:: JORNAL ASSINAP - NOVEMBRO / 06 - pág. 04
Armas: busca frenética

Denúncia anônima para a ASSINAP relata que policial que não bate cota de apreensão de armas é punido

Uma denúncia anônima recebida por e-mail conta a tática utilizada por alguns batalhões da Polícia Militar para apreensão de armas. Segundo a denúncia, existe uma meta a ser cumprida a cada mês, e o policial que não consegue bater a cota sofre sanções.
A ASSINAP vai encaminhar cópia do e-mail ao Ministério Público para que averigúe as informações. “Estamos à disposição das autoridades competentes que queiram investigar esta e outras denúncias que recebemos”, diz Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP.
Segundo o e-mail, “cada setor tem que apreender armas senão são punidos trabalhando em outro tipo de serviço bem ruim”. O texto diz ainda que muitas vezes para bater a meta, o policial se vê obrigado a fazer acordos para conseguir as armas.
“Às vezes acontecem ocorrências com flagrante, no caso, com elementos que são
presos com armas de fogo, mas se o policial não consegue, muitas vezes tem que se virar para comprar através de outros contatos. Claro quem têm maus policias, mas sou um policial honesto e não tenho mais como comprar armas”, desabafa.
A denúncia também se refere às condições dos equipamentos.
“Entre outras coisas, temos que comprar pneus e óleos com nosso próprio dinheiro”.
O autor anônimo da denúncia também indica lugares onde podem ser feitas as investigações.
“Sei de muitos outros batalhões que trabalham desta forma. Por exemplo, o RPMont. A
compra de arma é ordem dos comandantes de companhia. O que vocês precisam para ir a diante?”, Finaliza o denunciante.
Para Miguel, “infelizmente, a PM hoje em dia vive de estatísticas, que na maioria das vezes não correspondem à realidade, apenas dão uma falsa noção de eficiência, visando iludir a população com dados inverídicos”, diz.


Policiais do Palácio Guanabara só têm direito a férias de 15 dias
Reunião decidiu pela exclusão conselheiro e entrada de dois novos integrantes; sócio-fundador foi homenageado

Por causa de uma determinação arbitrária, os soldados da 1ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), no Palácio Guanabara, desde o mês de outubro só foram autorizados a ter 15 dias de férias. Pms revoltados com a medida procuraram a ASSINAP na busca de seus direitos. Para evitar que sejam punidos, eles não serão identificados.
“Gostaria de saber quais são os meios legais em que posso lutar contra essa arbitrariedade. Já basta tudo que acontece aos policiais e ainda querem tirar o nosso direito a 30 dias de ferias. Será que temos que responder pela má administração da máquina pública?”, diz o policial.
A alegação dada pelos oficiais da 1ª CIPM, segundo o policial, para a redução das férias é que “está faltando efetivo”.
“Se retirassem os cinco mil homens que estão à disposição de políticos e órgãos de governo e também do poder judiciário, este problema não existiria. Os policiais estão sobrecarregados e em péssimas condições de trabalho”, afirma Miguel Cordeiro, Presidente da ASSINAP.
A insatisfação dentro da unidade vem piorando porque, de acordo com o policial, a medida não é válida para os oficiais.
“Duvido que os oficiais tirem apenas 15 dias de férias”, questiona. A decisão foi imposta em outubro e não tem data para ser revogada.
Se a governadora não vê ou finge que não sabe sobre o que está acontecendo com os policiais que trabalham nos Palácios onde ela mora e trabalha, imagina no Estado. Agora tá explicado porque ela nega que a Polícia está na penúria. É pura falta de conhecimento.