| Respeito ao policial
militar
"Não é porque certas coisas são difíceis
que nós não ousamos. É justamente porque não
ousamos que tais coisas são difíceis”.
Sêneca
Os problemas herdados na segurança pública
são inúmeros: bandidos atacando à luz do dia, tráfico
cada vez mais forte, criminosos que comandam suas legiões de
dentro dos presídios, policiais mal equipados e mal treinados,
e ainda as milícias, que crescem numa relação diretamente
proporcional à ausência do estado. Dentro dos quartéis,
vemos policiais explorados, autoritarismo , baixos salários e
desmotivação.
A ASSINAP vai continuar colaborando para que o novo governo tenha êxito
no combate à criminalidade, mas também queremos que os
novos dirigentes saibam olhar para o militar estadual como um profissional
que merece ser respeitado, e não apenas como um cumpridor de
ordens. O praça é o mais importante patrimônio das
duas corporações - PM e Corpo de Bombeiros - , e por ironia,
sempre foi o mais massacrado.
Enquanto os oficiais desfilam suas medalhas dentro dos quartéis
e em festinhas beneficentes, é o praça que está
subindo morros, e arriscando a vida em operações muitas
vezes mal coordenadas e desastradas.
A melhoria da segurança pública deve começar com
a valorização do homem que a muito tempo vem sendo humilhado
e desprestigiado. Como querer que a segurança pública
funcione se seus profissionais estão desmotivados e estressados?
Estamos todos na torcida para que o novo governo atravesse as adversidades
e que não repita erros do passado. Que o novo governo seja, de
fato, transparente e democrático, buscando uma maior integração
entre as associações militares, com reuniões regulares.
É óbvio que queremos que a polícia consiga suplantar
a bandidagem, mas não podemos sacrificar ainda mais o homem da
Lei. Muito se fala sobre o policiamento reforçado, mas resta
a dúvida: de que forma? Nos governos anteriores quando se falava
em “reforço” no policiamento, todos já sabiam
que era sinônimo de exploração. O tal reforço
queria dizer que iriam colocar para trabalhar o policial durante sua
segunda folga, já que a escala, muitas vezes, é de 24
por 48. Vale destacar, sem nenhuma remuneração extra.
Apenas, mais trabalho. Os militares trabalham sem recompensa financeira
alguma. E todos sabemos que medalha não enche barriga. Que empresa
pode obter sucesso com funcionários descontentes e maltratados?
Nenhuma, com certeza.
As palavras encorajadoras do filósofo romano Sêneca citadas
no início do texto podem servir como lema para o trabalho dos
que comandam a área de Segurança Pública do Estado
do Rio de janeiro. Pois há anos, estamos observando ousadia vinda
exclusivamente de bandidos, enquanto a polícia foi se perdendo
em ações equivocadas.
Infelizmente, dentro das corporações o lema é:
“mais vale um ano de gabinete do que dez de capacete”. E
o mais triste é que o dito se confirmou nos últimos governos,
com tantas promoções baseadas exclusivamente no QI.
O trabalho não será fácil. O crime ficou ostensivo
e organizado, enquanto que a polícia foi se tornando invisível,
enfraquecida e desorganizada. A mão frouxa dos governos anteriores
transformou a cidade num campo de batalha onde, na maioria das vezes,
a criminalidade ganha por nocaute. Não se vence um desafio desta
monta sem o apoio dos comandados. Portanto, vamos arrumar a casa e partir
para luta com garra e inteligência.
Ao trabalho, o Rio precisa!
Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP |
| Milhares de associados
da ASSINAP serão beneficiados com a Gratificação
Especial de Atividade (GEAT). Toda documentação foi encaminhada
em janeiro para que seja possível executar a ação.
O mandado de segurança impetrado pela ASSINAP para inclusão
do benefício nos proventos de inativos e pensionistas foi transitado
em julgado em outubro de 2006, abrindo precedente para que tão-somente
os associados nesta condição incorporem a vantagem aos
seus contracheques, em caráter definitivo.
Durante os meses de outubro a dezembro de 2006, a Entidade recebeu a
documentação dos sócios interessados.
“Essa vitória foi uma das mais importantes que conseguimos
durante o ano de 2006, pois beneficia uma faixa que sempre foi esquecida
pelos governos, os inativos e pensionistas”, orgulha-se Miguel
Cordeiro, Presidente da ASSINAP.
Para quem não se lembra , a GEAT foi implantada durante o Governo
Garotinho beneficiando apenas militares da ativa. Portanto, no entender
da ASSINAP, não se tratava de gratificação, mas
sim de aumento salarial disfarçado.
Na verdade, o Governo estava concedendo um abono, pois não se
estava remunerando nenhuma atividade especial ou extra dos militares,
mas dando um complemento salarial por seus serviços normais e
regulares.
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