Que a polícia brasileira nem sempre cumpre seu
papel em proteger o cidadão, isso todo mundo já sabe.
Aliás, ultimamente, o assunto de policiais envolvidos em crimes
é o mais comum em ser visto em jornais. A situação
está tão grave que, em alguns lugares pessoas não
confiam mais na força policial.
Tratando-se disso, o filme Tropa de Elite 2 foi o maior sucesso de
bilheteria mostrando o lado corrupto tanto dos políticos quanto
dos próprios policiais.
A prática do suborno em dar “presentinho” ao policial
por quem comete uma infração de trânsito ou qualquer
outro tipo de delito é a prática mais comum. Infelizmente,
enfrentada por nós brasileiros.
Ironicamente, os policiais corruptos têm geralmente as mesmas
razões que um traficante para entrar na vida ilegal: fraca
educação e falta de dinheiro. Grande parte da polícia
é mal remunerada, mal equipada e mal treinada, mas, mesmo assim,
precisam enfrentar altos riscos diariamente.
Não podemos escolher quem vai ser policial; afinal existe concurso
para isso. Porém, temos que preservar aquele que é bom,
aquele que sabe se impor. Temos ciência que existem muitos policiais
de comunidades de risco que se sentem inseguros e amedrontados que
acabam deixando passar alguns tipos de delitos por medo e para preservar
a sua família.
Uma vez presenciei o drama de um policial que estava aos prantos me
pedindo socorro. Fazendo ronda em uma das diversas comunidades que
existem no Rio de Janeiro, ele foi abordado por um menor que o obrigou
a transportar drogas no carro da polícia para ultrapassar uma
blitz que tinha no caminho. Tentando honrar a farda que vestia, o
policial imediatamente se preparou para prendê-lo quando escutou
do jovem infrator que o “dono da boca” estava de lá
de cima olhando tudo e que caso não fizesse o que estava sendo
pedido toda sua família estava ameaçada de morte, uma
vez que a sua vida já tinha sido investigada. Ao tentar ajudá-lo
ouvi da boca do comandante da PMERJ, da época, que iria prender
o policial por cometer aquele crime, em vez de tentar ajudá-lo
proporcionando mais segurança.
Por esta razão, a ASSINAP, no ano de 2012, vai trabalhar ainda
mais em prol da casa própria e assistência social para
o policial militar. Desta forma, o policial terá direito a
um convênio financiado pela Caixa Econômica pagando, após
30 dias de moradia, uma mensalidade proporcional.
Policial não pode ser corrupto, tem que honrar a farda que
veste. A missão deles é proteger a sociedade. É
inadmissível esse tipo de conduta. A sociedade e nem a ASSINAP
admite isso.
Mediante a esta atitude, diretores e o presidente da ASSINAP, Miguel
Cordeiro, reuniram-se com o Cel. Costa Filho, no Quartel General da
Polícia Militar, a fim de tentar moralizar a Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, ficou acordado
a realização de uma campanha com outdoor contra a corrupção.
Além disso, Miguel Cordeiro fez questão de parabenizar
o Cel. Costa Filho pelo belíssimo comando conquistando uma
boa imagem da Polícia. “É desse tipo de comando,
sem corrupção, que precisamos para moralizar a Polícia
Militar”, afirma.
Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP