| Ao
Governador
1 - Observamos, através dos tempos, a desmobilização
da tropa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pela
política e por todos os comandos que permitiram essa ingerência,
atropelando os regulamentos, conforme podemos observar. Afinal, na prática,
quem é o “consumidor final” dos serviços prestados
pela Polícia Militar? O povo, o patrão, que paga os impostos
para sustentar, também, a folha salarial da Corporação,
mas recebe a devolução sob a forma de serviço,
de má-qualidade, sem que aqueles que lhes prestam os serviços
tenham culpa por isso. Atualmente os Praças da Corporação
são tão vítimas quanto a sociedade. (Estamos falando
dos profissionais sérios).
Os praças passaram a ser promovidos por tempo de serviço,
sem que estivessem adquirindo novos conhecimentos no CFAP, ou aperfeiçoado
aqueles que tivessem aprendido, enquanto recrutas. Passaram a ser, os
praças, de modo geral, “CABIDES DE DIVISAS”, porque
os critérios de promoção deixaram de lado os concursos;
para depois de, neles aprovados, os praças, fazerem os respectivos
cursos que os habilitariam a ser graduados respeitados, porque teriam
recebido a devida instrução e conhecimento, fosse nos
CFC, CFS, CAS, etc.
Eles foram promovidos por tempo de serviço, “estudando”
através de polígrafos e prestando prova dos conhecimentos
obtidos em testes contestáveis, foram considerados aptos a defender
a sociedade (?!...) Assim, verificou-se, na prática: é
muito mais fácil os OFICIAIS manobrarem os PRAÇAS, principalmente
os GRADUADOS, esses em especial, porque é muito mais fácil
manobrar quem não tem conhecimento do que os que enxergam, ainda
que minimamente, principalmente quando o RISG é trespassado,
e deveras rasgado pelo arbítrio inteligente, sem ironia, pelos
governantes anteriores, quando lá se observa que “A ATIVIDADE
FIM É DE RESPONSABILIDADE DOS CABOS E SOLDADOS”, e aos
GRADUADOS, serem auxiliares dos oficiais.
Entretanto, o que se vê, na prática, em todo o Estado?
Sargentos exercendo policiamento ostensivo, juntamente com cabos e soldados,
ao invés de exercerem o disposto no RISG, que é a fiscalização
da atividade fim, ou seja: a fiscalização dos serviços
prestados pelos Cabos e Soldados. (agindo assim sob a égide da
legalidade, da legislação ainda em vigor). (...) Pode
parecer que este missivista seja contra a que os PPMM sejam promovidos;
não é o caso. Extremamente justa uma promoção,
porém, mais justo ainda do que simplesmente promover, é
dar conhecimento objetivo-prático aos praças promovidos,
através de instrução, nas Escolas de Polícia,
nos devidos cursos, melhor, CUMPRINDO SIMPLESMENTE A LEI, sem inventar
nem desmobilizar nem desmoralizar a tropa.
Ocimar Magdalena Lisbôa
Idéias
1 - Gostaria de parabenizar a Presidência e os
demais membros dessa atuante Associação pelo trabalho
sensato e fiscalizador que exerce sobre as autoridades. Sempre coerente
e com muita lucidez de idéias, o Sr. Miguel Cordeiro coloca em
prova questões que deveriam ser levadas adiante pelo Governo
e pelo Comando da PM/BM, mas que infelizmente eles não querem
ver, ou fingem não saberem que as boas idéias mudariam
os rumos da segurança pública do nosso tão inseguro
Rio de Janeiro. Sucesso na sua caminhada, Sr Presidente.
José Santos
2 - Gostaria de agradecer à
ASSINAP e ao novo comandante da Polícia Militar, cel Ubiratan,
pelo novo pensamento. Precisamos de uma policia técnica, seja
ela militar ou civil. Fiquei feliz também com o pensamento de
mudar esse regulamento por um mais novo, se é mesmo isso que
entendi. Acho que o novo comandante dos bombeiros também deveria
seguir esse exemplo.
André
3 - Gostaria de externar meu reconhecimento
pelo fato de a ASSINAP haver sido uma das únicas entidades de
classe a se ombrear com o projeto da lavratura de termos circunstanciados
por nossa tropa e, em verdade, a única a ingressar e persistir
no intento de buscar a via judicial para tal, através do processo
n.º 20050011233392 (...) Parabéns pela acirrada defesa que
vêm exercendo!
Wanderby Braga de Medeiros-Maj PM
Aumento de policiais nas ruas
1 - Tendo em vista o sério problema da falta
de efetivo a ser empregado na atividade fim, e notando o vosso esforço
no sentido de resolver diversos problemas do Estado, resolvi tentar
ajudar, de forma prática e efetiva, o vosso trabalho. Há
um montante não desprezível de policiais trabalhando internamente
na burocracia das Unidades Policiais, que bem poderia reforçar
o policiamento externo, se os quartéis se utilizassem de policiais
militares da reserva remunerada, para o exercício de funções
ocupadas por membros da ativa - salvo em funções que devem
ser exercidas especificamente por policiais em atividade, como disposto
no RISG.
Essa mobilização pode dispor um efetivo maior para os
Batalhões PM, seja na atividade fim; seja para minorar os traumáticos
serviços extras prestados pelos policiais que já atuam
efetivamente nas ruas, sofrendo um desgaste físico-mental além
do suportável.
