha de todos os Comandantes,
Chefes e Diretores das Organizações Policiais Militares,
impedindo qualquer indicação política.
Autonomia institucional para selecionar os Oficiais e os Praças
a serem promovidos, impedindo qualquer interferência política.
Autonomia institucional para gestão de todo processo de recrutamento
e seleção para realização de concursos públicos
para admissão ao Curso de Formação de Oficiais
e ao Curso de Formação de Soldados, evitando-se inclusões
políticas, populistas, demagógicas e desnecessárias
que aumentam o efetivo e comprometem o serviço policial militar.
Ao invés de realizar concursos “politiqueiros”, deve
o Governador promover o imediato retorno dos milhares de Policiais Militares
da Ativa que estão desviados de função, o que constitui
uma imoralidade administrativa, quando são retirados das ruas
do Rio de Janeiro, para trabalharem em funções diversas,
como por exemplo, servirem a membros do legislativo, custodiarem presos
porque "custam mais barato" que contratar agentes penitenciários
ou exercerem função na não menos gloriosa Polícia
Civil do Estado do Rio de Janeiro, onde existem centenas de Policiais
Militares, enquanto nenhum Policial Civil atua na Polícia Militar.
Obviamente, a instituição possui milhares de Oficiais
e Praças Inativos que poderão ser contratados pelos poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário para realizarem as funções
atualmente desenvolvidas pelos Policiais Militares da Ativa, desviados
de função.
O Policial Militar desgastado pelo trabalho realizado no “bico”
no dia anterior; o salário aviltante; as fardas rotas; o armamento
inadequado; as filas nos nossos hospitais e clínicas; as viaturas
e os quartéis caindo aos pedaços são problemas
que devem ser solucionados pelo Governador, a ele toda responsabilidade,
voluntário que foi para o exercício da função,
alcançada após investimento de milhões e milhões
de reais na sua campanha.
Cada um dos objetivos primordiais será dissecado nos próximos
textos, quando trataremos da situação atual.
O trinômio CRIME , POLÍTICA e POLÍCIA será
revelado.
PROJETO 200 ANOS ( 1 ) INSEGURANÇA PÚBLICA - A
ORIGEM DO PROBLEMA
Os antigos nos contam a estória que viveram nestes últimos
trinta anos - uma geração, período pós fusão
dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, período que transformou
a boa Polícia Militar do Estado da Guanabara e a política
Polícia Militar do Rio de Janeiro, nesta terminal Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro.
A fusão foi o caos para a Guanabara, mas para algums instituições
públicas foi catastrófica, dentre ela a Polícia
Militar que resultou deste ato impensado dos governantes.
E como tudo aconteceu...
Os Oficiais Superiores da Polícia Militar do Estado do Rio de
Janeiro (PMERJ) que cursaram a antiga Escola de Formação
de Oficiais (EsFO), atual Academia de Polícia Militar D. João
VI (APM), no final da década de setenta e início da década
de oitenta, recebiam diariamente de Oficiais Instrutores, Tenentes e
Capitães, como explicação para os problemas existentes
na PMERJ já naquela época (os baixos salários,
a falta de condições de trabalho, a ausência de
uma doutrina institucional, a falta de vagas para promoções
e até mesmo, a corrupção policial), duas causas
básicas.
A primeira no sentido de que os citados problemas eram decorrentes do
fato do Comando Geral da Corporação ser exercido por um
Oficial estranho aos quadros da Polícia Militar (Coronel do Exército
Brasileiro), portanto o Comando não era exercido por um Profissional
de Segurança Pública e conseqüentemente, os desmandos
eram oriundos deste Comando, que desconhecia completamente os problemas,
não podendo solucioná-los corretamente.
Na prática entendiam os então Alunos Oficiais PM (Cadetes)
que tal influência era realmente nefasta para a Polícia
Militar, considerando que no currículo escolar da EsFO existiam
inúmeras matérias, impostas pela Inspetoria Geral das
Polícias Militares (IGPM), órgão do Exército
Brasileiro, que em nada contribuíam para a formação
do futuro Oficial PM, tais como: Maneabilidade, operações
de defesa interna e territorial, guerrilha e contraguerrilha, estágio
de sobrevivência na selva, etc.
A segunda explicação dizia respeito ao fato do Comando
das Organizações Policiais Militares (OPM) ser exercido
por Oficiais da PM, os quais não eram oriundos da EsFO, ou seja,
não tinham freqüentado o Curso de Formação
de Oficiais (CFO), portanto eram Oficiais “obsoletos”. As
citadas explicações repetidas incontáveis vezes
terminavam por acarretar que os alunos formassem uma mesma convicção
sobre a gênese dos problemas institucionais.
Toda uma geração forjada com as mesmas idéias.
Naquela época, os concludentes do CFO, Aspirantes à Oficial
PM, ao se apresentarem nas Unidades Operacionais (batalhões)
para o início prático de suas carreiras, após três
anos de formação, constatavam que os Comandantes daqueles
tempos efetivamente exerciam o Comando sob o signo do poder e da autoridade,
mantendo a Polícia Militar refratária a qualquer influência
externa, em dissonância com os anseios da sociedade civil e com
fulcro na força do regime militar que vigorava no Brasil. Um
Coronel PM mandava muito na sua área de atuação.
