:: JORNAL ASSINAP - DEZEMBRO / 06 - pág. 03
Liberdade de expressão garantida

Em face da repercussão das edições 13 e 14 do ASSINAP Notícias, o setor de Relações Públicas da PM exigiu - de forma indevida - espaço no periódico alegando que foram feitas “ofensas ao comando”. No entanto, as críticas feitas pela ASSINAP não tinham caráter ofensivo, mas sim informativo. A ASSINAP se defendeu informando que o pedido para direito de resposta fosse realizado pela via correta, ou seja, pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). Segue íntegra do documento enviado ao setor de Relações Públicas da PM:

A ASSINAP, através de sua Assessoria de Imprensa, diante de delegação de poderes do Presidente Miguel Cordeiro, face o e-mail enviado, no qual a PMERJ solicita direito de resposta no Jornal da Assinap (ASSINAP NOTÍCIAS), esclarece que:

1. Inicialmente, manifesta que não há restrição ao exercício do direito de resposta; Entretanto, só poderá a ASSINAP concedê-lo, se vier por quem de direito possa solicitá-lo.
2. Segundo o Mestre CAIO TÁCITO ([i]): “...não é competente quem quer, mas quem pode, segundo a norma de Direito”.
3. Ao que consta, salvo melhor juízo, a PMERJ é mero ente despersonalizado, subordinado diretamente ao Poder Executivo Estadual.
4. Assim sendo, tão-somente o Estado, via Procuradoria Estadual, poderá formular tal pedido, subscrito por Procurador do Estado devidamente concursado e inscrito na PGE - único legalmente autorizado a exercer função de assessoria jurídica e emitir pareceres jurídicos na órbita da Administração Estadual (Direta e Indireta).
5. Esclarece ainda, que V.Sa. exerce a função de Assessor de Imprensa, por Delegação de Poderes do Comando Geral da PM, por mero ato administrativo.
6. Ocorre que tal delegação, além de VEDADA pela CF (art. 68, § 1º, II) viola preceitos fundamentais da Lei Maior - arts. 2º (Separação dos Poderes); 5º, II (Princípio da Reserva Legal); e art. 37, II (Exigência de concurso de provas e títulos para exercer função pública).
7. Assim, manifesta elevado grau de apreço e consideração à V.Sa., agradece o convite para visitação, a qual solicita, desde já, agendamento, e, por derradeiro, gostaria o Presidente, de acompanhar a visita para estreitar os laços de amizade.

Como resposta, o Comando da PM determinou abertura de averiguação (veja documento expedido pelo comando em nosso site). No dia 28 de novembro, compareceu na sede da ASSINAP o encarregado da averiguação. Diante do total despropósito da citada investigação, a ASSINAP apresentou a defesa, que foi entregue ao encarregado.
A Associação entende que o ato é ilegal e viola os direitos de liberdade de imprensa, de expressão e do livre funcionamento de associação civil.
Infelizmente, os militares de hoje ainda vivem como se estivessem no período da ditadura.


ASSINAP vai criar TV e rádio da segurança
ASSINAP já começou a pleitear a concessão para operação de emissoras de rádio e de TV, nos moldes das emissoras educativas. Será a primeira emissora exclusivamente voltada para a Segurança, criada por uma associação de classe. Por ser uma entidade já presente em 10 estados da federação, o pleito da ASSINAP é totalmente justificado e legal.

A Associação já está formando parcerias com empresas que possam doar equipamentos e procurando lugar para a possível instalação das unidades. O local deve ter viabilidade técnica e topográfica.

O objetivo é que as emissoras estejam aptas e equipadas para difundir a voz e as imagens de interesse público e de seus usuários durante as 24 horas do dia, via cabo, internet e ondas hertz.

A associação, no período oportuno, também contratará estudantes de comunicação social para ocupar as vagas de operador, locutor, redator, repórter e programador.

“As emissoras de rádio e TV darão visibilidade à nossa causa. Será um espaço para mostrar as falhas da segurança e apontar soluções, de forma livre”, ressalta Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP.

Participação popular, liberdade de expressão e descompromisso com interesses comerciais são os princípios que nortearão as emissoras de rádio e TV, administradas pela ASSINAP.

Todos poderão se manifestar em relação a temas relacionados à segurança .


Pensionista ao Deus-dará
Há 34 anos, a viúva do Major PM Antônio Leal Farias Sonia Maria Garcia, de 71 anos tenta atualizar os valores de sua pensão. Mas esbarra sempre no mesmo problema, o péssimo atendimento dado pelo IPERJ aos pensionistas.

“Cansei de ir no IPERJ e nada foi resolvido. O atendimento é muito ruim. Quando falo a respeito dos valores errados da minha pensão, os próprios atendentes já vão dificultando tudo. A gente esbarra com um muro que não tem tamanho e não conseguimos falar com quem poderia resolver nosso problema lá. É muito importante o apoio que recebo da ASSINAP ”, desabafa a senhora Sônia.

Como viúva de major, ela deveria receber valores de acima de R$ 4 mil, mas recebe menos de mil reais.

Ela gasta cerca de R$ 400 em remédios para o coração, para a pele e sistema neurológico.

“Casos como este, infelizmente, são comuns em nosso País. Pensionistas são sempre largados de mão, uma verdadeira covardia do Estado para com essas pessoas”, diz Miguel Cordeiro, presidente da ASSINAP.