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ABAIXO REPRODUZIMOS NA INTEGRA DENÚNCIAS DIVULGADAS NO BLOG APÓCRIFO (http://projeto200anos.blogspot.com)
PROJETO 200 ANOS ( 22 ) O TRINÔMIO POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA - UM APADRINHADO VÍTIMA DA POLÍTICA DE INSEGURANÇA PÚBLICA

Caros Leitores, nunca é demais lembrar que a correta e a completa compreensão dos nossos objetivos, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronologia.
Avançando no terreno!
A interferência política na gestão da Segurança Pública tem sido o nosso assunto central e não poderia ser de outra forma, pois consideramos este o nosso maior problema, maior que a própria corrupção, a qual está com os dias contados no nosso Brasil, conforme decisão presidencial.
O jornal “O GLOBO” noticiou neste dia 4 de novembro de 2006:

- LULA: BRASIL PRECISA DE UM MUTIRÃO ANTICORRUPÇÃO.

Problema resolvido.
Os políticos têm tanta certeza da impunidade que conseguem realizar ações completamente contraditórias, no terreno “minado” da Segurança Pública.
O nosso Estado do Rio de Janeiro foi recentemente dividido no concernente aos Comandos Intermediários da Polícia Militar.
O Comando de Policiamento da Capital - CPC foi dividido em dois, denominados 1º e 2º CPC; enquanto o 2º Comando de Policiamento do Interior – 2º CPI, também foi dividido em dois, ocasionado o surgimento do 3º CPI.
Atualmente, os nossos Comandos Intermediários são 1º e 2º CPC; 1º, 2º e 3º CPI; Comando de Policiamento da Baixada – CPB; Comando de Policiamento de Trânsito – CPTRAN; Comando de Policiamento em Áreas Especiais – CPAE e Comando de Policiamento de Unidades Especiais – CMDO UOPE.
Cada Comandante Intermediário recebe uma gratificação denominada DG, pouco mais de R$ 2.700,00.
O 2º CPC, apesar de criado, não foi até agora implantado, considerando que há uma resistência política muito grande contra a divisão do poder.
Todavia, o 3º CPI, criado simultaneamente, funciona a pleno vapor e por que da diferença?
Simples, a área operacional do 3º CPI é o Município de Campos – feudo do Casal GAROTINHO, área do 8º BPM, Comandado pelo indicado político do Casal, o Coronel MÁRIO, que agora acumula o Comando do 3º CPI e do 8º BPM.
Pronto, bastou criar uma nova denominação e mais um “apadrinhado” feliz, ganhando um DG.
Enquanto isto, o 2º CPC não vinga, mas isto é outra briga política.
Infelizmente, nem todo “apadrinhado” dá sorte o tempo todo.
No dia 02 de novembro de 2006, o Tenente Coronel Médico Alberto Alves BORGES foi mais uma vítima dos constantes assaltos no Bairro da Tijuca, tendo seu veículo roubado.
Ele é ginecologista e médico pessoal da Exma. Governadora Rosinha GAROTINHO.
O Tenente Coronel Médico BORGES, por mera coincidência, teve uma carreira meteórica na Polícia Militar, recebendo sempre o “kit básico” dos “apadrinhados”, que já comentamos.
Graças a Deus, ele nada sofreu.
O veículo do Oficial Médico?
Um Toyota Corolla!
E como diz o ditado popular “não dá para ganhar sempre”.
O bairro da Tijuca é um dos locais onde a política de segurança do “tiro, porrada e bomba” tem funcionado a todo vapor, parece que a população não anda muito satisfeita.

PROJETO 200 ANOS ( 21 ) A POLÍCIA MILITAR LTDA - A PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA - OS NOVOS SECRETÁRIO, CHEFE DA PC E CMT GERAL

A Polícia Militar presta um serviço público à Sociedade conforme a sua missão constitucional de manter a ordem pública e realizar o policiamento ostensivo.
A ostensividade presente nas nossas viaturas e nas nossas fardas deve produzir nas ruas do Rio de Janeiro um efeito preventivo, evitando a eclosão do crime, pelo menos nos locais policiados efetivamente.
A submissão da Polícia Militar a vontade dos políticos criou uma “EMPRESA PRIVADA” dentro da INSTITUIÇÃO PÚBLICA.
Caros Leitores, o recorrente tema dos Policiais Militares que não trabalham na Polícia Militar, precisa ser abordado, outra vez.
Nos últimos anos, diante da perda gratuita de Policiais Militares para outros órgãos, como para a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária - SEAP, para onde foram mais de 1.500 Policiais Militares, surgiu uma idéia brilhante.
Formalizar “convênios” com outros órgãos, recebendo dinheiro como pagamento pelos Policiais Militares desviados das ruas, para serviços privados.
A idéia brilhante foi logo posta em ação.
Convênio com o Banco Central - BACEN.
Convênio com o Tribunal de Justiça - TJ.
Convênio com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT.
Convênio com o Ministério Público - MP.
Convênio Deus sabe lá com quem mais!
Cada Policial Militar cedido resulta em um pagamento da ordem de R$ 300,00.
O dia que a SEAP celebrar um “convênio” com a Polícia Militar, pagará R$ 450.000,00.
Por enquanto, com a SEAP é no 0800.
Ninguém duvida que para o Banco Central seja infinitamente mais barato pagar á Polícia Militar do que contratar uma Empresa de Segurança Privada para realizar as escoltas de valores.
A SEGURANÇA PRIVADA É CARA, BARATA É A SEGURANÇA PÚBLICA TRANSFORMADA EM PRIVADA.
Desculpe-nos, o trocadilho foi culposo.
Qual Empresa de Segurança Privada empenharia um agente para receber R$ 300,00 mensais?
O mesmo raciocínio vale para o Tribunal de Justiça, que inclusive tem uma Guarda própria nos Fóruns, mas prefere pagar à Polícia Militar do que aumentar o seu efetivo, isto ficaria muito caro.
A EBCT e o MP também preferem pagar pela cessão dos Policiais Militares.
A lamentar que nós – Cidadãos Fluminenses – não podemos celebrar tais acordos.
Imaginem a nossa rua policiada ao custo de R$ 300,00 por Policial Militar, ficaria mais barato que pagar as “pacatas” milícias armadas que nos cercam cada dia mais.
E os nossos Condomínios, como ficariam mais seguros.
Caros Leitores, a privatização da Segurança Pública é mais uma das mazelas conseqüentes da submissão política da Polícia Militar.
O Policial Militar que não está na sua rua, cidadão fluminense, está realizando segurança privada por aí.
E voltando à SEAP.
Os jornais dão como certa a nomeação do Dr. ASTÉRIO PEREIRA – Promotor de Justiça – como Secretário de Segurança Pública, inclusive já trataram de legalizar o processo.
Historicamente, o arcabouço jurídico foi criado pelos Poderosos para controlar o Povo e o Brasil não é a exceção.
A própria interpretação das Leis guarda uma relação direta com a classe social do acusado e com a vontade política reinante.
O nosso caso, por exemplo, descobertos seremos crucificados, ninguém lembrará da grandeza dos nossos objetivos, os poderosos esquecerão por completo a liberdade de expressão e cairão de paus e pedras sobre nós, alegando que a norma constitucional condena o anonimato.
As acusações serão as mais variadas, passando pela calúnia, injúria, difamação e existirão aqueles que nos taxarão de traidores e citarão que se estivéssemos em tempo de guerra, seríamos executados, em nome da Pátria Amada, Salve, Salve.
E como aqui deste lado do monitor, ninguém quer ser Tiradentes, mártir já basta um, ficamos nos textos apócrifos.
Lembramos porém que o conceito de traição é muito subjetivo, talvez os traidores da Polícia Militar não sejamos nós.
E voltando a legalização do processo.
O Dr. ASTÉRIO PEREIRA demitiu-se da Polícia Militar!
Não é mais Tenente Coronel Inativo da gloriosa Polícia Militar.
Por mais incrível que pareça, ele abriu mão de um salário vitalício mensal de cerca de R$ 10.000,00.
Agindo assim, ele levará o seu tempo de serviço na Polícia Militar para o Ministério Público, podendo se aposentar naquela nobre Instituição, ficando livre para exercer a função de Secretário de Segurança.
Financeiramente, não deve compensar trocar uma gratificação de 4 anos, por um salário vitalício, porém ele deve ter os seus motivos.
E como os jornais já vinham anunciando isto há algum tempo, fazendo uma ilação, lamentamos pela gloriosa Polícia Civil, considerando que jornais citam o Delegado PAULO PASSOS como sendo o provável Chefe da Polícia Civil do Governo SÉRGIO CABRAL.
Só falta anunciarem o Coronel BELTRÃO como novo Comandante Geral da Polícia Militar.
Governador, Governador, cuidado com os seus assessores.

PROJETO 200 ANOS ( 20 ) A FALTA DE EFETIVO, A INSEGURANÇA PÚBLICA E GRATIFICAÇÕES DE R$ 4.000,00 MENSAIS.

Caros Leitores, temos tratado insistentemente do tema “Policiais Militares que não trabalham na Polícia Militar” e precisamos dissecar um pouco mais o assunto para que todos possam entender a real dimensão do problema, bem como, as suas conseqüências.
Em artigos anteriores explicamos os efeitos operacionais decorrentes da cessão de cerca de 5.000 Policiais Militares, que passam a não trabalhar na Instituição.
Em primeiro lugar não acreditamos que o número seja tão grande, mesmo envolvendo todos os Policiais Militares cedidos “de boca”, ou seja, que estão cedidos extra oficialmente, os denominados “FANTASMAS”.
Preciso ou não, o certo é que o número alcança milhares de Policiais Militares.
Vamos tratar do problema na ponta da linha.
Uma guarnição de Rádio Patrulha é composta por dois Policiai Militares e considerando a escala de 12 horas de serviço por 24 horas de folga, seguida de outras 12 horas de serviço por 48 horas (idêntico à escala de 24 horas de serviço por 72 horas de folga), cada Batalhão da Polícia Militar necessita de 8 Policiais Militares para colocar uma guarnição de Rádio Patrulha, 24 horas nos bairros de sua área operacional.
E considerando que do efetivo total de um Batalhão cerca de 15% do efetivo está de licença médica e 12% está de férias, mensalmente, diminuímos dos 5.000 Policiais Militares 30%, arredondando para cima.
Portanto, dos 5.000 Policiais Militares sobrariam 3.500 e dividindo por 8, constatamos que deixamos de colocar nas ruas do Rio de Janeiro, 437 guarnições de Rádio Patrulha, que percorreriam durante as 24 horas as nossas ruas, as nossas praças e com a sua ostensividade, nos proporcionariam segurança.
E como a Polícia Militar tem 39 Batalhões de Polícia Militar, dividindo as 437 guarnições de Rádio Patrulha, cada Batalhão disporia de mais 11 Rádio patrulhas 24 horas, diariamente.
Cidadão Fluminense, isto é um absurdo!
E usando o mesmo raciocínio, considerando que uma guarnição de PATAMO (“Camburão”) é composta por 4 Policiais Militares e a escala é a mesma da Rádio Patrulha, constatamos que poderíamos colocar nas ruas 218 guarnições de PATAMO, 5 guarnições por Batalhão, durante as 24 horas, todo dia.
Diante da gravidade do problema chegamos a sugerir em artigo anterior que fossem selecionados de cada turma do Curso de Formação de Soldados e de cada turma do Curso de Formação de Oficiais, um percentual para não trabalhar na Polícia Militar.
Uma sugestão jocosa, porém econômica, como já demonstramos.
Apenas para tratar de algumas cessões oficiais, vamos avançar em três outras instituições:
1. Ministério Público – Foi criado no Ministério Público o Grupo de Apoio aos Promotores - GAP, composto por cerca de 200 Policiais Militares, espalhados nas diferentes promotorias do Estado do Rio de Janeiro.
A primeira vista a integração é produtiva, pois uma das reclamações da sociedade é que os Promotores deveriam atuar diretamente na investigação dos crimes, como ocorre nos filmes norte-americanos, com enorme sucesso.
Porém, a Polícia Militar exerce a Polícia Judiciária Militar, própria dos crimes militares e a Polícia Civil, exerce a Polícia Judiciária, própria dos crimes não militares, de onde se conclui que o GAP deveria ser composto por Policiais Civis e não, Policiais Militares, excetuando-se o GAP que apoiaria a Auditoria de Justiça Militar.
E antes que os tolos digam que nós estamos enfraquecendo a Polícia Militar, cedendo espaço à Polícia Civil, lembramos a nossa missão constitucional, o policiamento ostensivo.
O Povo Fluminense nos quer nas ruas!
E 200 Policiais Militares é o efetivo pronto do 5º BPM!
2. Secretaria Estadual de Administração Penitenciária – A cessão dos 1.500 já foi plenamente criticada nos artigos anteriores, sobretudo a motivação alegada para a cessão, entretanto não poderíamos deixar de destacar que 1.500 Policiais Militares representam 187 guarnições de Rádio patrulha ou 93 guarnições de PATAMO, nas ruas do nosso Rio de Janeiro, 24 horas, todo dia.
3. Polícia Civil – A gloriosa instituição também recebe mais de 200 Policiais Militares, tendo como paradoxo o fato de que nenhum Policial Civil é cedido à Polícia Militar.
Qual será o motivo desta cessão em via de mão única?
O que nos causa maior surpresa é o fato dos Policiais Militares serem preferencialmente empregados nas Delegacias Especializadas, inclusive na tão famosa CORE, a similar do nosso BOPE.
Existem Delegacias Especializadas da Polícia Civil que mais parecem Batalhões da Polícia Militar, tamanho o efetivo de Policiais Militares empregados.
Enquanto isto, o cidadão fluminense foge para os shoppings ou se enjaula em seus lares.
Indo em frente!
Uma outra conseqüência do fato de 5.000 Policiais Militares não trabalharem na Polícia Militar são os nossos baixos salários, aliás como também já tratamos.
Isto mesmo, cada Policial Militar fora da Polícia Militar, significa um salário menor para os que continuam na Polícia Militar.
A explicação é muito simples!
O Governo do Estado ao avaliar a possibilidade de conceder um aumento a qualquer categoria do funcionalismo público estadual, tem como parâmetro básico o impacto do aumento na folha de pagamento, considerando o orçamento disponível.
O efetivo ativo da Polícia Militar é de aproximadamente 39.000 Policiais Militares, aos quais se somam os milhares de Inativos.
Apenas para facilitar, analisemos um aumento de R$ 100,00 – como se fosse um abono, igual para todos – a serem pagos apenas aos Ativos.
O impacto na folha seria de R$ 3.900.000,00.
Caso os 5.000 Policiais Militares que estão fora fossem pagos pelas Instituições onde prestam serviço, o impacto na folha de pagamento da Polícia Militar para a concessão do aumento – abono - anterior diminuiria em R$ 500.000,00, mensalmente e R$ 6.000.000,00 anuais.
O aumento teria mais chance de se concretizar.
E imaginem o que significa R$ 100,00 para um Soldado PM que ganha R$ 700,00 mensais.
Uma terceira conseqüência é a sobrecarga de serviço para os que ficam na Polícia Militar e para exemplificar, vamos voltar aos Majores cedidos às diversas Instituições.
Como tratamos em artigos anteriores, dos quase 300 Majores da Polícia Militar, cerca de 100 não trabalham na Corporação.
E o que faz um Major funcionalmente?
Comanda Grupamentos, como o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios; Subcomanda Batalhões da Polícia Militar e exerce funções de Estado Maior de Batalhões (P/1 – Pessoal, P/3 – Operações e Instrução e P/4 – Logística).
Portanto, 100 Majores, comporiam o Estado Maior de mais de 30 Batalhões, onde atualmente, Tenentes exercem tais funções.
E operacionalmente o que faz um Major?
Comanda Operações Policiais Militares e realiza supervisões de alto escalão.
No terreno da Polícia Judiciária Militar, um Major pode ser encarregado por Inquéritos Policiais Militares, Sindicâncias, Averiguações e ainda, compor o colegiado dos Processos Administrativos Disciplinares.
E por incrível que possa parecer, os 100 Majores que estão fora da Polícia Militar, nada fazem funcionalmente na Instituição, não concorrem a qualquer escala de serviço, não se arriscam, não são encarregados de qualquer apuração, porém, ganham gratificações – algumas superiores a gratificação de Comandantes de Batalhões – e ainda por cima, muitos são promovidos politicamente na frente daqueles que continuam trabalhando na PM, mesmo sobrecarregados, arriscando a vida e ganhando menos.
Por exemplo, existem Majores fora da Polícia Militar ganhando gratificação superior a R$ 4.000,00 mensais!
Isto é uma afronta contra os que continuam fiéis à Corporação.
Exmo. Governador eleito do Estado do Rio de Janeiro, Senador SÉRGIO CABRAL, traga de volta para a Polícia Militar todos que oneram a nossa folha de pagamento, sobrecarregam as nossas atribuições, ganham mais do que nós e nada produzem para a gloriosa e heróica Polícia Militar.
O cidadão fluminense que o elegeu, exige esta postura e nós, Policiais Militares que trabalhamos na Polícia Militar, cobraremos constantemente nas linhas deste blog, a sua ação.
E pode ter certeza, não deixaremos mais nenhum apadrinhado que vive fora dos nossos quartéis ser promovido por merecimento na frente daqueles que cumprem o seu juramento de servir e proteger à Sociedade Fluminense, mesmo com o risco da sua própria vida.
No momento que for público no Boletim Reservado da Polícia Militar o Quadro de Acesso por Merecimento, ato contínuo, comentaremos as relações para promoção por merecimento aos Postos de Major, Tenente Coronel e Coronel.
Desistam de indicar apadrinhados, dignos membros do Executivo, Legislativo e Judiciário.
A Polícia Militar vai dizer quem merece ser promovido!
A Polícia Militar começou a gerir o seu futuro, basta!

PROJETO 200 ANOS ( 19 ) - O COMANDO GERAL DA PMERJ

Caros Leitores, o nosso artigo PROJETO 200 ANOS ( 17 ) – O NOSSO AGRADECIMENTO, O EMBRIÃO E O SUMIDO, recebeu três comentários e resolvemos destacar dois:

Anônimo disse...
Sinceramente, não reconheço qualquer heroismo no atual "Cmt Geral" da PMERJ.Se a situação chegou ao ponto atual, em muito, foi por sua omissão e apego às facilidades do cargo (casa, carros, assessores, medalhas, títulos, etc).Como pode um "homem de bem" agir de tal forma?E o que dizer de seu segundo em comando, que verdadeiramente maltrata os que estão em baixo.A propósito, quem escolheu o Cel Claudecir e o Cel Almeida para integrarem a viagem de "estudos"? Não foi o Cel Hudson?E quem determina ou aceita as freqüentes interrupções de férias da tropa?Quem autoriza que centenas de militares estejam à disposição "de boca"?Quem faz "par" com Itagiba e Wagner Montes?Quem se calou quando a PM recebeu apenas 17% de reajuste, quando ele mesmo disse que acreditava em algo em torno de 40%?Quem TÊM SE CALADO?
November 04, 2006
Anônimo disse...
O "Cmt Geral" não é vítima, mas sim algoz das atrocidades de que tem sido vítima a PMERJ.A propósito, é verdade que também tem interesses pessoais em segurança privada?Quais mecanismos o conduziram ao Comando Geral? Foi por mérito pessoal?Qual sua experiência profissional?Quem o indicou para o cargo?Ele não trabalhava na Inspetoria de Polícia, sob o jugo do Cel J. Carlos? E agora, sob o jugo de quem "comanda"?

Inicialmente esclarecemos que para inserir um comentário, basta clicar no COMMENTS, situado na parte inferior do artigo e digitar o comentário, você poderá se identificar ou não.
Devemos deixar claro que não poderemos abordar todos os comentários feitos, pois não faríamos outra coisa e temos muito que avançar.
Porém, por dever de lealdade, temos que discutir comentários que demonstrem que não fomos hábeis o suficiente para expressar a opinião do grupo, levando leitores a interpretações diversas do nosso objetivo.
Os dois comentários demonstram que precisamos melhorar muito o nosso texto, pois nem de longe tivemos a intenção de defender o nosso Comandante Geral, Coronel HUDSON de Aguiar Miranda.
Tal defesa é impossível, pois como mandatário maior da nossa heróica Instituição, caberia a ele o primeiro e mais forte grito de revolta contra a manipulação política da amada Polícia Militar.
A omissão é indefensável e não seríamos tolos de seguir neste caminho.
O que temos procurado demonstrar é que o Coronel HUDSON não tem o apoio necessário por parte dos Coronéis da Polícia Militar.
Ele está praticamente só, raros Coronéis se levantam contra a dominação política e certamente, caso o Coronel HUDSON se insurja será exonerado, existem vários querendo aquela cadeira.
O nosso efetivo não tinha, pois passará a ter, pelo menos os nossos leitores, o conhecimento necessário da extensão da dominação política.
Caros Leitores, o TRINÔMIO POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA é uma organização mafiosa, que faz a cooptação inclusive de membros do Judiciário e do Ministério Público.
Façam uma pesquisa e vejam a votação de DOMINGOS BRAZÃO e “Coronel” JAIRO na zona oeste, senhores feudais da região.
Busquem a votação nas zonas eleitorais onde existem as “pacatas” milícias armadas, nunca combatidas pelos Comandantes indicados pelos políticos.
Caros Leitores, lutar contra esta máfia é tarefa para o grande grupo de homens e mulheres de bem da Polícia Militar.
Isolado, o Comandante Geral é presa fácil.
Identificamos no nosso Comandante uma busca por fazer o melhor possível, dentro dos limites impostos pela Política.
Não precisamos sair das nossas linhas anteriores, o caso do Tenente Coronel XAVIER, atual Comandante do 32º BPM é referencial da dominação.
XAVIER estava há anos fora da Polícia Militar, lotado na Diretoria Geral de Pessoal, aguardando a sua transferência para a inatividade.
XAVIER nunca tinha Comandado nada!
E para permitir a promoção do amigo pessoal do casal GAROTINHO, Tenente Coronel Alexandre, lotado no Tribunal de Contas do Estado, XAVIER é reconduzido à ativa, depois de anos afastado e ganha um Comando de Batalhão.
Como explicar decisões de um absurdo completo.
Como anular um processo?
Como entregar um Comando a um Oficial tanto tempo afastado, quando tantos Tenentes Coronéis não tiveram qualquer oportunidade de Comandar?
Caros Leitores, o quadro de dominação é gravíssimo.
O Tenente Coronel ALEXANDRE ultrapassou mais de 120 Tenentes Coronéis, isto era impensável, constituindo a certeza da submissão da Instituição.
Vivenciamos a dominação total das Instituições Policiais.
Membros do Legislativo investigados pela Polícia Federal tem livre trânsito na Segurança Pública Estadual.
A própria formação do nosso grupo, como uma resistência efetiva aos futuros desmandos políticos é uma prova da situação atual.
Não tenham dúvida que iniciamos a reversão do processo, nós (o grupo) e vocês, Caros Leitores.
Não tenham dúvidas que a médio prazo, o grupo vai “dar a cara para bater”, usando o ditado popular.
Tudo a seu tempo.
Primeiro, vamos nos unir, nós (o grupo) e vocês, vamos nos defender, vamos ficar fortes e vamos fortalecer a heróica e bicentenária Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
E vamos fazer isto ordeiramente, disciplinadamente, usando como instrumento a força da internet.
Uma força que não pode ser controlada, nem pela máfia política, pois se conseguirem tirar o blog do ar, outros iguais surgirão minutos depois.
O que não podemos ser é levianos, usar o espaço para a apologia de mentiras ou para execrações que nada de produtivo resultarão.
Pela nossa honra pessoal, pela nossa pátria, pelos nossos filhos e pelo nosso Deus!
E quanto às omissões do Comandante Geral, isto é fato, portanto, indefensável.
Deixando o nosso questionamento final, desta vez, um convite a pesquisa.
Quantos Coronéis e Tenentes Coronéis – Comandantes, Chefe e Diretores - acompanharam o Comandante Geral quando foi a Secretaria de Segurança Pública tratar do nosso último “aumento” com o Governo Estadual?

PROJETO 200 ANOS ( 18 ) - O JORNAL DO BRASIL E O JORNALISTA GUSTAVO DE ALMEIDA.

Só existe DEMOCRACIA onde exista uma IMPRENSA LIVRE E SOBERANA.
A nossa indignação contra qualquer forma de controle da LIBERDADE DE IMPRENSA por parte do Governo Federal, maqueada de que forma for.
Indo em frente!
A luta do Jornal do Brasil no período da ditadura militar é de domínio público e todos nós brasileiros devemos reverenciar o JB, bem como, todos àqueles jornalistas brasileiros que lutaram pela democracia, pagando alguns o maior preço possível.
Hoje, o Jornal do Brasil, luta para sobreviver nesta batalha desigual com organizações mais fortes da mídia, muda seu layot, fica mais acessível, tenta sobreviver.
A nossa luta começou a algum tempo e foi no Jornal do Brasil que encontramos a mesma coragem que nos motiva, cada dia mais, para salvar a nossa bicentenária Polícia Militar.
O Jornal do Brasil é mais jovem que a heróica Polícia Militar, fundado em 1891, como estampa em sua primeira página, porém com a jovialidade dos seus 115 anos, permanece um espaço democrático, uma bandeira de luta.
A nossa homenagem ao Jornal do Brasil e em especial, ao jornalista GUSTAVO DE ALMEIDA que acreditou em nós, aliou-se a nossa coragem e transformou-se em mais um vencedor, transcrevendo a sua matéria publicada hoje, dia 3 de novembro de 2006, na Coluna 24 Horas, na página 6, do Caderno A:

RIO – SEGURANÇA FERVE.
O Secretário DE Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, se fortalece para ocupar a pasta de Segurança Pública. Precisa, contudo, superar a agitação em diversos gabinetes da Assembléia Legislativa e nos corredores do QG da PM provocada pelo apócrifo http://projeto200anos.blogspot.com/. Ali estão postadas histórias de influência de deputados narradas por oficiais que dizem integrar o "Projeto 200 Anos" da PM. Há comandantes que querem tirar o blog do ar. A área vai ferver.

Parabéns e muito obrigado.
Aos nossos leitores de primeira hora, lembramos que Astério Pereira dos Santos é Tenente Coronel Inativo da PMERJ e Promotor de Justiça, tendo se notabilizado por convencer o casal GAROTINHO a desviar de função centenas de Policiais Militares para "tomar conta de presos", no lugar de agentes penitenciários, por serem mais baratos, não fazerem greve e não cobrarem hora extra.
Caros Leitores, não se preocupem, caso o nosso blog seja retirado do ar, em 10 minutos, colocamos outro no ar, com todos estes artigos e os próximos.
O blog é apócrifo por necessidade, caso contrário o "TERROR DA REVOLUÇÃO FRANCESA" seria uma pequena chacina, considerando o número de cabeças que rolariam.
E ninguém quer perder a cabeça, por enquanto!

PROJETO 200 ANOS ( 17 ) O NOSSO AGRADECIMENTO, O EMBRIÃO E O SUMIDO.

Ontem, o nosso grupo se reuniu e a tônica da reunião foi a acolhida que o nosso Projeto 200 Anos recebeu no seio da nossa heróica e gloriosa Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e na Sociedade Brasileira.
Sim, o nosso blog percorre a internet e alcança todo o país.
O nosso blog já foi visitado por mais de 2.000 internautas e devemos esclarecer que o contador, situado na parte inferior da página, só começou a funcionar corretamente no dia 29 de outubro de 2006.
Temos recebido comentários de vários Estados Brasileiros, homens e mulheres de bem indignados com o trinômio POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA.
Portanto, devemos agradecer a todos que tem se unido a nós nesta luta institucional para reverter o quadro de calamidade que foi transformada a segurança pública, após a invasão das instituições policiais pela "banda da podre" da política fluminense.
Resolvemos pegar emprestada uma expressão usada pela mídia para definir uma parte da Polícia Militar e da Polícia Civil, envolvida em crimes e com a criminalidade.
Óbvio, existem homens e mulheres de bem que são membros do legislativo fluminense, os quais merecem o nosso total respeito e apoio, porém lá, a "banda podre" também é muito grande e pior, tem uma força fantástica, a ponto de postular a Presidência da ALERJ.
Na verdade, as instituições policiais do Rio de Janeiro não têm uma "banda podre", elas possuem nos seus efetivos, homens e mulheres de bem, que são os Policiais Militares e Civis, entretanto as instituições públicas não tem como impedir que criminosos invadam os seus quadros e só lhes resta lutar de forma reativa para expurgá-los, assim que mostram a sua face criminosa.
A honrabilidade do Comandante Geral da PMERJ, Coronel PM HUDSON de Aguiar Miranda é incontestável e dela devem se orgulhar todos os seus amigos e familiares.
Praticamente sozinho, o nosso Comandante Geral tem feito o possível.
O Comandante Geral tem lutado contra os que usam a Polícia Militar com todos os meios disponíveis, enfrentando interesses políticos dos mais diversos partidos e a prova inconteste de suas ações está materializada nos discursos de apoio as ações de controle interno e nos seus esforços na área correcional da Polícia Militar, que duplicou no seu Comando.
Infelizmente, os esforços estão centralizados nesta área da Polícia Militar, tendo em vista que ao escolher cercar-se de Coronéis da sua turma para assessorá-lo diretamente – o que é comum na Instituição - no primeiro escalão, nunca contou com o apoio deles nesta luta, faltou coragem, faltou competência a estes assessores, que talvez tenham consumido os seus esforços na manutenção do status quo e sonhando com funções mais relevantes, com melhores gratificações.
Talvez sonhando com a função de Chefe do Gabinete Militar do Governo Sérgio Cabral, já que o "candidato" prometeu revitalizar o Gabinete Militar que GAROTINHO reduziu a Coordenadoria Militar do Gabinete Civil.
GAROTINHO, atendendo a uma idéia brilhante do então, Tenente Coronel ALEXANDRE, seu amigo particular, tomou até mesmo fisicamente o Gabinete Militar, expulsando o Coronel MOREIRA, seu outro amigo particular.
Possivelmente, coisas do ciúme!
E o Coronel MOREIRA, como de costume, abaixou a cabeça e seguiu em frente.
Ao nosso Comandante o nosso preito de gratidão pelo esforço e pelas conquistas que alcançou, porém o nosso lamento pelo fato que tão poucos tenham se ombreado com ele.
De volta a reunião.
A sensação de dever cumprido estava estampada em cada um de nós, o Projeto 200 Anos é uma realidade, hoje, faz parte da história da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
O nosso grande objetivo tinha sido alcançado, provamos a todos os homens e mulheres de bem da Polícia Militar, sobretudo aos que ainda não se juntaram a nós, que ainda é possível reverter o quadro.
Os comentários ouvidos pelos integrantes, nos respectivos quartéis, falavam das verdades transcritas nos artigos.
O blog "PROJETO 200 ANOS" é um fórum democrático que permite a todos os homens e mulheres de bem a manifestação de repúdio contra aqueles que usam a nossa bicentenária instituição para fins criminosos.
O nosso blog, nosso no sentido mais amplo, nosso (grupo) e de cada um de vocês, irá descortinar as entranhas da Polícia Militar, cada pátio, cada corredor, cada seção, cada quartel, cada gabinete, cada viatura, cada operação.
Nós estamos em todos os lugares e estaremos sempre, eis a fórmula da mudança:
Um fórum aberto, verdadeiro e que combaterá todas as ilegalidades.
Fiéis a tal destinação, em breve, iremos "moderar os comentários no blog" e o que significa tal moderação, que continuaremos a receber todos os comentários, porém só publicaremos os que tragam denúncias que possam ser comprovadas e publicaremos normalmente os comentários de apoio e de crítica.
Aliás, desde já, solicitamos ao Ministério Público Estadual, inclusive o Ministério Público da Auditoria Militar; a Ouvidoria de Polícia; a Inspetoria Geral de Polícia e a Corregedoria Geral Unificada, que atribuam aos nossos artigos contendo denúncias, no mínimo, o mesmo tratamento dado aos famosos e anônimos "Disque Denúncias", considerando que nos nossos artigos não existirão nunca os "Disque Vinganças", próprios daquele serviço.
Por exemplo, vamos investigar:
1. A situação do Deputado Estadual "Coronel" JAIRO, ainda estar no serviço ativo da Polícia Militar;
2. O retorno à ativa do Tenente Coronel XAVIER, que além de renascer, ganhou um Comando de Batalhão após ficar anos no limbo, de onde não devia ter saído; e
3. O "desvio de função" dos milhares de Policiais Militares que saíram e ainda saem diariamente dos nossos quartéis.Os Policiais Militares, mais de 1.500, que estão cuidando de presos, pelo fato de ganharem menos, não faltarem e não realizarem greves.Um crime contra a Sociedade Fluminense, escondida atrás de grades e se refugiando em shoppings, quando ousa cruzar os limites entre o "lar" e a "rua".
Melhor que alcançarmos o nosso grande objetivo foi saber que outras instituições públicas já ensaiam blogs semelhantes, isto foi sensacional, emocionante.
Caros Leitores, imagem um blog dos homens e mulheres de bem da Polícia Civil, gloriosa e heróica como a Polícia Militar.
Imaginem a exposição da famosa "Caixinha dos Delegados", da citação do "Homem da Mala" de cada distrital.
Imaginem "um raio X" das Delegacias Especializadas.
E os X-9, como continuarão atuando.
Imaginem um blog de cada hospital, de cada escola, de cada serviço público, controlando cada compra, cada contratação.
Um blog em cada vara criminal, em cada vara cível, em cada promotoria, etc.
Desculpe-nos a pretensão, será que criamos o embrião que vai mudar todas as instituições públicas do país.
O controle interno promovendo o controle externo do Executivo, do Judiciário e do Legislativo.
Sonhar com um blog de cada Partido Político talvez não passe de um delírio, uma mera ilusão.
Caros Leitores, mãos a obra, o Brasil nos espera, nossos filhos nos agaurdam, a eles o nosso compromisso de um país digno, próspero e orgulhoso do seu povo.
Imaginem, cada um de nós, no conforto e na "segurança" dos nossos lares, fazendo parte da IMENSA PASSEATA CÍVICA, quer percorrerá todo o nosso Brasil e sem o inconveniente da "exploração política", típica das caminhadas pela paz e dos abraços na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Vamos iniciar a colocação de "links" no nosso blog e vamos inserir todos os blogs criados por outras instituições, surgirá a grande REDE NACIONAL, com a proteção de Deus, que mudará este Brasil de 500 anos.
O nosso blog pode ser inserido em qualquer blog, em qualquer site.
E finalizando, um artigo de um dos Oficiais Superiores, que mesmo não fazendo inicialmente parte do Projeto 200 Anos, engajou-se por inteiro, sendo um dos Majores que resolveu permanecer na Polícia Militar, lutando para reverter o quadro, ao contrário dos 100 Majores que optaram pela subserviência política.
O que parece ser ainda mais cruel é que os Majores que permanecem nas Unidades da PM, além de serem preteridos pela promoção de oficiais que estão fora, são assoberbados com procedimentos apuratórios, escala de serviço que os coloca, juntamente com um único homem, realizando "supervisão", de 2300 às 0500 h, em Unidades estranhas as suas e em terreno, por vezes, totalmente desconhecido (salvo se encontram algum outro Major disposto a tirar o serviço, o que tem se verificado com grande freqüência e pouca rotatividade em relação aos substitutos - soa curiosa a motivação).É fato ainda que além dos percalços mencionados, os Majores que permanecem nas Unidades da PM são obrigados, durante feriados, a permanecerem nas Unidades, realizando funções próprias dos Oficiais de Dia.A desvalorização dos que permanecem é flagrante e franca, promovendo verdadeiro incentivo à busca de funções externas.

Autorizados, divulgamos que o comentário é do Major WANDERBY, da Escola Superior de Polícia.
O seu blog é http://wanderbymedeiros.blogspot.com.
A Escola Superior de Polícia Militar – ESPM - é organização de apoio de ensino onde são realizados o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, que habilita aos Capitães a serem promovidos à Major e o Curso Superior de Polícia, que habilita aos Majores e aos Tenentes Coronéis a serem promovidos à Coronel.
E por falar em ESPM, ansiosos aguardamos os ensinamentos que estão recebendo os Oficiais Superiores e Delegados que foram aprender POLÍCIA no Canadá e nos Estados Unidos, ao custo de R$ 600.000,00 aos cofres públicos.
O Coronel ALMEIDA – Chefe do Gabinete do Comandante Geral – deverá ser o melhor instrutor, pois viajou dois anos seguidos para o exterior chefiando delegações da ESPM.
Aguardamos, ansiosos!
E como de costume, deixamos uma indagação:
O que tem feito na Polícia Militar, nos últimos dois anos, o Coronel BELTRÃO?

PROJETO 200 ANOS ( 16 ) O BUMBO E QUEM SOMOS NÓS.

Caros Leitores, a pergunta que deve estar sendo feita com mais freqüência no Palácio Guanabara, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, na Secretaria de Segurança Pública, na Polícia Civil e acima de tudo, na Polícia Militar é quem somos nós?
Quem são os autores dos artigos inseridos no blog – Projeto 200 Anos?
E não podemos deixar tantas pessoas sem resposta.
E para que todos, civis e militares, possam entender a nossa resposta, convidamos os nossos Caros Leitores a uma breve incursão nas instituições militares.
As instituições militares têm como base a hierarquia e a disciplina, fundamentais para o seu funcionamento considerando a estrutura hierarquizada e a necessidade do cumprimento de ordens.
Nada melhor para representar a organização militar do que a ordem unida, os desfiles militares, tão aplaudidos nas nossas datas comemorativas.
Aquele grupo de homens e mulheres em marcha, um atrás do outro, um ao lado do outro, todos marchando no mesmo compasso, seguindo os comandos com precisão, garbosamente em fardas impecáveis e com bandeiras desfraldadas.
A organização demonstrando treinamento, precisão, fascina.
E ordem unida é a primeira matéria que aprendemos quando ingressamos em uma carreira militar, marchar é preciso!
Treinamos exaustivamente até atingirmos aquele modelo organizacional, composto de homens e mulheres, em movimento harmônico, dentro de um retângulo imaginário.
O deslocamento em marcha tem incontáveis regras, como a cobertura, o alinhamento e o fato de que todos devem tocar simultaneamente com o pé direito no solo, no exato momento que o “bumbo” ecoa na banda de música.
Cobertura, alinhamento e bumbo no pé direito, eis a essência.
No momento em que ingressamos na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, como aprovados no concurso para o Curso de Formação de Soldados ou para o Curso de Formação de Oficiais, logo aprendemos ordem unida e ao longo do curso aprendemos legislação, técnicas policiais militares, sociologia, psicologia e tantas outras matérias.
Somos forjados a ter como parâmetro a lei e como missão servir e proteger o cidadão.
E agora podemos começar a nos revelar.
Todos os Policiais Militares formados, praças e oficiais, iniciam a sua carreira com estes referenciais – cumprir a lei, servir e proteger o cidadão e marchar sempre com o bumbo no pé direito.
O bumbo no pé direito simboliza a correção.
Porém, quando os formandos se espalham pelas unidades da corporação, percebem que nem todos marcham com o bumbo no pé direito, muitos preferem marchar com o bumbo no pé esquerdo.
Os que optam por este descompasso, não cumprem as leis, praticam em crimes, associam-se com o criminalidade, vitimizando o cidadão que deveriam proteger e servir.
A entrada da política nos nossos quartéis deu mais força aos descompassados, que passaram a bater o pé com mais vontade no solo, atraindo incautos para o mesmo descompasso.
A política foi ganhando cada vez mais espaço e logo nos quartéis da Polícia Militar o número de descompassados ultrapassou aqueles que insistem em cumprir as leis, servir e proteger o cidadão.
O bumbo no pé esquerdo passou a “parecer o certo”, cada vez atraindo mais policiais militares para o descompasso, para o crime.
A ordem unida desandou, desandou a Polícia Militar.
Hoje, quando desfilamos pelas ruas, os aplausos são raros, restritos aos nossos familiares e não poderia ser diferente, a Polícia Militar passou a marchar muito mal.
E quem somos nós?
Somos parte daqueles que insistem em continuar com o bumbo no pé direito.
A nossa diferença é que resolvemos bater o pé com mais força no solo, buscando que todos os que cumprem as leis, servem e protegem o cidadão, façam o mesmo.
E assim, a médio prazo, começaremos a evitar que os recém formados entrem no descompasso e também atrair de volta os poucos recuperáveis, aqueles que ainda podem voltar a marchar com o pé direito no bumbo.
Entretanto, só a longo prazo, poderemos sonhar com uma situação ideal, quando os descompassados forem minoria e possamos comandar para eles a plenos pulmões:
- fora de forma!
- fora da heróica e bicentenária, Polícia Militar!
Os aplausos do cidadão voltarão.
Pronto, podemos ser identificados facilmente.
Somos os homens e as mulheres de bem de cada quartel da polícia militar, que insistimos em rachar o solo com o bumbo no pé direito!
Quem não nos conhece na polícia militar?
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças não moram na Barra, no Recreio, em Angra ou em Icaraí.
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças não circulam com Pajeros, Mitsubishis, Rangers, Passats, Hondas ou Toyotas do ano.
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças não viajam costumeiramente pelo Brasil e pelo Exterior.
Os nossos Comandantes, os nossos Oficiais e os nossos Praças não são “empresários”.
Nós, só sabemos marchar com o pé direito no bumbo.
Uma única investigação séria, por parte do Comandante Geral da Polícia Militar, para conhecer o modo de vida de cada Comandante da Instituição, logo deixará claro, quem somos nós, os que marcham com o pé direito no bumbo e por exclusão, os que marcham com o pé esquerdo no bumbo.
Identificados, os dois grupos, só faltará decidir quem está errado, quem deve obedecer ao comando de FORA DE FORA!
E rogamos à Deus que a Política não interfira na decisão.

PROJETO 200 ANOS ( 15 ) O NOVO GOVERNADOR E OS NOSSOS OBJETIVOS PRIMORDIAIS

Excelentissimo governador eleito, senhor Sérgio Cabral, será uma honra tê-lo como leitor.
Vossa Excelência acaba de ser eleito governador do estado mais importante da nossa federação, milhões de fluminenses optaram pelo senhor.
Os Policiais Militares esperam muito de vossa excelência, tendo em vista que a segurança pública foi o principal tema da campanha, como não poderia deixar de ser, diante do quadro caótico das instituições policiais e da insegurança com a qual somos obrigados a conviver, dentro dos nossos lares e nas ruas desta cidade “de natureza tão” maravilhosa.
Uma campanha desenvolvida pela mídia, principalmente pelos jornais “O Dia”, “O Globo’ e seu filho menor, o jornal “Extra”, expuseram uma polícia militar totalmente desestruturada.
Viaturas aos pedaços, cabines abandonadas, fardas remendadas, culetes vencidos e falta completa de equipamentos.
E não falaram dos salários miseráveis que recebemos.
O que lamentamos, pois melhores salários são imprescindíveis para promover a mínima cidadania do policial militar.
E não falaram dos quartéis, inclusive os DPO e PPC caindo aos pedaços, onde não existe nem mesmo um sanitário para ser usado pelos policiais militares de serviço.
Talvez os jornalistas tenham visitado apenas o Batalhão de Polícia de Choque ou o Hospital da Polícia Militar de Niterói, onde o luxo destoa da pobreza institucional, acabaram tendo uma falsa impressão.
O quadro representado pela mídia é verdadeiro, a penúria é total, condenamos apenas o oportunismo da matéria, já que a penúria atravessou todo o governo rosinha garotinho.
Sabemos que a penúria da polícia militar não é novidade para vossa excelência que promoveu e participou de várias reuniões com oficiais e praças da instituição e tem na sua equipe de apoio, vários oficiais e praças da polícia militar.
Portanto, Vossa Excelência nunca poderá alegar desconhecimento.
Vossa Excelência, perdeu a cômoda desculpa, ao demonstrar nos debates que conhecia também a polícia militar, chegando a citar o número de batalhões da instituição, conhecimento numérico que cá entre nós, não é tão importante assim para um governador, venhamos e convenhamos.
Entretanto, melhor assim, a desculpa do desconhecimento se perde por completo.
No alvorecer de 2007, o ano do pan no rj, a responsabilidade pelos salários indignos, pelas viaturas quebradas, pelos quartéis caindo aos pedaços, pelos culetes vencidos, pelas cabines abandonadas e até pela falta de sanitários é sua, vossa excelência.
Todo dia os policiais militares e quem sabe a sociedade fluminense, cobrarão de vossa excelência, as melhorias.
A segurança pública é dever do estado e responsabilidade de todos, diz o texto constitucional.
Cada um de nós, policiais militares autênticos, estamos prontos para colaborar com vossa excelência, já que os que marcham com o bumbo no pé esquerdo querem que o status quo permaneça.
E para facilitar encerramos este artigo transcrevendo parte do nosso segundo artigo, postado em 2 de outubro do corrente ano.

