| A compra de capim para
cavalos realizada pela PM com dinheiro que seria para o rancho e a festiva
viagem de oficiais para o exterior com dinheiro do erário, no
ano passado, estão sendo investigadas pelo Ministério
Público. Os dois episódios aconteceram na gestão
do Comandante Cel PM Hudson Miranda.
Em setembro de 2006, a ASSINAP teve acesso aos dados da DGAL e denunciou
uma suspeita compra de capim na qual a PM gastou, R$ 657 mil inicialmente
destinados à alimentação de policiais - para compra
de capim para cavalos da empresa “A Capineira”.
Também foram gastos R$ 737 mil para aquisição de
forragem da “Agroceres”. Tudo para alimentar os 184 cavalos
da Polícia Montada, resultando num gasto diário de R$
20 só com alimentação de cada animal. Já
com o rancho dos praças, a PM teve uma despesa diária
de R$ 1,72.
O uso de recursos da Caixa de Alimentação dificulta a
fiscalização do uso do dinheiro, já que o pagamento
não fica registrado no Sistema de Administração
Financeiro do Estado (Siafem).
No total, os gastos com capim, forragem e ração somaram
R$ 1,3 milhão, valor três vezes maior do que a quantia
destinada à aquisição de pólvora, espoletas
e projetéis, que foi de R$ 401 mil. O primeiro pedido para munição
foi de R$ 79.834, e o segundo de R$ 321.841, comprados da empresa CBC.
O Comandante Geral da Corporação, na época, Cel.
Hudson Aguiar Miranda, garantiu que o processo seria investigado pelo
TCE (Tribunal de Contas do Estado), mas até agora nada foi explicado
por esta corte. O Presidente da Assinap, Miguel Cordeiro, rejeitou a
medida por achar que é preciso isenção para investigar
a fundo as licitações realizadas ano passado e recorreu
ao Ministério Público.
Turismo coletivo a título de viagem de estudo
O outro fato denunciado pela ASSINAP foi a viagem de 65 policiais, entre
civis e militares, para o Canadá (Quebéc) e Estados Unidos
(Orlando e Nova York), sugando mais de meio milhão de reais do
erário público.
A justificativa da viagem foi de estudo para aprimoramento profissional,
mas o que se viu foi uma vergonhosa excursão coletiva paga pelo
Estado, visto que nada absorvem ou aplicam deste suposto curso na cidade
em que trabalham.
A viagem foi um total desperdício, ainda mais considerando a
situação da segurança pública no estado
do Rio de Janeiro.
O fato deixou indignados até mesmo antigos oficiais da corporação,
pois enquanto a maioria não conta com o salário mínimo
necessário para viver com dignidade, outros privilegiados viajam
às custas do dinheiro público, e ainda foram autorizados
a levar parentes.
A ASSINAP requereu toda a contabilidade das viagens, com a fonte pagadora
das mesmas, como também para que o Banco Itaú seja oficiado,
em sua sede, para que apresente o extrato bancário de cada um
dos oficiais que compuseram a delegação. |
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Jovens de 11 municípios
fluminenses (Niterói, Itaboraí, São Gonçalo,
Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirin, Magé, Marica,
Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá) podem se inscrever até
o dia 26 de junho para o processo de seleção de seis qualificações
profissionais que irão atuar na construção do Complexo
Petroquímico do Rio de Janeiro. São 3 mil vagas. Os interessados
devem ter a 4ª ou 7ª série de escolaridade mínima
- dependendo do curso escolhido - preencher o formulário de inscrição
nas agências dos correios ou pela internet e pagar uma taxa de
R$ 18,00. As provas acontecem no dia 29 de julho. Os selecionados começam
a fazer os cursos gratuitos em setembro. |
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Os representantes de associações
de policiais saíram frustrados do almoço com o Comandante-geral
da PM, Coronel Ubiratan Ângelo. Nada ficou resolvido. Ele não
tinha informações sobre percentuais nem datas para o aumento
da categoria. Os policiais, que esperam a solução para
a crise na segurança pública no estado, tiveram que engolir
como sobremesa um encontro que não definiu nenhum item da lista
de reivindicações. “O governo vive alardeando que
a questão da segurança é prioridade. Que espécie
de prioridade é essa?” questionou Miguel Cordeiro, presidente
da Assinap. |