:: JORNAL ASSINAP - janeiro / 07 - pág. 06
:: CARTAS

Ao Governador

1 - Observamos, através dos tempos, a desmobilização da tropa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pela política e por todos os comandos que permitiram essa ingerência, atropelando os regulamentos, conforme podemos observar. Afinal, na prática, quem é o “consumidor final” dos serviços prestados pela Polícia Militar? O povo, o patrão, que paga os impostos para sustentar, também, a folha salarial da Corporação, mas recebe a devolução sob a forma de serviço, de má-qualidade, sem que aqueles que lhes prestam os serviços tenham culpa por isso. Atualmente os Praças da Corporação são tão vítimas quanto a sociedade. (Estamos falando dos profissionais sérios).
Os praças passaram a ser promovidos por tempo de serviço, sem que estivessem adquirindo novos conhecimentos no CFAP, ou aperfeiçoado aqueles que tivessem aprendido, enquanto recrutas. Passaram a ser, os praças, de modo geral, “CABIDES DE DIVISAS”, porque os critérios de promoção deixaram de lado os concursos; para depois de, neles aprovados, os praças, fazerem os respectivos cursos que os habilitariam a ser graduados respeitados, porque teriam recebido a devida instrução e conhecimento, fosse nos CFC, CFS, CAS, etc.
Eles foram promovidos por tempo de serviço, “estudando” através de polígrafos e prestando prova dos conhecimentos obtidos em testes contestáveis, foram considerados aptos a defender a sociedade (?!...) Assim, verificou-se, na prática: é muito mais fácil os OFICIAIS manobrarem os PRAÇAS, principalmente os GRADUADOS, esses em especial, porque é muito mais fácil manobrar quem não tem conhecimento do que os que enxergam, ainda que minimamente, principalmente quando o RISG é trespassado, e deveras rasgado pelo arbítrio inteligente, sem ironia, pelos governantes anteriores, quando lá se observa que “A ATIVIDADE FIM É DE RESPONSABILIDADE DOS CABOS E SOLDADOS”, e aos GRADUADOS, serem auxiliares dos oficiais.
Entretanto, o que se vê, na prática, em todo o Estado? Sargentos exercendo policiamento ostensivo, juntamente com cabos e soldados, ao invés de exercerem o disposto no RISG, que é a fiscalização da atividade fim, ou seja: a fiscalização dos serviços prestados pelos Cabos e Soldados. (agindo assim sob a égide da legalidade, da legislação ainda em vigor). (...) Pode parecer que este missivista seja contra a que os PPMM sejam promovidos; não é o caso. Extremamente justa uma promoção, porém, mais justo ainda do que simplesmente promover, é dar conhecimento objetivo-prático aos praças promovidos, através de instrução, nas Escolas de Polícia, nos devidos cursos, melhor, CUMPRINDO SIMPLESMENTE A LEI, sem inventar nem desmobilizar nem desmoralizar a tropa.
Ocimar Magdalena Lisbôa

Idéias

1 - Gostaria de parabenizar a Presidência e os demais membros dessa atuante Associação pelo trabalho sensato e fiscalizador que exerce sobre as autoridades. Sempre coerente e com muita lucidez de idéias, o Sr. Miguel Cordeiro coloca em prova questões que deveriam ser levadas adiante pelo Governo e pelo Comando da PM/BM, mas que infelizmente eles não querem ver, ou fingem não saberem que as boas idéias mudariam os rumos da segurança pública do nosso tão inseguro Rio de Janeiro. Sucesso na sua caminhada, Sr Presidente.
José Santos

2 - Gostaria de agradecer à ASSINAP e ao novo comandante da Polícia Militar, cel Ubiratan, pelo novo pensamento. Precisamos de uma policia técnica, seja ela militar ou civil. Fiquei feliz também com o pensamento de mudar esse regulamento por um mais novo, se é mesmo isso que entendi. Acho que o novo comandante dos bombeiros também deveria seguir esse exemplo.
André

3 - Gostaria de externar meu reconhecimento pelo fato de a ASSINAP haver sido uma das únicas entidades de classe a se ombrear com o projeto da lavratura de termos circunstanciados por nossa tropa e, em verdade, a única a ingressar e persistir no intento de buscar a via judicial para tal, através do processo n.º 20050011233392 (...) Parabéns pela acirrada defesa que vêm exercendo!
Wanderby Braga de Medeiros-Maj PM

Aumento de policiais nas ruas

1 - Tendo em vista o sério problema da falta de efetivo a ser empregado na atividade fim, e notando o vosso esforço no sentido de resolver diversos problemas do Estado, resolvi tentar ajudar, de forma prática e efetiva, o vosso trabalho. Há um montante não desprezível de policiais trabalhando internamente na burocracia das Unidades Policiais, que bem poderia reforçar o policiamento externo, se os quartéis se utilizassem de policiais militares da reserva remunerada, para o exercício de funções ocupadas por membros da ativa - salvo em funções que devem ser exercidas especificamente por policiais em atividade, como disposto no RISG.
Essa mobilização pode dispor um efetivo maior para os Batalhões PM, seja na atividade fim; seja para minorar os traumáticos serviços extras prestados pelos policiais que já atuam efetivamente nas ruas, sofrendo um desgaste físico-mental além do suportável.
Ocimar Magdalena Lisboa

2 - Gostaria de saber porque não faz uma pesquisa sobre a opinião dos policias que tiram serviços extras. Quando tem jogo no maracanã (clássicos) ou normais, eles informam que o policiamento será reforçado. Mas com o quê? Com os policiais na segunda folga! Ex: o pol.q tem escala 12/24, ou 24/48, tem uma única folga final de semana, por mês, e é nessa folga que tem o serviço extra, reforço no sambódromo, final de ano (Copacabana), assim como festas que ocorrem na área do batalhão. Sobre a obrigação de apreender armas, vamos aguardar se irá continuar com o novo governo...
Anônimo

Inativos e reformados

1 - Gostaria de saber se com a troca de Comando na PM e no Corpo de Bombeiros, vai melhorar alguma coisa para os inatívos com relação aos triênios e com a Lei 4848. Os inatívos ultimamente vêm perdendo o pouco que lhes resta.
Paulo Cezar

2 - Sou Bombeiro Reformado por invalidez Permanente e não posso concordar com diversas atitudes do Coronel De Carvalho, que em todas as suas decisões sempre prejudica o pessoal inativo. Com relação à Lei 4848, fiquei triste em saber que a PM terá suas carteiras de acordo com a Lei e que nos Bombeiros, teremos uma carteira que não vale o trabalho de ser trocada, pois um soldado com proventos de Sgt, continua Sd na carteira que o Cel De Carvalho quer entregar. (...) Para complicar estão querendo nos entregar a tal identidade sem o porte de arma o qual fazemos juz. É triste ser comandado por pessoas que não se preocupam em fazer valer os direitos dos inativos do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro O que vamos fazer?
Ângelo Augusto

3 - Eu duvido que a Lei 4848/06, que versa sobre o posto ou graduação dos inativos seja cumprida. Os Comandos da PM/BM estão relutando o máximo para que não sejam expedidas as identidades, sempre alegando a falta de cédulas ou às vezes alegam que precisam fazer um tal recadastramento para saber quem tem direito. Vejam senhores que eles querem passar um atestado de burro nos PM/BM. Sabe por quê? Se o PRODERJ expede o contracheque com o soldo do PM, porque então fazer recadastramento? A brilhante ASSINAP deveria acionar os órgãos competentes para que os Comandos da PM/BM cumpram imediatamente a Lei, ou então os legisladores e PM/BM ficarão desacreditados. Olho vivo, companheiros!
José Santos

Pecúnias e bravuras

Mais uma vez, foi tomada medida que deixará brechas. Na ocasião das concessões de Pecúnias e Bravuras, muitas foram posteriormente canceladas, pois foram concedidas de maneira fraudulenta e/ou de maneira política. Além disso, sabemos que muitos não estavam nem na ocorrência, fatos que nem deveria escrever. Vejo que contemplação de alguns gerará oportunas brechas, além de ser ilegal, pois somos uma classe, prevista na Constituição e detentora de um Estatuto, que só é levado à risca na hora de punir.
A. Silva

Aumento salarial

Até agora não se teve notícia alguma a respeito de aumento salarial dos policiais e bombeiros que, mais uma vez, estão sendo desrespeitados no seu direito mais básico.
Anônimo

Tratamento respeitoso

Não é comum, pelo menos na nossa Corporação, estando "na ativa", ou não, ser-se tratado de forma humana, respeitosa, como verdadeiramente deveria acontecer com todos os componentes da nosso PMERJ. Entretanto, para surpresa deste vosso companheiro, que teve a desagradável surpresa de ver barrada a pretensão de renovar a carteira do FUSPOM de sua companheira, sra ILZA MARIA DA SILVA. (...)
Ao retornar à DGP/DIP, com uma Parte, onde cobrou que uma sentença jurídica não pode, em nenhuma instância, ser substituída ou revogada por um ato administrativo, aproveitei e também impetrei um recurso, com uma exposição de motivos, onde demonstrava a ilegalidade daquele ato. Como entregara a documentação no protocolo da DIP, dirigi-me ao Sr Diretor da Unidade, e foi recebido pelo Sr Ten Cel PM GUIMARÃES. Este, mesmo sem ver os documentos que foram impetrados, mas, sabendo do ocorrido, avocou para si a solução do problema, de imediato, com um respeito e solicitude, não comuns.
Somente depois de ter resolvido, de forma prática e eficiente, a confecção imediata da carteira do FUSPOM requerida, tal Oficial veio a tomar conhecimento formal de tais documentos, o que, em si, evidencia a sua acendrada educação, e a grandeza que somente os grandes homens têm. Quero deixar patente esse agradecimento, e rogar ao Sr Cmt Geral, que mantenha, por longo tempo, uma administração que merece ser contemplada por sua dignidade e amor ao próximo, quando se dão ao subordinado, COMO OS MESTRES SE DÃO AOS SEUS SÚDITOS. Obrigado, senhor TC GUIMARÃES, mais do que, pela resolução dos problemas, mas pelo atendimento respeitoso e amigo.
Ocimar Magadalena Lisboa