Comandante Geral da PMERJ
quer realização de blitz avisada
ASSINAP determinou anulação urgente da medida
A ASSINAP notificou no dia 31 de agosto o Comandante Geral da PMERJ,
Cel. Hudson Miranda de Aguiar, contra a medida que obriga batalhões
a comunicarem com 72 horas de antecedência a realização
de blitzes. A notificação requer a anulação
da medida do Comando no prazo de 24 horas, sob pena de serem tomadas
as providências judiciais e administrativas cabíveis.
A justificativa do Comando é que a medida irá coibir
a ação de policiais corruptos. Mas no entender da Associação,
a decisão do Comandante Hudson, provocada pelo Corregedor Geral
da PM, Coronel Paul, parte do pressuposto de que TODOS os policiais
são corruptos.
“Há que se punir bandidos e policiais desonestos, mas
desta maneira o Comandante Geral da PMERJ parte da premissa, de forma
subjetiva e discriminatória, de que todos os PMs são
suspeitos de serem maus policiais”, argumenta Miguel Cordeiro,
Presidente da ASSINAP.
Além deste, outro fator que motivou a Associação
a pedir anulação da medida é a obrigação
de avisar com três dias de antecedência a realização
das blitzes, o que irá eliminar totalmente o elemento surpresa
característico deste tipo de ação.
O período de três dias de antecedência para comunicação
das blitze também é suficiente para que esta informação
vaze além dos limites dos quartéis e chegue aos ouvidos
de infratores, que poderão em tempo hábil desviar sua
rota.
“Esta medida contraria a própria essência do ato.
Quem já viu blitz avisada? O Comandante quer enganar a quem?
Isto não passa de uma maquiagem, pois ao dar conhecimento prévio
dos locais das blitzes, é óbvio que as apreensões
cairão e o índice de violência naquela área
também, gerando gratificação aos batalhões
e DPs da área”, esclarece Miguel.