| A Polícia
que amamos
Assim como tantos que serviram ou ainda servem à PM, sinto a
lamentável rejeição que nos é impingida
pelos governos estaduais que se sucedem e nada de relevante fazem para
a categoria. A máquina da Segurança Pública requer
gastos constantes, é verdade. Entretanto, há que se avaliar
com que, como e onde devem ser PRIORITARIAMENTE aplicados.
Qual o custo-beneficio social de inaugurar aparatos de “big brother”,
se os PMs que terão que perseguir os meliantes estão com
viaturas em estado deplorável e munição insuficiente?
O salário nem se fala, pois todos nós sabemos a miséria
que estes homens ganham para por em risco a própria vida. Neste
particular, causa espanto as declarações da Governadora
do Estado do Rio, senhora Rosinha, negando as reais condições
de penúria da PM.
Não seria mais honesto reconhecer e ao menos tentar buscar uma
solução? A falência do sistema de segurança
pública em nosso Estado não necessita de denúncia,
pois que é pública e notória.
Como cristã, a governadora deve conhecer a citação
bíblica: “pois não há nada oculto que não
seja descoberto e nada há escondido que não venha ao lume”.
(Marcos 4 - versículo 22).
A situação dos inativos, condição na qual
me incluo, ainda é mais grave. Apesar de toda desconsideração,
meu desejo sincero é ver o soerguimento da PM, uma instituição
que amo. Quero ainda vê-la forte e competente, cumprindo seu papel
perante a sociedade e garantindo de verdade a paz.
Mas se trazemos à tona as mazelas da instituição,
não é para denegrir a PM, mas por que acreditamos que
desta maneira podemos contribuir para a limpeza da instituição.
Para que a PM saiba separar o joio do trigo e elimine o que está
errado. Podem ter certeza que não ficamos felizes quando sabemos
que muitos policiais trabalham com munição contada, fardamento
velho, viaturas capengas e coturnos rasgados.
E nos deixa indignados ver que enquanto a maioria não conta com
o mínimo necessário para trabalhar, outros 36 oficiais
da PM e 29 delegados da Polícia Civil privilegiados viajam às
nossas custas para o Canadá (Quebéc) e Estados Unidos
(Orlando e Nova York), sugando mais de meio milhão de reais do
erário público. Vejam só, são mais de meio
milhão para que passem 12 dias no exterior sob a justificativa
de participar de cursos sobre “policiamento comunitário”.
Cabe também questionar a eficiência deste curso. Será
que o policiamento comunitário no Canadá, país
de primeiro mundo, deve ser igual ao nosso?
A reboque das freqüentes denúncias, nos cabe fazer uma ressalva
ao Comandante Geral da PMERJ, Cel Hudson de Aguiar, que no nosso entender
é pessoa de valor e honrada. Entretanto, seu comando está
sendo ofuscado e prejudicado por assessores afeitos à adulação
e politicagem. Assessores estes que buscam a realização
de interesses pessoais e facilitação de privilégios
para com os seus.
Continuaremos a lutar para o fortalecimento da PM que amamos, ainda
que remando contra a maré da baixa política e da bajulação.
Nosso objetivo é o bem-estar da categoria e da população,
e a elevação da PMERJ. Afinal, “não é
possível esconder uma cidade situada no cimo de um monte nem
se acende uma candeia para se por debaixo de uma vasilha, mas num candelabro
para que alumie todos os dias da casa”. (Mateus 5 vs 14/15).
Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP |
Reunião decidiu pela exclusão conselheiro e entrada
de dois novos integrantes; sócio-fundador foi homenageado
A ASSINAP realizou uma Assembléia Geral Extraordinária
(AGE) no dia 6 de outubro para deliberação das seguintes
pautas: aprovação da ata da última AGE, referendar
a exclusão de sócio integrante do Conselho Fiscal, como
também indicar e aprovar a entrada de novos conselheiros fiscais.
O edital de convocação da reunião foi amplamente
divulgado no site da instituição (www.assinap.com.br),
através de carta e também publicado no Diário Oficial
da União, já que a ASSINAP atua em 10 Estados da Federação
e é de âmbito nacional.
A reunião contou com a participação de todo o corpo
jurídico, funcionários e sócios.
Ficou decidida por unanimidade a exclusão de um conselheiro fiscal,
por falta gravíssima, conforme estatuto da ASSINAP.
Entre os sócios presentes, dois deles se candidataram para preencher
as vagas de conselheiros fiscais e foram aprovados por unanimidade.
O presidente Miguel Cordeiro pediu garra e firmeza para o trabalho dos
novos conselheiros.
“Para o exercício desta função é preciso
empenho e seriedade para que erros antigos não se repitam. Peço
que os novos integrantes defendam o nome da ASSINAP com orgulho”,
destacou Miguel.
Sócio-fundador foi homenageado
O sócio fundador Vandick de Morais foi homenageado
durante o encontro. Emocionado, agradeceu o reconhecimento de seu
esforço para o fortalecimento da Associação.
“A coisa mais bela que eu vejo no ser humano é a gratidão.
E é isto que vejo hoje neste momento. Miguel enfrenta muitas
adversidades, vai contra muita gente poderosa em favor de seus associados.
Coisas maravilhosas vêm acontecendo aqui por que nosso comprometimento
é com o associado. Eu tenho orgulho de estar hoje aqui com
vocês”, disse Vandick.
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