PROJETO 200 ANOS ( 2 ) - OBJETIVOS PRIMORDIAIS

O Governador eleito para a gestão 2007 – 2010, que vivenciará a grande festa do Bicentenário da Polícia Militar deve estar compromissado com estes objetivos, caso contrário, os homens e mulheres que integram a instituição, não estarão compromissados com o Governador eleito.
O nosso maior problema, a principal causa da nossa degradação trata-se da interferência política, regulando todas as nossas atividades, entretanto cabe destacar que a Polícia Militar é uma instituição pública e permanente, faz parte do Estado, não faz parte do Governo, portanto, devemos nos desvincular por completo e de imediato da política.
Em conseqüência, cobrar de quem tem competência e responsabilidade, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, as condições ideais para que possamos desenvolver com qualidade a nossa missão constitucional, o policiamento ostensivo.
Assim sendo, deve o Governador desenvolver as ações necessárias no sentido de que os recursos sejam destinados à aquisição e à manutenção de nossos quartéis, viaturas, armamento, munição e equipamentos; permitindo o adequado funcionamento das áreas operacional, de logística, de finanças, de saúde, de ensino e instrução, correcional, de inteligência e de assistência social ao Policial Militar.
O nosso maior patrimônio, o herói social, o Policial Militar deve ter direito à cidadania, caso contrário nunca poderá servir e proteger os outros cidadãos, portanto, cabe ao Governador do Estado oferecer ao Policial Militar um salário digno, tendo como parâmetro o maior salário pago a Policiais Militares no âmbito nacional.
Autonomia institucional para escolha do nosso Comandante Geral, o que será feito pelos Coronéis da Ativa da PM, com a conseqüente autonomia do Comandante Geral para escolha de todos os Comandantes, Chefes e Diretores das Organizações Policiais Militares, impedindo qualquer indicação política.
Autonomia institucional para selecionar os Oficiais e os Praças a serem promovidos, impedindo qualquer interferência política.
Autonomia institucional para gestão de todo processo de recrutamento e seleção para realização de concursos públicos para admissão ao Curso de Formação de Oficiais e ao Curso de Formação de Soldados, evitando-se inclusões políticas, populistas, demagógicas e desnecessárias que aumentam o efetivo e comprometem o serviço policial militar.
Ao invés de realizar concursos “politiqueiros”, deve o Governador promover o imediato retorno dos milhares de Policiais Militares da Ativa que estão desviados de função, o que constitui uma imoralidade administrativa, quando são retirados das ruas do Rio de Janeiro, para trabalharem em funções diversas, como por exemplo, servirem a membros do legislativo, custodiarem presos porque "custam mais barato" que contratar agentes penitenciários ou exercerem função na não menos gloriosa Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, onde existem centenas de Policiais Militares, enquanto nenhum Policial Civil atua na Polícia Militar.
Obviamente, a instituição possui milhares de Oficiais e Praças Inativos que poderão ser contratados pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para realizarem as funções atualmente desenvolvidas pelos Policiais Militares da Ativa, desviados de função.
O Policial Militar desgastado pelo trabalho realizado no “bico” no dia anterior; o salário aviltante; as fardas rotas; o armamento inadequado; as filas nos nossos hospitais e clínicas; as viaturas e os quartéis caindo aos pedaços são problemas que devem ser solucionados pelo Governador, a ele toda responsabilidade, voluntário que foi para o exercício da função, alcançada após investimento de milhões e milhões de reais na sua campanha.

E por favor, Vossa Excelência, visite os nossos outros artigos, por exemplo, o Projeto 200 Anos ( 10 ), onde tratamos da lista tríplice, quem sabe Vossa Excelência convença os Coronéis da Polícia Militar a apresentarem uma lista tríplice elaborada por eles, quem sabe.
Cory Edwards alterou a conhecida estória da “Chapeuzinho Vermelho”, criando o “Deu a louca no Chapeuzinho”, quem sabe Vossa Excelência muda a história da Polícia Militar.

PROJETO 200 ANOS ( 14 ) - POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA - A CAIXA DE PANDORA E UMA NOVA FORMAÇÃO PROFISSIONAL.

Caros Leitores, a caça às bruxas vai começar.
O nosso blog se espalha, penetra em cada quartel, em cada seção, em cada monitor e quem sabe, em muitos lares deste nosso Brasil continental.
E nós somos as bruxas!
O Projeto 200 Anos só prosperará com a cumplicidade de cada Policial Militar, de Coronéis e Soldados, que lutam por uma Polícia Militar digna e competente.
O trinômio CRIME, POLÍTICA E POLÍCIA abriu a “Caixa de Pandora”, liberando todos os males que destroem as instituições policiais no Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista que as mazelas da Polícia Militar são as mesmas mazelas da Polícia Civil, o envolvimento dos seus integrantes com a criminalidade é problema comum das instituições.
Porém, como na mitologia grega, restou a esperança!
Esperança que o Projeto 200 Anos quer multiplicar com o seu apoio.
A reversão do quadro atual é improvável e quase impossível, entretanto nada é impossível para os heróis.
O jornal “O DIA” reforçou a nossa esperança quando publicou no dia 31 de outubro de 2006, uma matéria sob o título “POLICIAIS SOB SUSPEITA”, tratando do envolvimento de Policiais Civis, Delegados e Agentes, com as máfias dos “caça-níqueis” e do “combustível adulterado”.
A investigação é da Polícia Federal.
E no dia 1 de novembro de 2006, “O DIA” estampa na sua primeira página “INVESTIGAÇÃO LIGA FIGURÕES DA POLÍCIA À MÁFIA DO CAÇA-NÍQUEl”.
Nas páginas internas o novo julgamento do Ex-Policial Militar, Ex-Chefe da Polícia, o Delegado ALVARO LINS vai ser julgado novamente a respeito do fato de seu nome ter aparecido na lista de propinas pagas pelo banqueiro do “jogo dos bichos”, CASTOR DE ANDRADE, a Policiais Militares e a Policiais Civis, além de a várias “autoridades”.
O Delegado com uma campanha bilionária foi eleito Deputado Federal com mais de 100.000 mil votos, com o apoio de Delegados da Polícia Civil e de Comandantes da Polícia Militar.
Sem dúvida, chegará o momento que a Polícia Federal montará o quebra-cabeça, apenas uma questão de tempo.
Marchando de volta aos nossos quartéis.
O jornal “EXTRA”, no dia 30 de outubro de 2006, noticia “OFICIAIS DA PM TAMBÉM SÃO CEDIDOS”, tratando da movimentação de 2 Majores e 7 Sargentos para o Tribunal Regional do Trabalho.
Um êxodo infindável, parece que os nossos cursos de formação e de aperfeiçoamento são direcionados para o mercado externo, fora da Polícia Militar.
Os Majores WALTER TRIGUEIRO DE OLIVEIRA e MILTON LUIZ FERNANDES DOS SANTOS irão aplicar os ensinamentos do Curso de Formação de Oficiais e do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais no Tribunal Regional do Trabalho, que deve ter como missão a realização do policiamento ostensivo preventivo nas ruas do nosso Estado do Rio de Janeiro.
O posto de Major é o preferido do “mercado externo”, pois dos pouco mais de 300 Majores na ativa da Polícia Militar, quase 100 estão fora da Polícia Militar, um terço do efetivo!
Os tribunais estão repletos de Majores, que dividem cadeiras e lotam corredores.
Caros Leitores, embora não pareça, os Majores são essenciais na estrutura organizacional da Polícia Militar.
Deveriam ser Majores os Subcomandantes dos Batalhões, os Chefes da Seção de Pessoal (P/1), os Chefes do Planejamento Operacional e da Instrução (P/3) e os Chefes da Logística (P/4) de cada Batalhão.
Deveriam, foram formados para tal, o investimento público foi enorme em cada um deles, entretanto parecem não ter compromisso institucional, parecem oportunistas, na busca de uma gratificação e na cômoda posição de “ficar fora da PM”, longe das ruas, longe dos riscos, longe da árdua vida de Policial Militar.
Os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, o risco de não voltar para casa, tudo fica para trás.
Quantos condenarão os 2 Majores e os 7 Sargentos?
Nos tempos atuais ficar fora da Polícia Militar passou a ser um facilitador para promoção ao posto superior, os exemplos estão nos nossos artigos anteriores, pouparemos a todos desta repetição.
Dizem que são 5.000 Policiais Militares fora da Polícia Militar e se isto for verdade precisamos repensar todo o nosso ensino e instrução, quem sabe já separando de cada turma do Curso de Formação de Soldados e de cada turma do Curso de Formação de Oficiais, um percentual, talvez, cerca de 15% de cada turma, destinado a trabalhar fora da Polícia Militar.
O Estado do Rio de Janeiro economizaria muito, considerando que os escolhidos não precisariam ter aulas de vários assuntos, inclusive a dispendiosa instrução de armamento e tiro, que não teria sentido para aqueles que escolhessem ou fossem escolhidos para não trabalhar na Polícia Militar e em contrapartida, tais instruções poderiam ser ministradas em maior número para os outros.
Tudo uma questão de reestruturação da grade curricular.
Todos ficariam melhor atendidos, os Juízes, os Promotores, os Deputados, os Vereadores e o próprio cidadão fluminense, considerando que os que escolhessem trabalhar na Polícia Militar seriam melhor formados.
E vamos ficando por aqui, em cada quartel, em cada seção, em cada corredor, trabalhando por uma Polícia Militar honrada e competente.
Enquanto isto na ALERJ, JORGE PICCIANI (PMDB) investigado por crime contra a ordem financeira e DOMINGOS BRAZÃO (PMDB), investigado por sonegação fiscal e adulteração de combustíveis, disputam a presidência da casa, pobre ALERJ.

PROJETO 200 ANOS ( 13 ) - CRIME, POLÍCIA E POLÍTICA - RESUMO E A CIRANDA DOS COMANDANTES

Caros Leitores, o nosso blog ganha espaço na amada Polícia Militar e avança pela internet, com a velocidade da coragem e com a força da honra.
A “Ciranda dos Comandantes” é o nosso tema principal, mas antes vamos de forma sucinta destacar os principais temas dos nossos artigos anteriores.
No Projeto 200 Anos ( 1 ) abordamos os últimos trinta anos da política estadual de segurança pública, na visão policial militar e explicamos como o jugo militar foi substituído pelo jugo político, muito mais forte e devastador.
A autonomia da Polícia Militar foi tratada no Projeto 200 Anos ( 2 ), no qual destacamos que a Instituição é parte integrante do Estado do Rio de Janeiro e não do Governo em exercício.
As promoções políticas são o principal tema do Projeto 200 Anos ( 3 ) quando mencionamos as promoções de apadrinhados políticos nos Governos do casal GAROTINHO e de BENEDITA DA SILVA, com destaque para as promoções ao Posto de Coronel, realizadas no dia 21 de agosto de 2006, tendo sido citadas ainda as “agregações fantasmas” que resultaram em um Inquérito Civil. Os problemas decorrentes da fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro também são tratados e continuaram no Projeto 200 Anos ( 4 ), sem dúvida o mais técnico dos artigos.
Nele explicamos como o retorno irregular à Ativa do Tenente Coronel Xavier, atual Comandante do 32º BPM, permitiu que a Governadora Rosinha GAROTINHO promovesse no dia 21 de agosto de 2006, o seu apadrinhado preferido, o Tenente Coronel ALEXANDRE, humilhando toda uma Corporação.
O Projeto 200 Anos ( 5 ) enumera várias promoções políticas de apadrinhados, tratando do “kit apadrinhado”, composto de viatura, motorista, segurança, celular e gratificações. No artigo são citados alguns dos próximos “apadrinhados políticos” a serem promovidos em 25 de dezembro de 2006, além de ressaltar o desrespeito da Governadora Rosinha GAROTINHO com a Polícia Militar e a não realização da Solenidade de Cumprimento aos Oficiais Promovidos.
As exonerações políticas dos Comandantes do 36º BPM, Tenente Coronel GELESI e do 39º BPM, Tenente Coronel JOSIAS são o mote do Projeto 200 ANOS ( 6 ), sendo comentada a disputa política de poder na Baixada Fluminense. Iniciamos a abordagem da influência política dos Deputados Estaduais DOMINGOS BRAZÃO e “Coronel” JAIRO.
No Projeto 200 Anos ( 7 ) é explicado passo a passo a dominação política da gloriosa Polícia Militar, iniciando na indicação política do Comandante do Batalhão, nas ações e nas omissões dos Comandantes indicados e a expansão dos crimes nas áreas operacionais, partindo da Zona Oeste e caminhando para o Centro e a Zona Sul. Uma simbiose macabra no trinômio POLÍTICA, CRIMES E POLÍCIA.
A ação maléfica de parte da mídia é descrita no Projeto 200 Anos ( 8 ), manipulada pelo articulador e porta voz político conhecido como “LUIZINHO”. A nomeação política do Tenente Coronel CARLOU para o Comando do 36º BPM, a força política do Tenente Coronel VILAÇA e o “Cinturão da Zona Sul” também são abordados.
A mídia é novamente abordada no Projeto 200 Anos ( 9 ), citamos a forma de enaltecer ou destruir Comandantes e candidatos à função de Comandante Geral, bem como, comentamos o fato de Deputados Estaduais confirmarem a influência dos políticos na Polícia Militar e o antológico discurso do Deputado PAULO RAMOS.
Fatos que facilmente podem ser comprovados são mencionados no Projeto 200 Anos ( 10 ), onde destacamos o fato absurdo do Deputado Estadual “Coronel” JAIRO ser ainda um Oficial da Ativa da PMERJ e ainda, destacamos a sua lei que cria a “promoção na cédula de identidade”. Destacamos uma estratégia oportunista de revelar na mídia a penúria da Instituição, penúria que percorreu todo o Governo Rosinha GAROTINHO e só agora exposto publicamente. Ousamos e diante da omissão dos Coronéis da Polícia Militar indicamos uma “Lista Tríplice” a ser avaliada pelo futuro Governador.
“LUIZINHO” volta a ser protagonista no Projeto 200 Anos ( 11 ), quando a sua influência na gestão do Policiamento de Trânsito executado pela Polícia Militar é citada de forma detalhada, destacando a expansão do BPTran, sob a égide do Tenente Coronel ALFAIA, indicado por “LUIZINHO”. A estratégia de apresentar na mídia a pior Polícia Militar possível volta a ser tratada, com vistas às verbas do Pan 2007 e a possível ruptura do “Cinturão da Zona Sul” são citadas no artigo.
E o nosso artigo anterior, o Projeto 200 Anos ( 12 ) no qual tratamos dos milhares de Policiais Militares que não trabalham como Policiais Militares, porém recebem salários destinados a Policiais Militares. O custo da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária para a Secretaria de Segurança Pública e a opinião do possível Secretário de Segurança – Promotor e Tenente Coronel Inativo ASTÉRIO PEREIRA -, sobre as vantagens de se usar Policiais Militares ao invés de Agentes Penitenciários para a guarda presos.
Feita a síntese, ordinário, marche!
No curso da formação do nosso grupo, ao longo de intermináveis reuniões, além da discussão dos temas a serem abordados nesta luta contra a dominação política, resolvemos realizar “pesquisas” no seio das nossas amizades, a respeito de alguns itens que trataríamos nos artigos e para os quais a opinião do cidadão fluminense seria fundamental.
As pesquisas nada metodológicas guardaram a informalidade das conversas do dia a dia, porém os resultados foram muito significativos.
Um dos temas tratados foi qual seria a motivação para a exoneração de um Comandante de Batalhão, com a premissa que tal Comandante fosse exonerado por critérios técnicos e pelo Comandante Geral.
Traduzidos em linguagem castrense, os motivos mais citados foram a ocorrência de um problema na área operacional sob sua responsabilidade; a incapacidade administrativa no exercício do Comando do Batalhão; a prática de crime e em menor escala, a ascensão funcional para uma função superior.
O grupo considerou a visão do cidadão entrevistado de uma lógica linear.
Caros Leitores, talvez vocês citassem as mesmas motivações, entretanto se pensassem deste modo e vivessem nos nossos quartéis, ficariam atônitos com a realidade das exonerações.
Vamos exemplificar!
Qual a explicação técnica para o fato do Coronel NOGUEIRA ter sido exonerado do Comando do 19º BPM e ato contínuo, nomeado Comandante do 14º BPM, enquanto o Tenente Coronel VILAÇA, Comandante do 14º BPM era exonerado e ato contínuo, nomeado Comandante do 19º BPM ?
Não sendo para atender interesses políticos, que critério teria motivado este troca troca?
E tal movimentação inexplicável aconteceu mais algumas vezes!
O Tenente Coronel HAUBRICHS foi exonerado do Comando do 27º BPM e nomeado Comandante do 30º BPM, enquanto o Tenente Coronel AURÉLIO foi exonerado do Comando do 30º BPM e nomeado Comandante do 27º BPM.
Os Tenentes Coronéis MENEZES e ROGÉRIO LIRA viveram um novo troca troca, envolvendo os Comandos do BPTur e do 7º BPM.
Os nossos entrevistados devem estar totalmente perdidos e ficariam mais perdidos se soubessem que na concretização da troca, como um dos Comandantes tem que passar primeiro o Comando, o outro fica por horas, Comandando dois Batalhões.
Um outro aspecto relevante nesta “ciranda” é o fato que alguns Comandantes realizam uma verdadeira peregrinação por Batalhões, sendo exonerado de um e de imediato nomeado em outro, mesmo com a ocorrência de problemas na sua área operacional.
O Coronel MURILO, atual Comandante do 9º BPM, viveu essa peregrinação, saindo do 3º BPM para o 6º BPM e deste para o 9º BPM, sempre após problemas operacionais.
Não ficou um único dia sem Comandar
Ele também tem outra característica marcante, a sua capacidade de produzir Comandantes, os atuais Comandantes do 29º BPM – Coronel ROMEU, do 31º BPM – Tenente Coronel MOUZINHO e do 16º BPM – Tenente Coronel NEPOMUCENO, por exemplo, foram seus Subcomandantes.
A primeira vista parece uma expansão de domínio ou não?
O peregrino que há mais tempo percorre os caminhos políticos tortuosos é o Tenente Coronel VILAÇA, que da área de influência dos Deputados Estaduais DOMINGOS BRAZÃO e “Coronel” JAIRO, já comandou o 2º BPM, o 14º BPM, o 31º BPM e atualmente, o 19º BPM.
Aliás, na mesma área de influência política já transitaram ou transitam, o Tenente Coronel MOUZINHO, atual Comandante do 31º BPM; o Coronel TEIXEIRA, atual Comandante do 3º BPM; o Tenente Coronel CARLOU, atual Comandante do 36º BPM; o Tenente Coronel ROGÉRIO LIRA, atual Comandante do 7º BPM; o Tenente Coronel SOARES, atual Comandante do 4º BPM; o Tenente Coronel CESAR LIMA, atual Comandante do 18º BPM; o Tenente Coronel MOURA, Comandante do 33º BPM; o Tenente Coronel QUEMENTO, atual Comandante do 2º BPM e seu ex-subcomandante, o Tenente Coronel LUIGGI, que Comanda o BPTur, e vamos ficar por aqui, por enquanto.
A primeira vista parece a formação de uma rede ou não?
Caros Leitores, deixamos um questionamento, quais seriam os verdadeiros critérios para as nomeações e as exonerações de Comandantes de Batalhões?
Interesses políticos, esta é a nossa resposta.
Caso contrário, como poderemos entender a seguinte movimentação de Comandantes:
O Coronel NOGUEIRA, Comandante do 16º BPM é exonerado e para o seu lugar é nomeado o Tenente Coronel NEPOMUCENO, Subcomandante do 9º BPM. Simultaneamente, o Coronel NOGUEIRA é nomeado para Comandar o 19º BPM, substituindo o Coronel CONY, que foi exonerado e ao mesmo tempo nomeado Comandante do RCECS, no lugar do Tenente Coronel SOARES, que foi exonerado e nomeado Comandante do 4º BPM, e vamos parar por aqui, por enquanto, novamente.
Tecnicamente, não seria muito mais simples nomear o Tenente Coronel NEPOMUCENO como Comandante do 4º BPM?
A primeira vista parece uma “arrumação política” ou não?
A “Ciranda dos Comandantes” acaba deixando todos nós tontos!

PROJETO 200 ANOS ( 12 ) - OS SALÁRIOS TORPES, OS POLICIAIS MILITARES QUE NÃO TRABALHAM NA POLÍCIA MILITAR e A RESPOSTA DO POVO.

Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
Uma pausa nos nossos temas principais e a “Ciranda dos Comandantes” fica para o próximo artigo.
A apuração terminou em todo Brasil e as pesquisas se confirmaram com a vitória do Senador Sérgio Cabral, eleito Governador do Estado do Rio de Janeiro.
Nos próximos quatro anos conviveremos ainda com o Casal GAROTINHO, representado pelo Vice Governador Eleito, Sr. Luiz Fernando de Souza, conhecido por “PEZÃO”.
O apoio do casal GAROTINHO a SÉRGIO CABRAL fica claro na apuração dos votos em Campos, reduto do casal, onde CABRAL ficou com mais de 73% dos votos válidos.
O Governador eleito começa a montar o seu Secretariado e as coisas começam muito mal na área da Segurança Pública, caso se concretize o contido na matéria publicada neste domingo – 29 de outubro de 2006 – no Jornal do Brasil, com o título “OS NOTAVÉIS DE SÉRGIO CABRAL”.
A matéria destaca o Secretário Estadual de Administração Penitenciária, o Promotor e Tenente Coronel Inativo da PMERJ, Dr. ASTÉRIO Pereira, como um dos nomes fortes para a pasta da Segurança Pública.
Na mesma edição, o Jornal do Brasil noticia também “OS FIÉIS ESCUDEIROS DE DENISE”, a candidata derrotada, que também tinha interesse no Dr. ASTÉRIO.
Uma unanimidade!
Neste mesmo dia 29 de outubro de 2006, o jornal “EXTRA” publica matéria com o título “PM EMPRESTA DOIS MIL HOMENS”, ratificando que o acaso não existe.
Realmente, uma matéria desqualifica a outra.
A mídia tem propalado que existem milhares de Policiais Militares fora da Polícia Militar, o que é a mais pura verdade, considerando que só a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária consome, o termo está apropriado, consome mais de 1.500 Policiais Militares.
E o que fazem estes 1.500 Oficiais e Praças?
Guardam presos, isto mesmo, atuam como Agentes Penitenciários.
E por que o Estado do Rio de Janeiro não contrata Agentes Penitenciários para guardar os presos, mantendo os 1.500 Oficiais e Praças em claro “DESVIO DE FUNÇÃO”?
De acordo com o contido no Ofício assinado pelo Dr. ASTÉRIO e encaminhado à Governadora Rosinha GAROTINHO, os Policiais Militares ganham menos, não faltam, não cobram horas extras e não fazem greves, portanto é melhor desviá-los de função que contratar Agentes Penitenciários.
Esqueceu-se o Dr. ASTÉRIO, esqueceu-se a Governadora Rosinha GAROTINHO, que o Policial Militar tem a sua missão prevista na Constituição Federal, no parágrafo 5º, do artigo 144:

§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

Portanto, os 1.500 Oficiais e Praças que foram afastados irregularmente das ruas do nosso Estado do Rio de Janeiro para atuarem como Agentes Penitenciários, devem voltar imediatamente para as suas funções de polícia ostensiva e preservação da ordem pública.
A falta de efetivo é comum a todas as Unidades Operacionais da Polícia Militar e o desvio de função penaliza o cidadão.
Aliás, penaliza muito mais os outros Policiais Militares que trabalham como Policiais Militares, que arriscam e perdem a vida por um salário aviltante de R$ 700,00 mensais.
Apenas para especularmos sobre o que se gasta com estes Policiais Militares que não trabalham, pelo menos não trabalham como Policiais Militares, consideremos que os 1.500 Policiais Militares sejam todos Soldados – o que não são e com vencimentos de R$ 700,00 mensais, o Estado do Rio de Janeiro gastaria com eles R$ 1.050.000,00 mensais.
E de que parte do orçamento saem estes R$ 1.050.000,00?
Óbvio, da verba destinada ao pagamento dos salários da Polícia Militar.
Conforme o dito popular, quanto maior o número de divisões do bolo, menor a fatia que cabe a cada um.
Os 1.500 Oficiais e Praças trabalham na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e quem paga a conta é a Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Um modo perfeito para permitir que os Agentes Penitenciários ganhem mais que os Policiais Militares e olha que eles fazem greve, faltam e cobram horas extras.
Em conseqüência, podemos imaginar que com o Dr. ASTÉRIO Pereira como Secretário de Segurança Pública, os desvios de função irão continuar, embora já existam Policiais Militares ajuizando ações por desvio de função e quem sabe o Poder Judiciário possa resolver o problema.
Talvez assim os chamados “CONVÊNIOS” sejam revistos e a Sociedade Fluminense tenha de volta às ruas do Rio de Janeiro, os Oficiais e Praças que participam dos diferentes “CONVÊNIOS” celebrados pela Polícia Militar.
Certo que existem “CONVÊNIOS” que repassam verbas pelo uso (desvio de função) dos Policiais Militares, verbas que a Polícia Militar usa em suas despesas, mas que não chegam nem perto de R$ 700,00 mensais, por Policial Militar desviado de função.
A quem diga no Quartel General que somando os Oficiais e Praças que estão fora da Polícia Militar, oficial e oficiosamente (“de boca”), o número de desviados da Polícia Militar atingiria 5.000 Policiais Militares.
E voltando a matemática simplista, considerando todos Soldados – o que não são e com vencimentos mensais de R$ 700,00, o Estado do Rio de Janeiro gastaria mensalmente R$ 3.500.000,00.
Caros Leitores, quando afirmamos que o rompimento com a política é a única alternativa para salvar a Polícia Militar, falávamos sobre a mais cristalina realidade.
O Estado do Rio de janeiro faz concursos para a Polícia Militar e depois de formados, Oficiais e Praças são desviados de função, indo exercer as mais variadas funções, menos a constitucional.
No terreno do imaginário, caso fosse possível que todo o “efetivo” desviado fosse pago por quem o utiliza, saindo da “conta da PM”, os outros Policiais Militares, os que trabalham na Polícia Militar, cerca de 34.000, poderiam receber mensalmente uma gratificação de R$ 103,00, que poderíamos chamar jocosamente de “gratificação de fidelidade constitucional”, o que significaria um aumento de 15% para cada Soldado.
Por mais incrível que pareça, caros leitores, vivemos um verdadeiro paradoxo.
O novo Governador acena com a contratação de milhares de novos Policiais Militares, enquanto milhares de Policiais Militares estão fora da Polícia Militar.
Não seria uma tarefa muito mais simples promover que cada órgão que utiliza Policiais Militares, em desvio de função, contratasse funcionários para substituir os Policiais Militares?
Nós, Policiais Militares, precisamos dizer não aos “CONVÊNIOS”, não aos “CONCURSOS DESNECESSÁRIOS”, que só diminuem os nossos parcos vencimentos.
E pensar que PICIANNI, DOMINGOS BRAZÃO e PAULO MELO disputam a Presidência da Assembléia Legislativa, pobre ALERJ.
O Povo Fluminense, mais uma vez, disse não aos políticos fluminenses, somando-se as abstenções (17,35%), os votos em branco (1,76%) e os votos nulos (8,00), nada menos que 2.952.522 eleitores disseram não a SERGIO CABRAL e a DENISE FROSSARD, um total de 27,11% do eleitorado.
CABRAL foi eleito com 68% dos votos válidos, na verdade 49,56% do eleitorado, ou seja, ele não foi eleito pela maioria dos fluminenses.
Cidadão Fluminense una-se a nós, vamos afastar a política dos quartéis, caso contrário, a penúria atual da Polícia Militar significará apenas uma pequena parte do futuro sombrio que nos aguarda, cada vez mais enjaulados em nossas casas, rezando pela volta dos nossos entes queridos, que transitam em ruas sem policiamento, enquanto os Policiais Militares estão no Ministério Público, nos Tribunais, na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, na segurança e na campanha de Deputados e de Vereadores, sabe-se lá Deus onde mais.
Lugar de Policial Militar é na Polícia Militar!

PROJETO 200 ANOS ( 11 ) - POLÍCIA, CRIME E POLÍCIA - OS ESPANTALHOS E A VIAGEM

Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
Iniciando uma nova fase estamos aceitando comentários e sugestões oriundas de todos os leitores.
Indo em frente.
E continua a campanha dos jornais “EXTRA” e “O GLOBO” traçando um perfil de penúria total da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, mostrando deficiências em todas as áreas.
Surgem as viaturas autoimóveis, ainda apelidadas de “espantalhos”.
O nosso leitor já sabe que, embora a penúria seja uma verdade e como tão, incontestável, o fato das matérias surgirem assim ao final do Governo Rosinha GAROTINHO tem um objetivo claro, mostrar uma Polícia Militar literalmente destruída para a obtenção de verbas no próximo Governo, no caso o continuísta Sérgio Cabral, tendo como coadjuvante o Pan-americano de 2007.
Sim, o continuísta Sérgio Cabral, que tem como Vice Governador o principal aliado do casal GAROTINHO, que atende por “PEZÃO”.
Interessante que nos últimos dois dias buscaram o golpe derradeiro, o mais visível, as viaturas imóveis, colocadas apenas para dar visibilidade.
No dia 27 de outubro de 2006, “O GLOBO” estampa na primeira página:

? ISTO É UM CARRO DA POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO – Parado na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, a Veraneio da PM é um “autoimóvel”: não sai do lugar porque está com a ignição quebrada. Além da falta de vidros, tem jornal no lugar do GPS. Levantamento feito pelo GLOBO na Zona Sul mostrou mais veículos no mesmo estado.
A matéria continua na página 18.
Hoje, “O GLOBO” trás na primeira página:

?PM RETIRA AUTOIMÓVEIS DAS RUAS DA ZONA SUL.

A matéria continua nas páginas 23 e 43.
O “EXTRA” segue o mesmo caminho e não vamos nos alongar, apenas gostaríamos que os nossos leitores tivessem conhecimento da estratégia utilizada e que a penúria é real, porém remonta a muito tempo, sendo mais um fruto da escravidão política a qual vem sendo submetida a gloriosa Polícia Militar.
Ao longo do Governo do casal GAROTINHO manter as viaturas nunca foi uma preocupação, isto não aparece politicamente, sendo semelhante a obras na rede de esgoto, que causam grande transtorno na superfície da rua e depois de concluídas, ninguém vê.
O casal preferiu promover os comboios em desfile das novas viaturas adquiridas para a Polícia Militar e para a Polícia Civil, que percorriam a cidade com luzes piscando e sirenes a todo vapor, mostrando a todos os investimentos em segurança pública.
Nunca é demais lembrar que a maioria destas viaturas foi comprada com verbas federais.
Um outro aspecto que não pode passar desapercebido trata-se do fato de que nenhuma comparação foi feita pelo “O GLOBO” ou pelo “EXTRA” sobre a penúria da Polícia Militar e o fato de Oficiais e Delegados irem viajar para o exterior, Estados Unidos e Canadá, uma viagem que custou aos cofres públicos mais de R$ 600.000,00.
Imaginem quantas viaturas poderiam ser conservadas com tal verba?
Talvez não tenham tratado do fato para não valorizar as matérias que o “JORNAL DO BRASIL” tem produzido a respeito da viagem.
E por falar em “JORNAL DO BRASIL”, extraímos do blog do jornalista GUSTAVO DE ALMEIDA, publicado no JBOnline no dia 20 de outubro de 2006, sob o título “AUTONOMIA PARA OS AZÚIS”, o seguinte texto:

“A democracia é a gestão de conflitos, é certo. E por isto mesmo a autonomia da Polícia Militar é urgente, para que a instituição tenha corpo de bicentenária mas jamais cabeça e coração de quem tem quatro anos de mandato. Por isto tudo, vai aqui meu aplauso ao comandante-geral da PM, que, segundo soube, é plenamente a favor da (re) criação da Secretaria da Polícia Militar”.

A autonomia da Polícia Militar é a nossa luta, queremos ser senhores do nosso destino, queremos “uma cabeça e um coração” de uma instituição bicentenária.
Grilhões políticos, nunca mais.
E seguindo nossas denúncias para revertermos o quadro caótico, um estratagema em pleno andamento.
No sétimo artigo, “AS NOMEAÇÕES POLÍTICAS DOS COMANDANTES”, tratamos de um dos estratagemas políticos para implementar os seus objetivos criminosos, no caso específico a dominação dos transportes alternativos, inclusive os clandestinos.
O porta voz dos políticos, que atende por “LUIZINHO” é o grande articulador e vamos tratar do plano passo a passo.
O primeiro passo foi convencer o nosso digno Comandante Geral que deveria dar uma oportunidade ao Tenente Coronel Jorge Luiz ALFAIA dos Reis no Comando de uma Unidade Operacional, sendo que na época ALFAIA era o Subdiretor da Diretoria Geral de Assuntos Logísticos, auxiliar direto do Coronel SAMUEL Dias Dionísio, amigo de LUIZINHO.
O Comandante Geral atende a proposta e nomeia ALFAIA como Comandante do Batalhão de Trânsito, substituindo o Tenente Coronel EDUARDO, empossado a pouco tempo.
O exonerado recebe como prêmio de consolação o Comando do Batalhão de Policiamento Florestal e de Meio Ambiente.
Conta a lenda que EDUARDO não teria se adequado a alguns acordos.
O segundo passo foi convencer ao Comandante Geral que o policiamento de trânsito era um foco de corrupção em todas as áreas e principalmente no Centro da Cidade, uma tarefa que LUIZINHO cumpriu com maestria e o nosso Comandante Geral acabou com o policiamento de trânsito em todos os Batalhões do Centro do Rio de Janeiro e determinou a diminuição dos efetivos de trânsito em todos os Batalhões.
Dominado o Centro da Cidade, começa a expansão.
O terceiro passo já se iniciou com a inauguração dos núcleos do BPTran nas área do 4º
e 6º BPM, o domínio vai se ampliando e continuará.
E fiel aos acordos políticos, cada conquista resulta em uma solenidade, em uma festa!
O quarto passo fica para 25 de dezembro de 2006, quando o Tenente Coronel Alfaia será promovido ao último posto – Coronel PM – e quem sabe no próximo governo será o novo Comandante do Comando de Policiamento de Trânsito, tendo sob suas ordens o BPTran e o BPRv.
E assim a Polícia Militar vai sendo dominada politicamente.
Não poderíamos encerrar o artigo sem deixar uma indagação!
As viaturas da Polícia Militar estão depauperadas há muito tempo em todos os Batalhões, sendo assim por qual motivo a reportagem do jornal “O GLOBO” foi fotografar as viaturas da área do 23º BPM?
Talvez, a semelhança do Tenente Coronel EDUARDO, no BPTran, o Tenente Coronel MILLAN, Comandante do 23º BPM, não esteja aceitando algum acordo político.
Será que o cinturão Zona Oeste e Zona Sul está se enfraquecendo?
Com a palavra os Tenentes Coronéis MOUZINHO, Comandante do 31º BPM (Recreio) e MILLAN, Comandante do 23º BPM (Leblon).

PROJETO 200 ANOS ( 10 ) - POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA - O COMANDANTE GERAL - A LISTA TRÍPLICE.

Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
A nossa primeira série de artigos se encera neste artigo, quando trataremos da sucessão do Coronel Hudson Aguiar de Miranda, nosso Comandante Geral, um homem que dentro dos limites que lhe foram impostos pela política, conseguiu realizações notáveis no exercício da mais alta função institucional, todos devemos reconhecer.
Porém antes de tratarmos do tema mais relevante da série, voltemos ao tema do uso político da mídia.
No artigo anterior citamos exemplos positivos e exemplos negativos da ação da mídia, respectivamente, de um lado a imprensa livre e do outro a imprensa manietada, talvez financiada, por interesses políticos dos mais escusos.
E tendo o jornal “Extra” como um verdadeiro abre alas, considerando que as matérias tratadas a seguir, replicam no grande “O Globo”, segue o estratagema político.
Os ataques continuam na primeira página, sob o título:

?“PM CORTA ATÉ TELEFONES EM QUARTÈIS – SÓ COMANDANTES TÊM AUTORIZAÇÃO PARA FAZER LIGAÇÕES E UASR A INTERNET”.

E na página onze, assinada pelo jornalista Marcos Nunes (jnunes@extra.inf.br) e ilustrada por uma fotografia de um Policial Militar segurando um coturno rasgado, continuam em ação:

?“PMs NÃO PODEM MAIS TELEFONAR – SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA CONFIRMA QUE, POR ECONOMIA, RESTRINGIU LIGAÇÕES DENTRO DOS BATALHÕES”.

As informações financeiras restritas continuam a alimentar uma estratégia que parece ter como objetivo mostrar uma Polícia Militar no fundo do poço, tanto administrativa, quanto operacionalmente.
Talvez para justificar um início de novo governo e de novo comando repletos de dificuldades a serem vencidas.
Certo apenas que o conteúdo das matérias retrata a mais pura verdade, sendo o exemplo perfeito para demonstrar o poder deletério da influência política na condução da nossa amada Polícia Militar.
O tempo dirá aonde o grupo quer chegar e nós tornaremos toda a estratégia transparente.
E o jornal “Extra” segue na sua missão de ajudar o trinômio POLÍTICA, CRIME E POLÍTICA, na matéria assinada pelo jornalista Antero Gomes (agomes@extra.inf.br), inserida na página 18:

? REIVINDICAÇÃO ANTIGA – PM CADASTRARÁ 20 MIL INATIVOS NO ESTADO – POLICIAIS RECEBERÃO NOVAS CARTEIRAS DE IDENTIDADE COM ALTERAÇÃO DE POSTO.

A sensacional matéria trata da não menos sensacional Lei nº 4.848, sancionada pela Exma Governadora Rosinha GAROTINHO, sendo de autoria do Deputado Estadual “Coronel” JAIRO.
Além do custo e do trabalho para a confecção de novas cédulas de identidade a nova lei gerou a publicação contida no Boletim da PM nº 193, do dia 20 de outubro de 2006, na qual o Comandante Geral determina que a Diretoria de Inativos e Pensionistas faça o cadastramento dos 20 mil inativos.
E no que consiste a maravilhosa lei?
Ele garante que ao passar para a inatividade o PM, como recebe o soldo de um posto/graduação acima, tenha este posto/graduação inserido na cédula de identidade.
Na prática, um Capitão PM passa para a inatividade recebendo o soldo de Major e agora, além do soldo do posto superior, terá o posto de Major registrado na nova cédula de identidade.
Venhamos e convenhamos, depois das promoções por bravura, depois das promoções por bravura moral e depois da promoção do Tenente Coronel Alexandre, sabe-se lá Deus por que motivo, só faltava esta, uma promoção de cédula de identidade.
Tratando-se de promoção política o nosso Executivo sanciona sem pestanejar!
Caros Leitores, não pensem que a lei não tem um objetivo maior do que o citado, talvez o grande objetivo seja corrigir um erro político, considerando que o Deputado Estadual “Coronel” JAIRO, na verdade deveria denominar-se Deputado Estadual Tenente Coronel JAIRO, seu posto atual.
A nova cédula de identidade o promoverá e o erro será sanado, isto se ele resolver passar para a inatividade.
Sim, porque por mais incrível que possa parecer, apesar de ter sido eleito em 2002 Deputado Estadual e reeleito neste ano, o Deputado Estadual “Coronel” JAIRO ainda é um Oficial da Ativa da Polícia Militar, quando a lei determina que deveria ter sido transferido para a reserva remunerada ex officio.
Na condição de Oficial da Ativa, o Deputado Estadual “Coronel JAIRO” comete o crime de receber como Oficial da Ativa, inclusive 1/3 de férias e o 13º salário, além dos seus vencimentos como parlamentar.
Um dia o Ministério Público vai descobrir esta verdade e muita gente vai ter que dar explicações no Poder Judiciário.
Cumprir legislação não é uma qualidade do ilustre parlamentar que deveria ter sido transferido para a inatividade ex officio antes mesmo de ter sido eleito, quando deixou de figurar por três vezes no Quadro de Acesso para promoção.
Afinal, para que servem os Quadros de Acesso, a Governadora Rosinha GAROTINHO os ignora sempre que deseja.
Afastando-nos das tristes linhas anteriores, tratemos da lista tríplice.
O grupo ao relacionar como um dos objetivos primordiais o Comando próprio, que na verdade nunca tivemos, teve a preocupação de traçar parâmetros que deveriam nortear a escolha dos futuros mandatários da gloriosa Polícia Militar.
Ratificamos que a missão de apresentar uma lista tríplice ao novo Governador é dos atuais Coronéis da PMERJ, porém como não acreditamos que eles consigam solucionar as flagrantes divisões do grupo e apresentar os escolhidos pela Polícia Militar, não resta-nos outra alternativa para enfrentar o julgo político.
Listamos os seguintes parâmetros como sendo os mais relevantes:
- Honestidade comprovada ao longo da carreira.
- Padrão de vida compatível com o salário de Coronel PM.
- Competência demonstrada no exercício da função atual e nas funções anteriores como Oficial Superior.
- Dedicação efetiva à Instituição, descartando-se de imediato os Coronéis Empresários.
- Comprometimento com a modernização administrativa na gestão dos recursos humanos e materiais.
- Comprometimento com uma nova doutrina de emprego operacional, consubstanciada na defesa do cidadão, apartando-se da “política operacional” do tiro, porrada e bomba.

Submetendo os Coronéis da Polícia Militar ao filtro formado por estes parâmetros básicos ficamos com um grupo bem reduzido, porém existe mais um parâmetro que praticamente restringe ao mínimo da proposta, a vontade de ser o próximo Comandante Geral.
Por mais absurdo que possa parecer, o quadro institucional é tão caótico que alguns Coronéis não aceitariam assumir a função no início do próximo ano.
Caros Leitores, Policiais Militares, para sua apreciação e sua crítica, a nossa lista em ordem alfabética, para os cargos de Comandante Geral, Chefe do Estado Maior e Chefe do Gabinete Militar:
Coronel Antonio Carlos Suarez DAVID – Comandante do Comando de Policiamento da Capital.
Coronel Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira – Diretor Geral de Finanças.
Coronel UBIRATAN de Oliveira Ângelo – Diretor de Ensino e Instrução.
Infelizmente não pudemos submeter os escolhidos ao último parâmetro, o comprometimento integral com o Comando próprio, sem qualquer interferência política, considerando que isto não pode ser avaliado, em razão da condição atual de candidatos que buscam apoios políticos para as suas pretensões, tendo em vista as “regras sucessórias” em vigor.
Iniciando uma nova série de artigos trataremos da “Ciranda dos Comandantes” de Batalhão, mais um componente do trinômio POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA.
Nunca tão poucos, comandaram tantos Batalhões, por tanto tempo.

PROJETO 200 ANOS ( 9 ) - CRIME, POLITICA E POLÍCIA - A PARTICIPAÇÃO DA MÍDIA E O PRÓXIMO COMANDANTE GERAL

Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
Iniciamos o penúltimo artigo da nossa fase inicial, certos de que conseguimos transmitir a todos a necessidade da Polícia Militar romper com o julgo político que nos domina desde o período pós abertura política, concluiremos o assunto promoções políticas trazendo exemplos práticos da ação da mídia, ações negativas e positivas.
Rompendo marcha e seguindo em frente.
A impunidade cega!
Os grandes acordos que cercam os problemas na área de Segurança Pública emprestam falsamente uma sensação de blindagem, fazendo com que os envolvidos se considerem inalcançáveis pela justiça dos homens.
O nosso artigo anterior tratou da coluna “Extra, Extra”, assinada pela jornalista Berenice Seara, como uma das ferramentas utilizadas para promover ou denegrir um Comandante de Batalhão, conforme os interesses do grupo político dominante.
Eis que os incautos, na tentativa de promover o atual Comandante do 19º BPM, publicam no dia 23 de outubro de 2006:

?CORONEL SURFISTA – O Comandante do 19º BPM (Copacabana), Romão Vilaça, depois de anos sem encarar uma onda, voltou a ser surfista. Comprou um pranchão para acompanhar o filho, de 16 anos.

