| O governador Sérgio
Cabral participou da missa em memória dos 38 policiais mortos
neste ano, celebrada pelo bispo auxiliar do Rio de janeiro, dom Dimas
Lara Barbosa, na Igreja da Candelária, centro do Rio. Este ano,
morreram 38 policiais, sendo 32 militares e seis civis. Dos PMs, 10
foram mortos em serviço, sendo nove em confronto e um de enfarto.
Os demais morreram durante a folga, por razões diversas, sendo
a maioria em conseqüência de reação a assaltos
ou executados por bandidos.
Após a cerimônia, que foi solicitada pela Secretaria de
Estado de Segurança, o governador anunciou a contratação
de dois mil policiais a partir de outubro. Segundo Cabral, o concurso
será feito por região.
“Estamos analisando a demanda e a carência de policiais
em cada região do estado. Muitas vezes, uma pessoa passa em um
concurso numa região e, por morar distante, não quer ficar
ali. Por isso, quando se inscrever, ele vai assinar um documento se
comprometendo a servir naquela região”, detalhou.
Cabral disse ainda que serão tomadas medidas para reforçar
a luta contra a criminalidade, como a convocação de investigadores
da Polícia Civil concursados no ano passado e o reforço
do contingente de batalhões onde a incidência de crimes
é maior. O governador também pediu o apoio da população
para o trabalho da polícia.
“Esta é a reflexão que esta missa traz. Dom Dimas
falou com muita propriedade: a sociedade precisa apoiar os policiais
que trabalham nas ruas. É uma profissão muito dura e,
às vezes, incompreendida. Mas, é com uma polícia
fortalecida que teremos uma sociedade mais tranqüila”, ressaltou.
Paralelamente aos investimentos em ações sociais, educação,
saúde e saneamento básico para melhorar o nível
de vida da população, Cabral disse que o Estado não
pode dar trégua aos criminosos e mostrou-se indignado com o assassinato
de um turista francês em Japeri, durante assalto na Via Dutra.
“Esse turista e seus amigos vieram ao nosso país para trazer
uma mensagem de paz e cultura, tocando música e levando alegria
às pessoas. Aí, vêm dois criminosos sem coração
e disparam uma arma contra a pessoa porque ela estava fechando o vidro
do carro. É chocante e abala a todos”, enfatizou.
Segundo o governador, a missa serviu para levar as pessoas a refletirem
sobre a banalização da vida, com o assassinato de cidadãos
civis inocentes e de policiais, em serviço ou não.
A missa foi assistida por mais de 400 pessoas, entre elas o secretário
de Segurança, José Mariano Beltrame, o comandante geral
da Polícia Militar, coronel Ubiratan Ângelo, e o chefe
da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, além de familiares
das vítimas, policiais civis e militares e parlamentares. Em
sua pregação, o bispo disse que a responsabilidade pela
segurança não é somente do Estado e que a sociedade
civil também luta em várias frentes pela paz no Rio de
Janeiro.
Durante a missa, o secretário de Segurança ainda dirigiu
uma mensagem aos policiais e familiares das vítimas presentes,
lamentando as mortes ocorridas este ano, mas ressaltando o heroísmo
dos profissionais e confessando o orgulho pela dedicação
dessas pessoas à profissão que escolheram.
“É preciso ter indignação contra a barbárie.
A capacidade de nos indignarmos contra a estupidez desses criminosos
é que nos mantém na luta, sem jamais perder a esperança
de vencê-la. Só assim a morte desses e de outros policiais
não será em vão. Vamos apoiar os policiais que
ainda continuam nas ruas, acreditando sempre num futuro melhor”,
pregou Beltrame. |
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Lá se passaram
seis meses e nada da viúva Vânia Maria Damásio Cardoso
receber a pensão provisória a que tem direito, por ter
vivido por 28 anos com o sargento PM inativo Joaquim Antonio Abissulo.
“Eu preciso da certificação de união estável
para poder dar entrada na pensão na DIP, mas em Sulacap eles
não me dão previsão de nada”, diz.
Enquanto isso, a viúva passa dificuldades, amontoando dívidas.
“Minha vida está um tormento, uma bola de neve, pois não
consigo arcar com meus compromissos. O que eles estão fazendo
é uma maldade. Além de minha pensão, eles deviam
pagar o dano moral que estou sofrendo por causa do atraso deles em me
dar uma coisa que é meu direito. Só a ASSINAP está
me ajudando neste momento tão difícil ”, desabafa
a viúva.
A ASSINAP deu entrada na ação para receber a pensão.
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