Ocimar Magdalena Lisboa
2 - Gostaria de saber porque não
faz uma pesquisa sobre a opinião dos policias que tiram serviços
extras. Quando tem jogo no maracanã (clássicos) ou normais,
eles informam que o policiamento será reforçado. Mas com
o quê? Com os policiais na segunda folga! Ex: o pol.q tem escala
12/24, ou 24/48, tem uma única folga final de semana, por mês,
e é nessa folga que tem o serviço extra, reforço
no sambódromo, final de ano (Copacabana), assim como festas que
ocorrem na área do batalhão. Sobre a obrigação
de apreender armas, vamos aguardar se irá continuar com o novo
governo...
Anônimo
Inativos e reformados
1 - Gostaria de saber se com a troca de Comando na
PM e no Corpo de Bombeiros, vai melhorar alguma coisa para os inatívos
com relação aos triênios e com a Lei 4848. Os inatívos
ultimamente vêm perdendo o pouco que lhes resta.
Paulo Cezar
2 - Sou Bombeiro Reformado por invalidez
Permanente e não posso concordar com diversas atitudes do Coronel
De Carvalho, que em todas as suas decisões sempre prejudica o
pessoal inativo. Com relação à Lei 4848, fiquei
triste em saber que a PM terá suas carteiras de acordo com a
Lei e que nos Bombeiros, teremos uma carteira que não vale o
trabalho de ser trocada, pois um soldado com proventos de Sgt, continua
Sd na carteira que o Cel De Carvalho quer entregar. (...) Para complicar
estão querendo nos entregar a tal identidade sem o porte de arma
o qual fazemos juz. É triste ser comandado por pessoas que não
se preocupam em fazer valer os direitos dos inativos do Corpo de Bombeiros
do Rio de Janeiro O que vamos fazer?
Ângelo Augusto
3 - Eu duvido que a Lei 4848/06, que
versa sobre o posto ou graduação dos inativos seja cumprida.
Os Comandos da PM/BM estão relutando o máximo para que
não sejam expedidas as identidades, sempre alegando a falta de
cédulas ou às vezes alegam que precisam fazer um tal recadastramento
para saber quem tem direito. Vejam senhores que eles querem passar um
atestado de burro nos PM/BM. Sabe por quê? Se o PRODERJ expede
o contracheque com o soldo do PM, porque então fazer recadastramento?
A brilhante ASSINAP deveria acionar os órgãos competentes
para que os Comandos da PM/BM cumpram imediatamente a Lei, ou então
os legisladores e PM/BM ficarão desacreditados. Olho vivo, companheiros!
José Santos
Pecúnias e bravuras
Mais uma vez, foi tomada medida que deixará brechas. Na ocasião
das concessões de Pecúnias e Bravuras, muitas foram posteriormente
canceladas, pois foram concedidas de maneira fraudulenta e/ou de maneira
política. Além disso, sabemos que muitos não estavam
nem na ocorrência, fatos que nem deveria escrever. Vejo que contemplação
de alguns gerará oportunas brechas, além de ser ilegal,
pois somos uma classe, prevista na Constituição e detentora
de um Estatuto, que só é levado à risca na hora
de punir.
A. Silva
Aumento salarial
Até agora não se teve notícia alguma a respeito
de aumento salarial dos policiais e bombeiros que, mais uma vez, estão
sendo desrespeitados no seu direito mais básico.
Anônimo
Tratamento respeitoso
Não é comum, pelo menos na nossa Corporação,
estando "na ativa", ou não, ser-se tratado de forma
humana, respeitosa, como verdadeiramente deveria acontecer com todos
os componentes da nosso PMERJ. Entretanto, para surpresa deste vosso
companheiro, que teve a desagradável surpresa de ver barrada
a pretensão de renovar a carteira do FUSPOM de sua companheira,
sra ILZA MARIA DA SILVA. (...)
Ao retornar à DGP/DIP, com uma Parte, onde cobrou que uma sentença
jurídica não pode, em nenhuma instância, ser substituída
ou revogada por um ato administrativo, aproveitei e também impetrei
um recurso, com uma exposição de motivos, onde demonstrava
a ilegalidade daquele ato. Como entregara a documentação
no protocolo da DIP, dirigi-me ao Sr Diretor da Unidade, e foi recebido
pelo Sr Ten Cel PM GUIMARÃES. Este, mesmo sem ver os documentos
que foram impetrados, mas, sabendo do ocorrido, avocou para si a solução
do problema, de imediato, com um respeito e solicitude, não comuns.
Somente depois de ter resolvido, de forma prática e eficiente,
a confecção imediata da carteira do FUSPOM requerida,
tal Oficial veio a tomar conhecimento formal de tais documentos, o que,
em si, evidencia a sua acendrada educação, e a grandeza
que somente os grandes homens têm. Quero deixar patente esse agradecimento,
e rogar ao Sr Cmt Geral, que mantenha, por longo tempo, uma administração
que merece ser contemplada por sua dignidade e amor ao próximo,
quando se dão ao subordinado, COMO OS MESTRES SE DÃO AOS
SEUS SÚDITOS. Obrigado, senhor TC GUIMARÃES, mais do que,
pela resolução dos problemas, mas pelo atendimento respeitoso
e amigo.
Ocimar Magadalena Lisboa |