O tempo, senhor da razão, foi transcorrendo, os Aspirantes foram
sendo promovidos, os antigos Coronéis foram transferidos para
a inatividade e os Oficiais Instrutores do CFO e seus companheiros de
turma foram também promovidos à Oficiais Superiores, Majores,
Tenentes Coronéis e Coronéis, passando a Comandar as Organizações
Policiais Militares.
A nova realidade da Polícia Militar revelou-se ainda pior que
a anterior, os antigos Instrutores, atuais Comandantes, demonstraram
que no exercício do Comando, que o seu discurso acadêmico
era uma falácia.
Os problemas cresceram geometricamente e aqueles antigos Instrutores,
quando não faziam parte integrante dos problemas, sequer conseguiam
adotar procedimentos que tangenciassem a sua solução.
Todavia, colocada por terra a segunda antiga explicação,
ainda restava a primeira, o Comando Geral da Polícia Militar
ainda era exercido por um Coronel do Exército, sobre os ombros
do qual era colocada toda a responsabilidade pelos problemas existentes.
Todos se “agarravam” a tal desculpa e a Polícia Militar
caminhava para o caos.
No início da década de oitenta, no curso da reabertura
política, o Governador do Estado do Rio de Janeiro designou para
assumir o Comando Geral da PMERJ um Coronel PM e ainda criou o cargo
de Secretário de Estado da Polícia Militar, elevando politicamente
a instituição ao “status” de Secretaria de
Estado.
O Coronel PM indicado, reconhecidamente honrado, seria a “panacéia
institucional”, acreditavam alguns, que de forma dispersa lutavam
contra o quadro reinante.
Finalmente, acreditaram os antigos alunos, Tenentes da época,
que os problemas seriam resolvidos e a nossa amada Polícia Militar
seria reconduzida ao seu verdadeiro designo, o de servir e proteger
o cidadão, considerando que deveríamos esperar o indispensável
apoio político para o equacionamento dos problemas, os quais
já tinham alcançado proporções gravíssimas,
naqueles anos oitenta.
Os salários atingiram a miserabilidade, o Policial Militar e
a sua família foram “favelizados”, as condições
de trabalho eram cada vez mais precárias e a corrupção
se enraizava por toda a escala hierárquica, possuindo diversas
faces.
O “Comando próprio” se materializava como um ledo
engano, uma nova falácia, caía a primeira antiga explicação
dos nossos Instrutores.
O “jugo militar” que atrelava a PMERJ no passado tinha sido
extinto, porém surgia no seu lugar algo muito pior, o “jugo
político”.
A PMERJ com seus quase duzentos anos, criada que foi em 13 de maio de
1809, passou a ser comandada segundo a vontade do poder político,
a Lei deixou de ser o nosso único parâmetro para a execução
das missões, surgiram então as “ações
politicamente corretas” e as “ações politicamente
incorretas”.
A Segurança Pública passou a freqüentar palanques,
a ser causa de vitória ou de derrota eleitoral.
A política governamental vigente era o “populismo”,
a Polícia Militar em nome dos “Direitos Humanos”,
portanto devia evitar a busca e o confronto com os criminosos, que dominavam
as comunidades carentes em todo o Estado do Rio de Janeiro.
No cenário policial militar surge então o “Policiamento
Comunitário”, importado principalmente do Canadá,
sinalizando como a solução para todos os problemas.
A parceria com a Comunidade Fluminense faria surgir, já naquela
época, uma “Nova Polícia”, eficaz no cumprimento
de sua missão constitucional.
Enquanto os Policiais Militares tentavam assimilar esta nova realidade,
os criminosos, mesmo desorganizados, encastelaram-se e armaram-se cada
vez mais nas comunidades carentes, onde a única “Lei”
vigente era a ditada pelo crime.
A População Fluminense, vivenciando toda sorte de percalços
oriundos da criminalidade, cobrava do poder político a “invasão
dos morros” e a prisão dos criminosos.
Eleições e surge um “novo” discurso político,
o combate direto aos criminosos, os quais seriam vencidos por completo
em poucos meses do “novo governo”.
Renasce o “Policial Guerreiro”.
O citado discurso, obviamente vitorioso nas eleições,
no cotidiano da luta contra o crime resultou na prisão de alguns
criminosos de renome, porém logo substituídos pelos seus
“lugares tenentes”; resultou na morte de incontáveis
Policiais Militares e Civis, bem como o recrudescimento dos problemas
institucionais.
Paralelamente à dicotomia, “Policial Comunitário”
ou “Policial Guerreiro”, a qual passou a se alternar a cada
“novo governo”, rapidamente se desenvolveram no seio das
instituições policiais, dois graves problemas, os “grupos
de extermínio” (execução de criminosos) e
os “grupos de mineira” (extorsão de criminosos).
