:: JORNAL ASSINAP - JUNHO - JULHO / 07 - PÁG. 03
 
PMs e BMs de todo país debatem o abandono da categoria
Praças devem comparecer em massa
Representantes do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional de Segurança Pública estarão no Rio, nos dias 28 e 29 de junho, para o II ENERP (Encontro de Nacional de Entidade Representativas de Praças das Polícias Militares e Bombeiros). Reivindicações como o piso nacional, previdência especial, mudança do Regulamento Disciplinar e sindicalização serão discutidas.

Mais de 50 instituições de classe de todo o país estarão presentes para debater propostas e aprovar o relatório final que será encaminhado à Secretaria Nacional de Segurança Pública e ao Ministério da Justiça com os requerimentos da categoria.

“Diante de tantas mortes e maus tratos que afligem os policiais e seus familiares, a realização deste encontro é uma forma de expor todas as mazelas vividas pela categoria, que está agonizando sem que as autoridades nada façam”, explica Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP, uma das entidades organizadoras.

Serviço

O II ENERP acontece no Auditório do CREA, Rua Buenos Aires, 40 - Centro do Rio de Janeiro. Dias 28 e 29 de junho, das 8h às 17h.

Comissão organizadora: ASSINAP, SIND REP, SENASP, ASPRA, , ASBOM, ACSBM, CCS, CBPR, e CSS

Veja abaixo programação completa:
Programação dia 28
Horário Atividades
8h Credenciamento e entrega de pastas
9h Solenidade de abertura
Pronunciamento do representante da SENASP, Jorge Quadros
12h Intervalo para almoço
13h30 Apresentação de propostas e debate
- Piso nacional
- RDPM E BM nacional
- Previdência especial
- PEC21
- Retorno dos corpos de bombeiro à SSP
- Carga horária
- Sindicalização dos militares estaduais
- Lei proibindo desvio de função
Programação dia 29
Horário Atividades
9h
Pronunciamento do representante do Ministério de Justiça, Zaqueu Teixeira, sobre o Plano Nacional de Segurança Pública
12h Intervalo para almoço
14h Votação dos temas propostos
15h30 Apresentação de relatório final para aprovação
16h30 Encerramento

Na ronda
Ataques a policiais

Vale a pergunta: ataque de qual dos lados, dos bandidos, dos comandantes ou dos torturadores!?

Carros terceirizados para PM

A partir de agosto, todos os carros da PM serão alugados e o governo vai vender as 3600 viaturas, das quais 41% já viraram sucata. A decisão é acertada, pois irá desobrigar o policial a ter que “se virar” para consertar o carro, em caso de defeito, tendo em vista que a PM não possui verba específica para manutenção de automóveis.
Serão alugados 1500 veículos. Apesar de representar 2100 carros a menos, o governador Sérgio Cabral acredita que a polícia ficará mais eficiente. “Polícia não tem que cuidar de mecânica de veículo”, disse.
A decisão se baseia na experiência da PM de Minas Gerais, que reduziu de 1600 para 600 o número de veículos e melhorou a eficiência, pois a reposição de peças é de responsabilidade da empresa vencedora da concorrência.

Esclarecimento da DIP

O diretor da DIP, Coronel PM Carlos Jorge Fogaça, esclarece que o corte parcial do triênio e da GRETPM se dá por determinação individualizada do Tribunal de Contas, e não por vontade da DIP. “Estamos convocando o servidor não por achar devido, mas para deixá-lo a par da determinação do Tribunal de Contas que somos obrigados a cumprir, sob pena de processo e multa”, explica.

Tudo igual no MOVE

Um policial do MOVE (Módulo Operacional das Vias Especiais) pede socorro. Ele diz que a situação está cada vez pior, pois estão sendo presos por qualquer coisa, inclusive por trabalharem com má postura. “Mas quem agüenta ficar 12 horas no padrão debaixo de chuva, com frio ou calor nas costas? Estamos abandonados”, defende-se o policial que prefere não se identificar para não sofrer sanções. O PM implora também pela melhora da escala. Ele informa que enquanto a escala de oficiais é de 12x72, a destes policiais é de 12x24 e 24x48. “Devemos ser os campeões de papeletas médicas. Ninguém está suportando”, diz.

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Parlamentar de Quinta

Já tem dono o troféu “Mico” da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj que investiga a morte de policiais no Estado do Rio.
O deputado Natalino (DEM) pediu a palavra, durante o depoimento do chefe da Polícia Civil, delegado Gilberto Ribeiro, para legislar em causa própria. Gilberto falava dos diversos problemas pelos quais passa a categoria, como o efetivo reduzido e baixo soldos. Alheio a esses problemas e sem se importar com número alarmante de policiais mortos em serviço - um a cada três dias -, o parlamentar que é inspetor de 5 da Polícia Civilª, reclamou da demora na promoção dele e do irmão, que é vereador. Constrangimento geral e troféu garantido.