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O 3° Sargento
Dos Santos foi submetido a Conselho de Disciplina e mantido preso preventivamente
por um suposto fato criminoso, por causa de um celular, que na verdade
estava em posse de outro Sargento.
O dia 14 de junho de 2006 nunca mais vai se apagar da memória
do 3° Sargento PM Ubirajara dos Santos Cyrino. Ele estava em sua
casa, na Penha quando, por volta das oito horas da manhã, uma
equipe do Setor de Repressão a Entorpecentes (SRE) da Baixada
adentrou a sua residência dando-lhe voz de prisão. A acusação
é que o Sargento Dos Santos estaria envolvido com criminosos
do tráfico de drogas conhecidos como "Bambam" e "Tota",
ligados às comunidades da Árvore Seca e Complexo do Alemão.
Os membros da SRE deduziram erradamente que Dos Santos fazia parte do
grupo por causa do número de celular 9332.4695, que estava grampeado
por ordem judicial. Só que desde fevereiro de 2005, este celular
não estava mais em posse do Sargento Dos Santos, mas sim com
outro Sargento, conforme foi apurado pelo Conselho de Disciplina.
Além de ter sido acusado por algo que não cometeu, o que
traumatizou Dos Santos e sua família, o pior foi o escárnio
público a que foram expostos pela imprensa no momento de sua
prisão e no dia seguinte. Foram publicadas em vários jornais
de grande circulação, fotos e informações
constrangedoras do policial acusado, saindo de casa algemado e sendo
levado na caçapa do P A T AM O.
"Fui acusado injustamente e ainda exposto como um bandido pela
imprensa. Fiquei muito mal, saí em todos os jornais como um criminoso
sem ter culpa de nada e nem tive chance para me defender", relembra
Dos Santos.
Em absoluta ilegalidade, apenas depois de uma semana é que foi
concedido ao Sgt Dos Santos o direito de conversar com um advogado.
Ele procurou a ASSINAP, que indicou os advogados Aldo Faro Jr. e Wanderley
Lopes para cuidarem do caso.
O Sargento ficou preso no BEP (Batalhão Especial Prisional) durante
62 dias. Durante este tempo, foi feito o exame de padrão de voz,
que detectou não ser sua a voz gravada nas conversas telefônicas.
Também foi submetido ao Conselho de Disciplina (CD), sendo inocentado
por unanimidade e ainda com a concordância do Comandante da Unidade,
o Cel. Davi, do CPC (Comando de Policiamento da Capital).
O advogado Aldo Faro Jr., destaca que: “Associar um policial de
bem a uma facção criminosa é questão de
conseqüências gravíssimas, afinal, o Estado espera
que estes sempre vivam em pólos diferentes”.
Para tanto, já foram providenciadas as respectivas ações
criminais e de responsabilidades cível em face dos donos dos
jornais, repórteres, editores, e de todos aqueles
que macularam a honra do policial militar.
Inocente, mas ainda sem os mesmos direitos
Fato que merece destaque é que, via de regra, o
policial militar ao ser submetido a processos administrativos disciplinares,
fica tolhido imediatamente do uso de sua carteira funcional e da arma
de fogo.
Com o Sargento Dos Santos não foi diferente. Mas mesmo após
o parecer favorável pela sua permanência, o trâmite
para devolução da arma e da carteira do miliciano não
está sendo tão rápido quanto foi para instauração
do CD, acarretando imediato prejuízo para o Sargento.
A carteira funcional é sua principal identificação,
e a arma de fogo é um patrimônio do policial. Ao arrecadar
a arma, a PMERJ pratica, em tese, apropriação indébita
e fere os princípios de presunção de inocência
e de direito de propriedade. |
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As senhoras Cleodete
Santiago Ferreira e Lenita Alves da Silva têm algo em comum. As
duas passaram anos com a pensão defasada e agora, com ajuda da
ASSINAP, obtiveram a correção de seus ganhos.
Cleodete é viúva do 3º Sargento PM Andrade Ferreira,
que morreu na ativa atingido em combate, há 26 anos. Após
a morte do marido, ela teve que cuidar sozinha dos quatro filhos pequenos
do casal.
“Foi um trauma muito grande para todos nós. A mãe
dele não admitiu a perda e acabou falecendo logo depois. Consegui
criar meus filhos com muito esforço, porque a pensão que
recebia era muito baixa”, relembra Cleodete, que ainda tem um
filho adotivo.
Através dos advogados da ASSINAP, ela conseguiu o reajuste do
valor e vai receber a pensão integral do ex-companheiro. “Estou
muito feliz. Vou ter uma vida melhor e vou conseguir criar meu filho
pequeno de uma maneira mais tranqüila”, vibra Cleodete.
Lenita, viúva do 3º Sargento Antonio Carlos Moraes, recebia
menos da metade do que deveria ganhar. Passou um ano recebendo a pensão
provisória e quando passou a receber a definitiva, veio com cálculos
errados.
“Resolvi me associar na ASSINAP para ter alguém que lutasse
pelos meus direitos e aqui sempre fui muito bem tratada. A regularização
da pensão veio mais rápido do que eu imaginava”.
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