:: JORNAL ASSINAP - DEZEMBRO / 06 - pág. 04
Comandante Geral da PM convida representantes de associações

O Presidente da ASSINAP, Miguel Cordeiro, compareceu - a convite do comandante geral da PMERJ, Coronel Hudson de Aguiar - ao almoço oferecido no Quartel Geral da PM a representantes de associações militares. Durante o encontro, o comandante geral relatou todas as realizações de sua gestão na corporação, ressaltando que seu foco era melhorar a qualidade de vida dos praças, como também punir os policiais com erros de conduta.
“Busquei humanizar a corporação, valorizando o trabalho dos praças, como também fortaleci a corregedoria. Nunca admiti a permanência de maus policiais na corporação. Posso ter cometido erros, mas agi de acordo com minha consciência”, disse.
Durante seu pronunciamento, o comandante se referiu de forma positiva ao trabalho que as associações realizam.
“Recebi muitas críticas, mas quero dizer que não guardo nenhum rancor. Na verdade, as críticas me ajudaram a buscar fazer o melhor. Acredito que o papel que as associações desempenham é de extrema importância para as instituições militares, afinal elas nos representam e nos defendem”, frisou.
Declarando não saber quem será o próximo Comandante Geral da PMERJ, Coronel Hudson ressaltou a importância em se manter um canal aberto com seu sucessor.
“Há projetos em andamento que precisam ser concretizados, como o novo quadro orgânico, por exemplo. O diálogo permanente das associações com o Comando será fundamental para isso”, destacou.

Miguel critica influência excessiva da política na polícia

Após pronunciamento do Comandante Geral, a tribuna foi aberta aos participantes, mas apenas Miguel Cordeiro, Presidente da ASSINAP, fez uso da palavra.
Cordeiro, a princípio, criticou a atitude do governo em relação à polícia.
“A ASSINAP nunca vai se calar diante do que acha errado. Condenamos a influência, muitas vezes nociva, que a política e governo exercem sobre a nossa polícia. Eu amo essa instituição e quero vê-la forte, respeitando os homens que aqui doam muito de suas vidas, como também reconhecendo o valor daqueles que aqui serviram”, destacou.
O presidente da ASSINAP fez questão de dizer que continuará reivindicando os direitos da categoria.
“A meu ver, o papel das associações militares têm de ser o de lutar pelos direitos dos PMs e bombeiros e criticar atos equivocados. Não posso me calar quando vejo uma viúva de major ganhando menos de 700 reais. Acredito também que antes de fazer novos concursos para PM, precisamos urgentemente tirar o soldado da miséria. Não há condições de viver dignamente ganhando 800 reais”, disse.
Reconhecido como um crítico severo do modelo de funcionamento da PM, Miguel esclareceu o alvo de suas observações.
“Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para afirmar que todas as críticas que fiz nunca foram direcionadas à pessoa do comandante Hudson, pois o conheço antes mesmo de se tornar Comandante, e posso dizer que ele é um homem de bom coração. Eu tenho certeza que ele quer o bem da corporação e que fez o que pode. As críticas que fiz foram provocadas por divergências em relação a atos do Comando, que muitas vezes precisa agir de acordo com exigências do governo”, salientou.


Major recebe valores atrasados da pecúnia
Através da ASSINAP, o Major PM Renan Gomes de Oliveira, conseguiu reaver e receber os valores referentes à premiação em Pecúnia. Ele entrou com processo para reaver a premiação em 2000 e o Estado começou a pagar em 2002, porém com valores defasados.
Com o apoio da ASSINAP, ele entrou na Justiça em 2002, desta vez para que os valores fossem corrigidos. A boa notícia é que recebeu de uma vez só 70% da quantia pendente, com valores atualizados, referente aos anos de 2002 a 2004.
“Claro que fiquei contente em receber a pecúnia agora nesta época, mas, através da ASSINAP, ainda vou correr atrás dos outros 30% que o Estado me deve e que deveria ter me pago”, assinala Renan.
 
Tati Quebra-Barraco irá responder processo
As lamentáveis declarações da funkeira Tati Quebra Barraco sobre a Polícia Militar não vão passar em brancas nuvens. A ASSINAP está preparando uma ação coletiva requerendo dano moral. No dia 13 de novembro, a funkeira foi flagrada por policiais do 22º BPM (Maré) dirigindo sem habilitação, em São Cristóvão.
Acompanhada de cinco amigos, ela chamou os PMs de “mortos de fome”. Em conversa com repórteres durante o flagrante, afirmou que os policiais tentaram extorqui-la, pedindo o cordão de ouro e pulseiras em troca de sua liberação. No entanto, na 21ª DP (Bonsucesso), onde o caso foi registrado, ela não mencionou a acusação.
A funkeira já tem histórico criminal. Em agosto de 2006, ela foi detida por porte de maconha, mas firmou acordo na Justiça para escapar da condenação.
A ASSINAP conclama os associados que se sentiram agredidos que participem enviando e-mails comentando o fato ocorrido.