Os Policiais Militares passaram a freqüentar as manchetes policiais
diariamente, não apenas como heróis sociais que o são,
mas também como criminosos integrantes de quadrilhas responsáveis
por seqüestros, homicídios, roubos de veículos e
de carga, roubos em estabelecimentos comerciais, tráficos de
drogas, e outros crimes.
No curso de políticas governamentais de confronto armado com
os criminosos, o “novo carro chefe” dos políticos,
surgem as catastróficas “promoção por bravura”
e a denominada “gratificação faroeste”. O
Policial Militar passou a agir sob a ótica de que “uma
boa ocorrência”, que resultasse na morte de criminosos,
geraria uma promoção, uma gratificação vitalícia
e um passeio com a família em uma das colônias de férias
da PMERJ.
Durante a vigência do regime militar a Polícia Militar
estava atrelada ao Exército Brasileiro, através dos poderes
hierárquico e disciplinar.
No período da abertura política, os políticos também
“encontraram” a sua fórmula de atrelar a instituição
ao seu poder e o fizeram através de distribuição
de Comandos, de Promoções e de Gratificações.
A “política” entrava pela porta dos fundos dos quartéis
e a “dignidade” saía pela porta da frente.
Os próprios Comandantes Gerais da PMERJ sempre foram impostos
pelo poder político, sendo selecionados dentre os seus simpatizantes,
que colaboraram com a campanha eleitoral.
Situação totalmente dissonante com a inscrição
existente no pátio da APM D. João VI: “Profissionais
não se improvisam e o mando cabe ao mais digno e competente”.
O mando premiava o “aliado político”.
Diante de tal quadro, o Coronel PM, outrora tão poderoso no regime
militar, passou a condição de um mero cumpridor de ordens
políticas.
A realidade mostrou-se mais uma vez perversa com a Polícia Militar,
o “Comando Próprio”, que por incontáveis e
lógicas razões é imperioso para a Instituição
e para a Sociedade Fluminense, na prática nunca ocorreu verdadeiramente.
O Comando da PMERJ apenas trocou de mãos e nunca foi efetivamente
exercido pelos Policiais Militares.
A manipulação da Polícia Militar pelo poder político,
exercida ao longo de vários governos, acarretou o surgimento
de novos problemas.
Os políticos sobre a égide de um discurso populista e
voltado apenas para os seus interesses pessoais, enganosamente, pregaram
ao longo das últimas duas décadas, que o principal e o
verdadeiro problema da Polícia Militar era a falta de efetivo
para a execução de suas missões constitucionais.
Resultado, as portas da Polícia Militar foram abertas a todos,
foram realizados inúmeros concursos e os baixíssimos salários
só atraíram para o recrutamento cidadãos que não
conseguiam outro emprego.
A Polícia Militar se via obrigada, via política, a selecionar
os melhores, dentre os piores.
Emerge no terceiro milênio o Casal Rosinha-Garotinho e tudo que
era ruim, se tornou catastrófico.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro inicia o seu processo
apocalíptico, caminha do caos para a extinção,
rapidamente.
Os dois maiores males brasileiros, a política e a corrupção,
se integram de uma forma jamais vista e o surge o trinômio: POLÍTICA,
CRIME e POLÍCIA.
Os concursos se multiplicam!
Milhares de “Policiais Militares” foram incorporados sob
tais condições, acarretando conseqüências desastrosas,
dentre elas o recrudescimento dos desvios de conduta, a prática
de atividades criminosas e de transgressões disciplinares graves.
"Não existe crime sem a participação de um
Policial!"
Os órgãos fiscalizadores se multiplicam, somam-se às
Corregedorias Internas da Polícia Militar, da Polícia
Civil e do Corpo de Bombeiros; a Corregedoria Geral Unificada da Polícia
Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros; a Subsecretaria
de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública
e, mais recentemente, a Inspetoria Geral da Polícia.
Embora a fiscalização se multiplique, os resultados não
são eficazes, pois a cada dia o envolvimento dos “policiais”
com o crime cresce, as manchetes comprovam.
O resultado é apocalíptico, uma Sociedade Fluminense acuada
em suas residências fortificadas, temendo sair à rua, a
qualquer hora do dia.
Hoje a situação vivenciada pela Polícia Militar
já atingiu os limites da irreversibilidade, pondo em risco a
própria existência futura da Instituição.
Não se evidencia uma saída para o caos instalado, nem
mesmo a longo prazo, pois o quadro piora a cada dia.
O trinômio POLÍTICA, CRIME e POLÍCIA se fortalece,
em uma simbiose macabra, destruindo as instituições policiais
e condenando a Sociedade Fluminense ao MEDO.
A heróica Polícia Militar agoniza, porém, os homens
e mulheres dignos e competentes que a compõem serão os
instrumentos que reverterão este processo sistêmico e terminal.
Os heróis sociais resolveram ter a mesma coragem dos canalhas
e faremos tudo que for necessário para reconduzir a instituição
aos seus desígnios gloriosos, honrando a memória daqueles
que nestes dois séculos ofertaram em defesa da sociedade, a sua
própria vida, no combate diuturno à criminalidade, deixando
um rastro de lágrimas, de amigos, de viúvas e de órfãos.
Nasce o PROJETO 200 ANOS. |