Uma notícia sensacional, sem dúvida uma demonstração clara dos recursos utilizados pelo grupo para colocar em evidência quem os interessa, por mais simplória que seja a citação.
Uma clara perda da noção do ridículo.
Pena que o Tenente Coronel VILAÇA não se destacou no combate às máfias do transporte alternativo e dos caça-níqueis no período que comandou o 14º BPM, problema que só aumentou.
O Tenente Coronel VILAÇA é pródigo nas estratégias de marketing pessoal, talvez fruto do seu aprendizado como dono de empresas de segurança, das quais surge apenas como sócio cotista, uma prática comum entre os Comandantes Empresários.
As empresas sempre estão no nome das mães, dos irmãos, das esposas, dos cunhados, etc, evitando-se assim que os reais proprietários, Oficiais PM, pratiquem crime militar.
Mas voltando ao marketing, VILAÇA ao completar um ano de Comando no 14º BPM editou uma revista comemorativa, impressa sabe Deus onde, mostrando as suas qualidades e seus feitos, nenhum deles contrários aos interesses mafiosos, claro.
Berenice Seara enaltece VILAÇA e ataca MOUZINHO, Comandante do 31º BPM, noticiando por dois dias seguidos problemas no estacionamento de veículos na unidade, inclusive informando que vários Oficiais estacionam veículos no interior do 31º BPM, mesmo com o IPVA atrasado, enquanto os Praças são proibidos de usar o estacionamento interno em razão do atraso no imposto, terminando por um veículo ser roubado.
Quem será que eles desejam colocar no Comando do 31º BPM?
Que acordo o Tenente Coronel MOUZINHO teria rompido?
A coluna nos dias 22 e 23 de outubro trás matérias sobre a falta de verbas na Polícia Militar com os títulos:”A PENÚRIA DA POLÍCIA MILITAR” e “E A PENÚRIA DA PM CONTINUA”.
As matérias trazem detalhes de conhecimento restrito e fica a pergunta, quem alimenta Berenice Seara?
Não satisfeitos, a matéria é replicada no dia 24 de outubro de 2006, alcançando a primeira página do “Extra”, sob o título: “PM, SEM DINHEIRO, DESLIGA RADAR DE PATRULHAS E RACHA GASOLINA”.
Assinada pelos repórteres Marcelo Dias e Marco Antônio Martins, a matéria enche a página catorze com mais detalhes, expondo as entranhas da Polícia Militar e do atual Governo Estadual.
E qual seria a motivação daqueles que alimentam a jornalista?
A sucessão no Comando da PMERJ pode ser a resposta, tendo em vista que no mesmo dia 23 de outubro de 2006, a coluna “Extra, Extra” noticia:

? FAÇAM SUAS APOSTAS – E na disputa pela sucessão do comandante-geral da Polícia Militar, Hudson Aguiar, subiu, nos últimos dias, a cotação do chefe do Estado Maior da PM, Claudeci Ribeiro, e do Comandante do Policiamento da Capital (CPC), Soarez David. Mas ainda corre por fora, com apoio de um dos deputados mais votados na última eleição, o ex-chefe da Assessoria Jurídica Cristiano Queiroz.

A primeira vista, caros leitores, a notícia pode ser interpretada como o enaltecimento dos três citados, porém na verdade os três estão sendo “fritados”, como se diz na gíria popular.
O Coronel DAVID, Comandante do CPC, deve estar incomodando muita gente, considerando que foi “fritado” pela segunda vez.
Na primeira vez, o Coronel DAVID foi fritado na “turma bem relacionada dos 29 mil”, juntamente com o Coronel SAMUEL (DGAL), o Coronel UBIRATAN (DEI) e o Coronel PAÚL (Corregedoria), pela mesma Berenice Seara.
Quem seria o Comandante Geral ideal para Berenice Seara?
Vamos aguardar as próximas matérias.
Por sorte, a mídia fluminense está muito além das Berenices e das Mônicas e nas últimas semanas um repórter tem se destacado, defendendo os reais anseios da nossa amada Polícia Militar, lutando contra a cruel interferência política que destrói a Polícia Militar.
O repórter do Jornal do Brasil, Gustavo de Almeida, que nas suas colunas no jornal e no seu blog do JBONLINE, tem sido incansável nas denúncias contra a escravidão política da instituição.
No dia 24 de outubro de 2006, sob o título:

?“SEGURANÇA – DEPUTADOS REVELAM BASTIDORES DO RELACIONAMENTO COM OFICIAIS – POLÍTICOS CONFIRMAM INFLUÊNCIA SOBRE COMANDOS DE BATALHÕES.

O artigo trás declarações do Deputado Estadual PAULO RAMOS (PDT), que é Major Reformado da PMERJ e do Deputado Estadual JAIR BOLSONARO (PP), Capitão Inativo do Exército Brasileiro.
PAULO RAMOS cita parte do seu antológico discurso na tribuna da ALERJ quando tratou da promoção do Tenente Coronel ALEXANDRE: “ O Governo resolveu elevar ao posto mais alto da carreira na Polícia Militar um Tenente Coronel que já havia sido promovido neste mesmo governo, de Major a Tenente Coronel. (...) Chegou ao posto mais alto enquanto quase todos os integrantes de sua turma ainda estão no posto de Major, inclusive o primeiro da turma (...)”.
A íntegra do discurso do dia 29 de agosto de 2006 está disponível no site da ALERJ.
JAIR BOLSONARO, afirmou: “Em fim de governo, é comum vermos oficiais da Polícia Militar procurando deputados, para garantir este ou aquele comando. Os deputados ou vereadores indicam, mas isto tem um preço:um vereador sempre vai ter uma área na qual não se pode entrar, e aí o tráfico de drogas predomina. Vale lembrar o episódio em que o então Secretário de Esportes Chiquinho da mangueira foi acusado pelo Tenente Coronel Erir Ribeiro de ter pedido para não fazer operações na favela. Não foi um caso isolado”, concluiu o parlamentar.

Um dia o Ministério Público ainda vai se interessar pelo trinômio CRIME, POLÍTICA E POLÍCIA.
No domingo, dia 22 de outubro de 2006, Gustavo de Almeida publica uma grande matéria, com os títulos:

? “BASTIDORES – PROMOÇÕES AO POSTO MAIS ALTO DA CORPORAÇÃO EVIDENCIAM INFLUÊNCIAS EXTERNAS – A POLÍTICA QUE INVADE A POLÍCIA”.

?“BASTIDORES – COMANDANTE DA PM MOSTRA HABILIDADE PARA CONCILIAR OS CONFLITOS POLÍTICOS – A FARDA QUE RESISTE ÀS PRESSÕES POLÍTICAS”.
O nosso Comandante Geral, pressionado, teria declarado que “Pedidos (de políticos) são inúmeros. Mas é importante acima de tudo ter compromisso com a nossa corporação”.

Além do jornalista Gustavo de Almeida, a jornalista Vera Araújo, do jornal “O GLOBO”, recentemente também publicou várias matérias sobre as promoções políticas e o jornalista Leandro Mazzini, do “Jornal do Brasil”, publicou matéria no dia 29 de setembro de 2006, sob o título:

?ELEIÇÕES – GAROTINHO É ACUSADO DE DEMITIR DO GOVERNO APADRINHADOS DE DESAFETOS POLÍTICOS – EXONERAÇÕES NO JOGO ELEITORAL.

Leandro Mazzini noticiou a exoneração do Tenente Coronel JOSIAS, então Comandante do 39º BPM, pelo fato de ter desagradado ao candidato do Garotinho, Geraldo Pudim.
A candidata ao Governo do Estado do Rio de Janeiro Denise Frossard em discursos e debates denunciou várias vezes a interferência política na Polícia Militar.
Frossard será derrotada no próximo dia 29 de outubro de 2006, segundo todas as pesquisas, de forma esmagadora e Sérgio Cabral será o novo Governador.
E quem será o novo Comandante Geral da Polícia Militar?
E quem indicará o novo Comandante Geral?
Fiéis aos nossos ideais podemos garantir ao povo fluminense que o novo Comandante Geral será indicado pela Polícia Militar, conforme será tratado no nosso próximo artigo.
Nunca mais um Comandante Geral da bicentenária, heróica e honrada Polícia Militar será indicado por um político.
Desistam Wagner Montes, Marcelo Itagiba, Álvaro Lins, Coronel Jairo, Domingos Brazão e correligionários.

PROJETO 200 ANOS ( 8 ) – CRIME, POLÍTICA E POLÍCIA – A PARTICIPAÇÃO DA MÍDIA.

Caros Leitores, a correta e a completa compreensão do caos que foi transformada a Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, necessita da leitura dos nossos artigos em ordem cronológica.
No artigo anterior iniciamos uma abordagem mais detalhada a respeito da dominação política que tem sido submetida a nossa amada Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, um dos fatores, sem dúvida o principal, que nos conduziu a insegurança nossa de cada dia e lugar.
O Jornal “Extra”, filhote menos abastado do Jornal “O Globo”, publicou a seguinte matéria no dia 15 de outubro de 2006, na Coluna assinada pela jornalista “BERENICE SEARA”, que tem como título “Extra, Extra!”.
A matéria em si, um pequeno artigo inserido na coluna, nos brinda textualmente com o seguinte comentário:
“Renovação na PM”
?Na PM, de certo só que o comandante, Hudson de Aguiar, não é candidato a permanecer no cargo. Pelo perfil, deve ir para a Inspetoria Geral Unificada.
?Um grupo de majores já esteve com o Coronel Jairo, e deve procurar outros deputados, para pedir que o novo comandante represente a renovação – e que faça a reforma administrativa da PM.
Erros a parte, considerando que não existe a Inspetoria Geral Unificada, existindo na verdade a Inspetoria Geral de Polícia, da estrutura da Secretaria de Segurança e a Corregedoria Geral Unificada, da estrutura da Secretaria de Direitos Humanos, o breve e simplório artigo representa claramente a dominação política exercida sobre a bicentenária PMERJ.
Uma breve análise revela um paradoxo ou uma dissimulação, considerando que o atual Comandante Geral – Coronel Hudson de Aguiar Miranda – tem feito todos os acordos políticos possíveis para permanecer no cargo, ciceroneado principalmente pelo seu Chefe de Gabinete – Coronel Vanderlei Pereira de ALMEIDA, isto sem falar nas articulações políticas do ex-Comandante Geral Coronel Reformado WILTON Soares Ribeiro – Subsecretário Operacional da SSP/RJ.
Os acordos políticos são materializados principalmente nas nomeações políticas dos Comandantes de Unidades Operacionais, sempre atendendo indicações políticas, para os fins já tratados no nosso artigo anterior.
A segunda parte do artigo trata de uma reunião de Majores com o Deputado Estadual reeleito “Coronel JAIRO”, com o objetivo de promover uma “renovação na PM”.
O leitor despercebido, desconhecedor dos assuntos da caserna, não identificará a gravidade destas poucas linhas.
A hierarquia e a disciplinar militar são as bases das Instituições Militares, como as Forças Armadas, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Um simples arranhão nestas bases estruturais repercute por toda instituição.
A escala hierárquica compreende, em nível ascendente, os soldados, os cabos, os 3º sargentos, os 2º sargentos, os 1º sargentos, os subtenentes, os aspirantes à oficial, os 2º tenentes, os 1º tenentes, os capitães, os majores, os tenentes coronéis e finalmente, os coronéis.
Noticiar que Majores estão tratando da “nomeação do próximo Comandante Geral” – cargo privativo de Coronel - interagindo com um Deputado Estadual, fere de morte a hierarquia e a disciplina.
E os nossos Coronéis permanecem calados!
Escraviza a bicentenária e heróica Polícia Militar à política, política feita por políticos que a cada dia chafurdam mais e mais no mar de lama que se transformou o Palácio Guanabara e a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
E a colunista vai além, ainda na coluna do dia 15 de outubro de 2006, tratando da sucessão na Secretaria de Segurança Pública, no artigo “Secretário linha-dura” e da sucessão na Polícia Civil, no artigo “Confiança na Civil”.
Em artigo anterior, a jornalista BERENICE SEARA, trata do poder que terá o Deputado Estadual WAGNER MONTES na Polícia Militar, reforçando a dominação política da Instituição.
Os artigos citados nos enchem de vergonha e a nossa indignação nos fornece mais energia para a luta que estamos empreendendo, portanto, a seguir trataremos de um ponto específico que alimenta o trinômio POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA.
O papel da mídia.
A jornalista BERENICE SEARA, assina diariamente no jornal “Extra” a coluna “Extra, Extra!”, uma coluna que vive de fofocas, ou seja, de pequenos artigos sem qualquer compromisso com a verdade, que têm como finalidade única enaltecer ou denegrir pessoas ou instituições, segundo interesses políticos.
O jornal “O Dia” até bem pouco tempo tinha uma coluna estruturada da mesma forma e com os mesmos objetivos, coluna assinada pela jornalista MÔNICA RAMOS.
No trinômio POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA, as duas jornalistas prestam um inestimável serviço a um “Assessor Parlamentar”, freqüentador assíduo do Quartel General da Polícia Militar e do Gabinete do Comandante Geral, que atende por “LUIZINHO”.
Fisicamente simplório, passaria despercebido, o que para ele seria ideal, considerando que vive de tráfico de influência, caso não cometesse o erro de acreditar na impunidade eterna.
“LUIZINHO” se tornou tão freqüente no gabinete do Comandante Geral que apesar de sua pouca estatura, passou a ser conhecido de todos, bem como passou a ser de domínio público as suas motivações.
Ele é o grande articulador político, o grande elo de ligação entre a ALERJ e o Comando da Polícia Militar.
Tendo aos seus serviços alguns jornalistas, ele consegue matérias para enaltecer ou destruir quem quer que seja, de acordo com os seus interesses.
Ajudando um político, planta matérias contra os seus adversários.
Querendo nomear um Comandante, planta matérias contra o detentor da função.
Uma “bola dentro” aqui, uma “bola fora” ali, ele vai alcançando os seus objetivos.
Vivendo, inclusive muito bem, da troca de favores políticos, “Luizinho” interage com o Comandante Geral para o atendimento dos pedidos da política reinante.
Porta voz do Deputado Estadual “Coronel” JAIRO e do Deputado DOMINGOS BRAZÃO junto ao Comando da Polícia Militar, foi a espada que derrubou muitos Comandantes e nomeou aqueles que interessavam politicamente, como por exemplo, a nomeação do Tenente Coronel Miguel de Almeida CARLOU para o Comando do 36º Batalhão de Polícia Militar, antes da eleição, para atender a pedido do Deputado Estadual “Coronel” JAIRO, oriundo da Zona Oeste e amigo pessoal de CARLOU, a quem já tinha nomeado para comandar o 14º Batalhão de Polícia Militar.
Talvez no futuro próximo, Pádua, tenha tantas máquinas caça-níqueis, tanto transporte alternativo clandestino, quanto Bangu, Realengo, Senador Câmara, etc.
O atual Comandante Geral da Polícia Militar – Coronel HUDSON de Aguiar Miranda – nunca poderá ser acusado de participar de qualquer irregularidade com a finalidade de obter dinheiro de origem criminosa, isto nunca, defenderemos a honra do nosso Comandante Geral contra acusações vis de tal natureza, porém não podemos ignorar que o nosso Comandante foi coptado e dominado pelo Assessor Parlamentar, através da vaidade.
O aparecimento diário em jornais, a notoriedade decorrente, cegaram o homem honrado e temente à Deus.
A nomeação de CARLOU é o maior exemplo.
O Tenente Coronel Miguel de Almeida CARLOU foi exonerado do 14º BPM apenas no momento que se tornou impossível a sua permanência, diante das mortes constantes nas disputas territoriais da criminalidade na área de atuação sob sua responsabilidade e diante do envolvimento quase que total dos seus Oficiais e Praças com a criminalidade.
O novo comando dado ao CARLOU violentou a todos os verdadeiros Policiais Militares.
Obviamente, quando CARLOU foi exonerado do 14º BPM, um novo aliado do Deputado “Coronel” JAIRO foi nomeado em seu lugar, o Tenente Coronel Romão Roberto de Melo VILLAÇA, para que os acordos fossem mantidos.
VILLAÇA saía do Comando do 2º BPM – Botafogo e seguia para a Zona Oeste, deixando em seu lugar outro amigo de JAIRO, o Tenente Coronel Ricardo QUEMENTO Lobasso.
E o que fez VILLAÇA para reverter o quadro no 14º BPM, nada.
A única providência foi transferir alguns Oficiais e Praças que seriam ligados à criminalidade, apenas uma cortina de fumaça.
E tudo ficou igual no comando do 14º BPM.
O Tenente Coronel VILLAÇA só saiu do 14º BPM quando recebeu uma nova missão, fortalecer e expandir a rede de influência dos amigos deputados.
Saiu do 14º BPM – Bangu e foi para o comando do 19º BPM – Copacabana, para formar o cinturão da Zona Sul, isto antes da eleição, juntando-se a QUEMENTO (2º BPM) e ao Tenente Coronel Carlos Eduardo MILLAN Guimarães, Comandante do 23º BPM.
E para fechar a Zona Sul, o Tenente Coronel LUIGGI Felipe Guimarães Gatto, Subcomandante do QUEMENTO, assumiu o Comando do BPTur, substituindo o Tenente Coronel Ronaldo Antônio de MENEZES, um estranho no ninho.
MENEZES foi parar na Baixada Fluminense, no Comando do 21º BPM.
Pronto, a Zona Sul é deles!
Cidadãos, talvez um dia a Polícia Federal faça uma visita a Zona Sul, quando o efetivo da Polícia Militar sofrerá sérias baixas.
Todavia, isto só deve ocorrer quando na Segurança Pública Estadual não existir participação ou interferência de Policiais Federais.

