| O Presidente da ASSINAP,
Miguel Cordeiro, compareceu - a convite do comandante geral da PMERJ,
Coronel Hudson de Aguiar - ao almoço oferecido no Quartel Geral
da PM a representantes de associações militares. Durante
o encontro, o comandante geral relatou todas as realizações
de sua gestão na corporação, ressaltando que seu
foco era melhorar a qualidade de vida dos praças, como também
punir os policiais com erros de conduta.
“Busquei humanizar a corporação, valorizando o trabalho
dos praças, como também fortaleci a corregedoria. Nunca
admiti a permanência de maus policiais na corporação.
Posso ter cometido erros, mas agi de acordo com minha consciência”,
disse.
Durante seu pronunciamento, o comandante se referiu de forma positiva
ao trabalho que as associações realizam.
“Recebi muitas críticas, mas quero dizer que não
guardo nenhum rancor. Na verdade, as críticas me ajudaram a buscar
fazer o melhor. Acredito que o papel que as associações
desempenham é de extrema importância para as instituições
militares, afinal elas nos representam e nos defendem”, frisou.
Declarando não saber quem será o próximo Comandante
Geral da PMERJ, Coronel Hudson ressaltou a importância em se manter
um canal aberto com seu sucessor.
“Há projetos em andamento que precisam ser concretizados,
como o novo quadro orgânico, por exemplo. O diálogo permanente
das associações com o Comando será fundamental
para isso”, destacou.
Miguel critica influência excessiva da política
na polícia
Após pronunciamento do Comandante Geral, a tribuna
foi aberta aos participantes, mas apenas Miguel Cordeiro, Presidente
da ASSINAP, fez uso da palavra.
Cordeiro, a princípio, criticou a atitude do governo em relação
à polícia.
“A ASSINAP nunca vai se calar diante do que acha errado. Condenamos
a influência, muitas vezes nociva, que a política e governo
exercem sobre a nossa polícia. Eu amo essa instituição
e quero vê-la forte, respeitando os homens que aqui doam muito
de suas vidas, como também reconhecendo o valor daqueles que
aqui serviram”, destacou.
O presidente da ASSINAP fez questão de dizer que continuará
reivindicando os direitos da categoria.
“A meu ver, o papel das associações militares têm
de ser o de lutar pelos direitos dos PMs e bombeiros e criticar atos
equivocados. Não posso me calar quando vejo uma viúva
de major ganhando menos de 700 reais. Acredito também que antes
de fazer novos concursos para PM, precisamos urgentemente tirar o soldado
da miséria. Não há condições de viver
dignamente ganhando 800 reais”, disse.
Reconhecido como um crítico severo do modelo de funcionamento
da PM, Miguel esclareceu o alvo de suas observações.
“Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para afirmar que todas
as críticas que fiz nunca foram direcionadas à pessoa
do comandante Hudson, pois o conheço antes mesmo de se tornar
Comandante, e posso dizer que ele é um homem de bom coração.
Eu tenho certeza que ele quer o bem da corporação e que
fez o que pode. As críticas que fiz foram provocadas por divergências
em relação a atos do Comando, que muitas vezes precisa
agir de acordo com exigências do governo”, salientou. |
| Através da
ASSINAP, o Major PM Renan Gomes de Oliveira, conseguiu reaver e receber
os valores referentes à premiação em Pecúnia.
Ele entrou com processo para reaver a premiação em 2000
e o Estado começou a pagar em 2002, porém com valores
defasados.
Com o apoio da ASSINAP, ele entrou na Justiça em 2002, desta
vez para que os valores fossem corrigidos. A boa notícia é
que recebeu de uma vez só 70% da quantia pendente, com valores
atualizados, referente aos anos de 2002 a 2004.
“Claro que fiquei contente em receber a pecúnia agora nesta
época, mas, através da ASSINAP, ainda vou correr atrás
dos outros 30% que o Estado me deve e que deveria ter me pago”,
assinala Renan. |
As lamentáveis declarações
da funkeira Tati Quebra Barraco sobre a Polícia Militar não
vão passar em brancas nuvens. A ASSINAP está preparando
uma ação coletiva requerendo dano moral. No dia 13 de novembro,
a funkeira foi flagrada por policiais do 22º BPM (Maré) dirigindo
sem habilitação, em São Cristóvão.
Acompanhada de cinco amigos, ela chamou os PMs de “mortos de fome”.
Em conversa com repórteres durante o flagrante, afirmou que os
policiais tentaram extorqui-la, pedindo o cordão de ouro e pulseiras
em troca de sua liberação. No entanto, na 21ª DP (Bonsucesso),
onde o caso foi registrado, ela não mencionou a acusação.
A funkeira já tem histórico criminal. Em agosto de 2006,
ela foi detida por porte de maconha, mas firmou acordo na Justiça
para escapar da condenação.
A ASSINAP conclama os associados que se sentiram agredidos que participem
enviando e-mails comentando o fato ocorrido. |