:: JORNAL ASSINAP - JANEIRO / 07 - pág. 04
Na Ronda

Apreensão de armas
Os PMs estão torcendo para que não sejam mais obrigados a bater cota de apreensão de armas, como vinha acontecendo no governo anterior.
Os praças que não conseguiam apreender armas, eram punidos. A prática era comum em vários batalhões.

Expansão da ASSINAP

Caso você queira criar uma subsede da ASSINAP em seu município ou estado, entre em contato conosco: assinap.brasil@assinap.com.br, -tels 2717.3031/27192286. Você poderá ser nosso diretor regional e a arrecadação será aplicada na própria subsede.

DIP privilegia oficiais

Alô Comando Geral, alguém tem que dar um jeito na DIP! Meses atrás já falávamos que a Diretoria faz jogo duro na hora de cumprir a Lei 4848, que determina a inscrição na carteira da patente ou graduação que está no contracheque.
Mas agora, resolveram abusar um pouquinho mais e simplesmente não estão emitindo a 2ª via da carteira de inativos praças, privilegiando tão somente oficiais superiores.
O ex-soldado PM Marco Antonio de Andrade (foto ao lado), paraplégico e aposentado por ato de serviço, sentiu na pele a maldade. Ele tinha vindo da cidade de Volta Redonda para dar entrada no documento, mas foi mal atendido pelos atendentes que disseram que não fariam a emissão da carteira.
Sequer, receberam o pedido do ex-praça. Alguma coisa tem que ser feita. No NU/DIP, que atende os bombeiros, a ASSINAP vai impetrar mandado de segurança.

Trabalho na Segunda folga

Muito vem se falando sobre reforço no policiamento ostensivo, discurso que, de fato, agrada à opinião pública. Mas o problema é a forma como esse reforço é feito. Chega de utilizar policiais na segunda folga. Como se sabe o policial tem escala de 12 por 24, ou 24/48, além do trabalho no expediente.
Tem uma única folga final de semana, e é nessa folga que tem o serviço extra, como por exemplo, reforço no sambódromo, final de ano nas praias, assim como festas que ocorrem na área do batalhão, sempagamento extra.
Que haja reforço no policiamento, mas sem exploração do policial. Vamos fazer com que o policial tenha os mesmos direitos do trabalhador comum.

Retorno de policias e bomberios cedidos

É mais do que acertada a decisão do Governo em trazer de volta para suas unidades os mais de cinco mil bombeiros, policiais civis e militares cedidos. Há muito tempo, a ASSINAP bate nesta mesma tecla.
É um absurdo que um contingente deste tamanho estivesse desviado de sua função precípua. A maioria fazia trabalho de segurança privada, atuando como motoristas e seguranças de autoridades. O retorno desses homens será valioso para o tão aguardado reforço no policiamento ostensivo.


Jogo de futebol acaba na Justiça
A ASSINAP entrou com uma notícia crime no Ministério Público, dirigido ao Procurador Geral Marfan Vieira, por ter sido vítima de abuso de autoridade praticado pelo ex-comandante da Escola Superior de Polícia Militar, Coronel Mauro Assad Couto.
Tudo começou quando a ASSINAP questionou sobre a possibilidade de implantar um DPO numa determinada área da imensa Escola, devido ao número de assaltos que acontecia nas redondezas. Só que em vez de instalar o DPO na área sugerida, o Comandante da ESPM decidiu construir uma churrasqueira, para seu bel-prazer.
A churrasqueira foi construída colada na caixa de energia e de ramais telefônicos da ASSINAP, que fica justamente do outro lado do muro da Escola, na Rua Barão do Amazonas, em Niterói.
Logo após a construção da churrasqueira, começaram a ter jogos de futebol, nos quais a trave do gol era virada para o muro da ASSINAP. Como os jogos eram freqüentes, invariavelmente as bolas do jogo caíam em cima dos carros dos sócios da ASSINAP, como também no telhado na instituição, causando prejuízos.
O Presidente da Associação, Miguel Cordeiro, solicitou para que fosse posta uma rede de proteção nos muros para evitar o inconveniente, mas nada foi feito. Além dos prejuízos, os policiais que participavam das partidas, ainda pulavam o muro, invadindo o estacionamento para a retirada das bolas que chutavam. Os PMs ainda desafiavam os funcionários da instituição, dizendo: “polícia não pede, pega”.
Cordeiro irá até as últimas instâncias para apurar e julgar o ocorrido. “O ex-comandante foi negligente, autoritário e negligente em nada fazer. Ele agiu como se a ASSINAP fosse a extensão do seu quartel”, diz Miguel Cordeiro, Presidente da ASSINAP.
Por essas razões, a ASSINAP primeiramente representou à Central de Inquéritos de Niterói, na qual o promotor arquivou o feito, sem ouvir testemunhas, provavelmente tendo havido “embargo auricular”. Por tal despacho descabido, foi encaminhada nova representação ao Promotor Geral do MP para análise dos fatos.

ALERTA A PMS E BOMBEIROS
Quando você estiver em função de serviço reservado e for fazer qualquer investigação, atente para o respeito à colheita de PROVA LÍCITA.
O desrespeito à esta regra constitucional gerou representação criminal da ASSINAP contra o Tenente Coronel PM Mário Sérgio de Silva Reis - Chefe da 2ª DPJM - e os agentes daquela: 2º Sargento Antônio César Ramos de Mattos e o 3º Sargento Sebastião Henrique Reis Pinheiro, pela prática, em tese, de abuso de autoridade, invasão de domicílio e improbidade admnistrativa.
Nenhuma investigação não pode omitir a verdade nem documentos, desvirtuando os fatos. Para toda ação há uma reação.