PROJETO 200 ANOS ( 7 ) POLÍTICA, CRIME E POLÍCIA - AS NOMEAÇÕES POLÍTICAS DOS COMANDANTES

O cidadão fluminense nestes dias caóticos, quando a insegurança passou a ser companheira de todas as horas e de todos os lugares, precisa conhecer uma das causas mais importantes para o total descontrole das atividades criminosas no nosso Estado do Rio de Janeiro.
Sim, descontrole das atividades criminosas, sabedores que somos da impossibilidade de se viver em uma sociedade sem crimes, sobretudo em um país sem qualquer preocupação com educação, como promover a cidadania do seu povo.
Em primeiro lugar precisamos definir o que é um Batalhão da Polícia Militar e por que os políticos têm tanto interesse em nomear o seu Comandante.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para cumprir a sua missão constitucional – o policiamento ostensivo – divide o território fluminense em áreas operacionais, cada uma delas sob responsabilidade de um Batalhão.
Nos dias atuais o Estado está dividido em 40 (quarenta) áreas operacionais, correspondendo a 39 (trinta e nove) Batalhões e a área afeta ao RCECS - Regimento de Cavalaria – que realiza o policiamento ostensivo em parte da Zona Oeste.
Divisão idêntica ocorre na Polícia Civil, quando o Estado é divido em circunscrições relacionadas a cada Delegacia Policial.
O interesse político em nomear é exercido também nas Delegacias de Polícia, a motivação é idêntica.
No nosso Estado, os responsáveis pela segurança pública, criaram as Áreas Integradas de Segurança Pública, fundindo áreas operacionais e circunscrições.
Em regra, um Batalhão de Polícia Militar é composto por menos de 400 (quatrocentos) homens e mulheres, sendo que destes, entre 15 (quinze) e 20 (vinte) são Oficiais, incluindo o Comandante.
Matematicamente, buscando um ideal de fidelidade, poderíamos imaginar que um político – um deputado estadual, por exemplo – indicando um Comandante de Batalhão e este por sua vez, colocando apenas Policiais Militares de sua confiança no efetivo, tal político poderia conseguir os 500 (quinhentos) votos dos Policiais Militares e os votos dos dependentes dos Policiais Militares.
Portanto, no terreno do imaginário ideal, um Comandante indicado significaria cerca de 2000 (dois mil) votos.
Obviamente, isto não ocorre, não existe tal fidelidade, quanto mais no momento solitário da votação.
O que ocorre na realidade é que o político consegue um número muito maior de votos e passaremos a explicar o processo.
O Comandante Geral, também escolhido politicamente, recebe a indicação de um político ligado ao Governo do Estado e cumpre a indicação, nomeando o “felizardo”.
O Coronel ou o Tenente Coronel indicado – amigo do político ou cúmplice, como preferirem ao final do artigo – carrega para o Batalhão todos os seus Oficiais e Praças de “confiança”.
Tal movimentação é facilmente comprovada nos dias seguintes à nomeação, mesmo antes da posse, com as movimentações publicadas no Boletim da PM.
O Comandante – homem de confiança do político – monta um grupo de confiança para “dominar politicamente a sua área operacional”.
Uma área operacional é composta por vários bairros, isto no Município do Rio de Janeiro, no chamado Grande Rio e no Município de Niterói, enquanto no interior do Estado, uma área operacional é composta por alguns Municípios.
Eis os destinatários dos objetivos políticos, os cidadãos que residem nestas áreas operacionais.
Alguns Batalhões possuem como clientes uma população de centenas de milhares de cidadãos.
Uma rápida passagem nas zonas eleitorais inseridas nas áreas operacionais nos levaria a concluir sobre a importância de dominar “politicamente” a área de um Batalhão.
E como o político consegue dominar “politicamente” uma área?
As ações desenvolvidas pelo Comando do Batalhão para alcançar o pretendido domínio são realizadas através da integração Batalhão x Comunidade, ações “aparentemente limpas”, considerando que ninguém condenaria a aproximação da Polícia com o Cidadão, aliás, tônica do tão decantado Policiamento Comunitário.
O Batalhão é transformado em um foco de atração para a Comunidade.
Promove os mais variados eventos festivos internos:
- Melhores do mês, melhores do ano, aniversariantes do mês, aniversário do Batalhão, aniversários de Comandos, sempre com a presença do político, que distribui prêmios e diplomas.
- Distribuição de medalhas, hoje, praticamente todas as Unidades Operacionais possuem as suas medalhas próprias do Batalhão. Isto sem falar, na farta distribuição das diversas medalhas oferecidas pela Força Expedicionária Brasileira, compradas pelos Comandantes por cerca de R$ 80,00 (oitenta reais), já incluindo o diploma e distribuídas à vontade do Comandante ou do Político “reinante”.
- Inaugurações de Destacamentos de Policiamento Ostensivo e de Postos de Policiamento Comunitário, ambos normalmente em comunidades carentes. Apesar da maioria não se tratar de inaugurações e sim, reinaugurações, após algumas obras, via de regra, pintura de paredes.
- Inaugurações de instalações novas nos Batalhões ou inauguração de obras, como ocorreu recentemente no batalhão de Polícia de Choque, Comandado pelo Coronel ROMILTON de Souza Correa, sendo a Unidade Operacional que tem o melhor Rancho da PM e as piores viaturas, o que deve deixar o cidadão fluminense muito feliz.
- Alguns meses atrás, no Comando do Tenente Coronel Rocha Barros, foi inaugurado no 5º BPM um banheiro.
- Realização dos mais variados cursos, tais como, o de defesa pessoal que está ocorrendo no 14º BPM, que resultou em uma entrevista na Rede Globo, dada pelo próprio Comandante – Coronel Celso Lacerda NOGUEIRA – ex-Comandante do 19º BPM. A área operacional do 14º BPM é o local onde proliferaram a máfia dos caça-níqueis e do transporte alternativo clandestino, gerando dezenas de mortes, isto no Comando do Tenente Coronel Miguel de Almeida CARLOU – atual Comandante do 36º BPM e depois, no Comando do Tenente Coronel Romão Roberto de Mello VILLAÇA, atual Comandante do 19º BPM, Oficial que Comanda Unidades Operacionais a mais tempo na PMERJ.
Leitores, guardem esta “dança nos Comandos”, isto é fundamental para entender a dimensão do problema “nomeações políticas” e também a motivação das “exonerações políticas”, algumas já tratadas no artigo anterior.
Em todos estes eventos comparecem representantes das comunidades da área operacional; representantes de Organizações Não Governamentais; Delegados; Juízes; Promotores; Secretário de Segurança; Chefe da Polícia Civil, Comandantes, Chefes e Diretores da PM; Chefe do Estado Maior Geral; Chefe do Gabinete do Comandante Geral; a Mídia e logicamente, o político ou os políticos interessados.
Os Batalhões se transformaram em “palanques políticos”.
As suas áreas operacionais se transformaram em “currais eleitorais”.
Um palanque que rende milhares de votos!
Ganham todos os interessados, perde o povo fluminense.
E este é o mal menor.
O grande mal, o mal que contribui diretamente para a nossa insegurança de todo dia e de todos os lugares, trata-se do nosso trinômio POLÍTICA, POLÍCIA E CRIME.
Uma breve análise - a qual não precisa ser feita por nenhum policiólogo eventual ou de carreira, nem mesmo, por um dos nossos muitos Oficiais autores de livros sobre segurança pública – revela que as principais atividades criminosas com “alguma organização”, que se desenvolvem nas áreas operacionais dos Batalhões são as seguintes, em ordem meramente alfabética:
- Caça-níqueis.
- Jogo dos bichos.
- Milícias armadas.
- Roubo e furto de veículos.
- Roubo de cargas, incluindo combustíveis.
- Tráfico de drogas.
- Transporte Alternativo Clandestino.
A gravidade do assunto que passaremos a tratar trás consigo um incômodo muito grande para cada um de nós que amamos a Polícia Militar, que consideramos herói todo Policial Militar e que ao longo da carreira nos mostramos incapazes – apesar dos nossos esforços individuais – de lutar contra a dominação do crime na Instituição.
A publicação do blog, o contido em cada artigo, nada mais é do que o último recurso para que a luta não seja perdida de todo.
O quadro atual de envolvimento institucional com o crime não será revertido em curto, nem em médio prazo, precisaremos de muitos anos.
Vamos tratar do assunto de forma compartimentada para facilitar o entendimento e para permitir que o cidadão fluminense se indigne e reaja, ordeiramente, contribuindo para o início da reversão do quadro.
A internet será nossa ferramenta, a mídia nossa aliada e a coragem a nossa motivação.
A relação de crimes contém atividades criminosas que o cidadão fluminense conhece há décadas, como o “aparentemente pacífico” jogo dos bichos; o violentíssimo tráfico de drogas e os não menos violentos, roubos de veículos e de cargas.
Entretanto, na relação foram inseridos crimes que são bem mais recentes e que crescem vertiginosamente.
A denominada “máfia dos caça-níqueis”; a denominada “máfia dos transportes alternativos” e as “milícias armadas”.
As duas primeiras arrecadam milhões de reais e as “milícias armadas” em breve alcançaram a mesma arrecadação.
Cada máquina “caça-níquel” rende semanalmente milhares de reais e as máquinas são centenas de milhares pelo nosso Estado.
O resto é matemática.
Cada van clandestina, cada kombi clandestina, rende semanalmente milhares de reais e elas são dezenas de milhares circulando pelo nosso Estado.
O resto é matemática.
As “milícias armadas” cobram uma taxa pequena de segurança de cada casa – dez, quinze reais - e taxa maior de cada comércio – cinqüenta, cem reais - de sua área de atuação. O que já proporcionaria uma arrecadação fabulosa, porém tal arrecadação é “engordada” com a exploração dos serviços de venda de gás, moto táxi e gatonet, dentre outros.
Mais uma vez, o resto é matemática.
O envolvimento de Policiais Militares, Policiais Civis, Bombeiros Militares, Agentes Penitenciários, Policiais Federais e os “ex” destas categorias profissionais, faz parte do nosso noticiário diário, da violência nossa de todo dia e superlotam os órgãos correcionais das Instituições de apurações.
E como crescem estas atividades criminosas, com as nomeações políticas de Comandantes de Batalhões.
Onde surgiram tais atividades criminosas, que crescem a cada hora e se espalham com uma “virulência” inacreditável?
Na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Quem não lembra das reportagens sobre a “polícia mineira” da Comunidade do Rio das Pedras, moradores que tinham expulsado os traficantes?
A presença de autoridades e moradores da zona sul nos bailes e nos restaurantes da localidade, onde a segurança permitia que os carros ficassem abertos?
Quem não lembra das reportagens sobre a falta de transporte na Zona Oeste, o descaso dos Empresários dos Transportes Coletivos e a existência de “kombis” – carinhosamente chamadas de “cabritinhos” - que atendiam a população sofrida.
E as reportagens sobre os “bingos” e suas “maquininhas” que nem mesmo os Excelentíssimos Desembargadores conseguem decidir se são ou não jogos de azar.
Os políticos da região “meteram a mão” nestas atividades criminosas, usaram a força legal do Estado, através dos “seus” Comandantes e usaram as forças “ilegais” formadas pelos profissionais de segurança já citados.
Muito dinheiro, muitas mortes e ainda, muitos votos.
A situação só será solucionada quando o Comandante Geral for escolhido pela Instituição e todos os Comandantes, Chefes e Diretores forem escolhidos pelo Comando da Corporação.
O nosso objetivo é começar a reverter o quadro e não fazer uma “caça às bruxas”, denegrindo a todos de forma irresponsável, portanto vamos centrar na interferência política nos Comandos da Zona Oeste.
A dominação política das instituições da área da segurança pública não é exclusiva dos Deputados Estaduais BRAZÃO e CORONEL JAIRO, devemos destacar que PICCIANI, NOEL DE CARVALHO, PAULO MELLO e outros também tem o seu quinhão, o seu pedaço no loteamento.
Porém, voltemos aos nossos atores principais, os reeleitos Deputados Estaduais DOMINGOS BRAZÃO e CORONEL JAIRO, ambos já investigados pela Polícia Federal, como o noticiado pelo jornal “O Globo”, no dia 1 de outubro do corrente ano.
BRAZÃO e JAIRO indicaram ao longo do tempo, vários Comandantes de Batalhão, fortalecendo as suas bases políticas e permitindo a proliferação das atividades criminosas.
Hoje, além de toda Zona Oeste, eles estão em franco processo de expansão, sendo os responsáveis pelas nomeações dos Comandantes do 2º BPM (Botafogo), 19º BPM (Copacabana), 23º BPM (Leblon), BPTur (Pontos Turísticos), formando um cinturão na Zona Sul que se interliga com a Zona Oeste pela orla marítima; com os Comandos do 18º BPM (Jacarepaguá) e 31º BPM (Barra e Recreio) até a base inicial na Zona Oeste, com os Comandos do RCECS (Campo Grande), 14º BPM (Bangu) e 27º BPM (Santa Cruz).
A expansão continua pelo Centro, onde sabidamente os Comandos do 1º BPM (Estácio), 13º BPM (Praça Tiradentes) e o BPTran (Centro) também pertencem ao grupo.
Aliás, todo o Policiamento de Trânsito está com o grupo, pois além do BPTran, os Comandos do BPVE (Vias Especiais – Av. Brasil e Linha Amarela) e do BPRv (Rodovias e Linha Vermelha), foram indicados pelos políticos.
Em conseqüência, os leitores podem concluir que os transportes alternativos clandestinos ligados a BRAZÃO e JAIRO podem circular livremente, com adesivos identificadores e diferenciadores, pela Linha Amarela, Linha Vermelha, Av. Brasil e Centro da Cidade, sem serem incomodados pelo Policiamento de Trânsito.
Imaginem, caros leitores, a quantidade de votos obtida apenas dos eleitores que vivem do transporte alternativo clandestino.
Os leitores devem ainda lembrar que o Comandante Geral, também escolhido politicamente, recentemente determinou a diminuição dos efetivos destinados ao Policiamento de Trânsito nos Batalhões e especificamente, no Centro, proibiu, só quem faz policiamento de trânsito é o BPTran.
Os braços mais distantes do grupo são o 7º BPM (São Gonçalo) e o 36º BPM (Santo Antônio de Pádua).
O esquema é muito grande e muito bem montado.
O esquema é tão forte que os Comandantes formaram uma grande irmandade, convivem fora do ambiente de trabalho, viajam juntos com os familiares, tudo mais facilitado ainda por muitos serem contemporâneos no Curso de Formação de Oficiais e até mesmo da mesma turma.
Quem são estes Comandantes?
Isto fica para um próximo artigo.

PROJETO 200 ANOS ( 6 ) - POLÍTICA, POLÍCIA E CRIME - NOMEAÇÕES E EXONERAÇÕES POLÍTICAS.

No dia 30 de setembro de 2006, dia anterior ao pleito eleitoral, o jornal “O Globo” estampou na primeira página a manchete: “Políticos processados se candidatam – Os candidatos do Rio que são investigados por algum crime”.
Ilustravam a matéria fotos de dezenas de candidatos, dentre eles, o candidato a deputado estadual DOMINGOS BRAZÃO e o candidato a deputado estadual CORONEL JAIRO, ambos do PMDB, os dois constando como investigados pela Polícia Federal.
Lembramos que o PMDB é o mesmo partido do casal ROSINHA – GAROTINHO e do candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, senador SÉRGIO CABRAL.
Os candidatos a reeleição DOMINGOS BRAZÃO e CORONEL JAIRO foram reeleitos, com dezenas de milhares de votos.
Os dois reeleitos são alguns dos atores principais do trinômio POLÍTICA, POLÍCIA e CRIME, guardem estes nomes.
Em prosseguimento aos temas propostos passaremos a uma nova fase dos nossos esclarecimentos à Sociedade Fluminense, certos de que já fornecemos subsídios suficientes para que os nossos leitores compreendam a importância das promoções políticas na nossa amada Polícia Militar, principalmente as promoções aos dois últimos postos da escala hierárquica – Coronel e Tenente Coronel.
A quase totalidade das Organizações Policiais Militares é comandada por Coronéis ou por Tenentes Coronéis, nunca esquecendo que para ser Comandante Geral da Polícia Militar o único requisito obrigatório é ser Coronel PM da ativa.
A nova fase será centrada nos acordos políticos para a nomeação de Comandantes de Unidades Operacionais e do próprio Comandante Geral.
A competência para nomeação e exoneração dos Comandantes, Chefes e Diretores é do Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel HUDSON de Aguiar Miranda, enquanto a competência para nomear e exonerar o Comandante Geral é do Governador do Estado.
Antes de explicarmos como funcionam os acordos políticos para nomear Comandantes e a importância dos acordos para a instalação e a manutenção do trinômio POLÍTICA, POLÍCIA e CRIME, iremos no sentido oposto, trataremos de exonerações recentes para que possamos dar início ao tema com fatos que possam ser comprovados de imediato por todos.
O Comandante do 39º BPM (Belford Roxo) – Tenente Coronel JOSIAS Antonio de Souza - foi exonerado no mês de setembro pelo Comandante Geral, sendo substituído pelo Subcomandante do 3º BPM – Tenente Coronel Hugo FREIRE de Vasconcellos Filho, um dos Oficiais promovidos pela Governadora BENEDITA por bravura moral!
Qual foi o motivo da exoneração?
Um desempenho insuficiente no exercício do comando?
A ocorrência de um fato grave na área do 39º BPM, com grande repercussão na mídia?
Não!
O Tenente Coronel JOSIAS foi nomeado para comandar o 39º BPM, indicado politicamente pelo “grande xerife” da Baixada Fluminense – Coronel PM Reformado Francisco D’AMBRÓSIO” – uma lenda viva de poder político na região e atualmente exercendo a função de Secretário Municipal de Segurança do Município de Belford Roxo, além da gestão das suas inúmeras seguranças na região.
Em plena campanha eleitoral, o candidato a deputado federal PUDIM, realiza um comício no Município de Belford Roxo e não recebe o apoio do Prefeito, desandando o comício do “Deputado do GAROTINHO”.
Em conseqüência, pelo fútil motivo da vingança, resolve GAROTINHO enfraquecer D’AMBRÓSIO e o Prefeito, determinando a exoneração do Comandante e do Delegado de Belford Roxo, ordens cumpridas de imediato pelo Comandante Geral e pelo Chefe da Polícia Civil.
A escolha do Tenente Coronel FREIRE será tratada em nova postagem.
Fato semelhante aconteceu no Município de Santo Antônio de Pádua, envolvendo o Comandante do 36º BPM – Tenente Coronel GELESI Ribeiro da Silva - e o Delegado do Município.
No início do segundo semestre, uma guarnição do 36º BPM prende em flagrante um cidadão por porte ilegal de arma, conduzindo o mesmo até a Delegacia para que fosse feito o Auto de Prisão em Flagrante (Crime Inafiançável).
Na Delegacia Policial inicia-se uma negociação, o preso era parente do Prefeito de Santo Antônio de Pádua.
Ouvido o Delegado sobre a possibilidade da liberação do preso, este responde que não podia fazê-lo, a não ser que a guarnição do 39º BPM retirasse a ocorrência apresentada.
Ouvido o Comandante do 39º BPM a respeito do fato, a resposta foi incisiva, a ocorrência permanece na Delegacia Policial, a decisão é do Delegado.
E quem conhece o Tenente Coronel GELESI sabe que ele nunca aceitaria tal negociação.
Resultado, ambos exonerados!
E quem conhece o Tenente Coronel GELESI sabe que ele nunca aceitaria calado tal exoneração, sobretudo com uma motivação criminosa.
Inacreditavelmente, GELESI ficou calado.
E qual seria o motivo?
O fato é que dias depois da exoneração ele foi chamado ao Quartel General para uma conversa com o Chefe do Estado Maior e o Comandante Geral.
E, surpreendentemente, no dia 21 de agosto de 2006, mesmo sendo o 14º colocado no Quadro de Acesso por Merecimento para concorrer as 4 vagas para Coronel, ele é um dos quatro promovidos.
O dito popular ensina que “o silêncio vale ouro”, neste caso, “o silêncio valeu mais uma gemada”.
Interessante que GELESI foi promovido por merecimento mesmo após ter sido exonerado e não tendo recebido qualquer outra função, ou seja, foi promovido quando estava na “geladeira”, como é chamada a Diretoria Geral de Pessoal.
O novo Comandante nomeado para o lugar do Tenente Coronel GELESI foi o Tenente Coronel Miguel de Almeida CARLOU, amigo pessoal dos deputados estaduais CORONEL JAIRO e DOMINGOS BRAZÃO.
O mesmo CARLOU que tinha sido exonerado do Comando do 14º BPM diante da proliferação dos crimes ligados à máfia dos caça-níqueis e a máfia dos transportes alternativos clandestinos, diante das incontáveis denúncias de envolvimento do Comandante, Oficiais e Praças do 14º BPM, muitos destes últimos presos no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar – o BEP.
A nomeação do CARLOU é o nosso ponto de partida para o próximo artigo, quando começaremos a esclarecer como o crescimento dos crimes relativos ao tráfico de drogas, jogo dos bichos, caça-níqueis, transporte alternativo clandestino e milícias armadas está diretamente ligado à nomeação de Comandantes de Unidades Operacionais indicados por políticos.
Os deputados – atores principais – CORONEL JAIRO e DOMINGOS BRAZÃO nos conduzirão nesta triste caminhada, da zona oeste para a zona sul do Município do Rio de Janeiro, para Niterói e para Santo Antônio de Pádua.
A propósito, o Tenente Coronel JOSIAS também ficou calado, será que o seu silêncio também valerá uma “gemada”, no dia 25 de dezembro de 2006.

PROJETO 200 ANOS ( 5 ) – POLÍTICA, POLÍCIA E PROMOÇÕES – MAIS APADRINHADOS E MAIS FRAUDES.

Avançando na nossa luta por uma Polícia Militar digna e competente, servindo e protegendo o cidadão, voltamos a tratar do apadrinhamento político na promoção pelo critério do merecimento dos Oficiais Superiores (Major, Tenente Coronel e Coronel).
A manobra que permitiu a promoção do Tenente Coronel ALEXANDRE Carvalho Costa, amigo pessoal, quase parente, do casal GAROTINHO, já foi devidamente esclarecida no artigo anterior. Entretanto, o “pseudo” Coronel não foi o único “apadrinhado político” promovido no dia 21 de abril de 2006, como também não foi o primeiro “apadrinhado político” promovido pelo casal GAROTINHO e nem será o último, no dia 25 de dezembro de 2006, outros apadrinhados serão promovidos.
No dia 21 de agosto de 2006, o Tenente Coronel Adilson Theodoro SOARES também foi promovido a Coronel. Oficial da Turma de Aspirantes – concludentes do Curso de Formação de Oficiais – do ano de 1981. O “escolhido politicamente ultrapassou Aspirantes dos anos de 1974, 1975, 1976, 1977 e 1978, dezenas de Tenentes Coronéis, inclusive vários Comandantes de Unidades Operacionais da Polícia Militar.
Comandantes que diuturnamente enfrentam a criminalidade violenta que assola o nosso Estado do Rio de Janeiro.
E qual a função do “apadrinhado” SOARES?
Uma função de gabinete. Ele serve há anos no Palácio Guanabara, ganhando uma gratificação excelente, tendo celular, motorista e viatura à disposição, não entrando em uma viatura operacional da Polícia Militar, nem mesmo como “solicitante”, como brincam os Oficiais quando tratam dos “apadrinhados políticos”.
O poderoso ALEXANDRE goza dos mesmos benefícios.
Quais serão as qualidades profissionais e pessoais que levaram a Governadora ROSINHA escolhê-los em detrimento de tantos Comandantes, muito mais antigos?
Com a palavra Vossa Excelência.
O casal GAROTINHO também exerceu a sua influência nas promoções dos Majores ao posto de Tenente Coronel, no dia 21 de agosto de 2006.
Um outro amigo do casal GAROTINHO foi beneficiado.
O Major NÉLIO Monteiro Campos – segurança pessoal de Vossa Excelência – foi o beneficiado, mais um palaciano.
No caso do NÉLIO, a manobra foi a criação de uma vaga extra (além das previstas) através da agregação de um Coronel da PM, o que gerou mais uma vaga para Coronel e por conseqüência mais uma vaga para Tenente Coronel.
A agregação foi oportuna politicamente, porém dentro da legalidade, o que deve ser destacado, considerando que GAROTINHO e BENEDITA já tinham promovido “apadrinhados” com “agregações fantasmas”, isto nos anos de 2001 e 2002.
Tais promoções serão assunto para o próximo artigo.
O “apadrinhado” NÉLIO foi promovido em uma vaga decorrente da agregação do Coronel HÉLIO LUIZ Azevedo Neves, que está à disposição da Prefeitura de Niterói há anos, sendo oportunamente agregado no último dia possível para gerar vaga para a promoção de 21 de agosto de 2006, tendo a agregação sido publicada no Boletim Reservado da PM do dia 18 de agosto de 2006.
Tal agregação foi legal, oportuna e imoral.
Sem esta vaga o “apadrinhado” NÉLIO não tinha como ser promovido.
Conta a lenda que esta vaga beneficiou também o primeiro colocado no Quadro de Acesso por Merecimento – QAM - para as promoções à Coronel, o Tenente Coronel Mauro Gonçalves TEIXEIRA, Comandante do 3º BPM.
Dizem que as três vagas existentes para Coronel seriam destinadas apenas aos “apadrinhados” políticos da Governadora ROSINHA, o ALEXANDRE, o SOARES e o Tenente Coronel GELESI Ribeiro Vieira, que estava na Diretoria Geral de Pessoal, não exercendo função, quando foi promovido.
A lenda conta que só graças a armação para promover o NÉLIO, teria sobrado uma vaga para a Polícia Militar e foi promovido o primeiro colocado do QAM.
A que ponto chegou a interferência política nas promoções da Polícia Militar!
Recuperar a nossa amada Polícia Militar, obrigatoriamente – precisa passar pela ruptura com os políticos.
A promoção do Tenente Coronel GELESI será tratada quando entrarmos diretamente na escolha política dos Comandantes de Unidades Operacionais, no tema POLÍTICA, POLÍCIA E CRIME.
O primeiro “apadrinhado” político promovido foi o Tenente Coronel Mauro MOREIRA, atual Coordenador Militar do Gabinete Civil do Governado do Estado do Rio de Janeiro.
Ele foi promovido em 21 de agosto de 2003, quando a Polícia Militar o colocou no 4º lugar no QAM e ele foi promovido na única vaga existente para Coronel, ultrapassando dezenas de Tenentes Coronéis mais antigos.
MOREIRA e ALEXANDRE nunca Comandaram qualquer Unidade Operacional da PMERJ.
E qual o motivo da promoção do “apadrinhado” MOREIRA?
Simples, MOREIRA há anos exerce a função de servidor pessoal do casal GAROTINHO, sendo mais conhecido como “cabo eleitoral”.
A gratificação recebida pelo “apadrinhado” MOREIRA é maior que a recebida pelo Comandante Geral da PM, o Coronel HUDSON de Aguiar Miranda.
Inclusive, Vossa Excelência é pródiga em promover aqueles que a servem.
O ginecologista pessoal de Vossa Excelência, o Tenente Coronel Médico ALBERTO, obstetra, teve uma carreira meteórica no Quadro de Saúde e quem sabe seja promovido no dia 25 de dezembro de 2006, ao último posto.
A Governadora ROSINHA promoveu outros “apadrinhados” ao posto de Coronel.
No dia 21 de abril de 2005 promoveu o Tenente Coronel CÉSAR Rubens Monteiro de Carvalho, que servia e serve na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária.
CÉSAR era o 19º colocado no QAM e foi promovido quando só existiam nove vagas!
No dia 25 de dezembro de 2005, Vossa Excelência começou a perder os limites e promoveu o Tenente Coronel LEONARDO Passos Moreira, o Tenente Coronel Jorge Ferreira FOGAÇA e o Tenente Coronel Gilmar Martins PACHECO.
Os três nunca Comandaram uma Unidade Operacional da Polícia Militar, aliás, nem mesmo chegaram a ser Subcomandantes.
Mais uma vez, Vossa Excelência preteriu inúmeros Comandantes de Unidades Operacionais.
O Tenente Coronel PACHECO serviu anos fora da PM, na área da saúde e hoje é Subdiretor Administrativo do Hospital Central da Polícia Militar, talvez para aproveitar o conhecimento adquirido fora da PM.
O Tenente Coronel FOGAÇA, outro useiro e vezeiro em servir fora da Polícia Militar, ex-palaciano e com uma vida dedicada ao DETRAN, onde exerce a função de Corregedor.
O Tenente Coronel LEONARDO praticamente nunca usou a farda da Polícia Militar nos seus trinta anos de serviço, servindo sempre fora da Polícia Militar.
Filho de Coronel da PMERJ, Coronel LEONAN, sempre foi beneficiado nas promoções e fez fortuna só com as gratificações recebidas, aliás, os três sempre receberam excelentes gratificações.
A lenda conta que o Tenente Coronel LEONARDO se refere à farda da Polícia Militar como “camisa de força”.
Conta a lenda que a Governadora ROSINHA GAROTINHO obrigou ao nosso Comandante Geral a colocar os três - LEONARDO, FOGAÇA e PACHECO - dentro do número de vagas disponíveis, depois do escândalo que foi a promoção do 19º colocado, na data anterior - O Tenente Coronel CESAR.
Ordens dadas, ordens cumpridas, todos os "apadrinhados" promovidos!
O “apadrinhado” político normalmente recebe o “kit básico do apadrinhado” composto de viatura, motorista, segurança, celular e gratificações!
E pior, são promovidos na frente dos outros, temos ou não que expurgar a política da nossa Instituição?
Não poderíamos encerrar o presente artigo sem anunciar, com mais de dois meses de antecedência, os próximos “apadrinhados” políticos que serão promovidos ao posto de Coronel, pela Excelentíssima Governadora ROSINHA GAROTINHO.
Dentre os Tenentes Coronéis a serem promovidos estarão o Tenente Coronel MURILO Martins Magalhães e o Tenente Coronel Francisco Costa MATIAS de Carvalho.
“Apadrinhados” políticos de carteirinha, ambos há anos fora da Polícia Militar, nunca comandaram uma Unidade Operacional e recebendo o gratificante “kit básico” e apenas esperando a próxima data de promoção 25 de dezembro de 2006.
As novas insígnias já foram compradas!
MURILO é o “palaciano” típico.
Abre e fecha portas de forma magnífica.
MATIAS seguiu a mesma carreira do LEONARDO, estando há anos no Tribunal de Justiça, praticamente nunca usou a nossa farda.
O povo fluminense precisa conhecer as indignidades que são praticadas pelos políticas na heróica Polícia Militar.
A interferência política é tão grande nas promoções que até mesmo os Oficiais dignos e competentes precisam de uma "mãozinha", caso contrário só os "apadrinhados", por pior que sejam, são promovidos.
O desrespeito dos políticos com uma Instituição bicentenária.
A promoção por merecimento deve resultar na promoção daqueles que a Polícia Militar considera melhor preparados para o posto superior e não os escolhidos por critérios políticos.
A vergonha da Instituição é tão grande que nem mesmo a tradicional cerimônia de cumprimento aos novos promovidos tem sido realizada pelo Comandante Geral no Quartel General da PM.
O Jornal do Brasil, na sua primeira edição do dia 25 de setembro de 2006, noticiou o cancelamento da cerimônia, na Coluna 24 horas, em artigo do Gustavo de Almeida.
A cerimônia perdeu a finalidade.
Quem cumprimentaria ALEXANDRE e SOARES?
Quem cumprimentará MURILO e MATIAS?

