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Nota oficial da ASSINAP sobre jovem morto por policial repercute na imprensa

 
Entendemos como um erro trágico a atitude do policial no caso que vitimou o jovem Daniel Duque, mas é muito fácil e cômoda a postura do governador Sérgio Cabral em apenas dizer que o policial era despreparado, se eximindo assim de sua própria culpa. Ora, é o estado que oferece os péssimos treinamentos que deixam muito a desejar em aspectos técnicos e psicológicos. É a instituição Polícia Militar, de propriedade do estado, que forma policiais incompletos.

Outro ponto a se destacar é o número abusivo de policiais desviados de sua função precípua. Enquanto a população se ressente da falta de segurança, o Poder Judiciário, além do Ministério Público, usa e abusa de militares estaduais que deveriam estar nas ruas fazendo policiamento ostensivo e preventivo.

Um efetivo que ultrapassa mil homens - mais que o do 5º BPM (Centro - Harmonia) que é de 240 - está lotado dentro do Tribunal de Justiça levando papéis, vigiando catracas ou fazendo a segurança dos nobres magistrados.

Tudo isso com o dinheiro do contribuinte e com a aquiescência do Poder Executivo, na pessoa do Governador Sérgio Cabral.

Em cada comarca do TJ existem de 3 a 10 PMs e são 93 comarcas em todo estado. Fazendo as contas, são mais MIL E DUZENTOS homens (600 do TJ mais um média de 6 para cada comarca x 93 = 1258).

Terceirizam PMs para funções que nada lembram sua atividade-fim. Por desleixos dessa magnitude, a gente vê que o Poder Executivo está bem comprometido com o Poder Judiciário, e não com a população.

Será que os nobres juízes não sabem que desvio de função de militares é inconstitucional? Devem saber, mas a Lei é sempre desrespeitada quando convém, principalmente por aqueles que possuem o poder de julgar.

Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP (Associação de policiais e bombeiros militares)
 
Repercussão no Globo on line