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Denúncia
anônima para a ASSINAP relata que policial que não bate
cota de apreensão de armas é punido
Uma denúncia anônima recebida por e-mail conta a tática
utilizada por alguns batalhões da Polícia Militar para
apreensão de armas. Segundo a denúncia, existe uma meta
a ser cumprida a cada mês, e o policial que não consegue
bater a cota sofre sanções.
A ASSINAP vai encaminhar cópia do e-mail ao Ministério
Público para que averigúe as informações.
“Estamos à disposição das autoridades competentes
que queiram investigar esta e outras denúncias que recebemos”,
diz Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP.
Segundo o e-mail, “cada setor tem que apreender armas senão
são punidos trabalhando em outro tipo de serviço bem ruim”.
O texto diz ainda que muitas vezes para bater a meta, o policial se
vê obrigado a fazer acordos para conseguir as armas.
“Às vezes acontecem ocorrências com flagrante, no
caso, com elementos que são
presos com armas de fogo, mas se o policial não consegue, muitas
vezes tem que se virar para comprar através de outros contatos.
Claro quem têm maus policias, mas sou um policial honesto e não
tenho mais como comprar armas”, desabafa.
A denúncia também se refere às condições
dos equipamentos.
“Entre outras coisas, temos que comprar pneus e óleos com
nosso próprio dinheiro”.
O autor anônimo da denúncia também indica lugares
onde podem ser feitas as investigações.
“Sei de muitos outros batalhões que trabalham desta forma.
Por exemplo, o RPMont. A
compra de arma é ordem dos comandantes de companhia. O que vocês
precisam para ir a diante?”, Finaliza o denunciante.
Para Miguel, “infelizmente, a PM hoje em dia vive de estatísticas,
que na maioria das vezes não correspondem à realidade,
apenas dão uma falsa noção de eficiência,
visando iludir a população com dados inverídicos”,
diz.
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| Reunião
decidiu pela exclusão conselheiro e entrada de dois novos integrantes;
sócio-fundador foi homenageado
Por causa de uma determinação arbitrária, os soldados
da 1ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar),
no Palácio Guanabara, desde o mês de outubro só
foram autorizados a ter 15 dias de férias. Pms revoltados com
a medida procuraram a ASSINAP na busca de seus direitos. Para evitar
que sejam punidos, eles não serão identificados.
“Gostaria de saber quais são os meios legais em que posso
lutar contra essa arbitrariedade. Já basta tudo que acontece
aos policiais e ainda querem tirar o nosso direito a 30 dias de ferias.
Será que temos que responder pela má administração
da máquina pública?”, diz o policial.
A alegação dada pelos oficiais da 1ª CIPM, segundo
o policial, para a redução das férias é
que “está faltando efetivo”.
“Se retirassem os cinco mil homens que estão à disposição
de políticos e órgãos de governo e também
do poder judiciário, este problema não existiria. Os policiais
estão sobrecarregados e em péssimas condições
de trabalho”, afirma Miguel Cordeiro, Presidente da ASSINAP.
A insatisfação dentro da unidade vem piorando porque,
de acordo com o policial, a medida não é válida
para os oficiais.
“Duvido que os oficiais tirem apenas 15 dias de férias”,
questiona. A decisão foi imposta em outubro e não tem
data para ser revogada.
Se a governadora não vê ou finge que não sabe sobre
o que está acontecendo com os policiais que trabalham nos Palácios
onde ela mora e trabalha, imagina no Estado. Agora tá explicado
porque ela nega que a Polícia está na penúria.
É pura falta de conhecimento.
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