PROJETO 200 ANOS ( 4 ) – POLÍTICA, POLÍCIA E FRAUDES – O PODEROSO ALEXANDRE

Em 1975 ocorreu a malfadada fusão dos antigos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, criando o novo Estado do Rio de Janeiro e como já tratamos, a fusão das duas Polícias Militares trouxe graves problemas para a nova instituição que se formava, sendo um dos maiores as futuras promoções de Oficiais, considerando que a falta de vagas passou a ser regra.
Os Oficiais mais antigos contam que as turmas de Oficiais formadas na Escola de Formação de Oficiais, atual Academia de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no final da década de 70 sofreram para serem promovidos aos primeiros postos (2º Tenente, 1º Tenente e Capitão).
Estes Oficiais só foram promovidos à Capitão, no final da década de 80, através da denominada “Lei dos 10 anos”, que permite ao Oficial ser promovido à Capitão, mesmo não existindo vagas, ficando na condição de excedente, após alcançar dez anos de sua declaração de Aspirante.
Os Oficiais destas turmas do final da década de 70, hoje são Tenentes Coronéis e Coronéis.
Na década de 90, a situação se reverteu e os Oficiais formados naquela época passarão a ter vagas para promoção, tendo carreiras mais rápidas, inclusive com reduções de interstício para aproveitar as vagas existentes. Temos turmas que apenas seis anos após ter ingressado na Polícia Militar já eram Capitães da Polícia Militar, graças a duas reduções de interstício.
Ao leigo em temas militares, informamos que interstício é o tempo mínimo que o Oficial precisa permanecer no posto que ocupa para ser promovido ao posto seguinte. Cumprido o interstício o Oficial ingressa no Quadro de Acesso por Antiguidade (QAA).
Ainda esclarecendo ao leitor leigo informamos que a carreira dos Oficiais passa por seis postos.
Ao concluir o Curso de Formação de Oficiais, o futuro Oficial é declarado Aspirante à Oficial, sendo promovido após seis meses, ao primeiro posto da Corporação, 2º Tenente, desde que exista vaga disponível. A existência da vaga é imprescindível para que possa acontecer a promoção – a única exceção é a Lei dos 10 anos. Os próximos postos são 1º Tenente e Capitão, sendo que nestes três postos o único critério para promoção é a Antiguidade (tempo de serviço).
Aos dois postos seguintes, Major e Tenente Coronel, os Oficiais concorrem pelo critério de Antiguidade e pelo critério de Merecimento, quando ocorre uma avaliação qualitativa dos Oficiais, avaliação que os escalona no Quadro de Acesso por Merecimento (QAM), que difere do escalonamento do QAA.
No caso da promoção ao último posto – Coronel PM – o critério da Antiguidade não existe mais e os Tenentes Coronéis só podem ser promovidos à Coronel pelo critério do Merecimento.
Para ser promovido a Coronel, o Oficial precisa permanecer no mínimo três anos (interstício) como Tenente Coronel, dentre outros requisitos, fundamental para que possamos entender como foi armada a promoção do “pseudo” Coronel ALEXANDRE, um dos protagonistas principais dos nossos artigos.
Após a fusão a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro passou a ter basicamente três Quadros de Oficiais da PM (QOPM).
- O Q-I (Permanente), composto pelos Oficiais que se formaram a partir de 1975.
- O Q-II, composto por Oficiais da extinta Guanabara.
- O Q-III, composto por Oficiais do extinto Rio de Janeiro.

Nos anos seguintes várias Leis especiais regularam as promoções permitindo que as promoções fossem se regularizando – não trataremos destas Leis para não criar confusão, vamos apenas aos pontos principais.

No começo os Oficiais do Q-I só podiam ser promovidos através de vagas decorrentes dos outros dois quadros – em extinção, o que impedia que Oficiais do Q-I, por exemplo, do ano de 1975 – primeira turma da fusão, ultrapassassem os Oficiais do Q-II e Q-III, nas promoções por merecimento.
A referida ultrapassagem é conhecida por “cangalha”.
Um Oficial só passa outro de turma de um ano anterior através do critério de Merecimento – quando ocorre uma avaliação qualitativa - no critério de Antiguidade segue-se a ordem de saída do Curso de Formação de Oficiais, como já tratamos.
As “cangalhas” se limitavam a ultrapassagens de uma ou duas turmas, sendo raro que um Oficial ultrapassasse várias turmas, o que só ocorria raramente, em armações para beneficiar “apadrinhados”.
A avaliação qualitativa para promoções por Merecimento possui três componentes básicos (notas) que são somadas e divididas por três, gerando uma média aritmética que posiciona o Oficial integrante do QAM, independente da turma. Portanto, um Oficial de uma turma posterior pode ficar na frente de Oficiais de turmas anteriores.
Uma nota é a nota da Comissão de Promoções de Oficiais (nota máxima – 6,0); a outra a média dos conceitos do Oficial no posto atual (emitidos a cada semestre) atribuídas pelo Comando de sua unidade (nota máxima – 6,0) e a última, os pontos circunstanciais (sem nota máxima, porque trata-se da soma de pontos obtidos pelo tempo de serviço, elogios operacionais, médias finais em cursos, algumas medalhas, por ser instrutor, etc – sendo que punições disciplinares diminuem a nota).
Em 2001, no Governo GAROTINHO, surgiu a Lei que permitiu a ocorrência de “cangalhas” de várias turmas, a Lei Estadual nº 3.667, de 05 de outubro de 2001.
A Lei determina que todos os Oficiais sejam reunidos em um único Quadro, no qual ingressam após cumprir o interstício, ou seja, o Q-I, o Q-II e o Q-III foram fundidos para elaboração do QAM.
A Lei também determina que o Oficial que completa o interstício em uma das 3 datas previstas para promoção por merecimento, ingresse no QAM.
As promoções ocorrem anualmente, existindo vagas, nos dias 21 de abril, 21 de agosto e 24 de dezembro.
O “pseudo” Coronel ALEXANDRE – ninguém o considera Coronel – cumpriu o interstício exatamente no dia 21 de agosto de 2006, pois tinha sido promovido a Tenente Coronel pelo Garotinho, no dia 21 de agosto de 2003, já beneficiado por tal legislação.
Portanto, legalmente o “pseudo” Coronel podia estar no QAM no dia 21 de abril de 2006, concorrendo as promoções por merecimento.
E, novamente, seria beneficiado pelo Casal Garotinho, agora pela Governadora ROSINHA e bastava chegar o dia 21 de agosto de 2006 para que fosse promovido.

Porém, a Lei nº 3.667 só tem validade enquanto existirem na ativa Oficiais oriundos do Q-II (GB) e do Q-III (RJ) – dado fundamental para entender a “fraude montada”.

No ano de 2002, surge nova legislação para promoção, a denominada “Lei dos 32 anos” que permite ao Tenente Coronel que tenha 32 anos ou mais de serviço, desde que integrante do QAM, requerer a sua promoção ao Posto de Coronel, sendo promovido e passando para a inatividade de imediato.
Tal Lei fez com que Tenentes Coronéis do Q-I, Q-II e Q-III – que não tinham perspectiva de ser promovido a Coronel – requererem-se a promoção, esvaziando o Q-II e o Q-III - os quadros em extinção.
Tal situação acabou criando um risco de acabar com os efeitos perversos da Lei nº 3.667, porque inexistindo Oficiais do Q-II e Q-III, voltava a situação anterior.
E qual era tal situação anterior?
Só ingressavam nos Quadros de Acesso 1/3 do número de Tenentes Coronéis previstos para o quadro – no caso atual – 1/3 de 149, resultado em um QAM composto apenas pelos Tenentes Coronéis mais antigos, os que tem mais tempo de promoção à Tenente Coronel, impedindo que um Oficial que apenas completou o interstício integrasse o Quadro.
Nestas condições, o Tenente Coronel ALEXANDRE estaria fora do QAM e demoraria alguns anos para integrar o QAM para promoção a Coronel e o casal ROSINHA – GAROTINHO já estaria banido da política, o que todos esperamos para breve (2007).
Adeus promoção.
O Q-II só possuía um Oficial, o Tenente Coronel Lourenço Martins Pacheco (Aspirante de 1974), porém ele requereu a “Lei dos 32 anos” e foi promovido, extinguindo o Q-II (GB).
O Q-III só possuía um Oficial, o Tenente Coronel Miguel Mendonça Pinheiro (Aspirante de 1971) e ele declarou que iria requerer a mesma “Lei dos 32 anos” este ano para candidatar-se a Vice Governador pelo Partido PSDC, o que aconteceu.
Assim, extinguir-se-ia o Q-III(RJ) e acabavam as chances do “pseudo” Coronel.

Aí começa a grande armação.

Existia um Oficial do Q-III (RJ) que tinha solicitado transferência para a inatividade no ano de 2002, o Tenente Coronel Xavier - atual Comandante do 32º BPM - porém a sua inatividade não era assinada pela Governadora, hoje sabemos que propositalmente, ele era o “às na manga”.
No momento que o Tenente Coronel Mendonça decidiu que iria requerer a “Lei dos 32 anos” e deu ciência a todos, entra em cena o Dr. Marcelo Itagiba – então Secretário de Segurança da Rosinha e atual candidato eleito à Deputado Federal.
O que fez o “Dr. Itagiba”, a mando do casal, o que infelizmente não se conseguirá provar, entrou em ação e obrigou ao Comandante Geral, Cel Hudson a reverter o processo de inatividade e voltar com o Tenente Coronel Xavier para a ativa, antes que o Tenente Coronel Mendonça requeresse os 32 anos.
Isto era impossível, tanto que apesar do Tenente Coronel Xavier ser da mesma turma do Cmt Geral, do Chefe do EMG – Coronel Claudecir, do Cmt do Cmdo UOPE – Coronel Camilo, do Cmt do CPTRAN – Coronel Almir, do Cmt do 1º CPI – Coronel Marques, do Cmt do 2º CPI – Coronel Furtado e outros “treme-terras”, não tinha sido permitido por eles o Xavier voltar nem mesmo para requerer a “Lei dos 32 anos”, quando seria promovido a Coronel e passaria para a inatividade, pois quando solicitou a inatividade ele ficaria na reserva como Tenente Coronel.

O que fizeram então?

O casal queria promover o Tenente Coronel ALEXANDRE e isto seria impossível, pois existia modo de criar uma nova lei, sem caracterizar mais ainda o modo fraudulento.

Surgiu uma solução intra-muros, o processo de inatividade sumiu, dizem uns, arrumaram um “vício” (erro processual), dizem outros, sendo certo que o Tenente Coronel Xavier volta a ativa - “Fênix” - anos depois de recorrer a inatividade, causando surpresa a todos, embora o motivo da fraude fosse claro.
Quando o Tenente Coronel Mendonça requereu a “Lei dos 32 Anos”, o Tenente Coronel Xavier já estava na ativa e o Tenente Coronel ALEXANDRE garantido.
O Tenente Coronel Xavier não goza de um “bom conceito” entre os Oficiais, para não entrarmos em detalhes sórdidos e surge para O Comandante Geral um grande problema, o Tenente Coronel Xavier exigiu uma recompensa, um Comando de Batalhão, para participar da armação, caso contrário não teria qualquer “vantagem”.
Mas como nomear um Oficial “mal conceituado” como Comandante?
Ordens são ordens!
E o digno Cel Hudson teve que violentar-se e arrumar um Comando.
O Tenente Coronel Xavier assumiu o Comando do 32º BPM, no interior do Estado, para ficar quieto e escondido.
Infelizmente, não conseguiu ficar nem quieto e nem escondido, as “vantagens” que o Tenente Coronel Xavier tem conseguido no Comando do 32º BPM são tão flagrantes que ele já caminha rapidamente para a desgraça.
O Tenente Coronel Xavier montou inclusive um Comitê Eleitoral para o Dr. Itagiba no município e deve ter “contribuído” para a sua eleição.
Farsa montada, assim, o Tenente Coronel ALEXANDRE foi promovido a Coronel por vontade do casal GAROTINHO, por ação do ação de bastidores do Dr. Itagiba, com a conivência do Comando da Corporação e com a cumplicidade do Tenente Coronel Xavier, para indignação de todos.
Lembramos que o “pseudo” Coronel é Aspirante do ano de 1987; ultrapassou (“cangalhou”) Oficiais com mais de treze anos a sua frente na Corporação; mais de uma centena, inclusive o próprio Tenente Coronel Xavier (Aspirante do ano de 1974), sendo que este “não está nem aí”, aliás o único.
O “pseudo” Coronel ultrapassou todos os Tenentes Coronéis que comandam unidades da Polícia Militar, simplesmente, todos, muitos deles Aspirantes do final da década de setenta.
O casal GAROTINHO promoveu ALEXANDRE aos dois últimos postos da carreira em apenas três anos.

Quais serão as qualidades profissionais ou “pessoais” que possui ALEXANDRE?
Talvez encontremos a resposta no discurso do candidato eleito, Deputado Paulo Ramos, proferido na ALERJ, no dia 29 de agosto de 2006, dias após à promoção fraudulenta.
O discurso está à disposição no site da ALERJ.

PROJETO 200 ANOS ( 3 ) - POLÍTICA, POLÍCIA E O COMANDANTE GERAL

A crise enfrentada pela nossa amada Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro teM como principal causa a nefasta interferência política, a qual teve o seu recrudescimento no período da reabertura política, na década de oitenta, quando paulatinamente a política foi entrando pela porta dos fundos dos nossos quartéis e a dignidade foi saindo pelo portão das armas.
Entretanto, os antigos contam que a interferência política sempre existiu, porém de forma pontual, sobretudo nas promoções por merecimento dos Oficiais Superiores e foi após a fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, isto no ano de 1975, que a política começou a ganhar força dentro dos quartéis, uma herança que a nova Polícia Militar recebeu da antiga Polícia Militar do Rio de Janeiro, que tinha enraizada na instituição a prática de "politicagem" de toda ordem.
As causas de tal prática não conhecemos plenamente, talvez as características geográficas do antigo Estado do Rio de Janeiro, com municípios distantes, verdadeiros feudos políticos, somando-se a diferença entre o desenvolvimento social e ecônomico dquele antigo Estado, comparado ao antigo Estado da Guanabara, possam ser as justificativas para uma Polícia Militar tão relacional com o poder político e dele tão dependente.
A Polícia Militar do antigo Estado da Guanabara não era insensível aos políticos, muito pelo contrário, porém esta relação não contituía uma postura institucional, era de pessoas ou de grupos, sendo diferente do que ocorria na extinta e gloriosa Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Os Policiais Militares integrantes da antiga Polícia Militar do Rio de Janeiro – os denominados "treme-terras" – sempre buscavam uma proximidade com os políticos, o Prefeito do Município, os Vereadores e os Deputados da sua região eram cortejados na busca de uma troca mútua de favores.
As estórias relacionadas a tais acordos políticos são inúmeras e não teria qualquer sentido a exposição das mazelas do passado, o que nos importa é o futuro, considerando que o presente já está comprometido.
Um único exemplo que poderíamos citar trata-se do fato de ser comum naquela gloriosa instituição, Oficiais da mesma turma, ocuparem os mais diferentes postos na escala hierárquica, em razão das promoções políticas.
Por incrível que pareça, trinta anos depois, o casal Garotinho conseguiu repetir tal situação surreal, considerando que com a promoção no dia 21 de agosto de 2006, ao posto de Coronel PM do amigo pessoal do casal, Alexandre Carvalho Costa, Aspirante do ano de 1987, com vinte e um anos de serviço, ultrapassando mais de uma centena de Oficiais e todos os Comandantes da Polícia Militar, voltamos ao passado.
Hoje, a Turma de Aspirantes do ano de 1987 possui Majores, Tenentes Coronéis e um Coronel, ratificando a herança política maldita.
É conveniente lembrar, neste Brasil de esquecidos, que o casal Garotinho é oriundo do Município de Campos, situado no interior do Estado do Rio de Janeiro.
O "escolhido" ultrapassou Oficiais de treze turmas, muitos com mais de trinta anos de serviço.
Porém as promoções políticas do casal serão um assunto futuro e tais promoções não são exclusividade de Garotinho e Rosinha, no final do ano de 2002, no governo "tampão" do PT, a Governadora Benedita da Silva também fez suas travessuras políticas na promoção de Coronéis da bicentenária Polícia Militar.
No caso do Governo Benedita foram feitas agregações "fictícias" de Coronéis para gerar vagas objetivando promover todos os Tenentes Coronéis Ligados ao ético Partido dos Trabalhadores.
Os agregados nunca foram apresentados aos órgãos onde teriam sido agregados, continuaram a exercer as suas funções, ou seja, a agregação foi feita apenas no papel.
Uma ilegalidade flagrante que resultou em um Inquérito Civil, cuja decisão ninguém sabe, ninguém viu.
A agregação "fictícia" não foi uma invenção de Benedita, Garotinho já tinha usado tal prática em 2001, tudo sendo apurado no Inquérito Civil.
Indo em frente, toda e qualquer promoção pelo critério político é condenável, todavia quando a promoção política é destinada ao Posto de Coronel, o mal ganha uma dimensão muito maior, pelo simples fato de que qualquer Coronel PM da ativa pode exercer a função de Comandante Geral da Corporação, basta que o Governador o nomeie.
O "pseudo" Coronel PM Alexandre Carvalho Costa poderá ser o próximo Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no quadriênio 2007 – 2010, caso no Estado ocorra um continuísmo político.
Apocalíptico, porém possível.
Em conseqüência, preliminarmente, nós precisamos estabelecer dois campos de batalha, duas batalhas que precisam ser combatidas simultaneamente.
A primeira batalha para lutar contra as promoções políticas e a segunda para lutar contra o absurdo da escolha do Comandante Geral ser feita pelo Governador do Estado, sem ouvir a instituição.
Uma geração inteira se passou – trinta anos – após a fusão, a fase de transição está mais do que ultrapassada, chegou o momento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro assumir os seus destinos.
Os antigos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro são passado e com eles, as suas Polícias Militares, os "azulões" e os "treme-terras", que repousem com as suas tradições e os seus feitos heróicos, inclusive na histórica Guerra do Paraguai.
A nossa primeira luta é para impedir que o Governador escolha os Oficiais a serem promovidos pelo critério de merecimento, conforme a sua vontade, usando critérios pessoais ou políticos, se contrapondo aos critérios técnicos adotados pela Corporação, quando da constituição dos Quadros de Acesso por Merecimento, elaborado pela Comissão de Promoção de Oficiais da Polícia Militar.
A batalha tem dia marcado, 25 de dezembro de 2006, próxima data de promoção de Oficiais.
A Comissão de Promoções de Oficiais é legalmente composta pelo Coronel PM Comandante Geral, pelo Coronel PM Chefe do Estado Maior Geral, pelo Coronel PM Diretor Geral do Pessoal, pelo Coronel PM Diretor Geral de Saúde e por mais três Coronéis PM, escolhidos pelo Comandante Geral.
O Oficial é avaliado também por todos os seus Comandantes anteriores, antes de passar pelo crivo da comissão, que o avaliam inclusive no aspecto de possuir ou não condições de ser promovido ao posto superior.
A avaliação final ainda é decidida considerando uma outra avaliação prévia, constituída pelos pontos positivos e negativos amealhados pelo Oficial, ao longo da carreira, conforme a legislação de promoções, em face das funções de comando exercidas, dos elogios, do desempenho intelectual nos cursos, dos trabalhos técnicos profissionais e das punições recebidas, estas tiram pontos.
A nota final da Comissão de Promoções de Oficiais, portanto, constitui uma análise técnica e detalhada, quando é avaliada toda a carreira do Oficial.
O ordenamento por merecimento da Polícia Militar deve ser respeitado no momento das promoções, desrespeitá-lo apenas com fundamentada e comprovada motivação.
A nossa luta busca Impedir, por exemplo, o desrespeito praticado pela atual Governadora Rosinha Garotinho, afrontando toda uma instituição, quando resolveu, sem qualquer motivação fundamentada, promover ao invés dos quatro primeiros Tenentes Coronéis colocados no Quadro de Acesso por Merecimento ao posto de Coronel, promoveu o 1º colocado – Mauro Gonçalves Teixeira; o 14º colocado – Tenente Coronel Gelesi Ribeiro da Silva; o 38º colocado – Tenente Coronel Adilson Teodoro Soares e o 39º colocado – Alexandre Carvalho Costa.
A Polícia Militar foi desonrada.
E por que se calaram os Coronéis da Polícia Militar?
A resposta é óbvia, a expectativa de ser um "apadrinhado político", quem sabe até mesmo com o Comando Geral, ou com uma função na Inspetoria Geral de Polícia, na Corregedoria Geral Unificada, na Ouvidoria de Polícia, etc.
No que diz respeito ao Comando Geral, lutaremos pelo Comando próprio, independente da política, política que tem nos escravizado.
Basta!
Promoções políticas, nunca mais!
Comandantes de Organizações Policiais Militares escolhidos por políticos, nunca mais!
Comandante Geral escolhido por critérios políticos, nunca mais!
Insubordinação jamais!
Alcançaremos os nossos objetivos do modo mais democrático possível, considerando que traremos ao conhecimento da Sociedade Fluminense, através da mídia, os anseios da nossa amada Polícia Militar.
A cada data de promoção – 21 de abril; 21 de agosto e 25 de dezembro – informaremos os Oficiais que a Polícia Militar deseja ver promovidos aos postos superiores, de acordo com as vagas existentes.
Eleito o novo Governador do Estado do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2006, anunciaremos uma lista tríplice, da qual o futuro Governador escolherá o novo Comandante Geral, sendo que os preteridos ocuparão as funções de Chefe do Estado Maior e Chefe do Gabinete do Comando Geral.
Tal decisão é necessária considerando que os atuais Coronéis não têm condições ou coragem para se reunirem e escolherem uma lista tríplice a ser encaminhada ao Governo do Estado.
Este dia ainda está por chegar, mas chegará!
Qualquer promoção de Oficiais, qualquer Comandante Geral nomeado, em desacordo com as indicações, será em desfavor da instituição, uma escolha que desagradará a Polícia Militar e caberá ao novo Governador toda a responsabilidade, por decidir de forma contrária aos interesses institucionais.
A nossa representatividade está baseada na dignidade de nossas carreiras, na força do nosso grupo, numeroso em quantidade e qualitativamente selecionado com rigor.
O grupo não surgiu da noite para o dia, vem sendo construído durante anos, ao longo de nossas carreiras.
O grupo não é fruto de revanchismos, muito pelo contrário, pois queremos construir um futuro institucional digno, entendemos que temos culpa também nos erros do passado, passado que deve ser enterrado.
A decisão do grupo de enfrentar os problemas institucionais buscando o apoio da mídia e por via de conseqüência, o apoio da Sociedade Fluminense, constitui a única alternativa viável e factível.
A interação com a mídia já começou, como trataremos oportunamente.
A Sociedade Fluminense merece e precisa de uma Polícia Militar melhor, mais digna, mais competente, servindo e protegendo o cidadão.
Eis o começo.
A Polícia Militar precisa dirigir os seus destinos, reescrever o seu futuro e só alcançará tais objetivos, rompendo por completo com os políticos que tanto mal tem feito as nossas instituições policiais, ao nosso Estado e ao nosso País.
Políticos que tem destruído ano após ano, todos os serviços públicos no Estado do Rio de Janeiro.
O caos provocado por eles não se instalou apenas na nossa amada Polícia Militar, instalou-se em toda área de Segurança Pública, na área da Saúde e na área da Educação.
Eis o começo do processo que eliminará dos nossos quartéis o trinômio CRIME, POLÍTICA e POLÍCIA.

PROJETO 200 ANOS ( 2 ) - OBJETIVOS PRIMORDIAIS

No dia 13 de maio de 2009, a gloriosa, heróica e amada Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro completará duzentos anos de criação.
Dois séculos se passaram daquele dia 13 de maio de 1809, período no qual foi escrita com dedicação, honra e destemor, por homens e mulheres que escolheram a Polícia Militar para amar e servir, a estória de uma instituição pública formada por autênticos heróis sociais, que diuturnamente oferecem a sua vida em defesa do cidadão fluminense.
No transcurso do nosso 196º aniversário, constatamos que muitos dos nossos heróis se desonraram, transformando-se em vilões sociais, carrascos da sociedade que juraram defender.
A vergonha não veio de um dia para o outro, a desonra foi construída pouco a pouco, principalmente, no período posterior à abertura democrática vivenciada no país.
A política invadiu nossos quartéis, aprisionou a nossa honra e nos faz marchar segundo a sua vontade para o caos.
O alimento da política é a “simbiose corrupta” que se instalou no Estado do Rio de Janeiro, onde políticos e criminosos dividem os lucros e destroem todas as instituições públicas que conseguem infectar, com uma virulência mortal, a corrupção.
O Executivo, o Legislativo e o Judiciário agonizam nesta infecção generalizada que se instalou.
O caos total instalado tinha que gerar uma contrapartida dos homens de bem, os heróis sociais, homens e mulheres que amam a Polícia Militar.
Hoje, organizados, fortes após anos de preparação, os heróis sociais lançam o “Projeto 200 Anos”, iniciando uma verdadeira luta heróica para tentar reverter o quadro atual, que nos levará a extinção institucional.
O símbolo maior da Oficialidade, a espada, sairá simbolicamente dos armários em defesa da instituição bicentenária, pela nossa honra, pela nossa pátria e pelo nosso Deus!
Mentiríamos se afirmássemos que a idéia de formar um grupo para defender a nossa amada Polícai Militar, interagindo com a mídia no intuito de informar à Sociedade Fluminense e alcançar mais do que o seu apoio , a sua cumplicidade, para a reversão do quadro de comprometimento atual da nossa Corporação.
Nós pegamos emprestada uma idéia antiga de velhos companheiros de jornmada Policial Militar.
Uma idéia que surgiu na década de noventa e que infelizmente não se concretizou, pois o grupo não conseguiu se estruturar corretamente e a idéia tinha morrido no nascedouro.
Revivemos e aprimoramos a idéia, considerada por nós a última alternativa.
Em respeito aos idealizadores da idéia, não incorporamos o nome do grupo, nem o seu lema, incorporamos apenas os seus ideais.
O nosso agradecimento aqueles que sonharam com uma Polícia Militar servindo e protegendo a Sociedade Fluminense, nós realizamos o sonho.
Assim nasceu o Projeto 200 Anos, com idealismo e destemor!
O projeto tem objetivos primordiais, inegociáveis, que servirão de sustentáculo para que possamos reconstruir a Polícia Militar para servir e proteger o cidadão fluminense.
O Governador eleito para a gestão 2007 – 2010, que vivenciará a grande festa do Bicentenário da Polícia Militar deve estar compromissado com estes objetivos, caso contrário, os homens e mulheres que integram a instituição, não estarão compromissados com o Governador eleito.
O nosso maior problema, a principal causa da nossa degradação trata-se da interferência política, regulando todas as nossas atividades, entretanto cabe destacar que a Polícia Militar é uma instituição pública e permanente, faz parte do Estado, não faz parte do Governo, portanto, devemos nos desvincular por completo e de imediato da política.
Em conseqüência, cobrar de quem tem competência e responsabilidade, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, as condições ideais para que possamos desenvolver com qualidade a nossa missão constitucional, o policiamento ostensivo.
Assim sendo, deve o Governador desenvolver as ações necessárias no sentido de que os recursos sejam destinados à aquisição e à manutenção de nossos quartéis, viaturas, armamento, munição e equipamentos; permitindo o adequado funcionamento das áreas operacional, de logística, de finanças, de saúde, de ensino e instrução, correcional, de inteligência e de assistência social ao Policial Militar.
O nosso maior patrimônio, o herói social, o Policial Militar deve ter direito à cidadania, caso contrário nunca poderá servir e proteger os outros cidadãos, portanto, cabe ao Governador do Estado oferecer ao Policial Militar um salário digno, tendo como parâmetro o maior salário pago a Policiais Militares no âmbito nacional.
Autonomia institucional para escolha do nosso Comandante Geral, o que será feito pelos Coronéis da Ativa da PM, com a conseqüente autonomia do Comandante Geral para escolha de todos os Comandantes, Chefes e Diretores das Organizações Policiais Militares, impedindo qualquer indicação política.
Autonomia institucional para selecionar os Oficiais e os Praças a serem promovidos, impedindo qualquer interferência política.
Autonomia institucional para gestão de todo processo de recrutamento e seleção para realização de concursos públicos para admissão ao Curso de Formação de Oficiais e ao Curso de Formação de Soldados, evitando-se inclusões políticas, populistas, demagógicas e desnecessárias que aumentam o efetivo e comprometem o serviço policial militar.
Ao invés de realizar concursos “politiqueiros”, deve o Governador promover o imediato retorno dos milhares de Policiais Militares da Ativa que estão desviados de função, o que constitui uma imoralidade administrativa, quando são retirados das ruas do Rio de Janeiro, para trabalharem em funções diversas, como por exemplo, servirem a membros do legislativo, custodiarem presos porque "custam mais barato" que contratar agentes penitenciários ou exercerem função na não menos gloriosa Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, onde existem centenas de Policiais Militares, enquanto nenhum Policial Civil atua na Polícia Militar.
Obviamente, a instituição possui milhares de Oficiais e Praças Inativos que poderão ser contratados pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para realizarem as funções atualmente desenvolvidas pelos Policiais Militares da Ativa, desviados de função.
O Policial Militar desgastado pelo trabalho realizado no “bico” no dia anterior; o salário aviltante; as fardas rotas; o armamento inadequado; as filas nos nossos hospitais e clínicas; as viaturas e os quartéis caindo aos pedaços são problemas que devem ser solucionados pelo Governador, a ele toda responsabilidade, voluntário que foi para o exercício da função, alcançada após investimento de milhões e milhões de reais na sua campanha.
Cada um dos objetivos primordiais será dissecado nos próximos textos, quando trataremos da situação atual.
O trinômio CRIME , POLÍTICA e POLÍCIA será revelado.

PROJETO 200 ANOS ( 1 ) INSEGURANÇA PÚBLICA - A ORIGEM DO PROBLEMA

Os antigos nos contam a estória que viveram nestes últimos trinta anos - uma geração, período pós fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, período que transformou a boa Polícia Militar do Estado da Guanabara e a política Polícia Militar do Rio de Janeiro, nesta terminal Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
A fusão foi o caos para a Guanabara, mas para algums instituições públicas foi catastrófica, dentre ela a Polícia Militar que resultou deste ato impensado dos governantes.
E como tudo aconteceu...
Os Oficiais Superiores da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que cursaram a antiga Escola de Formação de Oficiais (EsFO), atual Academia de Polícia Militar D. João VI (APM), no final da década de setenta e início da década de oitenta, recebiam diariamente de Oficiais Instrutores, Tenentes e Capitães, como explicação para os problemas existentes na PMERJ já naquela época (os baixos salários, a falta de condições de trabalho, a ausência de uma doutrina institucional, a falta de vagas para promoções e até mesmo, a corrupção policial), duas causas básicas.
A primeira no sentido de que os citados problemas eram decorrentes do fato do Comando Geral da Corporação ser exercido por um Oficial estranho aos quadros da Polícia Militar (Coronel do Exército Brasileiro), portanto o Comando não era exercido por um Profissional de Segurança Pública e conseqüentemente, os desmandos eram oriundos deste Comando, que desconhecia completamente os problemas, não podendo solucioná-los corretamente.
Na prática entendiam os então Alunos Oficiais PM (Cadetes) que tal influência era realmente nefasta para a Polícia Militar, considerando que no currículo escolar da EsFO existiam inúmeras matérias, impostas pela Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM), órgão do Exército Brasileiro, que em nada contribuíam para a formação do futuro Oficial PM, tais como: Maneabilidade, operações de defesa interna e territorial, guerrilha e contraguerrilha, estágio de sobrevivência na selva, etc.
A segunda explicação dizia respeito ao fato do Comando das Organizações Policiais Militares (OPM) ser exercido por Oficiais da PM, os quais não eram oriundos da EsFO, ou seja, não tinham freqüentado o Curso de Formação de Oficiais (CFO), portanto eram Oficiais “obsoletos”. As citadas explicações repetidas incontáveis vezes terminavam por acarretar que os alunos formassem uma mesma convicção sobre a gênese dos problemas institucionais.
Toda uma geração forjada com as mesmas idéias.
Naquela época, os concludentes do CFO, Aspirantes à Oficial PM, ao se apresentarem nas Unidades Operacionais (batalhões) para o início prático de suas carreiras, após três anos de formação, constatavam que os Comandantes daqueles tempos efetivamente exerciam o Comando sob o signo do poder e da autoridade, mantendo a Polícia Militar refratária a qualquer influência externa, em dissonância com os anseios da sociedade civil e com fulcro na força do regime militar que vigorava no Brasil. Um Coronel PM mandava muito na sua área de atuação.
O tempo, senhor da razão, foi transcorrendo, os Aspirantes foram sendo promovidos, os antigos Coronéis foram transferidos para a inatividade e os Oficiais Instrutores do CFO e seus companheiros de turma foram também promovidos à Oficiais Superiores, Majores, Tenentes Coronéis e Coronéis, passando a Comandar as Organizações Policiais Militares.
A nova realidade da Polícia Militar revelou-se ainda pior que a anterior, os antigos Instrutores, atuais Comandantes, demonstraram que no exercício do Comando, que o seu discurso acadêmico era uma falácia.
Os problemas cresceram geometricamente e aqueles antigos Instrutores, quando não faziam parte integrante dos problemas, sequer conseguiam adotar procedimentos que tangenciassem a sua solução.
Todavia, colocada por terra a segunda antiga explicação, ainda restava a primeira, o Comando Geral da Polícia Militar ainda era exercido por um Coronel do Exército, sobre os ombros do qual era colocada toda a responsabilidade pelos problemas existentes.
Todos se “agarravam” a tal desculpa e a Polícia Militar caminhava para o caos.
No início da década de oitenta, no curso da reabertura política, o Governador do Estado do Rio de Janeiro designou para assumir o Comando Geral da PMERJ um Coronel PM e ainda criou o cargo de Secretário de Estado da Polícia Militar, elevando politicamente a instituição ao “status” de Secretaria de Estado.
O Coronel PM indicado, reconhecidamente honrado, seria a “panacéia institucional”, acreditavam alguns, que de forma dispersa lutavam contra o quadro reinante.
Finalmente, acreditaram os antigos alunos, Tenentes da época, que os problemas seriam resolvidos e a nossa amada Polícia Militar seria reconduzida ao seu verdadeiro designo, o de servir e proteger o cidadão, considerando que deveríamos esperar o indispensável apoio político para o equacionamento dos problemas, os quais já tinham alcançado proporções gravíssimas, naqueles anos oitenta.
Os salários atingiram a miserabilidade, o Policial Militar e a sua família foram “favelizados”, as condições de trabalho eram cada vez mais precárias e a corrupção se enraizava por toda a escala hierárquica, possuindo diversas faces.
O “Comando próprio” se materializava como um ledo engano, uma nova falácia, caía a primeira antiga explicação dos nossos Instrutores.
O “jugo militar” que atrelava a PMERJ no passado tinha sido extinto, porém surgia no seu lugar algo muito pior, o “jugo político”.
A PMERJ com seus quase duzentos anos, criada que foi em 13 de maio de 1809, passou a ser comandada segundo a vontade do poder político, a Lei deixou de ser o nosso único parâmetro para a execução das missões, surgiram então as “ações politicamente corretas” e as “ações politicamente incorretas”.
A Segurança Pública passou a freqüentar palanques, a ser causa de vitória ou de derrota eleitoral.
A política governamental vigente era o “populismo”, a Polícia Militar em nome dos “Direitos Humanos”, portanto devia evitar a busca e o confronto com os criminosos, que dominavam as comunidades carentes em todo o Estado do Rio de Janeiro.
No cenário policial militar surge então o “Policiamento Comunitário”, importado principalmente do Canadá, sinalizando como a solução para todos os problemas.
A parceria com a Comunidade Fluminense faria surgir, já naquela época, uma “Nova Polícia”, eficaz no cumprimento de sua missão constitucional.
Enquanto os Policiais Militares tentavam assimilar esta nova realidade, os criminosos, mesmo desorganizados, encastelaram-se e armaram-se cada vez mais nas comunidades carentes, onde a única “Lei” vigente era a ditada pelo crime.
A População Fluminense, vivenciando toda sorte de percalços oriundos da criminalidade, cobrava do poder político a “invasão dos morros” e a prisão dos criminosos.
Eleições e surge um “novo” discurso político, o combate direto aos criminosos, os quais seriam vencidos por completo em poucos meses do “novo governo”.
Renasce o “Policial Guerreiro”.
O citado discurso, obviamente vitorioso nas eleições, no cotidiano da luta contra o crime resultou na prisão de alguns criminosos de renome, porém logo substituídos pelos seus “lugares tenentes”; resultou na morte de incontáveis Policiais Militares e Civis, bem como o recrudescimento dos problemas institucionais.
Paralelamente à dicotomia, “Policial Comunitário” ou “Policial Guerreiro”, a qual passou a se alternar a cada “novo governo”, rapidamente se desenvolveram no seio das instituições policiais, dois graves problemas, os “grupos de extermínio” (execução de criminosos) e os “grupos de mineira” (extorsão de criminosos).
Os Policiais Militares passaram a freqüentar as manchetes policiais diariamente, não apenas como heróis sociais que o são, mas também como criminosos integrantes de quadrilhas responsáveis por seqüestros, homicídios, roubos de veículos e de carga, roubos em estabelecimentos comerciais, tráficos de drogas, e outros crimes.
No curso de políticas governamentais de confronto armado com os criminosos, o “novo carro chefe” dos políticos, surgem as catastróficas “promoção por bravura” e a denominada “gratificação faroeste”. O Policial Militar passou a agir sob a ótica de que “uma boa ocorrência”, que resultasse na morte de criminosos, geraria uma promoção, uma gratificação vitalícia e um passeio com a família em uma das colônias de férias da PMERJ.
Durante a vigência do regime militar a Polícia Militar estava atrelada ao Exército Brasileiro, através dos poderes hierárquico e disciplinar.
No período da abertura política, os políticos também “encontraram” a sua fórmula de atrelar a instituição ao seu poder e o fizeram através de distribuição de Comandos, de Promoções e de Gratificações.
A “política” entrava pela porta dos fundos dos quartéis e a “dignidade” saía pela porta da frente.
Os próprios Comandantes Gerais da PMERJ sempre foram impostos pelo poder político, sendo selecionados dentre os seus simpatizantes, que colaboraram com a campanha eleitoral.
Situação totalmente dissonante com a inscrição existente no pátio da APM D. João VI: “Profissionais não se improvisam e o mando cabe ao mais digno e competente”.
O mando premiava o “aliado político”.
Diante de tal quadro, o Coronel PM, outrora tão poderoso no regime militar, passou a condição de um mero cumpridor de ordens políticas.
A realidade mostrou-se mais uma vez perversa com a Polícia Militar, o “Comando Próprio”, que por incontáveis e lógicas razões é imperioso para a Instituição e para a Sociedade Fluminense, na prática nunca ocorreu verdadeiramente.
O Comando da PMERJ apenas trocou de mãos e nunca foi efetivamente exercido pelos Policiais Militares.
A manipulação da Polícia Militar pelo poder político, exercida ao longo de vários governos, acarretou o surgimento de novos problemas.
Os políticos sobre a égide de um discurso populista e voltado apenas para os seus interesses pessoais, enganosamente, pregaram ao longo das últimas duas décadas, que o principal e o verdadeiro problema da Polícia Militar era a falta de efetivo para a execução de suas missões constitucionais.
Resultado, as portas da Polícia Militar foram abertas a todos, foram realizados inúmeros concursos e os baixíssimos salários só atraíram para o recrutamento cidadãos que não conseguiam outro emprego.
A Polícia Militar se via obrigada, via política, a selecionar os melhores, dentre os piores.
Emerge no terceiro milênio o Casal Rosinha-Garotinho e tudo que era ruim, se tornou catastrófico.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro inicia o seu processo apocalíptico, caminha do caos para a extinção, rapidamente.
Os dois maiores males brasileiros, a política e a corrupção, se integram de uma forma jamais vista e o surge o trinômio: POLÍTICA, CRIME e POLÍCIA.
Os concursos se multiplicam!
Milhares de “Policiais Militares” foram incorporados sob tais condições, acarretando conseqüências desastrosas, dentre elas o recrudescimento dos desvios de conduta, a prática de atividades criminosas e de transgressões disciplinares graves.
"Não existe crime sem a participação de um Policial!"
Os órgãos fiscalizadores se multiplicam, somam-se às Corregedorias Internas da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros; a Corregedoria Geral Unificada da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros; a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e, mais recentemente, a Inspetoria Geral da Polícia.
Embora a fiscalização se multiplique, os resultados não são eficazes, pois a cada dia o envolvimento dos “policiais” com o crime cresce, as manchetes comprovam.
O resultado é apocalíptico, uma Sociedade Fluminense acuada em suas residências fortificadas, temendo sair à rua, a qualquer hora do dia.
Hoje a situação vivenciada pela Polícia Militar já atingiu os limites da irreversibilidade, pondo em risco a própria existência futura da Instituição.
Não se evidencia uma saída para o caos instalado, nem mesmo a longo prazo, pois o quadro piora a cada dia.
O trinômio POLÍTICA, CRIME e POLÍCIA se fortalece, em uma simbiose macabra, destruindo as instituições policiais e condenando a Sociedade Fluminense ao MEDO.
A heróica Polícia Militar agoniza, porém, os homens e mulheres dignos e competentes que a compõem serão os instrumentos que reverterão este processo sistêmico e terminal.
Os heróis sociais resolveram ter a mesma coragem dos canalhas e faremos tudo que for necessário para reconduzir a instituição aos seus desígnios gloriosos, honrando a memória daqueles que nestes dois séculos ofertaram em defesa da sociedade, a sua própria vida, no combate diuturno à criminalidade, deixando um rastro de lágrimas, de amigos, de viúvas e de órfãos.
Nasce o PROJETO 200 ANOS.

A ASSINAP diante das denúncias acima está encaminhando pedido
de abertura de inquerito ao Procurador Geral do MPERJ
(Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro)